MITO: a liderança é inata!… Por César Souza

julho 31, 2013

A crença de que liderança vem do berço precisa ser vigorosamente combatida. Não há evidência de que seja verdadeira. No início da minha carreira, eu acreditava nisso, mas as experiências que fui colecionando ao longo da vida profissional me fizeram ver o quanto essa crença é infundada. Ninguém nasce líder. Uma pessoa pode aprender a ser líder.

Infelizmente, a crença de que a liderança é inata conduz a inúmeros erros na hora de selecionar candidatos, promover profissionais, escolher parceiros, educar filhos, relacionar‑se com alunos.

Lembrei‑me de vários exemplos do mundo real. Fechei os olhos por alguns segundos, pensei nos filhos de poderosos líderes políticos, empresários e celebridades e tentei enumerar quantos deles têm sido exemplo de competência. O saldo foi bastante pobre. Eles são mais exceções que a regra.

Felizmente, para a Humanidade, o “DNA de líder” não existe. Nenhuma das características que tornam um líder eficaz pode ser transmitida geneticamente. Ainda bem que não é possível clonar líderes feitos à imagem e semelhança de antecedentes nem de outros líderes que possam servir como “modelo”. Cheguei a sentir um calafrio ao cogitar a possibilidade de o DNA de líderes do mal ser injetado em cobaias humanas.

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Fonte: livro “A NeoEmpresa – O futuro da sua carreira e dos negócios no mundo em reconfiguração”, de César Souza – Integrare Editora

 

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Os pais não estão conseguindo educar os seus filhos! Por Içami Tiba

julho 29, 2013

Existe, neste mundo globalizado, uma “revolução silenciosa”, que vem atravessando as últimas gerações, e não é nada boa. Antes que assuma proporções irreversíveis, ela exige nossa atenção: os pais não estão conseguindo educar seus filhos. Filhos crescem com cuidados materiais, boas escolas, mas sem os mesmos cuidados na formação de valores pessoais, relacionais, profissionais e sociais. É um crescimento a esmo, conforme vontades e caprichos desses filhos, e não uma educação afinada para formar cidadãos com ética e cidadania.

 

No mundo globalizado, os erros de uns atingem outros, enquanto o progresso de uns beneficia todos.

            O pais não estão conseguindo educar seus filhos: a família é a única organização grupal que vingou, desde a Antiguidade até hoje. E acredito que os laços familiares é que perpetuam o ser humano e o ajudam a desenvolver uma sobrevivência digna. Assim, devemos melhorar a vida no planeta.

            Para isso, é preciso que cada pessoa comece uma mudança de atitude dentro de si para conseguir ser parte de uma família de alta performance.

 

          Não podemos permitir que nossa mente:

a) se acomode à ignorância e ao sofrimento;

b) absorva o egoísmo e os abusos de poder;

c) se acomode à escassez e ao sofrimento;

d) suporte perdas e prejuízos;

e) desanime diante de obstáculos, julgando-os intransponíveis;

f) se torne indiferente à desonestidade e à falta de ética;

g) ignore exclusões e diferenças sociais;

h) se torne indiferente às transgressões e às injustiças;

i) duvide das possibilidades de um futuro melhor!

 

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Fonte: livro “Educar para formar vencedores – A nova família brasileira”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Fatores da Sorte! Por Douglas Miller

julho 26, 2013

Os slogans da aprendizagem estão por toda parte. Seu empregador talvez tenha um “centro de recursos da aprendizagem” e fale sobre a “cultura da aprendizagem” que está tentando desenvolver.

Os governos nacionais e os empresários também falam sobre “aprendizagem ao longo da vida”. Temos “experiências de aprendizagem” e “oportunidades de desenvolvimento”. Tudo isso é bom, está claro, mas sua aprendizagem é importante demais para ser enrolada em uma trouxa de jargões corporativos ou governamentais. E é importante demais para ser deixada ao capricho de outros que a proporcionam a você, em configurações formalizadas. Aprender é algo que acontece todos os dias. De fato, na maior parte de cada dia.

O grau em que você aprende é totalmente dependente de sua atitude diante da vida. Um bom começo consiste em ter senso de humildade, de modo que você admita que não sabe tudo (Fator da sorte 5). Uma disposição para avaliar reveses e fracassos de uma maneira que construa a confiança é um segundo passo muito bom (Fator da sorte 4). O modo como você responde aos feedbacks quando o que é dito vem como uma surpresa (Fator da sorte 6) e de quem você busca conhecimento e inspiração (Fator da sorte 7) continuam o processo de aprendizagem.

Mas onde o aprender realmente começa é na maneira pela qual você apresenta suas experiências na sua cabeça. Como foi ditto na introdução deste livro, trata-se do diálogo interior sobre si próprio.

Exemplos de como essas conversas podem se desenrolar estão incluídos neste capítulo, juntamente com uma caminhada exploratória sobre como você pode transformar a ansiedade em relação a uma atividade ou evento vindouro em algo que você anseia, por meio do tipo correto de conversa interior (Fator da sorte 8). O foco deste capítulo recai sobre o modo como você pode ajustar seu pensamento e a subsequente conversa interior. Com frequência são necessários apenas pequenos ajustes, mas que lhe permitem ter um controle muito maior sobre o seu próprio aprendizado. Estou propenso a admitir que este bem poderia ser o capítulo mais importante do livro.

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Fonte: livro “A sorte como hábito – O que pensam, sabem e fazem as pessoas que têm sorte no dia a dia”, de Douglas Miller – Integrare Editora

 

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Necessidades que nem imaginamos… Por Arthur Bender

julho 24, 2013

Outra consequência de uma sociedade em que tudo é excedente e grandioso é a perda de parâmetros para fazer julgamentos de valor.

            Na sociedade do excesso acabamos nos acostumando a ver números grandiosos. Tudo parece que é ou que tenta ser exponencial, com valores gigantescos e cifras cada vez maiores que causam um efeito interessante: simplesmente não prestamos mais atenção. Pouca coisa hoje nos impressiona em termos de “números grandiosos”. Porque tudo parece que passou a ser grandioso.

            Passamos para um estágio de aceitar qualquer número gigantesco e não pensar mais nele porque simplesmente não temos mais noção se o que estamos vendo é real ou é falso. Perdemos o parâmetro do que é grande. Não conseguimos julgar a diferença entre o grande, o muito grande e o excepcionalmente grande, ou a comparação entre o enorme, o gigantesco e o fantástico, porque parece que tudo ficou turbinado e, quando tudo é superlativo, o cenário não impressiona mais, fica tedioso.

 

Necessidades que não imaginamos

Talvez tenhamos chegado a um padrão de conforto muito especial que podemos dizer que seria inimaginável há poucos anos. E se você pensar bem, o que temos hoje é inimaginável. Por quê? Porque, na verdade, imaginamos poucas coisas como as que consideramos indispensáveis atualmente. Sonhávamos com outras coisas e temos hoje itens com que nunca sonhamos e que parecem ter se tornado imprescindíveis na nossa vida. Ou você algum dia sonhou que dependeria de um aparelho eletrônico como o iPad?             Ou imaginou que um pedacinho de papel com cola na ponta, como o Post-it, seria indispensável no seu escritório? Ou desejou um telefone que fosse smartphone? Ou sonhou que teríamos as operadoras de celular que temos? Bom. Não vamos discutir isso.

 

Eu sequer sonhei com isso

O que aconteceu é que acabamos em outro futuro não sonhado. Em um futuro que não era o planejado e no qual muitas das certezas que tínhamos em relação aos itens indispensáveis se transformaram em outros completamente diferentes do que imaginávamos. Assim, fomos acumulando outras coisas e sendo surpreendidos por novidades que acabaram (nas nossas mentes consumistas) se tornando indispensáveis. Os pen-drives ganharam mais capacidade, os closets das mulheres cresceram e chegamos onde estamos.

 

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Outra consequência de uma sociedade em que tudo é excedente e grandioso é a perda de parâmetros para fazer julgamentos de valor.

O que aconteceu é que acabamos em outro futuro não sonhado. Em um futuro que não era o planejado e no qual muitas das certezas que tínhamos em relação aos itens indispensáveis se transformaram em outros completamente diferentes do que imaginávamos. Assim, fomos acumulando outras coisas e sendo surpreendidos por novidades que acabaram (nas nossas mentes consumistas) se tornando indispensáveis.

 

Fonte: livro “Paixão e significado da marca – Ponto de virada e transformação de marcas corporativas, marcas pessoais e de organizações”, de Arthur Bender – Integrare Editora

 

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Casamento que não dá certo! Por Içami Tiba

julho 22, 2013

Como pode um casamento não dar certo? Não é bem um casamento que não dá certo, mas o relacionamento que não suportou o casamento, pois é preciso muita saúde relacional para se dar bem também no casamento. Como diriam os jovens adeptos dos videogames: é uma nova fase do jogo, numa etapa crescente de dificuldade. A próxima fase será a de ter filhos.

Os motivos apontados para a separação do casal são os mais variados possíveis. Os pais dos cônjuges costumam justificar que os filhos não estavam prontos para casar. Eles próprios se justificam a quem pergunte que “não tem (tinha) como dar certo, pois…”, e vem então uma lista de queixas. Muitas destas já foram percebidas antes, mas esperava-se que quando casassem melhoraria.

Ninguém melhora ou piora magicamente. O que pode ser mágico é o resultado de uma mudança que vai se fazendo inte\riormente até dar os seus primeiros sinais exteriores. Aí surgem as explicações: “surgiu do nada”; “veio de repente”; “veio assim, sem nada a ver, de uma hora para outra” etc.

A separação de casal funciona como a maioria das doenças. Ela vai se instalando e quando se percebe já há sintomas, e a pessoa então procura o tratamento. O acidente vascular cerebral ou o infarto agudo do coração não têm nada de acidente nem de agudo. Os vasos sanguíneos vão se entupindo por muitos e muitos anos até que o mais sobrecarregado entope de vez, quando aparece o conhecido “derrame”.

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Fonte: livro “Família de Alta Performance – Conceitos contemporâneos na Educação”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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SORTE = reconhecer uma oportunidade e investir nela! Por Douglas Miller

julho 19, 2013

A sorte existe. Existe por toda parte. Usamos a palavra o tempo todo, mas em geral não refletimos muito sobre o que ela significa na prática. A “sorte” está implícita quando usamos velhos clichés como “No lugar certo, na hora certa” ou “No lugar certo, na hora errada” ou aquele clássico ditado fatalista: “Não é o que você conhece, e sim quem você conhece”.

Como acontece com a maioria dos clichês, eles contêm uma pitada de verdade. A Sorte como Hábito diz respeito a aceitar esses antigos clichês como truísmos parciais, no sentido de que existem aspectos da vida sobre os quais você não tem controle algum. Contudo, se você acreditar que “quem você conhece” é importante, a pessoa que tem os hábitos da sorte chegará a conhecer “as pessoas certas” em vez de simplesmente assumir que não as conhece… e jamais vai conhecê-las. Além disso, também devemos admitir que “o que você conhece” é tão importante quanto “quem você conhece”.

Com demasiada frequência, porém, confundimos “sorte” e “destino”. Destino sugere que existe uma mão orientadora controlando não apenas nossos pensamentos, ações e comportamentos mas também, no limite, todas as coisas que nos acontecem ao longo da vida. Existem diversas religiões baseadas por inteiro nessa premissa. Nossos pensamentos neste livro são sobre a sorte que você pode criar e não sobre os “eventos” que teriam ocorrido independentemente do que você fez ou deixou de fazer, ou de estar em determinado lugar em determinado momento.

Os fatalistas falam sobre a sorte como se alguns de nós a tivessem inserida no DNA e outros não. Nós “nascemos sortudos” ou não. A aceitação cega de que seu destino decorreu do feliz encontro de um espermatozoide com um óvulo (e aqui tudo bem dizer que o ato efetivo de sua própria criação prende-se à definição “de velho estilo”, tradicional, de sorte) e da consequente criação de um “você” predeterminado é francamente um dos moldes mentais mais nocivos que você pode levar consigo ao longo da vida.

Os fatalistas nunca estão errados. Se você pensa que o destino rege seu futuro – seja por causa dos talentos (ou falta deles) com que nasceu, seja porque a vida é uma sucessão de eventos além do seu controle –, sempre comprovará estar certo porque ficará sentado em uma poltrona confortável esperando que os eventos aconteçam com você. Eles vão controlá-lo porque você escolheu não os controlar.

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Fonte: livro “A sorte como hábito – O que pensam, sabem e fazem as pessoas que têm sorte no dia a dia”, de Douglas Miller – Integrare Editora

 

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Você quer ter sorte? Por Douglas Miller

julho 17, 2013

Você estava no lugar certo, mas na hora errada?


Estava no lugar certo, na hora certa?

Não é o que você conhece, mas sim quem você conhece que importa?

Será que é isso mesmo ou, então, podemos mudar o nosso caminho?

Existem certos aspectos da vida sobre os quais você não tem controle algum.
Mas se você pensa que o destino rege seu futuro, sempre comprovará estar certo porque ficará sentado em uma poltrona confortável esperando que os eventos aconteçam com você. Eles vão controlá-lo porque você escolheu não os controlar.

Em A sorte como hábito você aprenderá sobre a sorte que você pode criar e não sobre os “eventos” que teriam ocorrido independentemente do que você fez ou deixou de fazer, ou de estar em determinado lugar em determinado momento.

Utilizando ferramentas práticas e teóricas, Douglas Miller nos apresenta os 20 FATORES DA SORTE: são 20 hábitos que você pode adquirir e que mudarão a sua vida.

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Fonte: livro “A sorte como hábito – O que pensam, sabem e fazem as pessoas que têm sorte no dia a dia”, de Douglas Miller – Integrare Editora

 

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Devemos dar animais de estimação aos nossos filhos? Por Içami Tiba

julho 15, 2013

Cada vez mais se discute a importância do animal de estimação no desenvolvimento da criança. Comprar ou adotar um animal de estimação não envolve só a criança, mas a família como um todo e também o próprio animal. Esses três aspectos devem ser bem analisados antes que a atitude seja tomada.

Para essa criança seria bom ter um animal de estimação? A família gosta de animais e está disposta a partilhar os cuidados do animal? O ambiente em que vivem é favorável para o bem-estar dele?

A primeira coisa que os pais devem ter em mente é que precisam gostar de animais e ajudar nos cuidados com eles. A não ser que o filho seja adolescente, não é real esperar que uma criança assuma sozinha os cuidados e obrigações (como limpar as sujeiras, colocar água e comida, passear frequentemente com um cão, escová-lo etc.). Ela pode desempenhar determinadas funções, mas deverá ser sempre acompanhada ou supervisionada por um adulto. Ela não sabe cuidar do animal intuitivamente, vai ser um aprendizado. Se esse aprendizado for bem-feito, bem aproveitado, certamente auxiliará no desenvolvimento da criança, e o animal ficará feliz e bem tratado.

Ao cuidar de um animal, os filhos podem aprender muito sobre responsabilidade, respeito, atenção, dar e receber carinho. Quando ficam bastante ligados ao animal, isso pode favorecer o desenvolvimento da empatia, quando veem nos animais sentimentos humanos e tentam acalmá-los, consolá-los e alegrá-los. Para as crianças intolerantes e impacientes, o animal pode ser um verdadeiro desafio, pois este não entenderá nem fará tudo como a criança quer e espera. Nesse caso, deve haver sempre algum adulto por perto para que a criança não desconte no animal suas raivas e frustrações.

Alguns animais em especial, como cães, podem dar verdadeiras lições de amor, proteção, companheirismo e lealdade. Mas, para que os filhos percebam isso, os pais devem chamar a atenção para esses valores e nomeá-los quando aparecem no comportamento do cão: o animal cria oportunidade de conversar e pensar em ações importantíssimas para a família e para a sociedade.

Quando a família adota ou compra um animal, simplesmente para satisfazer a vontade de um filho, sem assumir isso como mais um projeto na vida – cuidar bem do animal –, pode criar situações totalmente desfavoráveis ao desenvolvimento dos filhos, bem como para o bem-estar do animal.

Há alguns anos, surgiu a moda de ter furões (também conhecidos como ferrets) como animais de estimação. Todos os pet shops os vendiam, seus preços subiram, criaram-se coleiras e acessórios.

Por um ou dois anos eles foram a grande diversão da criançada; logo depois, porém, havia um número enorme de furões abandonados nas ruas, doentes e desnutridos. Eles foram usados como brinquedos descartáveis e, diferentemente de outros animais, não sobrevivem abandonados, pois requerem cuidados especiais.

Essa é uma enorme lição que nunca deve ser dada a um filho, uma lição de descaso e abandono. Assim como aconteceu com os furões, acontece com muitos outros animais.

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Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Afinal, para que serve o dinheiro? Por Gabriel Carneiro Costa

julho 12, 2013

Sempre gostei e gosto de dinheiro. Porém, acredito que ele compra prazer, que é diferente de felicidade. O que nos confunde é que, quanto maior a frequência de compras para ter prazer, mais parecido esse prazer fica com a felicidade.

Pense em um dia em que você acorda e não precisa trabalhar. Levanta da sua enorme cama coberta por uma colcha de milhares de fios vinda de não sei onde. Desce até sua sala e lá encontra uma linda mesa de café da manhã, que saboreia enquanto aprecia a vista da sua janela. Veste roupas de marca, entra no carro importado e vai passear com seu barco nas águas transparentes que cercam a cidade. No fim do dia resolve passar no shopping para comprar acessórios de algum novo hobby e acaba optando por jantar em um badalado restaurante que acaba de ser inaugurado. Degusta um prato de carnes nobres com vinhos cuidadosamente envelhecidos. Volta para sua charmosa casa e pega no sono assistindo a um grande lançamento do cinema na enorme TV que possui no quarto, escutando o barulho da lenha queimando na lareira.

Não lhe parece um dia perfeito? Pelo menos para mim, sim. Mas esse é um dia feliz? Não sei. Só posso fazer essa afirmação depois de conhecer intimamente a pessoa que viverá esse dia digno de um filme de Hollywood.

Não tenha dúvida de que se trata de um dia em que o dinheiro compra prazeres o tempo todo. E isso sim é algo muito semelhante à felicidade.

Meu avô materno costumava dizer que chorar na favela e chorar em Paris produziam lágrimas diferentes. E é verdade. Na realidade, produzem lágrimas muito, muito, muito diferentes. Mas em ambos os casos são lágrimas.

Nem mesmo os mais afortunados estão livres de frustrações, decepções, tristezas, perdas e qualquer outro sentimento ruim. O dinheiro não cria esse escudo, apenas amplia a oportunidade de sair mais rápido de um estado depressivo. Isso quer dizer que o dinheiro não tem valor e não é uma meta importante em nossa vida? De maneira alguma.

O problema é que muitas pessoas passam a vida apenas correndo atrás do dinheiro e se esquecem de que ele sozinho traz apenas momentos de felicidade, uma experiência finita, que não garante o sentido da vida.

Pobre daquele que acredita que o sentido da vida é se cercar de luxo e ter uma conta bancária polpuda. Essa é uma parte importante, mas pequena perto da complexidade que é encontrar o real valor das coisas.

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Fonte: livro “O encantador de pessoas – Como trabalhar sua vida em busca da felicidade e realização pessoal”, de Gabriel Carneiro Costa – Integrare Editora

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Aprendendo a lidar com a raiva! Por Eugenio Mussak

julho 10, 2013

Sentir raiva não é sentir algo que o meio nos oferece. Sentir raiva é processar o estímulo ambiental. A raiva está dentro, não fora. Não é como sal, que já está na comida e eu percebo com a língua. É a reação, não o estímulo. A raiva é, portanto, um sentimento derivado da interpretação que fazemos de um acontecimento externo. E a interpretação será condicionada pelo estado psicológico naquele instante, ou naquela fase da vida. A mesma causa pode gerar raiva em um momento, compreensão em outro e, ainda, compaixão em um terceiro. Sentimentos são interpretações das causas, não as causas em si.

            Não há nada de errado em sentir raiva em determinadas situações; errado seria não sentir nada. A raiva nem sequer é o oposto do amor; o oposto do amor é a indiferença. Diante da injustiça, do desrespeito, da maldade, do descaso, o que se espera é a raiva. Se alguém lhe ofender de propósito, você sentirá raiva, ou não será uma pessoa normal. Seu grau de evolução espiritual não será, absolutamente, medido pelo sentimento da raiva, e sim pelo que você fizer com ele. Ao responder à causa da raiva com uma causa igual, ou maior, você estará fazendo exatamente o que o outro espera de você — entrando no jogo. Se, ao ser ofendido, você sentir raiva, processar o sentimento, racionalizar os componentes da situação e escolher a melhor resposta para aquele momento, então você estará no controle.

 

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Fonte: livro “Caminhos da Mudança”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

 

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