O companheiro e a vida

julho 29, 2011

Certa vez Tom Jobim cantou: “Vou te contar, os olhos já não podem ver, coisas que só o coração pode entender, fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho…”.

Com todo respeito pelo maestro, acho que ele exagerou um pouquinho na última frase. Nela ele condiciona a felicidade a não se estar sozinho, entretanto, a recíproca pode ser igualmente verdadeira, ou seja, uma pessoa que irradia felicidade tem mais chance de ter alguém a seu lado.

Mas, posta esta ressalva, vamos dar um crédito ao Tom e concordar que, quando se tem alguém ao lado, tudo fica mais fácil, mais seguro, mais completo, mais divertido. Só que – e este condicional é importantíssimo – não pode ser qualquer “alguém”, tem de ser um “alguém” a quem se possa, sem medo de errar, chamar de companheiro, ou companheira.

Aliás, este assunto também foi tema da mitologia e da poesia, ou de ambas ao mesmo tempo. Uma das mais belas abordagens é aquela em que um anjo pergunta a Deus por que Ele havia criado os Homens com “aquele defeito”.

– Que defeito? – perguntou o criador, com brandura.

– Bem – disse o anjo –, eu reparei que as pessoas só têm uma asa, e não duas como nós, e sabemos que são necessárias duas para voar. Então parece que eles nasceram defeituosos.

– Acontece, querido anjo – explicou Deus com um sorriso compreensivo –, que cada homem e cada mulher têm, sim, duas asas, só que uma está consigo e a outra está em outra pessoa. Eu os fiz assim para que eles aprendessem a voar em pares e, assim, conseguissem chegar mais alto e também para que conhecessem os verdadeiros valores divinos, como o amor, o sonho e a felicidade. Além disso – continuou –, dessa maneira eles também aprenderão a respeitar e a cuidar uns dos outros. Qualquer pessoa que magoe outra poderá machucar sua outra asa, e assim ficará impedido de voar. Só pelo amor, nunca pelo ódio, se aprenderá a voar pela vida, aproveitando toda a maravilha que ela tem para oferecer.

 

 

Fonte: Trecho do livro “Preciso dizer o que sinto, de Eugênio Mussak – Integrare Editora

 

 

 


Conversa com ou sem platéia?

julho 27, 2011

Conversar na frente dos outros pode modificar muito a reação das pessoas. Existem coisas que suportamos ouvir a dois, mas que nos deixariam muito incomodados se outras pessoas escutassem.

Então cuidado, uma conversa amorosa funciona melhor a dois, não precisa de plateia, muito menos de juízes. É que algumas pessoas buscam a opinião de um terceiro como um reforço para seus pontos de vista ou como forma de pressionar e convencer o parceiro para alguma coisa. Esta é uma estratégia perigosa; além de não trazer ganhos para o entendimento do casal, costuma ser vivenciada como chata pelos terceiros envolvidos.

Este jogo chama-se “tribunal”, e não é uma boa maneira de tratar dos problemas do casamento. É fácil imaginar o desconforto e a irritação do marido com a estratégia da esposa. A conversa amorosa é a dois. O ser humano é assim em geral, e não vai ser no casamento, tão repleto de fantasias e “neuras”, que ele vai escapar deste “poder do outro”. Deve ser por isto que os namorados, quando começam uma relação, pedem com tanta veemência: “se acontecer alguma coisa, me conte, não deixe eu saber pelos outros”.

 

Fonte: O nó é o Laço – Desafios de um Relacionamento Amoroso, de Alfredo Simonetti – Integrare Editora


Raciocine como uma criança

julho 25, 2011

E que tal mudar, passando a raciocinar mais como uma criança?

As crianças pensam de modo diferente. Também aprendem com maior rapidez, testam novas ideias e se divertem mais. Pensam de modo eficiente. Desde cedo, elas são estimuladas a explorar, a correr riscos e a ir à luta. Posteriormente, à medida que crescem, essas características vão sendo deixadas de lado, devido a uma combinação entre o sistema escolar e a competição com colegas. É uma tragédia constatar quão pouco criativos os adolescentes se tornam ao deixar a escola em comparação com o mundo mágico das crianças pequenas.

Lanço um desafio. Na próxima vez que você deparar com um problema, aborde-o da mesma forma que uma criança. Caso você tenha esquecido o que as crianças fazem ao aprender, aqui vão algumas ideias:

Fonte: Trecho do livro – Mude! Como ajustar seu ponto de vista e tirar o melhor de todas as situações, de Michael Heppell


Livro reúne técnicas exclusivas capazes de elevar a performance do cérebro humano

julho 22, 2011

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Best-seller mundial, traduzido em mais de 30 idiomas e que já vendeu mais de meio milhão de exemplares em 200 países chega ao Brasil pela Integrare Editora, com a promessa de elevar o potencial do cérebro humano 

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“Este livro é um manual de instruções para o cérebro. Ele foi idealizado para ajudar o leitor a entender como utilizar, com eficiência, o potencial do cérebro, independente dos desafios….” Tony Buzan.

 

Cerca de 100 bilhões de células cerebrais, os chamados neurônios, são responsáveis por monitorar as funções mentais do ser humano. Assim, por meio de trilhões de conexões realizadas por estes neurônios, o cérebro é capaz de controlar sensações como o sono, a fome, a sede e todos os movimentos que realizamos. Mais do que isso: ele é o centro de controle de emoções como tristeza, raiva, alegria, amor, medo e muitas outras. Entretanto, neurocientistas são unânimes ao afirmar que os seres humanos utilizam apenas 10% da capacidade do cérebro.

• Potencializar o poder da memória;

• intensificar a velocidade da leitura;

• aperfeiçoar técnicas de estudo e trabalho.

Estas são apenas algumas das atividades que Buzan descreve no livro. Ao lado de tudo isso, o autor detalha as técnicas de produção do chamado mapa mental, diagrama voltado à gestão de informações, utilizado hoje por mais de 250 milhões de pessoas para liberar o potencial do cérebro.

O autor reconhece que ter uma memória capaz de armazenar o máximo de informações não é tarefa das mais simples, mas defende ações como imaginação e associação para ajudar nesse processo. Segundo ele, tais iniciativas são fundamentais para efetivar as técnicas de memorização. Assim, quanto mais eficiente for o uso do que classificamos como dispositivos-chaves, ou seja, palavras, números, imagens, maior será o potencial da memória. Na prática, isso significa que quanto mais o indivíduo ouvir, experimentar, visualizar, cheirar ou sentir o que está tentando memorizar, maiores serão as chances de reforçar sua habilidade de lembrar e de buscar na mente a informação quando necessário.

 Traduzido em mais de 30 idiomas, com mais de meio milhão de exemplares em 200 países, o livro traz propostas de exercícios exclusivos e métodos revolucionários para treinar o cérebro que, além da memória, potencializam o QI e a criatividade, auxiliam o leitor a conhecer detalhes do potencial do cérebro humano e a desenvolver habilidades intelectuais diferenciadas. 

Leia aqui o 1º capítulo do livro

Fonte: Trecho do livro “Use sua mente – Como desenvolver o poder do seu cérebro”, de Tony Buzan – Integrare Editora


Memorizar durante e depois de aprender

julho 20, 2011

Um dos aspectos de memória e aprendizado menos compreendidos ou valorizados é aquilo que você se lembra durante e imediatamente após aprender – isto é, o que você armazena durante o aprendizado e o que se lembra depois que o aprendizado acaba. Na verdade, entender sua “compreensão” e “incompreensão” é vital para fazer um uso otimizado de sua fantástica memória.

Você também verá que, “memória” e “entendimento” não trabalham da mesma forma e que, você pode entender tudo sobre o assunto em que vai ser testado, mas é possível que não se lembre nem a metade de tudo isso.

Sua memória é, na verdade, muito efetiva, mas seu processo de recordação das informações pode não ser tão efetivo quanto você gostaria que fosse. Você precisa somente refinar a forma de acessar a informação armazenada em seu cérebro. Para começar o processo, tente o exercício a seguir:

No exercício, quase todos têm os mesmos resultados:

uma a sete palavras do começo da lista;

uma a duas palavras do final da lista;

a maioria das palavras que aparece mais de uma vez (nesse caso, “o”, “e” e “de”);

a palavra ou frase diferente (nesse caso, “Shakespeare”);

relativamente poucas, se se lembrar de alguma, das palavras do meio da lista.

Por que ocorre similaridade de resultados? Esse padrão mostra que memória e aprendizado não trabalham da mesma forma – apesar de todas as palavras terem sido entendidas, nem todas foram lembradas.

Nossa habilidade de recordar a informação que entendemos está relacionada a vários fatores:

Tendemos a recordar as “primeiras coisas” (conhecido como o efeito primário) e as últimas coisas (conhecido como efeito da regência) com mais facilidade que as “coisas do meio”. Por isso, lembramos mais de informações do começo e do final do período de aprendizagem que do meio dele. No caso do teste de memória das palavras, “casa” e “cachorro” aparecem no começo e no final da sequência, respectivamente.

Nós aprendemos mais quando as coisas estão associadas ou ligadas de algum modo, usando uma rima, repetição ou algo que se conecte com nossos sentidos

No caso do teste de memória, as palavras repetidas incluem “o”, “e” e “de”; as palavras associadas são “árvore” e “flor” ou “casa” e “telhado”.

Nós também aprendemos mais quando as coisas são diferentes ou únicas. O nome “Shakespeare” se destaca das outras palavras e atiça a imaginação. Isso é conhecido como efeito Von Restorff.

Esse padrão de resultado mostra explicitamente que memória e entendimento não funcionam exatamente da mesma forma com a passagem do tempo – todas as palavras são entendidas; somente algumas são recordadas. As diferenças entre o modo em que a memória e o entendimento funcionam ajudam a explicar por que tantas pessoas acham que não se lembram de muita coisa após horas de aprendizado e entendimento. A razão é que a memorização tende a ficar progressivamente pior com o passar do tempo, a menos que proporcionemos breves descansos à mente.

Para que a memorização seja mantida em um nível razoável, é necessário achar o ponto em que memorização e entendimento trabalham em harmonia. Em um estudo ou trabalho normal, esse ponto ocorre em um tempo entre vinte e cinquenta minutos. Um período menor não é suficiente para que a mente aprecie o ritmo e a organização do material, enquanto um período mais longo resulta no contínuo declínio da quantidade memorizada.

 Fonte: Trecho do livro “Use sua mente – Como desenvolver o poder do seu cérebro”, de Tony Buzan

 


Um manual para o cérebro

julho 18, 2011

Imagine que você é um atleta olímpico, musculoso, incrivelmente flexível e – em termos cardiovasculares – em boa condição, mas fica atolado em um pântano ou em uma areia movediça.

O que você pensaria? Invariavelmente, que o modo para sair dessa encrenca é usar sua energia olímpica. O que aconteceria se você fizesse isso? Afundaria rápido.

É aí que, como diz Shakespeare, eis a questão. Essa é a essência do dilema. Apesar de ser inteligente, poderoso e focado, você, o atleta olímpico, afundaria, pois não aplica o pensamento correto para o desafio que está enfrentando. Você afundaria apesar – e por causa – de seus melhores esforços.

Isso é o que muitas pessoas fazem quando precisam usar o cérebro – nós, sem intenção, não sabemos como acessar e aplicar esses poderes imensos.

Há tempos, tomei conhecimento dos diferentes tipos inteligências e como elas trabalham em harmonia com as outras quando desenvolvidas corretamente.

As inteligências múltiplas incluem:

É importante enfatizar que essas inteligências são como músculos que podem ser treinados e aperfeiçoados, e todos têm potencial para desenvolver qualquer inteligência em alto grau.

Durante a semana, falaremos mais sobre isso!

Fonte: Trecho do livro “Use sua mente – Como desenvolver o poder do seu cérebro”, de Tony Buzan – Integrare Editora

 



A fé como justificativa para o sofrer

julho 15, 2011

Todas as religiões, de alguma forma, propõem uma conexão com o divino como algo natural e saudável para o equilíbrio humano. Os fiéis que creem nos dogmas e na existência de algo superior, ou mesmo na prática mística, testemunham suportar melhor as dificuldades e aceitar a morte com menor desespero.

No caso dos viciados em sofrimento, contudo, esses dogmas e crenças podem ser utilizados como justificativa para tal atitude. É o que se depreende da história de Marlene. Aos 40 anos, casada e com filhos, trouxe as queixas de ansiedade e de dores no estômago, mal-estar, insônia, perda de peso e depressão.

Já havia passado por vários médicos e tomado diversas medicações, sem apresentar melhora.

Marlene contou que levava uma vida regrada, com horários muito rígidos. Tinha um marido exigente. Em decorrência da educação familiar severa, sempre se colocava de forma submissa nos relacionamentos. Não conseguia sentir desejo sexual e não se permitia fazer aquilo que gostava. Sua rotina não previa espaço para lazer. Passava o dia cuidando dos outros. Sua vida pessoal e social era restrita. Bastante religiosa, ela seguia fielmente os ensinamentos de sua fé e realizava trabalho voluntário na sua igreja. Em um primeiro momento, a religião lhe trouxe certo alívio e explicação para o seu sofrimento. Mas com o passar do tempo, sua doutrina religiosa foi inconscientemente utilizada como mais uma maneira de se martirizar.

Complementava, assim, sua personagem de ser sofrente, justificando seus tormentos.

A certa altura, porém, ela foi encaminhada à psicoterapia. Nesse processo, descobriu, entre outras coisas, que o sofrimento estava presente desde sua infância, vivida em uma família desorganizada e frágil. Ao tomar consciência disso, compreendeu que lidava com sua religião de modo a alimentar seu sofrimento.

Por exemplo, muitas vezes, já exausta pelos afazeres de mãe e esposa, era procurada pela comunidade religiosa para ajudar alguém e trabalhar naquele ofício. Não conseguia dizer não. Pela sua crença, não poderia deixar de se sacrificar. E assim se desrespeitava.Também pela sua religião, o sexo era para procriação, daí não se sentia bem nas relações sexuais, porque não podia gostar de sexo. Como era viciada em sofrimento, não conseguia sentir prazer na vida. Nesse exemplo, procuramos mostrar como uma pessoa pode utilizar uma crença religiosa como a “droga” para o seu vício.

 

 

Fonte: Trecho do livro “O sofrimento como vicio – Entenda e Supere essa dinâmica”, de Dirce Fátima Vieira e Maria Luiza Pires


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