A força da meditação para que voltemos a assumir nossa natureza. (por Dadi Janki)

dezembro 30, 2015

Estamos numa época sombria, em que a atmosfera e as pressões do mundo criam uma sensação de peso em nós, dominando nossa mente com pensamentos vãos e negativos. O que antes era natural ao ser humano – viver feliz e em paz – hoje é inusitado. Na vida, paz e felicidade ocorrem em momentos fugazes, que só nos dão o vislumbre de uma luzinha tênue ainda brilhando em nosso íntimo. É notável que, no clima de hoje, um único instante de amor possa induzir uma pessoa a agir heroicamente e a zelar pelo próximo de maneira tão profunda. Nestes tempos, precisamos abanar a chama dessa pequenina luz interior para que a sombra ceda lugar à claridade. Dado que o mundo se encheu de tristeza, medo e cólera, as almas absorveram todas essas coisas, que acabaram por lhes sufocar a natureza afetiva. Temos de aprender a forma certa de meditação para transformar nosso mundo interior e reassumir nossa verdadeira natureza.

 

O silêncio é a linguagem da alma. No silêncio afiamos nossa percepção divina. O poder do silêncio vem dos pensamentos puros, da boa vontade e da visão consciente do outro.

 

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Fonte: livro “Algo além da grandeza”, de Judy Rodgers e Gayatri Naraine – Integrare Editora

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Televisão e videogame com crianças pequenas: atenção! (por Içami Tiba)

dezembro 28, 2015

Muito cuidado com o uso da televisão como babá eletrônica. Desde pequenas, as crianças ligam sozinhas a televisão e prestam muita atenção em comerciais, que chamam sua atenção por serem alegres, cheios de som, cores e movimentos, com cenários, pessoas e objetos maravilhosos. Suas mensagens, porém, nem sempre são apropriadas a crianças. Entram pelos olhos e ouvidos e passam a fazer parte dos conteúdos de sua mente.

 

Quanto mais tarde a criança ingressar no mundo da TV, melhor. É assustador ver crianças pequenas, de fraldas, tentando imitar o rebolado das dançarinas. Se elas imitam a dança, porque não imitarão a violência? Aquela imagem que entra no ambiente familiar passa a ser natural, passa a ser um costume – esta é uma questão a ser considerada na educação.

 

Caso a televisão faça parte de forma significativa no universo familiar, o ideal para os pequenos são os vídeos educativos, próprios para eles. Usam uma linguagem fácil, quantidade e tipo de estímulo adequado para a idade. Mas mesmo que sejam esses os programas, a televisão não deve nunca substituir momentos de convivência familiar, com outras crianças ou atividades mais saudáveis ao ar livre, por exemplo. Os programas educativos podem ser uma boa opção nos dias chuvosos ou de muito frio, lembrando sempre que serão mais bem aproveitados se forem vistos na companhia de um adulto – que interaja com a criança, comentando as cenas e perguntando à criança o que acha.

 

O que pode representar um problema mais sério do que a televisão é o videogame, principalmente se introduzido em sua vida precocemente. Pior é quando a criança tem contato com aqueles jogos que estimulam a violência ao “contar pontos” por matar os outros. O ideal é adiar esses jogos o máximo que puder.

 

As crianças acima dos 4 anos, quando saudáveis, saberão diferenciara realidade da TV e dos joguinhos com seu mundo: sua família, escola etc. As crianças menores, em geral não têm ainda critério para saber quais são comportamentos aceitáveis ou inaceitáveis; portanto, quando os pais perceberem que elas estão imitando um comportamento inadequado, devem interferir. As crianças maiores, que já estão mais socializadas e que mesmo assim “copiam” comportamentos inadequados requerem mais atenção. TV e videogames são veículos. O que importa são os conteúdos, que podem ser adequados ou não aos pequerruchos. Com certeza há programas ruins e bons, portanto cabe aos pais selecionar o que chega aos seus filhos. Caso os pais não entendam nada disso, procurem quem entenda. Os filhos merecem esse cuidado. É o alimento da personalidade que está sendo selecionado.

 

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Fonte: livro “Quem Ama, Educa!”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Uma inspiração de natal (por Natércia Tiba)

dezembro 25, 2015

Dezembro costuma ser um mês tumultuado. Final de ano, correria, trânsito, mas há algo que deixa o nosso andar pela cidade mais agradável: os enfeites e luzes de natal pela cidade. É um bom exercício olhar para a beleza dos enfeites em vez de nos irritarmos com o trânsito. Muitas vezes são as crianças que nos alertam. Estamos tão estressados pelo excesso de veículos e cansaço, que a paisagem passa batida.

 

Recebi um alerta de um filho. Com os olhos brilhando diante uma árvore gigante, ele comentou: “Adoro ver a cidade toda enfeitada de natal, essas luzinhas“ e soltou um delicioso suspiro. Uma respiração funda de admiração que temo irá perder com o passar dos anos.

 

Esse comentário suscitou em mim uma viagem nostálgica de segundos. Música tocando, luzes piscando, cheiro do pinheiro misturado aos perfumes de todos os convidados distintamente trajados para a ocasião, a véspera do Natal.

 

Natal é uma data que me fascina. Lembro-me de montar a árvore com os meus pais, ao som de um disco de vinil. O mesmo que depois tocava a noite toda da véspera de Natal. Tudo muito bonito e caprichado, decorado pelas mãos de artista da minha mãe e fotografado pelo olhar nipônico do meu pai. Hoje, as fotos preenchem os detalhes esquecidos com o tempo.

 

Lembro-me de festas de Natal grandes e animadas, repletas de familiares e amigos. Comida que não acabava mais e pilhas de presentes. Era uma noite aguardada ansiosamente pelas crianças (eu inclusive), que não faziam ideia do empenho dos adultos para que tudo fosse perfeito.

 

Minha mãe, como boa virginiana, embrulhava os presentes um a um, todos combinando entre si, formando um composê. Era o amontoado de presentes mais elegante e harmonioso possível. Enquanto eu acreditava no Papai Noel, certamente pensava nele como um velhinho bom e detalhista: “Que velhinho caprichoso!”.

 

Não me lembro como descobri que não era ele o responsável pelos presentes. Mas não tenho trauma nenhum em relação a isso. Talvez porque presenciar minha mãe nos preparativos fosse tão fascinante quanto entrar na fábrica do Papai Noel. A fábrica era o quarto dela na chácara em que passávamos os finais de semana e férias. Um quarto que na época me parecia tão grande, mas que, com tantas caixas e embrulhos, sobravam apenas estreitos corredores para passarmos. Lembro-me bem do dia em que ela autorizou que eu entrasse e a ajudasse. Eram pilhas de brinquedos e de caixas, rolos de papel de presente e de lindas fitas natalinas, selinhos de sinos e estrelinhas. Não havia aquele monte de duendes trabalhando. Era apenas a minha mãe, sozinha e enlouquecida: separa, corta, embrulha, acha a ponta do durex, enrola, “Ih qual é esse mesmo que acabei de embrulhar?”, “Esse é de adulto, vai pra árvore, esse é de criança, vai para o saco do Papai Noel.”

 

Tudo aquilo era tão fascinante e empolgante que passei a ser sua ajudante número um (até minha irmã ter idade para ocupar esse cargo. Confesso que é mais habilidosa para laços do que eu e como todos em casa, adora ajudar e participar).

 

O final do ano era sempre muito esperado, planejado e caprichado, apesar de nunca termos sido católicos fervorosos. O Natal sempre fora um momento de amor, união, doações, cartas emocionadas e muita alegria. Tudo isso era vivido intensamente.

 

Quando me casei, em 1998, a família que ganhei através do meu marido me apresentou um Natal diferente. Por serem bastante católicos, sempre que possível, vão a uma missa de Natal. Surpreendi-me com o meu desconhecimento em relação à origem do Natal, seu significado e simbolismo e ao mesmo tempo me admirei ao ver que todos aqueles valores pregados naquela data estavam presentes não só nos Natais que passei em família desde que nasci, mas também no meu dia a dia. Essas diferenças familiares enriqueceram ainda mais minha visão e vivência do Natal.

 

Na contramão da sociedade capitalista, fui cada vez mais me deparando com o significa religioso e valioso do Natal. Independente da religião, são valores que visam a um bem maior, que traz benefícios à sociedade e ao ser humano.

 

Toda criança tem o direito de acreditar na magia do Natal e do bom velhinho. A fantasia faz parte do desenvolvimento infantil, seja em que religião ou sociedade for. No caso do Papai Noel, a bondade e a fraternidade são muito evidentes. Portanto, essa fantasia mantém acesa uma fé muito importante: a fé em ter nossos desejos atendidos, de ter alguém que nos olha com o coração (tão diferente da realidade com que nos deparamos ao crescer, não é mesmo?!) e de que há pessoas boas, nas quais podemos acreditar e confiar.

 

O fato de ser um velhinho enriquece ainda mais a fantasia e a diferencia da maioria das histórias infantis, nas quais os protagonistas são heróis jovens, valorizados pela força física.

 

Outro lindo ensinamento é a simbologia do pinheiro de Natal. O pinheiro, com seu formato triangular simboliza a Santíssima Trindade. A árvore é também um símbolo da vida e, como tal, sua tradição é mais antiga do que o Cristianismo. Antes mesmo de se comemorar o Natal, os egípcios levavam galhos de palmeiras para dentro de suas casas no dia mais curto do ano, em dezembro, simbolizando o triunfo da vida sobre a morte. Assim como, mais tarde, dentro da Igreja Católica, o Natal surgiu como representação do nascimento de Jesus, uma data de renovação e transformação.

 

Não é à toa que o final de ano é inspirador para uns e angustiante para outros. Momento de amor e estar junto, refletir sobre quem somos e aquilo que conquistamos e que ainda queremos. Valorizar o que realmente importa e quem importa. Pode ser também momento de saudade e nostalgia, mas se há saudade é porque houve bons momentos e esses precisam ter um cantinho especial no coração sempre. É um momento de doação de amor, carinho e atenção a quem amamos e a quem precisa.

 

A ideia da doação pode nos ajudar a entender a tradição dos presentes. Presentear é uma tradição proveniente das ofertas que os Reis Magos fizeram ao Menino Jesus em seu nascimento. Deram a ele: ouro (símbolo da fé), incenso (símbolo da adoração a Deus) e mirra (símbolo da transitoriedade e da eternidade).
Na Idade Média, na época do Natal, os patrões ofereciam presentes extras aos seus criados, recordando assim o começo simples de Jesus e ao mesmo tempo fortalecendo o laço entre servidores e servidos. Os presentes eram dados também às crianças. Nessa mesma direção, no século XIX, surgiu o ordenado extra no mês do Natal (décimo terceiro salário).

 

Não vivemos num mundo perfeito (longe disso) e também a maioria de nós tem uma vida muito corrida, mas se investíssemos um pouco mais de tempo apreciando e cultivando simbologias lindas como essa, quanto todos nós sairíamos ganhando? A humanidade não ganharia também?! A sociedade como um todo ganharia muito, tenho certeza. Podemos então começar?

 

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Fonte: livro “Mulher Sem Script”, de Natércia Tiba. Integrare Editora

 

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Ser ativamente interessado no que os outros tem a dizer. (por Douglas Miller)

dezembro 23, 2015

Estar ativamente interessado nas necessidades, pensamentos, sentimentos e crenças das outras pessoas é uma habilidade vital. Isso dá suporte àquelas margens-chave de efetividade pessoal, como autoconfiança, exercício de influência, negociação e atuação em redes.

 

Quando você mostra ativamente um interesse por outras pessoas, elas não apenas serão atraídas por você, mas também lhe responderão em um nível mais profundo, porque compreenderão que não só está interessado nelas mas também compreende suas necessidades e interesses. Isso torna-se predominante, por exemplo, em situações de negociação nas quais há conjuntos conflitantes de interesses. Se você compreender a pessoa com quem está negociando e as necessidades que estão impulsionando o comportamento dela, estará numa posição muito melhor para encontrar uma solução.

 

Em um nível mais direto, todos nós temos um tipo de pensamento que sugere: “O que vou ganhar com isso?”. Se você compreender esse aspecto e procurar estabelecer isso com aqueles com que interage, poderá influenciar melhor a conversa (a outra pessoa estará pensando: “O.k., você quer que eu faça isso, o que ganho com isso?”); poderá também negociar melhor (você diz: “Se isso é importante para você, então podemos entrar num acordo…”); e poderá atuar melhor em redes, pois compreenderá as necessidades de seus contatos.

 

Dentro dessa “viagem para outros mundos” está implícita uma habilidade central, sem a qual é impossível desenvolver relacionamentos produtivos e significativos com as pessoas – saber como ouvir com mais comprometimento do que a maioria das pessoas.

 

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Fonte: livro “A sorte como hábito”, de Douglas Miller – Integrare Editora

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Cada dia é um novo dia. (por Içami Tiba)

dezembro 21, 2015

Cada dia é um novo dia, porque mesmo sendo outro dia, mesmo se fizermos igualzinho ao que foi feito ontem, passa a ser simplesmente um dia novo. Não modificando nada, não crescemos nada e não damos um passo nessa longa caminhada. Avaliando o hoje como o ontem, não existem diferenças entre ontem e hoje. É vivermos do passado. Isso é muito comum na avaliação dos filhos.

 

A cada desobediência que a criança comete, é preciso investigar o motivo. E não simplesmente rotulá-la de desobediente, jogando a avaliação de ontem sobre a atitude de hoje. Assim se criam famas e todos se encarregam de deitá-las na cama. Talvez a desobediência de hoje represente a possibilidade de reavaliar o sistema educativo aplicado há tanto tempo. Quando se reage pela fama, não se questiona o sistema. E os pais podem, do alto de sua tribuna de juízes, condenar o filho à mesmice. E mesmice é símbolo de rotina e infelicidade.

 

Desta mesma tribuna, os pais podem supervalorizar as mínimas atitudes, sem criticar outros comportamentos inadequados, e corromper os critérios da adequação e justiça. Pode ser até que isso satisfaça os filhos momentaneamente. Porém, há o perigo de trazer infelicidade, pois o mundo não funcionará como os pais fizeram crer. A fama que se cria pela crítica e a supervalorização das pequenas coisas distorcem a percepção da própria personalidade.

 

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Fonte: livro “Seja feliz, meu filho”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Pais sem limites. (por Leo Fraiman)

dezembro 18, 2015

Educar leva tempo. Mas não educar leva a prejuízos por mais tempo ainda. Milan Kundera, em seu livro A lentidão, descreve uma importante imagem sobre o tempo. Ele diz que, quando queremos apreciar uma comida, uma boa bebida, um momento gostoso no qual contemplamos a natureza, paramos, olhamos, curtimos o momento.

 

Quando estamos perdidos, ou quando estamos diante de um cenário feio e ameaçador, tendemos a acelerar. O que vemos são muitos pais querendo acelerar o crescimento dos filhos para retardar a própria juventude perdida. Quanto mais eles se iludirem achando que seus filhos se cuidarão por si, quanto mais pensarem que os filhos encontrarão um jeito de se virar, quanto mais se enganarem pensando que sua omissão não trará prejuízos, dor e problemas, mais estarão se afastando de uma vida sadia para si mesmos e mais afastarão seus filhos da possibilidade de terem, eles mesmos, mais adiante, uma família.

 

Diversas pesquisas mostram que hoje a vontade de construir uma família é adiada para mais tarde: depois da estabilidade financeira, depois da segurança profissional, depois de viver muitas experiências, ou seja, depois dos 30 anos.

 

Muitas moças que não se casam e tornam-se cínicas (indiferentes) depois dos 30 anos encontram uma série de homens também cínicos pela frente, com os quais terão alguns momentos de sexo intenso, amizade e experiências bastante variadas, mas poucas chances de vínculos sadios e seguros para constituir uma família.

 

Nessa omelete atual de papéis, nem se pode dizer que eles foram invertidos, e sim que se misturaram. Há pais que, em nome de serem modernos, liberais, próximos, fazem dos ouvidos dos filhos o seu “penico”, literalmente. Acreditando que todos devem ficar a par da “realidade”, pais separados jogam na cara dos filhos os piores aspectos do ex-cônjuge, em um ato que é comparável, em minha opinião, ao crime de assédio moral. Falar mal do ex-parceiro gera constrangimento constante aos filhos, sem que estes tenham como se defender. Isso é colocar os filhos em angústia.

 

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Fonte: livro “Meu filho chegou à adolescência. E agora?”, de Leo Fraiman. Integrare Editora

 

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Fazendo amizade com o tempo. (por Eugenio Mussak)

dezembro 16, 2015

O tempo está à nossa disposição, mas é ele que dispõe de nós. Por isso estabelecer com ele uma relação de paz é um ato de sabedoria. Sentir e medir o tempo são aparentados, pois ambos nos permitem perceber seu andar ininterrupto. Como? Bem, sentir e medir o passar das horas são iniciativas úteis, pois nos ajudam a decidir o que faremos com o tempo de que dispomos. Assim, nossa paz com o tempo será diretamente proporcional à paz que estabelecemos com nossas escolhas e nossas decisões. E estas são pessoais, relativas aos valores de cada um.

 

O cientista inglês Stephen Hawking, que ocupa na Universidade de Cambridge a mesma cadeira que já foi de Isaac Newton, escreveu um livro chamado Uma breve história do tempo. Em dado momento, em meio a intrincados conceitos científicos, ele pondera que o tempo tem de ser analisado a partir de três setas: a seta cosmológica, que explica a expansão do universo, a seta termodinâmica, que explica a modificação constante das coisas, e a seta psicológica. Sim, o físico mais importante da atualidade não consegue analisar os fatos do tempo sem recorrer à psicologia. Os enigmas intrincados da matéria relacionam‑se com os mistérios do tempo desde sempre, mas quando o homem passou a protagonizar essa peça no palco no Universo, seus pensamentos e sentimentos acrescentaram novos ingredientes ao roteiro, às vezes de comédia, às vezes de tragédia.

 

A maior contribuição da física nesse assunto é a ideia da relatividade. As sofisticadas descobertas de Einstein sobre a velocidade da luz nos levaram a abandonar a ideia de tempo único e absoluto. Então “o tempo se tornou um conceito mais pessoal, relativo ao observador que o está medindo”, diz Hawking. Nossa relação com o tempo se faz a partir de nossos valores, opções, decisões e culpas. É o tempo psicológico. Eu dedico mais tempo ao que tem mais valor para mim. O problema é conhecer seus valores.

 

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Fonte: livro “Preciso dizer o que sinto”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

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Por amor, não faça. (por Içami Tiba)

dezembro 14, 2015

Os pais não devem fazer pelo filho, e sim ajudar o filho a fazer. Uma criança, mesmo prestando atenção, não consegue perceber com todos os detalhes uma ação executada por um adulto. As ações são muito mais complexas do que um leigo, uma criança, pode perceber.

 

Parece fácil à criança imitar. Permita que ela imite. Ajude no que for necessário. Mas ela tem de ser a realizadora principal. Aceite de muito bom grado o que a criança fez, dizendo que, por ser a primeira vez, está ótimo – mas pode melhorar. Se ela quiser, que tente mais vezes. Se melhorar, ressalte a melhora e dê os parabéns. Se abandonar, não dê importância. Logo ela tentará outra vez.

 

Nada impede que os pais façam algo pelo filho se este realmente é incapaz de fazer sozinho. O problema é os pais perderam essa referência e continuam fazendo, por amor ou comodismo, sem reparar que o filho já é capaz de fazer. O fazer pelo filho deve ser sempre provisório até ele começar a fazer sozinho.

 

É preciso muito amor para aguentar ver um filho sofrer do que simplesmente fazer as coisas por ele. Essa é a prática da independência. Ninguém cresce em zona de conforto. O crescimento é natural em zona de esforço, de empenho, de ações conscientes na busca de superação. É como o treinador esportivo quando diz ao seu mais querido pupilo: “No pain, no gain!” ( sem dor, não há ganho).

 

O grande ganho de ter um filho que faz é ele desenvolver a gratidão, um valor muito difícil de ser ensinado. Quem faz sabe o trabalho que envolve o fazer. Quando ele está realmente muito atarefado e de surpresa recebe pronto, ele reconhece o trabalho que teve a pessoa que fez. Gratidão é o reconhecimento de algo recebido “gratuitamente”, por bondade, por amor.

 

Quando o fazer vira rotina para os pais, o filho já espera receber tudo, e, quando os pais não fazem, o filho reclama. Em vez de gratidão, os pais passam a receber cobrança do filho. E, pior: os pais sentem‑se culpados por não fazer e em dívida com o filho, porque “tadinho do filho”, ele não sabe fazer nada. É claro que não sabe, pois nunca fez nada…

 

“Feito, melhor que perfeito” que está em letras vermelhas num cartaz favorito de Sheryl Sandberg, co‑criadora do Facebook e autora do livro Faça Acontecer, é muito útil também para a Educação Sustentável. Significa fazer, mesmo que malfeito, do que não fazer esperando fazer o perfeito. Na segunda vez, será bem melhor e assim até que chegue à perfeição.

 

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Fonte: livro “Educação familiar: presente e futuro”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Não basta parecer sério, tem que ser! (por Sidnei Oliveira)

dezembro 11, 2015

Nos tempos atuais, os jovens estão dedicando um esforço enorme para que sejam reconhecidos por suas competências e talentos. Grande parte deles sustenta uma dose de frustração porque os gestores e o mercado de trabalho não apresentam desafios compatíveis com suas capacidades, proporcionando apenas trabalhos operacionais e de baixa relevância.

 

Essa situação é recorrente nas reclamações que ouço de jovens nas sessões de mentoria que realizo. Parece que nenhum gestor está disposto a correr riscos e apostar nos profissionais mais novos, mesmo que eles apresentem certificações de suas habilidades.

 

Esse cenário teria contornos de injustiça se apenas fosse um caso de preconceito corporativo, no qual os mais veteranos buscam limitar os mais jovens para garantir a permanência de suas próprias funções, talvez ameaçadas por competentes e habilitados profissionais. Contudo, o contexto é um pouco mais complexo e merece ser analisado a partir da observação dos comportamentos que os jovens apresentam quando chegam ao mercado de trabalho.

 

Um exemplo é notar as intensas transformações, principalmente por causa das novas tecnologias, que, literalmente, estão se incorporando em nosso dia a dia. Isso permite avaliar o jovem como um profissional mais imaturo e menos competente, pois é clara uma irracional relação de dependência de smartphones, tablets e da internet, tirando o foco ou mantendo sua atenção em forma fragmentada e superficial. Outro exemplo é o recorrente discurso dos jovens profissionais de sustentar suas atividades somente se estiver “gostando de fazer”, esquecendo que, na maioria das vezes, “precisam fazer” mesmo sem gostar. Há um roteiro que torna o indivíduo sério e que faz com que seja levado a sério:

 

Primeiro, é importante que ele saiba o que pode fazer, depois é preciso considerar o que quer fazer e somente depois das duas condições atendidas é que se coloca o que gosta de fazer. A inversão dessa ordem transfere uma condição de imobilidade de gestão: Imagine que alguém, para fazer algo, primeiro precise gostar, contudo, nunca passou pela experiência. Certamente irá recuar diante do desafio ou mostrar-se inseguro. Imagine o desafio de gestão em tentar desafiar alguém a fazer algo que não quer ou ainda tentar criar condições para fazer algo que não pode.

 

O jovem profissional precisa substituir os conceitos:

Faça o que gostar

Use se te derem

Comece se quiser

 

E adotar:

Comece onde você está

Use o que você tem

Faça o que você pode

 

É chegado o momento de os jovens mostrarem que são sérios e querem ser levados a sério, mas, para que isso aconteça, não basta expor as expectativas de mudanças. É necessário que os jovens façam a mudança! Para isso, é prioritário que eles sejam sérios consigo mesmos, determinando um propósito e seguindo na direção dele.

 

Não basta mais parecer sério, é preciso ser sério, fazendo o que pode e usando os recursos que possui.

 

 

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Fonte: livro “Mentoria”, de Sidnei Oliveira. Integrare Editora

 

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Entendendo a nós mesmos para alcançar a mudança que desejamos. (por Dulce Magalhães)

dezembro 9, 2015

Para promover a mudança que almejamos precisaremos, portanto, investigar nossos bloqueios e mecanismos internos. Essa tarefa não é fácil nem poderá ser realizada sozinha. Teremos de contar com o feedback de outras pessoas.

 

Achamos que conseguimos lidar com tudo por conta própria, mas, se quisermos arrumar o cabelo, fazer a barba ou a maquiagem, enfim, mexer em nossa aparência, precisaremos de um espelho. Ao lidar com a aparência de nossas personagens na vida, precisaremos do outro como um espelho para enxergar a nós mesmos.

 

Para superar uma resistência à mudança devemos pedir e abrir‑nos para os feedbacks. Porém, isso não é suficiente, temos de exercitar a real intenção de aprender e rever conceitos e atitudes. Esse processo exigirá que duvidemos de nossas certezas arraigadas e nos coloquemos em posição de aprendizagem. Pense o seguinte: se o que você sabe não lhe permite mudar o que deseja, é porque o que você sabe não é suficiente para os seus propósitos. Abra mão de seu “saber” e comece a se perguntar sobre o que você ainda não sabe.

 

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Fonte: livro “O foco define a sorte”, de Dulce Magalhães – Integrare Editora

 

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