Quem irradia felicidade tem mais chance de ter alguém ao seu lado. Mas, não pode ser “qualquer” alguém! Por Eugenio Mussak

setembro 13, 2013

 

Certa vez Tom Jobim cantou: “Vou te contar, os olhos já não podem ver, coisas que só o coração pode entender, fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho…”.

Com todo respeito pelo maestro, acho que ele exagerou um pouquinho na última frase. Nela ele condiciona a felicidade a não se estar sozinho, entretanto, a recíproca pode ser igualmente verdadeira, ou seja, uma pessoa que irradia felicidade tem mais chance de ter alguém a seu lado.

Mas, posta esta ressalva, vamos dar um crédito ao Tom e concordar que, quando se tem alguém ao lado, tudo fica mais fácil, mais seguro, mais completo, mais divertido. Só que – e este condicional é importantíssimo – não pode ser qualquer “alguém”, tem de ser um “alguém” a quem se possa, sem medo de errar, chamar de companheiro, ou companheira.

Companheiro é uma palavra que vem do latim cum panis, e refere‑se a alguém com quem dividimos o pão. Companheiro é uma pessoa em quem confiamos o suficiente para nos sentarmos com ela à mesma mesa e compartilharmos uma refeição, lembrando que não é só a comida que nos alimenta, mas também as ideias, os saberes, os valores e os planos. Ter um companheiro significa compartilhar esse conjunto de coisas, tudo o que nutre nosso corpo, nossas emoções, nossos pensamentos e, principalmente, nossos sonhos. E, então, parodiando o maestro: Vou te contar, quando a noite vem nos envolver é muito bom estar ao lado de um companheiro.

Fonte: livro “Preciso dizer o que sinto”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

 

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O companheiro e a Vida

julho 6, 2012

Em um casamento, considero que haja três possibilidades de parceria. A 1ª é quando o casal tem um projeto comum; a 2ª é quando um se engaja no projeto do outro; e a 3ª é quando ambos têm seus projetos próprios, mas um colabora com o projeto do outro.

 

 

Companheiros compartilham o mesmo pão e não importa se o pão é fresco, macio e abundante; ou se está endurecido, passado e escasso. Companheiros compartilham o que têm, o pão e os sonhos; o presente e o futuro.

 

Fonte: livro “Preciso dizer o que sinto”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

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O companheiro e a vida

julho 29, 2011

Certa vez Tom Jobim cantou: “Vou te contar, os olhos já não podem ver, coisas que só o coração pode entender, fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho…”.

Com todo respeito pelo maestro, acho que ele exagerou um pouquinho na última frase. Nela ele condiciona a felicidade a não se estar sozinho, entretanto, a recíproca pode ser igualmente verdadeira, ou seja, uma pessoa que irradia felicidade tem mais chance de ter alguém a seu lado.

Mas, posta esta ressalva, vamos dar um crédito ao Tom e concordar que, quando se tem alguém ao lado, tudo fica mais fácil, mais seguro, mais completo, mais divertido. Só que – e este condicional é importantíssimo – não pode ser qualquer “alguém”, tem de ser um “alguém” a quem se possa, sem medo de errar, chamar de companheiro, ou companheira.

Aliás, este assunto também foi tema da mitologia e da poesia, ou de ambas ao mesmo tempo. Uma das mais belas abordagens é aquela em que um anjo pergunta a Deus por que Ele havia criado os Homens com “aquele defeito”.

– Que defeito? – perguntou o criador, com brandura.

– Bem – disse o anjo –, eu reparei que as pessoas só têm uma asa, e não duas como nós, e sabemos que são necessárias duas para voar. Então parece que eles nasceram defeituosos.

– Acontece, querido anjo – explicou Deus com um sorriso compreensivo –, que cada homem e cada mulher têm, sim, duas asas, só que uma está consigo e a outra está em outra pessoa. Eu os fiz assim para que eles aprendessem a voar em pares e, assim, conseguissem chegar mais alto e também para que conhecessem os verdadeiros valores divinos, como o amor, o sonho e a felicidade. Além disso – continuou –, dessa maneira eles também aprenderão a respeitar e a cuidar uns dos outros. Qualquer pessoa que magoe outra poderá machucar sua outra asa, e assim ficará impedido de voar. Só pelo amor, nunca pelo ódio, se aprenderá a voar pela vida, aproveitando toda a maravilha que ela tem para oferecer.

 

 

Fonte: Trecho do livro “Preciso dizer o que sinto, de Eugênio Mussak – Integrare Editora

 

 

 


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