Família feliz na praia… o comportamento do homem e o da mulher: e viva as diferenças! (por Içami Tiba)

setembro 29, 2014

O sol brilha maravilhosamente nesse domingo em que o cobra e a polvo levam seus dois filhinhos à praia. Logo ao chegar, ela tem de lançar seus tentáculos para segurar as crianças afoitas, que quase já entravam na água. Ela sabe que, em primeiro lugar, é preciso protégé-los do sol. Assim, lambuza de protetor solar os inquietos corpinhos, coroando-os com um bonezinho, tal qual uma cereja sobre o sorvete… A polvo aproveita e passa protetor também no cobra. E só então, finalmente passa nela mesma, nas partes do corpo que consegue alcançar. Depois, pede a ele – que está arrumando o território onde a família vai ficar – que passe a loção em suas costas.

Os filhinhos correm para o mar. A polvo os segue com o olhar, pois sabe que criança e água não combinam: uma engole a outra, e vice‑versa, sempre. Se ela pudesse, estenderia todos os seus tentáculos para evitar os perigos que ameaçam sorrateira e ostensivamente seus amados filhinhos. Bloquearia as ondas maiores, diminuiria a intensidade do sol, afastaria as pessoas indesejáveis, aqueceria a água, impediria que um filho jogasse água no outro, provocaria a união entre os dois, faria que se dessem as mãos para proteger um ao outro – e, assim, aproveitassem o memorável passeio, registrando para sempre que tiveram uma infância feliz. Ela nunca foi à praia quando criança, o que lhe aperta o coração até hoje.

A polvo não descuida dos filhotes um segundo sequer, nem para piscar. A intensidade do sol aumenta e a brisa resseca seus olhos, que começam a reclamar, a arder e lacrimejar. Mas ela está lá, a vontade mais firme do que o corpo – que já não aguenta mais. Ela precisa fechar os olhos um segundinho… Então, lembra-se do marido.

Ele está de pé, de braços cruzados, varrendo a praia com o olhar e sentindo a brisa no corpo. É uma figura imponente: o senhor da praia. Ele ouve a esposa chamar: Benhê, você fica de olho nas crianças para que eu possa fechar os olhos um pouquinho? Ela fala em tom de súplica, para comover o marido. E ele responde: Pode deixar, meu bem! Eu olho as crianças! E, com seu olhar de cobra – entenda‑se em tubo –, fixa os olhos no alvo: as crianças.

Mesmo tombada, a polvo não abre mão do controle. Vai perguntando ao marido: Onde estão as crianças? O que elas estão fazendo? Conforme o modo como o cobra responde – tom de voz, rapidez, precisão das palavras, vacilações ou humor –, ela avalia a situação. Ao mínimo sinal de anormalidade, ela abriria imediatamente os olhos para reassumir o controle de tudo…

O cobra responde de acordo com o esperado, nem percebe que a polvo desconfia de sua capacidade de cuidar das crianças. Ele continua a olhar os filhos em tubo até que, entre seus olhos e as crianças, passa algo balouçante, um tanto quanto rebolante… Aí o olhar em tubo muda de alvo. Agora, acompanha instintivamente os movimentos do novo alvo até que ele quase desapareça de vista. Mas, de repente, ele se lembra: Xi, e as crianças? O cobra se volta rapidamente para o ponto onde estavam as crianças. Mas onde elas estão que ele não as encontra? Sumiram… As danadas sumiram!

Pânico geral. A polvo levanta‑se como se uma mola a empurrasse e corre em direção ao mar, desesperada. O mar engoliu os filhinhos dela, com certeza! Será que alguém os raptou? Seria um sequestro? Ela grita com o marido: Faça alguma coisa!

Mas eis que as crianças estão sentadinhas na areia fazendo buracos. A polvo as abraça como se elas tivessem se afogado e Deus as tivesse devolvido, tamanha a sua devoção… Passado o susto, ela não sossega: um dos seus tentáculos vai enforcar aquele pai desnaturado. Onde já se viu perder os filhos? Nem para olhar os próprios filhos ele serve, aquele folgado…

As crianças continuam felizes, brincando e vivendo a pura inocência de não saber dos grandes perigos que passaram pela mente da mãe, de cujos olhos brotam lágrimas de ternura, agora indiferentes ao sol abrasador…

A polvo jura que nunca mais vai confiar SEUS filhos àquele cobra desalmado. O cobra se queixa da mulher: Para que tanto escândalo? Encontrou as crianças? Então está bom. Para ele, não há motivo para se preocupar com o que não aconteceu. Tudo volta a ser como antes daquele sufoco, e ele é novamente o Senhor da praia.

Tudo não passou de uma chuva emocional de verão…

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Fonte: livro “Homem cobra, Mulher polvo”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Os 3 pilares da sabedoria (por Ken O’Donnell)

setembro 26, 2014

Existem três principais criadores e sustentáculos do líder sábio. O primeiro é a compreensão. Ela envolve não só a habilidade para enxergar as coisas por outra perspectiva, mantendo um distanciamento imparcial dos fatos e, a partir disso, entender o contexto dos eventos. Requer, também, a percepção do que acontece além e sob sua aparência superficial. Em outras palavras, é compreender o contexto geral dos acontecimentos e não prender-se a pormenores.

O segundo ponto é a habilidade para refletir, interiorizar e tocar a essência de nosso verdadeiro valor, despertando nossa intuição adormecida.

O terceiro é o desempenho consciente dos valores, no tempo certo e de acordo com as necessidades do momento.

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Fonte: livro “O espírito do líder – Lições para tempos turbulentos”, de Ken O’Donnell. Integrare Editora

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Pessoas não são coisas! Por Eugenio Mussak

setembro 24, 2014

Joga pedra na Geni!”

Esta uma das frases fortes de uma das melhores músicas do Chico Buarque, lá dos idos de 1977. Conta a história de uma cidade de gente má que um dia se vê ameaçada pelo comandante de um zepelim dourado cheio de canhões. O fim pode estar próximo. Mas há uma esperança. O feroz guerreiro se interessa por Geni, uma linda moça de grande coração e de vida devassa:

Quando vi nesta cidade / Tanto horror e iniquidade / Resolvi tudo explodir / Mas posso evitar o drama / Se aquela formosa dama / Esta noite me servir! ”

Mas, para surpresa de todos, Geni nega-se, pois ela tem lá seus caprichos. Cidadãos respeitáveis imploraram que ela os salvasse. O prefeito veio de joelhos, o bispo de olhos vermelhos e o banqueiro ofereceu um milhão. Todos a encheram de mimos e elogios:

Você pode nos salvar / Você vai nos redimir / Bendita Geni! ”

Ela, então, cede às súplicas de todos e entrega-se nauseada ao forasteiro que cheirava a brilho e a cobre. Quando ele, saciado, vai embora e ela pensa que finalmente vai descansar, ouve a cantoria daqueles que havia acabado de salvar, e que não viam nela mais nenhum valor:

Joga pedra na Geni / Joga bosta na Geni / Ela é boa de apanhar / Ela é boa de cuspir / Ela dá pra qualquer um / Maldita Geni! ”

Pois é, Chico Buarque, em uma de suas melhores fases, conseguiu, com sua poesia, desnudar a alma mais uma vez. Só que, desta feita, mostrou um lado sombrio, mesquinho e pequeno que carregamos em nós. Abordou aquela terrível mania de se conferir utilidade às pessoas e tratá-las de acordo com essa utilidade, e não em função de sua condição de ser humano. Ao lidarmos com uma pessoa apenas a partir do ponto de vista de sua utilidade, nós a estamos “coisificando”, tratando-a como uma coisa. E isso ocorre porque a sociedade em que vivemos é o império da eficácia e não o reinado do valor. Sim, pessoas descartadas são pessoas coisificadas.

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Fonte: livro “Com gente é diferente – Inspirações para quem precisa fazer gestão de pessoas”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

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Liberdade significa ter responsabilidade consequente! Por Içami Tiba

setembro 22, 2014

A maior liberdade que o ser humano tem é o poder de escolha. A qualquer momento, ele pode escolher o que fará nos próximos passos. O complemento dessa liberdade é a responsabilidade de assumir as consequências de suas escolhas. Portanto, liberdade significa ter responsabilidade consequente. Caso contrário, a liberdade geraria uma confusão tão grande, que ninguém mais teria boa qualidade de vida.

A liberdade é relativa, variando conforme as pretensões, porque não existe a liberdade absoluta. Quando se faz uma escolha entre duas situações, a que não foi escolhida ou se perde ou fica em segundo plano. Logo, o exercício da liberdade já envolve uma perda. No cotidiano, a liberdade está em fazer uma escolha bem adequada conforme as consequências pretendidas. A vida propicia tantas oportunidades que, se não houver responsabilidade, qualquer pessoa pode se desorganizar ou se perder.

A mente não possue fronteiras, e inteligente que somos, podemos realizar devaneios, desde que se transformem em sonhos com projetos de execução. Num inverno, com tempo coberto e frio, gostaríamos de estar numa praia aberta, com sol gostoso e céu azul. Mas é impossível viver as duas situações ao mesmo tempo. Podemos, entretanto, escolher entre ficar ou ir para um ou outro lugar. Uma vez na praia, a liberdade muda de figura.

Uma casa com crianças sem adultos que se responsabilizem por elas é um claro exemplo das consequências de liberdade sem responsabilidade. Os filhos desde pequenos têm de aprender a lidar com a liberdade responsável. A aquisição da responsabilidade é um aprendizado obrigatório e, quanto mais cedo os filhos aprenderem, tanto melhor viverão todos.

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Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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E-mails quentes, cabeça fria… cuidado ao respondê-los! (Sergio Chaia)

setembro 19, 2014

Perguntei a um empresário muito famoso o segredo do seu sucesso. Entre as várias atitudes que ele mencionou, a que mais se destacou foi a disciplina, que pode e deve ser aplicada a tudo, até a um simples e-mail.

Quem nunca recebeu um e-mail carregado de raiva? Ou uma bronca pelo correio eletrônico da empresa? Eu já, e foram vários!

Descarregar no e-mail é muito mais fácil do que pessoalmente. Olhando a tela do computador, ficamos muito mais à vontade e protegidos para extravasar – às vezes com total (outras vezes sem nenhuma) razão. A nossa tendência ao receber um e-mail desse tipo é logo dar o troco e responder na mesma moeda, iniciando uma briga não presencial. Afinal, se o outro pode, por que a gente não pode?

Justamente para esses casos a dica desse empresário se revelou muito útil. Ao abrir um e-mail com essas características, ele nunca responde imediatamente. Prefere deixá-lo descansar em sua caixa de entrada por, no mínimo, 24 horas. Assim, a sua resposta a uma provocação tende a ser mais sábia e produtiva, em vez de apenas colocar ainda mais lenha na fogueira, sob pena de queimar a reputação que você está construindo com tanto esforço, na empresa e no mercado. Como no e-mail tudo o que foi escrito fica registrado, uma resposta errada pode ter efeito muito negativo na sua vida profissional.

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Fonte: livro “Será que é possível? Aprendizados, histórias e resultados na busca da harmonia entre vida profissional, pessoal e espiritual”, de Sergio Chaia. Integrare Editora

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Não basta fazer certo a coisa, tem de fazer a coisa certa! Por Eugenio Mussak

setembro 17, 2014

A máxima “Não basta fazer certo a coisa, tem de fazer a coisa certa” nunca foi tão verdadeira como na atualidade. E não porque os conceitos de eficiência (fazer certo a coisa) e eficácia (fazer a coisa certa) tenham sido de repente recuperados e considerados essenciais. E sim porque nunca antes tivemos tanta coisa para fazer.

Nas empresas, há pelo menos três motivos para que essa realidade tenha se instalado. Primeiro porque as equips estão ficando, gradativamente menores. Não é incomum que se diga que, antes, a equipe tinha quatro componentes, e agora são só três para fazer o trabalho de cinco. A necessidade de reduzir custos e a indisponibilidade de pessoas qualificadas estão por trás dessa dura realidade.

O segundo motivo é o surgimento natural da cultura de multifuncionalidade, que tomou conta do mundo corporativo na virada do século. Hoje não basta que você seja muito bom em sua área, precisa ser multi. Todos na empresa são vendedores, diz o marketing; é preciso que cada um cuide dos custos, afirma o financeiro; esperamos sugestões e contribuições para melhorar a qualidade, informa a produção; cada gestor é um gestor de pessoas, transfere o RH. E todos têm razão.

E, para coroar, o terceiro motivo é de ordem geral, ou global. O mundo em que vivemos tem como principais características a velocidade das mudanças, a imprevisibilidade e a incerteza. A questão tem influência tão capital nas empresas que a Profa. Rita McGrath, da Columbia Business School, de Nova York, acaba de lançar um livro chamado simplesmente O fim da vantagem competitiva. O que a autora propõe (e demonstra com inúmeros exemplos) é que a dinâmica dos mercados exige uma análise permanente, quase diária, dos fatores que permitem a empresa manter-se viva e competindo. A vantagem competitiva que nos trouxe até aqui não será suficiente para nos levar adiante. Não só tudo é transitório, como a transitoriedade está com pressa.

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Fonte: livro “Com gente é diferente – Inspirações para quem precisa fazer gestão de pessoas”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

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Ensine seu filho a esperar! (Içami Tiba)

setembro 15, 2014

Impaciência é o anticlímax da felicidade própria e a dos outros. Os pais precisam ter muita paciência para educar a impaciência do filho, pois ela pode contagiar os pais e tudo virar uma briga só.

A falta de educação facilita a impaciência, que gera falta de tolerância à espera, que provoca a irritação, que leva à agressividade, que, num instante, explode em violência. Quanto mais explode, mais rápido se torna esse percurso, a ponto de bastar acender a impaciência para explodir a violência.

Uma criança que não aprenda a esperar pode se tornar um adulto perigoso, basta que se sinta com poder. Costumo dizer: “Dê poder a um ignorante e ele mostrará ignorância no poder”. Basta ter um carro na mão, e a falta de educação aparece. Estacionar em locais proibidos, atravessar faróis fechados, andar na contramão, andar no acostamento, ofender distraídos. Estes são apressados crônicos, mesmo sem pressa.

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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