A Criança Explosiva

fevereiro 28, 2011

Uma das situações familiares difíceis de lidar é quando um dos filhos tem o perfil de “criança explosiva”. Nestas situações em geral a relação familiar sofre um enorme desgaste, a criança recebe vários rótulos como rebeldes, mimados, manipuladores, mal-educados, exibidos e desafiadores. Esses rótulos atingem não só a criança, obscurecendo suas qualidades, mas também os pais, que se sentem frustrados, confusos, irritados, tristes, culpados,impotentes, esgotados e desanimados. Estes rótulos ainda os colocam no lugar de pais incompetentes e em geral cria um abismo de incompreensão entre os pais e o filho “explosivo”.

 O que é, então, “a criança explosiva”?

 A criança explosiva é aquela que reage às situações com extrema inflexibilidade e pouquíssima tolerância à frustração. Ela reage às mudanças e pedidos simples com extrema rigidez, agressões físicas e verbais e tem uma enorme dificuldade em avaliar as consequências de suas atitudes quando se sentem frustradas.

 As crianças não escolhem ser explosivas, elas têm um retardamento no processo de desenvolvimento das habilidades essenciais à flexibilidade e à tolerância à frustração.

Existe um novo olhar que muda por completo a postura de quem convive com essas crianças, pois favorece ao adulto desenvolver uma escuta crítica, uma aproximação através da empatia, cria oportunidades de diálogo e principalmente faz com que os pais tenham expectativas mais reais em relação ao filho, respeitando-o e colaborando para o seu desenvolvimento e superação das dificuldades.

 É fundamental que não só os pais, mas todos os adultos que têm maior contato com a criança tenham conhecimento de suas dificuldades, assim poderão agir proativamente.

 É importante destacar ainda que, somado ao comportamento explosivos podem haver outros transtornos, como TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), que está presente em cerca de 80% dos casos. O acompanhamento psicológico faz-se necessário para as crianças explosivas, não só para ajudar no desenvolvimento das habilidades citadas, mas também para uma correta orientação dos pais e professores.

 Fonte: trecho do prefácio do livro “A Criança Explosiva” de Ross W. Greene, Ph.D,  por Natércia Tiba


Formação da Geração Y: de quem é esta tarefa?

fevereiro 25, 2011

Recentemente, um grupo de recrutadores apresentou os principais requisitos que um candidato a uma posição gerencial deveria ter. Evidentemente, eles estavam procurando profissionais que atendessem às exigências dos gestores que haviam solicitado o recrutamento.

Foram listadas onze características:

A Geração Y possui muitas características marcantes e interessantes, mas ela precisa aprender a lidar com seus talentos e habilidades. As empresas buscam um profissional competente, mas muitas vezes esquecem que seus próprio gestores possuem um papel decisivo na formação dessa pessoa. A omissão ou o comprometimento deles é que determinará o caminho que os jovens profissionais tomarão em seu desenvolvimento.

Podemos considerar que as gerações mais antigas deveriam disponibilizar toda a experiência conquistada, dando aos jovens referenciais de escolhas e decisões, enquanto recebem da Geração Y toda energia e conhecimento sobre as novas tecnologias.

Fonte: texto extraído do livro “Geração Y – O nascimento de uma nova versão de líderes”, escrito por Sidnei Oliveira


Desenvolvimento da sua Marca Pessoal: quais caminhos são estratégicos e quais podem ser armadilhas?

fevereiro 24, 2011

Lembre-se de que tudo o que você está fazendo tem um único objetivo: diferenciar e agregar valor à sua marca pessoal. Torná-la única e com mais valor é seu grande objetivo. Nunca perca essa perspectiva. Ela é seu filtro para a tomada de decisão na avaliação do que é uma oportunidade, um caminho estratégico, e o que é pura armadilha do destino para tirá-lo da sua rota.

Para ter clareza, nunca pense somente a curto prazo. Pense estrategicamente a médio e a longo prazos avalie o significado dessa decisão na sua trajetória de marca pessoal. Pense em termos de reconhecimento da sua marca pessoal e de busca de notoriedade e reputação, e não só na visibilidade a curto prazo que pode ser uma armadilha para o futuro.

 Avalie seus projetos pela ótica da visibilidade (visibilidade que pode agregar valor à sua marca, gerar novos negócios, melhorar a exposição, comunicar melhor seus atributos positivos), mas contraponha sempre pela ótica da longevidade da sua marca pessoal. Esses são os dois vetores para quem almeja o sucesso na construção de sua marca pessoal. Alta visibilidade pode gerar ganhos imediatos, mas também comprometer seus planos no futuro, se não for bem calculada.

 Visibilidade boa para a sua marca é aquela que agrega valor, que o coloca no campo onde quer ser percebido, que valoriza seus melhores atributos. Visibilidade é a que produz sinergia entre seus valores de marca, que reforça seu DNA de marca pessoal. Avalie bem cada movimento e abra mão daqueles que forem oportunistas demais. Descarte toda visibilidade que o distanciar do seu DNA de marca.

 Fonte: texto extraído do livro “Personal Branding – Construindo sua marca Pessoal”, Arthur Bender

 


A nossa felicidade: depende da empresa na qual trabalhamos?

fevereiro 23, 2011

Mas focar apenas a felicidade é uma visão simplista e, ao mesmo tempo, complexa demais.

Cientistas calculam que 50% da felicidade de uma pessoa são determinadas pela genética, 10% pelas circunstâncias de vida e 40% por pensamentos e ações.

Uma empresa não tem como interferir na genética de um ser humano, mas pode representar uma circunstância de vida. No entanto, a circunstância de vida significa apenas 10% da felicidade. Além disso, sabemos que a vida não é composta apenas de aspectos profissionais. Existem as questões pessoais que não podem ser determinadas nem depender de uma empresa. Com isso, já perdemos uma parte desses 10% de felicidade.

Mas ainda sobram os 40% relacionados com pensamentos e ações. Talvez uma empresa possa proporcionar a uma pessoa a oportunidade de bons pensamentos e ações, mas certamente não tem como gerir e controlar esse processo.

Esses dados nos mostram aquilo que já sabemos: a felicidade depende diretamente da pessoa. Não há como atribuir a uma empresa a responsabilidade pela felicidade de alguém.
 
Fonte: texto extraído do livro “Endomarketing de A a Z – Como alinhar o pensamento das pessoas à estratégia da empresa”, escrito por Analisa de Medeiros Brum

 


Atitudes dos líderes exaltam o “lado negro” da Geração Y

fevereiro 22, 2011

Os jovens da Geração Y necessitam de referenciais baseados em valores e não em julgamentos e regras. Eles estão carentes de orientação, de valores, de afeto real, que só podem ser alcançados por meio do diálogo verdadeiro, da negociação de expectativas de ambas as partes. A omissão nessa situação facilitará a realização das “profecias apocalípticas” que exaltam o “lado negro” da Geração Y.

Nosso maior desafio como líderes desses jovens é decifrar esse aparente enigma, reduzindo nossas expectativas quanto às regras de controle como horários, forma de vestir, forma de fazer as coisas e dando a devida importância aos significados de cada escolha que eles fazem, aos valores de vida que realmente estão nesses significados e aos resultados e consequências que suas escolhas proporcionarão no futuro.

Fonte: texto extraído do livro “Geração Y – O Nascimento de uma nova versão de líderes”, escrito por Sidnei Oliveira

 


Qual a melhor forma de envolver alguém em uma mensagem?

fevereiro 21, 2011

  

Persuadir alguém, implica conhecer fatores que influenciam o comportamento e as atitudes de um interlocutor. Potencializar esse atributo exige praticar a sinergia entre três elementos que sustentam a capacidade de envolvimento gerada com esse interlocutor: a retórica, a argumentação e a sedução. O uso harmônico desses elementos combinados produz reflexos emocionais ao discurso proferido, impactando decisivamente na conquista e persuasão do interlocutor.

A retórica é a faculdade em que devemos considerar, para cada caso ou situação, qual o estilo comportamental e os recursos de linguagem mais convincentes ao interlocutor. A habilidade de empatia, é importantíssima na composição retórica de uma abordagem persuasiva, pois, quando nos colocamos no lugar do outro, temos melhores condições de poder ajustar a forma expositiva mais adequada à recepção positiva do nosso interlocutor. O uso de linguagens ditas não-verbais, como o estilo, a postura e especialmente o carisma pessoal, complementa e forja o arcabouço de ferramentas a utilizar na esgrima expositiva com o interlocutor, objetivando provocar ou aumentar adesão aos argumentos apresentados.

A argumentação, parte racional da persuasão, compreende todo o conteúdo e o arsenal de razões, vantagens e benefícios de que dispomos para apresentar ao interlocutor. A plena utilização desse elemento persuasivo pressupõe o uso de habilidades como a percepção e o ouvir ativamente, condições necessárias para obtenção dos resultados desejados.

A sedução completa o trio de elementos. Ela nasce dos efeitos da retórica que, adicionados ao conteúdo argumentativo, produzem sentimentos de envolvimento e prazer no interlocutor. É a responsável pelo despertar do desejo e, principalmente, pela multiplicação exponencial dos efeitos do fator emoção no universo persuasivo da comunicação pessoal.
 

Fonte: texto extraído do livro “A cereja do bolo”, escrito por Carlos Alberto Carvalho Filho
 
 

 


Linguagem de Sinais

fevereiro 18, 2011

Os cientistas estão sempre tentando desenvolver linguagens especiais para se comunicar com golfinhos e gorilas, para fazê-los entender a conversa humana por meio de uma série de estalidos, assobios e pictogramas. Hoje algumas pessoas estão tentando fazer o mesmo com os bebês, traçando uma técnica de linguagem de sinais especificamente para se comunicar com lactentes.

Qual seria a lógica por trás disso? É que, se os lactantes forem bebês resmungões, o único motivo é porque não estão sendo adequadamente entendidos. Isso me parece cômico. Deve existir alguma razão evolutiva do porquê de os bebês não falarem. Talvez seja porque eles se sentem frustrados com as limitadas habilidades comunicativas e, portanto, um dia aprendem a falar. De qualquer forma, mesmo quando os bebês aprendem realmente essa nova linguagem de sinais, parece que eles falam de uma forma primária uma única coisa: “Dê-me comida!”. Nossa, quem poderia adivinhar?

Texto extraído do livro “The New Basics – O que você precisa saber para cuidar bem de seu filho, de A a Z”, escrito pelo Dr. Michel Cohen

 


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