Permita-se experimentar olhar as coisas sob uma nova perspectiva

dezembro 31, 2012

 

O que eu gostaria de provar a você é que podem existir outros pontos de vista que geram novas perspectivas para o que VOCÊ TEM HOJE, para ONDE VOCÊ ESTÁ ou para o que VOCÊ PERSEGUE e, talvez, neste momento, não esteja conseguindo enxergar com clareza.

E o valor maior ou menor atribuído por você para esse seu patrimônio atual, para a perspectiva ou para o caminho que tem pela frente só depende do seu olhar e do seu julgamento. QUEM DETERMINA O SENTIDO DA SUA VIDA É VOCÊ. O crédito ou o descrédito, a chama acesa ou apagada, a abundância ou a limitação podem não ser uma unanimidade, dependendo de quem e de como os interpreta. QUEM DÁ O SIGNIFICADO PARA A SUA MARCA É VOCÊ. Lembre-se da frase: “O cor-de-rosa é o azul-marinho da Índia”.

“Quando estiver em dúvida, adote automaticamente o padrão Steve Jobs. Pergunte como o seu projeto, por exemplo, se sairia em uma escala cujo grau máximo é: insanamente genial.” Tom Peters

Bom. Se você está insatisfeito ou se acredita que as coisas poderiam estar acontecendo de outra forma, eu lhe proponho o seguinte exercício, com algumas alternativas. Marque com um X a sua opção:

A (     ) Continue a se lamentar, chore na frente do espelho e reclame o tempo todo pelo resto da sua vida. Alugue as pessoas à sua volta com suas chorumelas, dores, cansaço, estresse e reclame sempre da empresa na hora do almoço. Todo mundo adora pessoas assim. Fale mal do se chefe para todos os colegas. Isso ajuda muito. E reclame da falta de espaço, de perspectiva e de quanto você está cansado dessa vida. Se possível, coloque suas lamúrias nas redes sociais. É ótimo abrir sua página no Facebook e, mesmo sem conhecê-lo, constatar pelas suas declarações como você deve ser uma pessoa legal!

B (     ) Faça alguma coisa por você e dê sentido à sua vida.

C (     ) Faça alguma coisa por você e dê sentido à sua vida.

D (     ) Faça alguma coisa por você e dê sentido à sua vida.

E (     ) Faça alguma coisa por você e dê sentido à sua vida.

Você pode ver as coisas como quiser

Você pode olhar as coisas como quiser e atribuir a perspectiva que achar melhor. Você é você e suas crenças. Você é você e suas circunstâncias. Você pode decidir e fazer o que quiser. Mas minha provocação segue o espírito crítico (e de certa forma cínico) do Tom Peters, de encarar a busca pela excelência e a ideia de construir catedrais, perguntando:

Se não for isso, será o quê? Se não for agora, quando será?

 

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Fonte: livro “Paixão e significado da marca – Ponto de virada e transformação de marcas corporativas, marcas pessoais e de organizações”, de Arthur Bender – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

Saiba mais sobre o livro!


Ceia de Natal é o jantar das famílias (religiosas ou nem tanto)

dezembro 24, 2012

Nem para ganhar presentes as crianças  largam seus joguinhos eletrônicos…

 

Natal é festa da família. Reveillon fica por conta de cada um dos independentes. Assim tem sido nestas últimas décadas.

A noite de Natal é na véspera, quando Papai Noel entra em frenética atividade de presentear. Esta alegria de presentear e receber presentes está sofrendo uma grande modificação.  Os presentes são distribuídos conforme sorteio do “amigo secreto”. É o “parente secreto” que escolhe num sorteio sigiloso entre os nomes de todos os que estarão presentes um que será a quem presenteará. Crianças acabam ganhando sempre mais que um pois já é clássico ganhar presentes dos pais, avós, padrinhos e outros que queiram presentear. O horário do Papai Noel chegar era à meia-noite, depois passou a ser após a ceia de Natal e agora a ceia é feita logo no começo da noite para as crianças ganharem seus presentes e poderem brincar com eles já na véspera do Natal. Estas são mudanças logísticas no ato de presentear.

A grande mudança real está no relacionamento familiar. Agora o Papai Noel é geralmente a mãe que cuida tanto da festa quanto dos presentes, ajudada pelo seu marido que pode não ser pai de um dos filhos, e este marido tem outro filho a presentear morando com a sua ex-esposa.  Ainda é a mãe que quer reunir todos os filhos. Esta questão fica amenizada se as crianças têm avós confortáveis e afetivos. Pois é a grande mãe, avó das crianças, que gostaria de reunir todos os netos em sua casa.

Família toda conseguiu se reunir, que alegria! Entretanto as crianças já têm telefones celulares próprios e estão aprendendo a se isolar do ambiente para “ficar no celular” com outros ausentes, ou mesmo com outras crianças presentes na própria sala… Quem está no celular está onde o outro está, portanto, deixa de ser presencial e passa a ser virtual isto é presencialmente ausente, fora das conversas e acontecimentos familiares.

Isto já acontece com crianças maiores em fast-foods e escolas quando cada uma delas está no seu celular. Às vezes até com a criança que está ao seu lado… Elas não mais conversam entre si. Cada uma está com outra no celular…

Que tal fazermos um pacto com todos no qual ninguém fala ao celular nesta noite? Pelo menos uma noite no ano, a família toda poderia comemorar presencialmente junta a alegria da Ceia de Natal e do prazer de curtir os presentes entre os presenteados e os Parentes-Noel.

 

Içami Tiba

 


Lançamento!!! Novo livro de Arthur Bender: Paixão e significado da marca

dezembro 21, 2012

 

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Neste livro, Arthur Bender mostra por que a emoção se tornou um ativo valioso para a sociedade e como ela impacta o consumo e os relacionamentos. Por que a emoção passou a ser um ponto vital para a sustentabilidade e a perpetuação de valor de marcas e organizações. E por que PAIXÃO pode ser o Santo Graal para o sucesso de profissionais e para a geração de valor de carreiras.

Seja explicando o êxito de determinadas marcas, seja abordando as possíveis causas da apatia do consumidor ou analisando com afiado senso crítico as várias facetas do comportamento humano, Arthur Bender deslinda com maestria as tendências do mercado, a fim de montar um painel atual e abrangente sobre estratégia e posicionamento de marcas, tanto corporativas como pessoais.

Este livro é voltado não apenas àqueles que já são apaixonados pelo que fazem, mas também àqueles que abriram mão das suas paixões. Aqui encontrarão insights para reforçar suas crenças… ou buscar caminhos para se reinventar.

“O objetivo do livro é sacudir você como gestor de pessoas, gestor de marcas ou como profissional de marketing e negócios. É balançar o tedioso cinza da sala de reuniões da sua empresa e questionar paradigmas sagrados do gerenciamento de pessoas ou da competição de marcas.”

 

“No livro, resgato a ideia de SIGNIFICADO no centro da estratégia de geração de valor para marcas. Defendo a ideia de que um posicionamentoúnico – que é vital não só para a sobrevivência, mas para a prosperidade, dependerá cada vez mais da competência em encontrar para as marcas UM SIGNIFICADO MAIOR QUE O PRÓPRIO NEGÓCIO QUE ELAS REPRESENTAM.”

Arthur Bender

Fonte: livro “Paixão e significado da marca – Ponto de virada e transformação de marcas corporativas, marcas pessoais e de organizações”, de Arthur Bender – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

Leia aqui uma parte do livro!


Sem medo de perguntar

dezembro 19, 2012

 

O que eu quero mesmo da vida?

O que eu REALMENTE quero da vida?

Qual é a minha busca?

O que me move?

Qual é a minha grande paixão?

 

Acabamos nos esquecendo do que realmente é essencial

 

Creio que vamos ficando mais velhos e, de certa forma, vamos endurecendo em relação aos questionamentos que tínhamos acerca dos nossos sonhos e das nossas paixões pessoais e profissionais. Houve uma época em que nos perguntávamos e nos angustiávamos muito com isso, e as perguntas não saíam da cabeça: o que eu vou ser no futuro? O que eu quero ser? Por quê? Do que eu realmente gosto muito? Como vou unir o que gosto com a minha profissão?

 

Sem medo de se perguntar

 

As crianças não têm medo de perguntar. Elas pensam sempre em “o que quero ser quando creser”. Mas parece que ao nos “encaminharmos” na vida, simplesmente paramos de nos perguntar sobre de que REALMENTE gostamos e o que REALMENTE queremos ser. Seguimos os rumos que nos levaram até ali – alguns caminhos planejados, outros através de atalhos que o acaso nos forneceu, outros ainda por acidentes, adversidades, vaidades, imposições, planos frágeis ou ausência de planos – e acabamos nos esquecendo das perguntas que realmente eram essenciais em nossa vida.

Nós nos esquecemos, no meio do caminho, das perguntas que poderiam estar nos servindo de guia na caminhada. Dessa forma, tornamo-nos adultos, pais de família, homens e mulheres maduros, profissionais experientes, mas tudo isso sem grandes questionamentos. Muitos de nós passaram a vida sem se perguntar nada, apenas “se tornaram”. E acabamos premidos pelo importante e pelo urgente, ou pior ainda, somente pelo óbvio, e esquecemos do que era ESSENCIAL para a nossa vida.

 

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Fonte: livro “Paixão e significado da marca – Ponto de virada e transformação de marcas corporativas, marcas pessoais e de organizações”, de Arthur Bender – Integrare Editora

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Um protesto pela paixão e pelo significado!

dezembro 17, 2012

 Porque viver sem propósito é viver sem paixão. E sem paixão, não existe chance de a sua marca chegar a ser reconhecida como excelente.

 

Se você não encontra significado no que faz, nunca chegará a ser tão bom a ponto de encantar alguém. Simples assim. E o pior, não sendo tão bom e não tendo brilho nos olhos, você (mesmo sem querer) acaba deixando um rastro de mediocridade por onde passa. Essa mediocridade dos serviços malfeitos, das entregas sem brilho, da qualidade sofrível arranha a reputação de marcas, rouba prestígio de grandes organizações, lesa o bolso de acionistas, rouba valor dos negócios e faz andar para trás muitas carreiras profissionais. E isso me deixa indignado porque não vejo ninguém levantando essa bandeira e porque acredito que:

 

A paixão pelo que se faz e a excelência que resulta dessa paixão tornam-se uma força invencível no mercado. É isso!

 

Isso é muito importante. Essa força é definitiva para a transformação que sonhamos para nós mesmos, para as nossas empresas, para as marcas que gerenciamos e para o mundo. Por isso defendo a ideia de que PAIXÃO E SIGNIFICADO, PAIXÃO E CAUSA, PAIXÃO E PROPÓSITO podem ser os pontos de desequilíbrio para marcas, negócios, organizações ou para a carreira de profissionais. E acredito também em outra coisa que acho vital para o sucesso das marcas na competição deste século:

 

Será muito difícil a sua marca vencer somente pela técnica. Neste terreno, marcas com propósitos e paixão farão toda a diferença.

 

Por isso a minha indignação e este manifesto urgente que escrevo gritando! Precisamos agora é de gente tão indignada que nunca mais consiga ficar calada quando o assunto for excelência. Precisamos de gente tão indignada que não se conforme com a mediocridade e que vire a mesa de reuniões de cabeça para baixo, se for possível, no próximo encontro de gestão de pessoas — ou de gestão da marca! Precisamos de gente tão indignada que não consiga mais ficar calada quando tiver de en- carar os problemas dentro da própria empresa! Precisamos de gente que invada a sala do marketing, convoque a diretoria e o CEO se for preciso, mas que não se conforme em continuar a trabalhar para uma marca que se afoga na média.

Na verdade, precisamos de gente que se envergonhe de andar na média. De gente que acredite e que ensine seus filhos que não vamos fazer nada de genial no mundo tirando 7,0 na escola e passando raspando na média. Precisamos de gente que passe a odiar e a se indignar com resultados medianos!

E como acredito que o mundo só será transformado pelos inconformados que conseguem se indignar com a realidade, espero que este livro funcione como:

 

Um manifesto contra a falta de tesão no que se faz e um sermão indignado pelo resgate do significado das marcas!

 

Que este livro seja uma bandeira empunhada pelo resgate do prazer e do sentido no que realizamos. Uma bandeira pela virada na nossa vida. Uma bandeira pela transformação da nossa empresa, da nossa marca, da nossa organização, da nossa cidade, do nosso Estado, do nosso país! Mas essencialmente uma bandeira de inconformismo.

Uma bandeira pela transformação urgente das nossas organizações e pelo resgate dos princípios e valores em que acreditávamos quando ainda tínhamos a capacidade de sonhar em transformar alguma coisa! Que este livro seja um manifesto pelo não conformismo com os olhos opacos de gente infeliz de crachá no peito, que faz coisas sem sentido, batendo ponto e se forçando a continuar.

 

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Fonte: livro “Paixão e significado da marca – Ponto de virada e transformação de marcas corporativas, marcas pessoais e de organizações”, de Arthur Bender – Integrare Editora

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Sergio Chaia lança, pela Integrare Editora, livro provocador e direto sobre a sua trajetória

dezembro 14, 2012

Obra relata aprendizados, frustrações e escolhas feitas pelo autor na busca pelo equilíbrio entre a vida pessoal, profissional e espiritual

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Sergio Chaia assumiu a presidência de uma multinacional pela primeira vez antes de completar 40 anos de idade. Em seu currículo, acumula experiências em empresas, como Sodexhopass, Pfizer e Johnsohn & Johnsohn. Desde 2007, comandou a operação da Nextel Brasil, que conta com mais de 7 mil colaboradores e mais de 4,2 milhões de clientes, onde permaneceu durante seis anos. A trajetória de um executivo como Chaia é intensa e repleta de expectativas, batalhas, escolhas, frustrações, conquistas, erros e recomeços. No livro Será que é possível? Aprendizados, histórias e resultados na busca da harmonia entre vida profissional, pessoal e espiritual,o executivo narra a jornada que o levou a se transformar em um líder melhor e, principalmente, em um ser humano mais feliz. Sua primeira obra literária chega ao mercado esta semana pelo Integrare Business – selo da Integrare Editora.

Leitura leve, envolvente e atual, Será que é possível? apresenta em 37 capítulos a visão particular do autor sobre alguns dos dilemas que invadem a vida de grande parte dos aspirantes a cargos de liderança. O texto foi elaborado para servir como instrumento de inspiração e provocação, de forma a auxiliar os leitores na construção do seu próprio caminho e seguirem em busca dos sonhos, independentemente de quais sejam.

Nascido em Belo Horizonte e criado em Campinas, interior de São Paulo, Chaia fazia parte de uma família de classe média e tinha como sonho, assim como muitos brasileiros, ser jogador de futebol. O livro conta a maneira como essa aspiração foi interrompida e relata a construção da nova meta, tornar-se presidente de uma multinacional antes dos 40 anos.

No capítulo 5, “De galho em galho no cipó corporativo”, Chaia relata: “O sonho de ser presidente antes dos 40 anos me fez trabalhar em várias empresas. No meu planejamento, eu tinha que alcançar determinadas posições por períodos de tempo. Minha ambição, ansiedade e foco eram tão grandes que se percebia que essa ascensão não rolaria em determinada empresa, já começava a procurar outra antes da data estipulada. Não podia perder tempo”.

Decolar na carreira foi apenas o primeiro passo. Quando estava à frente da presidência da Sodexhopass, com apenas 36 anos, Chaia viu-se invadido por dúvidas que iam muito além do êxito profissional. A ansiedade e as preocupações naturais do cargo tiravam-lhe o sono. Foi quando conheceu técnicas de meditação inspiradas no budismo, que transformaram radicalmente sua maneira de agir na vida pessoal e profissional. “No meu caso, a meditação da morte foi um despertar para o que eu realmente queria da minha vida. Deixar um legado. Construir algo de positivo para minha família, meus amigos e o mundo. Compartilhar e receber das pessoas o melhor”, conta o autor no capítulo 13, “Como a meditação da morte mudou a minha vida”.

O executivo competitivo, que fazia questão de se destacar entre os colegas, passou a dar espaço ao ser humano que valoriza pequenos momentos e conquistas diárias. Em sua caminhada, Chaia passou a substituir o vazio e a solidão por um novo propósito, a busca pela harmonia entre os excelentes resultados na vida profissional e o desenvolvimento da sua vida espiritual. No capítulo 11, “A promoção perdida e a chegada ao topo”, Chaiadescreve: “Brilhar por meio do outro virou uma filosofia. Fui percebendo a importância da conexão entre as pessoas e construindo uma metodologia de interação que trazia motivação para a equipe e resultados financeiros para a empresa”.

> Motivar é apenas o primeiro passo

Atualmente, administrar conflitos e motivar equipes são as qualidades mais valorizadas no mercado, certo? Errado. Segundo o autor, a competência mais requisitada pelos CEOs de grandes empresas atualmente é o autoconhecimento. Para liderar os outros, primeiramente é preciso liderar a si mesmo. Quem afirma é Christine Porath, professora da Universidade de Georgetown, em Washington, uma das fontes que apoiou o trabalho do autor.

Treinar o autoconhecimento, assumir e lidar com as fraquezas de forma saudável, se colocar no lugar do outro em momentos de crise, como no caso de uma demissão, por exemplo, são algumas das bagagens acumuladas por Sergio e que, segundo ele, transformam o papel do gestor.

Para o executivo, o profissional precisa estar preparado e consciente ao assumir um cargo de liderança, ao mesmo tempo em que precisa estar alerta ao lado humano: voltar as atenções para questões ligadas ao pessoal, assim como procurar aliviar momentos de estresse e pressão ao dividir certas questões com os familiares, aderir à prática de exercício físico, manter metas bem definidas e rir mais de si mesmo. Chaia garante que ao reconhecer questões como essas, o gestor percebe que o ser humano é feito de erros e acertos e que é possível se transformar em um líder melhor, em um profissional admirado e, principalmente, em um ser humano mais completo e feliz.

Fonte: livro “Será que é possível? Aprendizados, histórias e resultados na busca da harmonia entre vida profissional, pessoal e espiritual”, de Sergio Chaia – Integrare Editora

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Não sente nos seus problemas

dezembro 12, 2012

Que os problemas estão globalizados, todo mundo sabe. Que aparecem em todas as dimensões possíveis – pessoas, processos, concorrência, tecnologia, captação de recursos – também não é novidade. Então, quando cheguei à presidência e os problemas começaram a exigir solução, eu precisei fazer a pergunta certa: “Qual é a minha percepção sobre a origem dos problemas?” Então me reconectei àquela frase sábia que aprendi com o budismo: “O caminho mais rápido para receber é entregar”.

Aplicando essa convicção ao tema, percebi que uma boa maneira de resolver os meus problemas é pensar nos de outras pessoas. Tenho praticado isso no meu cotidiano. Quando estou diante de uma situação complexa, dedico uma hora do meu dia para tentar ajudar alguém.

Logicamente, não se pode esperar que a solução para o seu problema caia do céu como um milagre. Mas tenho observado um avanço na maneira de lidar com as dificuldades. Esse incremento de performance, por assim dizer, veio de alguns insights!

Um deles é que, ao canalizar nossa energia na solução do problema alheio, a dimensão do nosso parece diminuir. Saímos do centro das atenções onde nos colocamos como se fôssemos o único coitadinho a enfrentar desafios. Outro insight importante é que, ao dedicar um tempo a ajudar o outro na resolução de seus problemas, nós nos desconectamos emocionalmente, ainda que por breve período, de nossas dificuldades e abrimos espaços para que soluções mais criativas brotem mais tarde.

Durante uma aula, o professor Jagdish Parikh, autor do best-seller Managing Your Self, demonstrou de forma simples e tangível como a desconexão emocional facilita a correta visão e solução de um problema.

Parikh colocou uma cadeira vazia no centro da sala e chamou um aluno para sentar-se nela. Logo a seguir perguntou o que ele visualizava da cadeira em que estava sentado. Contorcendo-se todo, e com um torcicolo iminente, o aluno informou que via os braços, parte do assento e das pernas daquela cadeira. Então Parikh comparou a cadeira a um complexo problema, levando a classe a perceber que a forma mais abrangente de enxergar a cadeira-problema é se afastar dela. Só assim podemos avistar todas as dimensões e conexões, adquirindo uma visão mais abrangente do problema e possivelmente mais insights de soluções.

Um último aprendizado: a desconexão emocional momentânea pode aprimorar a amplitude das soluções, mas não podemos nos enganar achando que o afastamento definitivo traga a solução. Ao contrário, aumenta as chances de os problemas crescerem. É preciso conversar interna e externamente sobre os problemas. Internamente significa integrar o problema ao seu cotidiano em vez de se amedrontar e fugir dele. Externamente é falar com outras pessoas, como eu e um grande amigo temos o costume de fazer. Isso também facilita a solução. Mas deixe a intuição ligada, por favor! Não existe nada mais desagradável do que o reclamão, aquele que só se queixa e não se interessa por nada à sua volta.

Tratar um problema como parte da viagem e não uma barreira intransponível diminui o desgaste que ele pode trazer à sua vida.

 

Tanto podemos acreditar que a generosidade proativa e a dedicação ao outro trazem benefícios e energias positivas quanto perceber que a desconexão emocional acelera pragmaticamente a resolução de um problema. Essas vertentes separadas ou combinadas oferecem uma nova perspectiva na hora de lidar com uma mensagem, um alerta, quaisquer manifestações que o mundo nos traz e às quais teimamos em dar o nome de “problema”.

 

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Fonte: livro “Será que é possível? Aprendizados, histórias e resultados na busca da harmonia entre vida profissional, pessoal e espiritual”, de Sergio Chaia – Integrare Editora

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