LANÇAMENTO! Caminhos para uma consciência mais elevada, de Ken O’Donnell

março 29, 2013

Vivemos um momento de constantes crises: econômica, ecológica, de valores… Mas isso não quer dizer que devemos ou podemos nos abater diante das dificuldades. A crise é sempre uma oportunidade de repensar atitudes e promover mudanças necessárias. E se os problemas ao nosso redor são o resultado de nossas ações, então a única solução possível está dentro de nós.

            Não importa sua crença ou nível de conhecimento, Caminhos para uma consciência mais elevada vai levá-lo diretamente à transformação. Reveladora para iniciantes e estimulante para quem deseja aprofundar-se no assunto, esta é uma leitura obrigatória para aqueles que buscam uma atuação mais consciente e uma vida mais equilibrada.

 

“O equilíbrio entre o espiritual e o físico é a única resposta válida para as demandas da vida moderna.”

Ken O’Donnell

 

           A forma como lidamos com os desafios nos fazem, muitas vezes, infelizes e insatisfeitos. Mas a verdadeira origem dessa tristeza e insatisfação está no desconhecimento sobre nós mesmos.

            Caminhos para uma consciência mais elevada convida a um revigorante mergulho interior nas instâncias do verdadeiro eu e seus atributos inatos.

           De forma didática, Ken O’Donnell transmite a base de um eficiente método para ativar nossas qualidades espirituais: a meditação Raja Yoga, com a qual teve contato na Universidade Espiritual Brahma Kumaris, ONG filiada às Nações Unidas com status consultivo no rol do Conselho Econômico e Social e no Unicef.

 

Um pouco sobre o autor:

Ken O’Donnell é australiano radicado no Brasil e autor de 12 livros sobre desenvolvimento pessoal e organizacional alguns publicados em 9 idiomas. Como consultor internacional trabalhou com algumas das maiores empresas nos cinco continentes, bem como com muitas repartições municipais, estaduais e federais em diversos países. É diretor para a América do Sul da Organização Brahma Kumaris (www.bkumaris.org.br), que trabalha na área de desenvolvimento do ser humano, além de ser o presidente para o Brasil.

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Fonte: livro “Caminhos para uma consciência mais elevada”, de Ken O’Donnell – Integrare Editora

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Como os pensamentos criam atmosfera, por Ken O’Donnell

março 27, 2013

A palavra “atmosfera” possui dois significados. Um refere-se ao ar físico a nossa volta e o outro aos aspectos mais sutis que as vibrações dos pensamentos criam num espaço específico. Ninguém pode negar que a atmosfera de um bar lotado é diferente da atmosfera de uma igreja. Isso se deve principalmente ao efeito de tipos diferentes de pensamentos e sentimentos nesses recintos. Mesmo alguém surdo e cego teria capacidade de perceber a diferença.

As vibrações do som são invisíveis, mas seu impacto não é. Uma broca de ar comprimido ou um jato que rompe a barreira do som sacode nossas mentes e as paredes de nossas casas. As vibrações dos pensamentos não podem ser vistas, mas seu impacto é até mais pungente. O pânico das pessoas durante uma tragédia e a euforia da vitória num campeonato de futebol são exemplos de como os pensamentos criam uma atmosfera.

Em nível mais sutil, muitos de nós temos a experiência de telepatia rudimentar: “Puxa! Eu estava exatamente pensando em você e você ligou”. Os pensamentos conectam os indivíduos a longas distâncias. Os médicos nos informam que cerca de 90% das doenças do corpo têm origem psicossomática. Isso torna o corpo humano o exemplo principal de como os pensamentos afetam a matéria.

Como o mundo é feito dos mundos coletivos e pessoais de todos os indivíduos, é fácil compreender como a atmosfera internacional política, econômica e social nada mais é do que os efeitos coletivos de todos os nossos pensamentos.

 

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Fonte: livro “Caminhos para uma consciência mais elevada”, de Ken O’Donnell – Integrare Editora

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Um equilíbrio entre o espiritual e o físico… por Ken O’Donnell

março 25, 2013

Durante o último século ou mesmo nos últimos anos, temos testemunhado uma desintegração sem precedentes de muitos de nossos valores, sistemas, costumes e estruturas. Porém a desintegração de tantas coisas que nos são tão caras tem um lado positivo: ela faz com que reconsideremos nossa abordagem da vida.

          Nossos sistemas de apoio, muitas vezes de curta duração, não surtiram os efeitos esperados. Há um clamor sem paralelo por um entendimento mais profundo dos assuntos referentes ao espírito, como se disséssemos: é o suficiente, basta!

          A busca de novos caminhos nos leva de volta a nós mesmos e às dimensões escondidas de uma consciência mais elevada.

          Já que os problemas ao nosso redor são os resultados de nossos atos, é um passo lógico querer examinar a semente da ação — nossa própria consciência. Esses outros aspectos da realidade podem ser descobertos pelo experimento prático dentro de nós mesmos.

          Apesar de tanta beleza e inspiração das parábolas e exemplos de nossas tradições, as condições do mundo parecem estar piorando com o tempo. No nível individual, nossas vidas práticas raramente se equiparam aos nossos ensinamentos mais nobres.

          Por isso, devemos equilibrar razão e emoção de forma a dar rédeas aos meus sentimentos mais verdadeiros sob a direção da mão firme da sabedoria: preciso estar ciente do que está acontecendo a minha volta sem perder a cabeça.

 

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Fonte: livro “Caminhos para uma consciência mais elevada”, de Ken O’Donnell – Integrare Editora

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As principais características de um líder. Por Ken O’Donnell

março 22, 2013

Descobri um site que transforma blocos de texto em “nuvens” que relacionam a frequência das palavras ao tamanho da fonte. Quanto maior a fonte, mais vezes a palavra ocorre no texto.

          Por curiosidade, selecionei pelo menos cem textos de sites sobre liderança ou qualidades de líderes que eu tinha gravado no meu computador, passei para o programa que cria uma lista de frequência de palavras e ele selecionou apenas as virtudes ou valores.

          Finalmente, submeti a nova lista ao site mencionado e ele gerou a seguinte nuvem de cinquenta valores:

 

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          Vemos que “respeito” é a palavra em corpo maior pois é o valor que ocorreu mais vezes nos textos. “Confiança” está em segundo lugar e “resultados”, em terceiro. Sei que esse exercício tem pouco valor científico, mas pelo menos para mim confirmou algo em que sempre acreditei: o respeito é o valor mais imprescindível de um líder. É impossível criar um ambiente de confiança sem respeito. Igualmente, sem confiança e respeito, como seria possível conseguir os resultados esperados de um líder? Sem produzir resultados práticos, a conversa sobre ser um bom líder é meramente acadêmica.

          A palavra “respeito” vem do latim respicere, que significa “olhar de novo ou olhar por trás”. Implica examinar uma situação ou pessoas de maneira especial, com mais profundidade. No sentido das capacidades de liderança mencionadas no quadro acima, o respeito se torna a chave para tudo o que está na lista.

 

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Fonte: livro “O espírito do líder 2 – Lidando com a incerteza permanente”, de Ken O’Donnell. Integrare Ed.

 

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A raiz da timidez! Por Içami Tiba

março 20, 2013

Conforme o filho vai crescendo, os pais mostram-lhe o que ele deve ou não fazer. Aos poucos, vão concedendo algumas permissões. Quando estas faltam, e no seu lugar há censuras sucessivas, críticas e reprovações às suas iniciativas, a criança pode crescer sentindo-se tão “proibida”, a ponto de ela mesma proibir-se de fazer algo. Daí resulta a timidez, um transtorno no comportamento do ser humano.

 

“A criança hipersaciada também pode tornar-se tímida. Afinal, os pais hipersolícitos atendem a todas as suas vontades, e ela não aprende a se virar sozinha.”

 

Basta a ela sentir-se desacompanhada dos pais, em ambiente diferente ou diante de qualquer pessoa estranha, que logo se vê atacada pela timidez. A timidez é antinatural. o primeiro sinal de contato – isto é, de manifestação de relacionamento – do bebê com o mundo é o sorriso. O adulto desarma-se diante do sorriso de uma criança, pois sabe que não existem segundas intenções. Trata-se apenas de um sorriso. Pura expressão de alegria.

            Uma criança sorridente é uma criança simpática, o orgulho dos pais. Por volta do oitavo mês de vida, quando passa a não querer ir para o colo de estranhos, torna-se antipática. Alguns pais não admitem essa reação, forçando o bebê a aceitar a pessoa que lhe é estranha, como se fosse seu amigo íntimo. É assim que começa o mecanismo de auto-repressão da criança. Cada vez que os pais a reprovam por não aceitar alguém, ela mesma a aciona, reprimindo suas defesas naturais para receber a aprovação dos pais. E assim deixa de ser espontânea. A timidez é a perda da espontaneidade.

            A criança aprende fazendo tentativas. Erros e acertos são fundamentais. Se os pais não aceitarem os erros, criticando duramente o filho, ele próprio deixará de aceitar seus erros, perdendo, então, a liberdade de arriscar. Resta-lhe a obrigação de acertar sempre.

          Acertar é agradar aos pais. Logo, esse acerto é subjetivo, pois depende do critério que os pais utilizam para aprovar ou não a atitude dos filhos. A timidez é a perda da liberdade de tomar iniciativa.

 

“Uma educação severa, em que o erro é castigado e o acerto nem sempre é premiado, gera pessoas tímidas. Portanto, a timidez pode ser resultado de pais muito exigentes.”

 

Quando a repressão é muito grande, a criança amolda-se e sofre calada. Caso não se adapte à repressão, ela seleciona ambientes em que pode ficar quieta e nos quais pode bagunçar. Essa é a explicação para aquelas crianças tímidas na escola e superbagunceiras em casa ou tremendamente obedientes em casa e indisciplinadas fora dela. Elas obedecem parcialmente à repressão na presença dos repressores. Na ausência deles, passam a reprimir os outros, a “delinquir”. E o método da gangorra: de um lado senta a timidez, do outro, a delinquência.

 

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Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Até que ponto as “DRs” são úteis? Por Alfredo Simonetti

março 18, 2013

E como termina a conversa amorosa? A conversa amorosa, como vimos, serve a vários propósitos. Assim, um bom momento para encerrar é quando o problema, o nó em questão, tiver sido resolvido, e é isso mesmo o que acontece, pelo menos em alguns casos.

 

            A conversa amorosa efetivamente é muita boa para acertar as coisas entre o casal, seja pela descarga emocional que ela provoca, diminuindo assim a tensão entre os parceiros, seja proporcionando uma solução satisfatória para os desencontros, ou, no mínimo, favorecendo acordos comportamentais que satisfaçam as necessidades dos dois parceiros.

            Mas acontece que muitos problemas de uma relação amorosa não podem ser resolvidos no sentido exato do termo, ou seja, muitas vezes não é possível chegar-se a uma conclusão ou a uma mudança de comportamento ou de situação.

            Por causa disso, tem gente que acha até que nem vale a pena conversar, dizem “…não vai dar em nada mesmo… de que adianta falar, as coisas não vão mudar mesmo”.

            Isto é um grande equívoco porque a conversa amorosa não termina em uma solução. Ela é valiosa porque no amor não se conversa apenas para resolver problemas, conversa-se porque é preciso falar, até sobre aquilo que não pode ser resolvido, porque é preciso falar confiando que aquilo que não se resolve se dissolve.

            Na prática, a conversa amorosa termina assim: vai mudando de ritmo, vai ficando mais devagar, começa a esfriar e para, pronto, acabou, na maioria das vezes sem grandes conclusões ou soluções, simplesmente terminou.

            Na verdade ela não termina, ela é interrompida, para ser retomada depois, pois uma conversa amorosa é mesmo coisa de momento, ela tem ponto de partida, mas não tem ponto de chegada definido.

 

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Fonte: livro “O nó e o Laço – Desafios de um relacionamento amoroso”, de Alfredo Simonetti – Integrare Editora

 

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Felicidade: o melhor alimento! Por Ken O’Donnell

março 15, 2013

A felicidade é o melhor alimento.

            Para criar e manter uma disposição feliz, preciso saber ser positivo. Isso não quer dizer andar com a cabeça nas nuvens achando que tudo é maravilhoso. Enquanto vejo as diversas situações, boas e más, preciso manter a equanimidade. A feiura não me torna feio nem a tristeza me faz triste; os sucessos não preenchem a mente nem os fracassos me arrasam. Se é assim, a vida não se alterna entre grandes expectativas e grandes decepções.

            Os altos transitórios de alegria, pagos por baixos de depressão na montanha-russa existencial, só levam ao desgaste. O cansaço, o tédio e a solidão são sintomas da incapacidade de extrair felicidade do que é simples. A insatisfação nasce da falta de aproveitamento do que nós já temos.

            Algumas dicas:

 

1.            Observe suas especialidades e as dos outros e encoraje-as conscientemente.

2.            Aproveite os momentos em que você está só para acessar seu próprio fundo interior de felicidade.

3.            Lembre que o sucesso é uma combinação de entusiasmo e determinação.

4.       Se você for divertido, tudo poderá ser também.

 

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Fonte: livro “Reflexões para uma vida plena”, de Ken O’Donnell. Integrare Ed.

 

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Sou mais forte do que pareço! Por Eugenio Mussak

março 13, 2013

Cada pessoa é um adam que pode se tornar He-Man invocando seu poder, mas isso deve ser feito com convicção. O personagem de desenho animado que animou as crianças das décadas de 1980 e de 1990 não levantava a espada e anunciava “Pelos poderes de Grayskull… eu tenho a força!”, a não ser que fosse necessário. Era o perigo que liberava a energia que transformava o fracote no fortão, o medroso no herói.

          Na sociedade atual, podemos dizer que praticamente não corremos perigos físicos, como acontecia em Eternia, o planeta onde viviam He-Man e She-Ra. Em compensação corremos perigos emocionais ainda maiores, pois todos os dias somos assombrados pela possibilidade de fracasso, pelas perdas afetivas, pelos problemas profissionais e financeiros, pelas dúvidas existenciais. E todos os dias temos a chance e a necessidade de acionar nossa força, ainda que, às vezes, algumas pessoas não o façam.

          O destino nos obriga. Ele não pergunta se estamos dispostos: simplesmente apronta das suas. Eu estava em Florianópolis na grande enchente de 1983 e presenciei cenas explícitas de gran- deza humana. No final das contas, aquela situação era um emba- te entre a força dos elementos da natureza e a força da alma das pessoas. Foi quando eu conheci José Carlos, um jovem pai que, ao chegar em casa naquele dia, ela – a casa – não estava mais lá. Havia sido levada pela enxurrada, que por pouco não levara jun- to sua mulher e seus dois filhos pequenos. Por sorte, eles tiveram tempo de sair. Quando lhe perguntei “E agora?”, ele me olhou com gravidade, suspirou e disse “Agora é começar tudo de novo”. E ele recomeçou, persistiu e reconquistou sua casa, aliás, melhor que anterior.

 

          Sim, a necessidade obriga. “Sapo não pula por boniteza, mas porém por precisão”, diz o provérbio que o entendido da alma humana, Guimarães Rosa, usou na epígrafe de seu famoso conto A hora e a vez de Augusto Matraga. A força interior existe, mas é virtual. Não pode ser percebida a não ser quando é solicitada de verdade. E isso pode acontecer por dois motivos: por exigência do destino ou por ingerência da vontade. Ou por ambos. “Ferramenta tens, não procures em vão”, escreveu Fernando Pessoa em um de seus belos poemas que nos colocam em contato conosco mes- mos. “Tenha o coração sensível e use a força da mente”, termina seu verso. Sim, temos a ferramenta em nós, só precisamos usá-la.

 

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Fonte: livro “Preciso dizer o que sinto”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

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Para ter foco… TODOS OS DIAS! (Dulce Magalhães)

março 11, 2013

            Para desenvolver o foco precisamos aprimorar nossa percepção e capacidade de escolha. Assumir riscos calculados e ir além do que já compreendemos e assimilamos.

            Nossos sentidos não são treinados para ver o todo. Vemos a vida por etapas, partes, sequências, episódios. Nossa memória é a fragmentação da experiência. Nosso olhar vê tudo de certo ponto de vista, pois não consegue abarcar toda a realidade. Só podemos guardar a maciez daquilo que tocamos, pois o intocado não pode ser percebido. Ouvimos e falamos limitados pela linguagem e pelos conceitos que somos capazes de decodificar.

            Para ampliar nossos horizontes, rompendo as fronteiras internas que nos impusemos, precisamos percorrer de novo os caminhos conhecidos a partir de uma trajetória arquetípica, ou seja, temos de ir além do analítico racional e exercitar nossa percepção dentro da esfera do simbólico intuitivo.

          Toda a sabedoria se expressa em um espaço além das palavras, além das ideias objetivas, e da experiência tangível. O sutil, o subjetivo e o intuído são algumas das facetas da consciência. Se não há um fundo de contraste, não é possível compreender as letras da superfície. Ler a vida e ver o que está escrito, feito, experimentado, mas também perceber o todo que faz isso possível.

 

          Se prestarmos atenção, cada dia representa um movimento especial de ciclos de vida, apresenta um foco em si mesmo. Se seguíssemos o fluxo da sabedoria dos dias, levaríamos nossa existência bem mais alertas, desfrutando cada passo, reconhecendo cada encontro, permitindo que o melhor de nós aflorasse nas trilhas iluminadas de cada santo dia.

 

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Fonte: livro “O foco define a Sorte – A forma como enxergamos o mundo faz o mundo que enxergamos”, de Dulce Magalhães – Integrare Editora

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Por uma vida bem vivida!

março 8, 2013

Faz muito, muito tempo que li a entrevista de Marcello Mastroianni que tanto me marcou. O belo ator italiano, já em idade avançada, dizia que ao olhar o próprio rosto marcado de rugas apreciava a expressão que estava como que congelada na face. Os vincos lhe faziam constatar que tivera uma vida em que o sorriso foi mais frequente que a angústia e que a preocupação era um pálido rascunho na face marcada pelos traços do riso.

            Jamais me esqueci disso. De lá para cá, observo atentamente a história que meu rosto escreve à medida que o tempo passa e procuro ler em meus contemporâneos os traços que podem dizer tanto sobre eles. A força e a fragilidade, a leveza e a dureza, a rigidez e a flexibilidade, o bom e o mau caráter – tudo isso fica impresso na pele, na bochecha, no cenho. E, claro, no olhar, janela devassável da nossa alma.

            Entretanto, as cirurgias plásticas, o Botox, os preenchimentos não vieram justamente para apagar todos esses vestígios de vida vivida? Não servem exatamente para confeccionar a máscara com que mostramos aos outros uma imagem ideal, opaca de todas as experiências, muda em seu relato de vivências, dores, decepções e frustrações?

            Depende. É preciso só um pouquinho de imaginação para decifrar esses rostos plastificados, de pele esticada além da conta e expressão enrijecida. O que eles nos dizem de seus donos? Refletem autoestima em harmonia com a vida ou uma busca angustiada pela juventude perdida? O que os olhos buscam no espelho? Uma imagem que conserte os desacertos da vida, que lhes devolva a impressão de que tiveram uma história que poderia ter sido e não foi?

            Nosso rosto não esconde coisa alguma. Ele fala de nós o tempo todo, não importa a qualidade da pele ou do médico. E é por isso mesmo que todo aconselhamento de beleza não pode prescindir da receita fundamental: nada é mais belo do que uma vida bem vivida; nada faz tão bem ao rosto e aos olhos do que digerir bem as coisas boas e ruins que nos acontecem, sabendo prolongar o prazo de duração das primeiras e reduzir o efeito das segundas.

            Por isso, se você procura apenas as últimas novidades para tartar da pele e da saúde no livro, saiba que a Dra. Carla Goés vai dizer que não bastam os tubos de cremes de alta tecnologia, os alimentos saudáveis e as atividades físicas. Que os tratamentos, na verdade, são coadjuvantes importantes na busca da alegria, do relaxamento e da longevidade; que uns não andam sem os outros e que beleza está ao alcance de todos, sim. Mas não são tudo.

            A era das celebridades nos faz perder tempo com muita bobagem, mas um ensinamento do nosso tempo é proveitoso. As belas que tanto admiramos nem por isso são felizes. Lembram de Nicole Kidman, magérrima, lindíssima, talentosíssima, lamentando ser abandonada por Tom Cruise? Que homem, meu Deus, largaria a fabulosa Nicole?

            No entanto, quem não conhece pessoas acima do peso, de olhos pequenos, nariz grande e cabelos opacos que exalam alegria de viver e em torno de quem gravitam pessoas de todas as idades, que permitem que sua própria história seja trançada com a de outros em convivência divertida e solidária, abertas para as novidades e as surpresas de cada dia?

            Tudo isso aprendi com o livro. Podemos sair dos consultórios de dermatologistas e cirurgiões plásticos com prescrições exatas e complexas, sofrer alguma dor, ter disciplina no tratamento e, ainda assim, o bom resultado vai depender de leveza e da disposição favorável do espírito.

            A boa notícia é que a experiência num consultório médico pode ser uma dessas experiências agradáveis da vida. É bom saber que adiar os efeitos do tempo está ao alcance da mão, que os princípios ativos de tantos produtos estão cada vez mais acessíveis em formulas manipuladas na farmácia do bairro e não são mais privilégio das atrizes de cinema e de televisão.

            Para mim, a lição de Marcello Mastroianni sobre seu próprio rosto intacto é complementar à autoindulgência sem culpa que os métodos de tratamento de beleza nos permitem. Ambas são faces da mesma moeda com que pagamos o tributo à vida que nos foi dada para viver. Mesmo porque, até onde se sabe, o tempo não para e não volta. E é bom que seja assim. É bom e bonito.

 

Mônica Waldvogel

 

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Fonte: livro “Beleza Sustentável – Como pensar, agir e permanecer Jovem”, de Dra. Carla Góes. Integrare Ed.

 

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