Sem preocupações

dezembro 30, 2010

As coisas acontecem por três motivos:

  1. Para testar meu nível de desenvolvimento espiritual.
  2. Para acertar alguma conta do meu passado.
  3. Para me ensinar algo e apontar o caminho

Com o que tenho de me preocupar se me ocupo em atender a essas três exigências? Não apenas vou afastar a preocupação, mas o controle que isso me traz, o sentimento de um rei benigno governando  seu reino em paz.
A preocupação reside apenas na falta de preparo que nasce da incerteza. Se eu tratar tudo com consideração e der mérito a quem merece, a vida entrará em sintonia comigo, e eu não terei de correr para acompanhá-la.
Contudo, não devo confundir preocupação com descuido.

 
Ken O’Donnell, em “Reflexões para uma vida plena”

 


Quando a mudança equivale à escolha

dezembro 29, 2010

Em um mundo no qual a educação que recebemos tem o objetivo de nos preparar para a sociedade de “produção e consumo”, aprendemos a fazer escolhas no supermercado e nos folhetos de viagens de férias. Infelizmente, não recebemos nenhuma instrução sobre como escolher e mudar nossas crenças e sentimentos.

 

Ninguém nos mostra como os pensamentos e sentimentos estão enraizados nessas crenças nem o fato de que existem escolhas mais iluminadas que podem transformar nossa vida e, portanto, nosso destino. A consciência leva a uma visão mais clara, que conduz à compreensão, que por sua vez leva à expansão das escolhas. E isso conduz à oportunidade de mudar, criada pelo próprio indivíduo.

Mike George, em “Viva com Sabedoria”

 


Está na hora de mudar

dezembro 28, 2010

Fazendo as contas, ao longo de minha vida já mudei de casa mais de trinta vezes, morei em quatro cidades brasileiras e em três países. Mudei de profissão quatro vezes, de estado civil três vezes. Já tive dezenas de projetos de vida, mudei centenas de vezes de opinião e milhares de vezes de ideia. De mudança eu entendo – ou acho que entendo…
Descobri, por exemplo, que as pessoas mudam por necessidade ou por desejo. Sentimos necessidade de mudar algo na vida quando as coisas não estão dando certo. O desejo está ligado a querer resultados ainda melhores, independentemente de quão bons já sejam os que estamos obtendo. Mudar, portanto, é próprio do ser humano, pois ele sempre tem necessidades e desejos. Será?

Mas somos também paradoxos ambulantes. Explico: há pelo menos duas contradições importantes quando tema é mudança. O motivo principal que nos obriga a mudar é a manutenção do status. Eu preciso mudar para continuar sendo competitivo; para manter minha cultura em dia; para ser bem informado quanto sempre fui; para atender às expectativas das pessoas com quem convivo; para não ser considerado antiquado, adjetivo que nunca me coube. Ou seja, preciso mudar para continuar sendo o mesmo. Esse é o primeiro paradoxo.

O segundo paradoxo é mais agudo: sei que preciso mudar, mas bem que eu preferiria deixar como está. Seria tão bom se tudo ficasse quieto, confortável e seguro! Esse sentimento existe porque qualquer mudança pressupõe movimento, gasto de energia, perigo; e são justamente esses os aspectos que a parte mais primitiva de nosso cérebro está programada para evitar. O lado racional entende que a mudança precisa acontecer, mas o lado emocional precisa ser convencido disso e, mesmo assim, reluta. É duro sair da zona de conforto, que é confortável principalmente porque é conhecida.

Você, como eu, já mudou de casa? É provável que sim. Então, deve se lembrar de que, mesmo que a mudança fosse para um espaço maior, com mais conforto – uma verdadeira conquista em sua vida -, no dia de mudança, quando o caminhão da transportadora encostou-se na calçada, o Macunaíma que habita em você se manifestou com seu famoso bordão: “Ai, que preguiça”. Fala sério.
Eugenio Mussak

 


Algo além da Grandeza

dezembro 27, 2010

Grandeza é algo tão inerente à vida como o ar que respiramos ou a água que bebemos. Invisível como o ar, disforme como a água, a grandeza está em toda parte.
Podemos reconhecê-la no imenso amor das mães no poder regenerador no perdão, na generosidade da Natureza, na obstinação inquebrantável daqueles que acreditam na vida como um presente a ser cuidado qualquer que seja a circunstância.
Ao longo dessa jornada, aqui e ali nos deparamos com a grandeza, seus gestos, seus sinais, seus efeitos milagrosos. Reconhecer a própria grandeza e a do outro (todos os outros), entrar em conexão com ela, nutri-la e compartilhá-la é certamente o sentido maior da história de cada ser humano.
Christina Carvalho Pinto

 


2011 é um presente que a natureza nos dá para melhorarmos em tudo

dezembro 24, 2010

Natal é a maior festa católica do mundo, quando se reúne a família. Esta semana serve muito bem para nos prepararmos para o 2011.
Cada um de nós merece esta semana para planejar o que faremos neste ano entrante. Segundo os japoneses, a vida não começa quando se nasce, mas uma gravidez antes. Assim, nasce o ano 2011 mas ele já começa quando nele pensamos.

No hoje residem o ontem e o amanhã que virá. Para planejarmos este novo ano, é preciso tomar algumas bases do ano passado (ontem), para melhorar o amanhã. Não é errando que se aprende mas corrigindo o erro. Repetir o mesmo erro é falta de atenção, resultando em prejuízos materiais e psicológicos a si mesmo e a outros envolvidos.

O amanhã é a oportunidade que a natureza oferece a todos para crescer, expandir, melhorar seja no que for que se empenhar.

2011 está chegando e temos que nos preparar para recebê-lo bem. Não é questão de adivinhar o futuro, mas se preparar pela intuição ou previsão do que possa acontecer. Viver somente o hoje sem se preocupar com o amanhã deixa-nos reféns do acaso. O tempo atropela quem não se organiza com ele. Quem tem metas a atingir organiza melhor o amanhã a partir do hoje.

Içami Tiba


Continuação do Bate-papo com Içami Tiba

dezembro 23, 2010

Você acha que, com tudo isso, o lado afetivo melhorou? O pai está mais próximo do filho?

Está melhor do que antigamente. Por exemplo, hoje se vê muitos pais brigando para ficar com os filhos na separação. Antes, se os pais se separavam, os filhos ficavam com a mãe e ponto. O pai, se arrumasse outra mulher, ia cuidar dos filhos dela, e não dos dele. Então, os pais não evoluíram só para fazer unha e comprar produto de beleza, eles também evoluíram para trocar fralda, viajar sozinhos com as crianças, estar mais presentes. Hoje, quando dou palestras em escolas, a presença do pai, que era nula, já aumentou, vão uns 15% de pais. Até peço palmas para eles. Alguns já têm noção de que eles também são responsáveis pela educação.

Ao contrário do pai autoritário, ser o melhor amigo do filho é positivo?

Não. Quando um pai me diz que é melhor amigo do filho, eu retruco: “Então, seu filho nem os amigos pode escolher?” É comum também eu ouvir que o filho não sabe escolher os amigos, que os amigos não prestam. Pois, então, o filho não presta também porque a gente sempre se alia às pessoas com as quais temos afinidade, semelhanças. Parece pessimista, mas é para acordar o pai mesmo.

Na sua opinião, os pais acompanharam ou não as mudanças?

Não acompanharam. Quiseram corrigir a própria infância nos filhos, deixaram eles muito soltos e agora, quando algo dá errado querem impor uma autoridade que não foi conquistada da forma correta. “Me respeita que eu sou seu pai” não funciona com essa geração.

Entrevista originalmente publicada no site do jornal Correio Braziliense: http://migre.me/37lHS


Bate-papo com Içami Tiba

dezembro 22, 2010

Psiquiatra especialista na relação entre pais e filhos acredita que é preciso reestabelecer a hierarquia e saber impor limites na base do diálogo

Os filhos de hoje dominam a linguagem digital com a mesma facilidade com  que aprendem uma segunda língua. Vão mais cedo para a escola, passam mais tempo em frente ao computador e, para eles, o tempo real também precisa funcionar para além do virtual: eu quero agora, eu tenho agora. A hierarquia, que há cinco ou seis décadas parecia tão clara, se perdeu. Estabelecer limites virou o maior desafio das famílias modernas. Como encontrar a fórmula ideal da educação? Rigidez afetividade = pai ideal? Na vida real, a matemática é mais complicada do que isso. Em entrevista à Revista, o psiquiatra Içami Tiba explica o que mudou e o que ainda precisa mudar na relação entre pai e filho.

O filho de ontem hoje é pai. Como ele cria o seu filho, hoje?

Existem duas diferenças primordiais: a tecnológica e a comportamental. Em relação à primeira, os filhos hoje aprendem o alfabeto digital como aprendem uma nova língua. É natural. Agora, é importante salientar é que foram os pais que desenvolveram toda essa tecnologia, que hoje eles presenteiam os filhos. Dão o computador, dão o videogame, o notebook… Em relação à mudança de comportamento, antigamente o comportamento padrão era que o pai de hoje tinha que obedecer ao seu pai e ponto final. Havia uma hierarquia. Hoje, isso não existe. O filho faz o que quer, tem vontade própria, não o que o pai quer. E aí os pais ainda deram a internet. Na frente do computador, ele pode tudo, é dono do mundo. Não existem regras ali.

Saiba Mais


%d blogueiros gostam disto: