Nada se perde, tudo se transforma (por Gabriel Carneiro Costa)

janeiro 23, 2015

A ansiedade também é uma emoção temporal, porém no sentido inverso. Não ficamos ansiosos por algo que já aconteceu. Elevamos a ansiedade quando projetamos o futuro, seja de curto ou de longo prazo. E, geralmente, depois que o fato que nos preocupava passa, nos damos conta de que nem foi tão difícil. Os pontos se ligam e tudo passa a fazer sentido. Encontramos explicação e alinhamento com a nossa vida e voltamos a ficar tranquilos.

Por isso, sempre acreditei que é importante ter fé. Não me refiro a uma religião específica, mas à fé de que lá na frente tudo fará sentido.

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Fonte: livro “O encantador de pessoas : como trabalhar sua vida em busca da felicidade e realização pessoal”, de Gabriel Carneiro Costa. Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, Consulte o livro ou entre contato conosco.

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O foco não é ter uma vida feita de coisas boas ou ruins. A vida é completa, portanto tem coisas boas e ruins! Por Gabriel Carneiro Costa

agosto 28, 2014

A ansiedade também é uma emoção temporal, porém no sentido inverso. Não ficamos ansiosos por algo que já aconteceu. Elevamos a ansiedade quando projetamos o futuro, seja de curto ou de longo prazo. E, geralmente, depois que o fato que nos preocupava passa, nos damos conta de que nem foi tão difícil. Os pontos se ligam e tudo passa a fazer sentido. Encontramos explicação e alinhamento com a nossa vida e voltamos a ficar tranquilos.

Por isso, sempre acreditei que é importante ter fé. Não me refiro a uma religião específica, mas à fé de que lá na frente tudo fará sentido.

 

Para todo novo ciclo que se encerra, um novo se abre. E é assim com tudo aquilo que julgamos perdido. Seja algo material ou até mesmo uma pessoa amada. Toda perda gera uma transformação. Seja com pouca ou com muita dor, nós nos obrigamos a mudar em algum aspecto. Um ciclo de convívio com um familiar que falece se encerra para abrir um novo formato de convívio na família. Um grande amor que acaba abre espaço para um novo estilo de vida. Uma perda significativa de dinheiro, ou de algo material, é a oportunidade para recomeçar de forma diferente.

Não quero aqui diminuir a dor das perdas. Muitas vezes carregamos essas dores por anos, para somente depois se tornarem saudade. Mas o fato é que em todas as perdas sempre há a oportunidade de ter um ganho, mesmo que só venhamos a reconhecer isso mais tarde.

  

O processo de autoconhecimento tem início, meio, mas não tem fim. E uma vida feliz não é uma vida sem problemas, mas sim uma vida em que temos capacidade de resolvê-los.

 

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Fonte: livro “O encantador de pessoas – Como trabalhar sua vida em busca da felicidade e realização pessoal”, de Gabriel Carneiro Costa. Integrare Editora

 

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A fé como justificativa para o sofrer

julho 15, 2011

Todas as religiões, de alguma forma, propõem uma conexão com o divino como algo natural e saudável para o equilíbrio humano. Os fiéis que creem nos dogmas e na existência de algo superior, ou mesmo na prática mística, testemunham suportar melhor as dificuldades e aceitar a morte com menor desespero.

No caso dos viciados em sofrimento, contudo, esses dogmas e crenças podem ser utilizados como justificativa para tal atitude. É o que se depreende da história de Marlene. Aos 40 anos, casada e com filhos, trouxe as queixas de ansiedade e de dores no estômago, mal-estar, insônia, perda de peso e depressão.

Já havia passado por vários médicos e tomado diversas medicações, sem apresentar melhora.

Marlene contou que levava uma vida regrada, com horários muito rígidos. Tinha um marido exigente. Em decorrência da educação familiar severa, sempre se colocava de forma submissa nos relacionamentos. Não conseguia sentir desejo sexual e não se permitia fazer aquilo que gostava. Sua rotina não previa espaço para lazer. Passava o dia cuidando dos outros. Sua vida pessoal e social era restrita. Bastante religiosa, ela seguia fielmente os ensinamentos de sua fé e realizava trabalho voluntário na sua igreja. Em um primeiro momento, a religião lhe trouxe certo alívio e explicação para o seu sofrimento. Mas com o passar do tempo, sua doutrina religiosa foi inconscientemente utilizada como mais uma maneira de se martirizar.

Complementava, assim, sua personagem de ser sofrente, justificando seus tormentos.

A certa altura, porém, ela foi encaminhada à psicoterapia. Nesse processo, descobriu, entre outras coisas, que o sofrimento estava presente desde sua infância, vivida em uma família desorganizada e frágil. Ao tomar consciência disso, compreendeu que lidava com sua religião de modo a alimentar seu sofrimento.

Por exemplo, muitas vezes, já exausta pelos afazeres de mãe e esposa, era procurada pela comunidade religiosa para ajudar alguém e trabalhar naquele ofício. Não conseguia dizer não. Pela sua crença, não poderia deixar de se sacrificar. E assim se desrespeitava.Também pela sua religião, o sexo era para procriação, daí não se sentia bem nas relações sexuais, porque não podia gostar de sexo. Como era viciada em sofrimento, não conseguia sentir prazer na vida. Nesse exemplo, procuramos mostrar como uma pessoa pode utilizar uma crença religiosa como a “droga” para o seu vício.

 

 

Fonte: Trecho do livro “O sofrimento como vicio – Entenda e Supere essa dinâmica”, de Dirce Fátima Vieira e Maria Luiza Pires


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