Sobre revisar aquilo que se aprende. (por Tony Buzan)

novembro 30, 2015

Um dos pontos mais significativos da revisão adequada é o efeito acumulativo que ela tem em todos os aspectos do aprendizado, pensamento e lembrança. Se você não revisa, joga fora o esforço empregado em qualquer tarefa de aprendizado, além de se colocar em posição de desvantagem.

 

Cada vez que você se aproxima de uma nova situação de aprendizado, suas lembranças de um conhecimento prévio estarão em um nível muito baixo, e todas as conexões que poderiam ser feitas automaticamente serão perdidas. Isso significa que seu entendimento do novo assunto não será tão completo como poderia, e a eficiência e velocidade com que trabalharia esse novo assunto também serão reduzidas. Quando um processo tão negativo é repetido, ele resulta em uma espiral descendente que termina no sentimento de desespero de nunca ter capacidade de aprender. Cada vez que um novo assunto é aprendido, ele é esquecido; e cada vez que um novo assunto é abordado, ele traz uma sensação ruim. O resultado é que muitas pessoas, após fazerem as provas finais, raramente chegam perto dos livros novamente.

 

Não revisar é igualmente ruim para a memória. Se cada nova informação é descartada, ela não permanecerá em nossas memórias em um nível consciente, portanto não estará disponível para formar novas conexões de memória. Como a memória é um processo baseado em ligações e associações, quanto menos itens estiverem em nossa “loja de memórias”, menor será a possibilidade de registro de novos itens.

 

Do outro lado dessa moeda, as vantagens de revisar são enormes. Quanto mais você mantém seu corpo atualizado de conhecimentos, mais será capaz de absorver e lidar com o novo. Quando você estuda, a grande quantidade de conhecimento que possui lhe dá a habilidade de digerir o novo conhecimento muito mais facilmente, cada pedaço da nova informação é absorvido no contexto de sua “loja de informações relevantes”. O processo é bem parecido com o de fazer uma bola de neve, começamos rolando uma bolinha no chão, ela fica maior rapidamente conforme rola e, por fim, continua a rolar por si mesma. Bons hábitos de revisão terão um efeito de bola de neve, melhorando sua confiança, seu trabalho e sua vida.

 

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Fonte: livro “Use sua mente”, de Tony Buzan – Integrare Editora

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Um encontro no espelho (por Natércia Tiba)

novembro 27, 2015

O que faço eu com essa energia circulando

dentro de mim?

Energia de vida, ansiedade.

Um misto de euforia e angústia,

Uma inquietação sem fim.

Uma energia intensa,

Parece que sou capaz de mover montanhas

Mas se esvai com facilidade

E logo me sinto cansada, exausta.

Quando o cansaço me invade,

Sinto-me uma estranha.

Parece que a mulher que tenho dentro de mim

Não combina com a que vejo diariamente no espelho.

Em alguns momentos prefiro a que sinto,

Em outros, sou mais a que vejo.

Minha energia é às avessas,

Acordo cansada,

Em geral não lembro do que sonho,

Devo travar lutas homéricas comigo mesma.

Acordo como quem acaba de sair de uma batalha.

Depois que me levanto, fico horas sem me reencontrar

São pessoas, demandas, tarefas, responsabilidades,

A vida que corre e nos apressa.

Sem querer me encontro num espelho de elevador.

Ufa! Ainda estou inteira.

Orgulho-me da minha força e

me sinto novamente com vigor.

Mas agora não quero batalhas, quero…

O que quero eu?

Sabe que nem sei mais!

Acho que me perdi.

Será que fiquei ali, presa no espelho?

Ou será que me escondi?

Quero sair, ver vitrines…

Ah… Cansei só de pensar.

Quero ver gente, encontrar amigas…

Ai que preguiça de papear.

Vou me aquietar, ler, ouvir música,

Quem sabe até mesmo rezar.

Já estou entediada e ainda nem consegui me sentar.

Onde é o meu lugar?

Do carrinho de supermercado

Ao sucesso profissional.

Onde devo estar?

Percebo então que na verdade,

Não estou num só lugar,

Estou em todos ao mesmo tempo,

Quem consegue me achar?

Sobrevoo a minha vida, pouso onde precisar.

O importante é que eu não me esqueça

Que há sempre paisagem a admirar,

Que sempre tenho onde pousar e

Pessoas amadas pra abraçar.

Há sofrimentos também,

Mas nada que eu não possa suportar,

Com essa energia toda,

Nem um furacão é capaz de me derrubar.

A única com força suficiente pra me esgotar

Sou eu mesma, quando me torno incapaz

de me olhar.

 

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Fonte: livro “Mulher Sem Script”, de Natércia Tiba. Integrare Editora

 

Para mais informações sobre o tema, Consulte o livro ou entre contato conosco.

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A mandala de areia (por Eduardo Almeida)

novembro 25, 2015

Creio que um dos melhores e mais eloquentes exemplos da habilidade para lidar com a impermanência e para criar resiliência frente às “derrotas” pode ser observado em uma prática espiritual tibetana.

 

Os tibetanos têm o curioso hábito de construir complexas mandalas de areia, cuja produção demora de um a três meses. Quando está pronta, fazem uma oração (dedicando os méritos para outros seres) e, em seguida, varrem-nas, desmanchando-as para sempre.

Isso é algo impressionante de se observar, pois são verdadeiras obras de arte construídas com areia colorida e, sendo arte, é natural que o artista que construiu a obra se sinta apegado ao resultado de sua criação.

 

Os tibetanos realizam essa tarefa para se libertar do apego, em especial, do apego ao fruto de nosso trabalho e do sentido de permanência de tudo o que construímos. Não consigo imaginar o nível de desprendimento que é necessário para produzir uma elaborada obra de arte, com todo afinco e amor, já sabendo que seu destino é a destruição pelas próprias mãos do artista. Mas analisando com um pouco mais de profundidade, esse é exatamente o destino de toda obra ou relação humana.

 

Precisamos aprender a refletir mais sobre nossos erros, procurando ser menos defensivos, entendendo que cada erro é uma oportunidade singular de crescimento, especialmente quando aprendemos com eles e temos a capacidade de levantar e seguir em frente.

 

Afinal, nada do que fazemos dura para sempre, mas as lições que retiramos com cada “mandala” que se vai é que toda experiência nos aprimora e nos acompanha vida afora. Assim, muito mais do que buscar, tornar perene relacionamentos e conquista, passamos a valorizar cada um deles enquanto estão em nossas vidas.

 

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Fonte: livro “No caminho da vitória”, de Eduardo Almeida- Integrare Editora

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O que é consciência? (por Ken O`Donnell)

novembro 23, 2015

A consciência é, essencialmente, a percepção que a alma tem de sua própria existência. É o que está por trás do pensamento “eu existo” ou “eu sou”. Normalmente, junto com essa afirmação há algo mais — eu sou alguma coisa ou alguém. Esse acréscimo, que afeta a forma como a consciência funciona, pode ser chamado de autoidentidade. Como o que eu sinto que sou geralmente não permanece estável, o estado de consciência está sempre oscilando.

 

Num momento posso ter a consciência de que “sou um homem” ou “sou uma mulher” e, no próximo, “sou um engenheiro” ou “sou um alemão”. Num nível mais profundo, posso ter consciência de que “eu sou uma alma, um filho de Deus”.

 

Ao examinar qualquer processo de pensamento-decisão-ação, descobrirei que por trás dele sempre existe o sentimento de que eu sou uma coisa ou outra. A consciência é o trampolim de pensamentos, decisões e ações. Em outras palavras, a alma reage às circunstâncias externas de acordo com tudo o que ela sente ser naquele momento específico.

 

Por exemplo, um cirurgião é capaz de fazer uma cirurgia quando existe a consciência de ser um cirurgião. Essa mesma consciência destrava ou dá à alma acesso a toda informação e experiência relacionadas a ser um cirurgião.

 

Meu estado de consciência afeta meu estado mental, minha atitude e visão e, por fim, afeta as ações que desempenho e as situações nas quais eu me encontro. Se quero transformar todas as outras coisas, primeiro tenho de mudar meu estado de consciência.

 

As duas categorias básicas de consciência referem-se à alma ou ao corpo.

 

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Fonte: livro “Caminhos para uma consciência mais elevada”, de Ken O’Donnell – Integrare Editora

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O que acontece quando se para de inventar desculpas? (por Michael Heppell)

novembro 20, 2015

Quando você era criança e seu cérebro estava em plena produção, percebeu que, ao inventar uma desculpa por não ter feito algo, simplesmente se livrava daquilo. O problema é que isso ocorria aos 5 anos de idade. Agora, você já é adulto, mas ainda inventa desculpas para justificar o porquê de não ter feito, de não ter conseguido fazer, razões por que não fará, ou uma série infinita de modos de adiar compromissos, tudo para garantir que não precisará enfrentar uma determinada situação.

 

Se as desculpas são tão destrutivas, por que as usamos? Para saber a resposta, temos de retroceder dois passos. Encaremos de vez esta situação: muitas vezes, uma desculpa é uma mentira deslavada. “Não pude fazer isso hoje. Tive um dia cheio demais”. Tradução aproximada: “Droga! Passei metade do dia enrolando, quando devia estar fazendo o que era importante. Rápido, pense numa desculpa, mas que seja convincente. Já sei: direi que estava ocupado. Melhor ainda: direi que estava muito ocupado, tentando fazê-los sentir pena de mim”.

 

É possível que você nem soubesse dessas coisas. Isso porque talvez já estejam enraizadas no subconsciente, de modo que possam ser trazidas à tona numa fração de segundo. Parabéns! Portanto, se estão “enraizadas”, podem ser mudadas? Claro que sim, mas você terá de mudar também. Esse será o seu primeiro desafio. Na próxima vez em que se pegar inventando uma desculpa, mude e certifique-se de que sua explicação corresponde à verdade: “Essa é a verdade, a completa verdade, nada mais do que a verdade”.

 

Veja duas situações que mostram como isso pode funcionar.

 

Um homem vai ao mercado. Sua esposa lhe pede para trazer um produto de lá, mas ele se esquece completamente. Ao chegar e ser questionado por ela, ele provavelmente dirá: “Procurei no mercado inteiro e não encontrei; deve ter acabado”. Que tal mudar e dizer “Ah, não! Esqueci completamente. Não tenho desculpa. Vou voltar lá agora mesmo e buscar”.

 

Outra situação. “Como? Não recebeu meu e-mail? Bem, é que tivemos alguns problemas técnicos no sistema, deve ter sido por isso que a mensagem não chegou até você”. Que tal mudar e dizer: “Peço mil desculpas, mas ainda não enviei. Você poderia fazer a gentileza de me dar mais uma hora para completar a tarefa?”.

 

Não é melhor assim? Não sei quanto a você, mas comparando as desculpas esfarrapadas com uma boa dose de honestidade, prefiro a última opção.

 

Duas advertências:

  • Não perca seu emprego, amigo ou membro da família ao fazer isso. Antes pecar pelo excesso de cautela do que pela falta.
  • Teste seus próprios limites, indo um pouco além do que normalmente iria. Por que se preocupar?

 

Ocorre algo verdadeiramente libertador quando se para de inventar desculpas. A necessidade de justificar as ações (ou a falta delas) é significativamente reduzida. As pessoas passam a ver um outro lado seu, e você notará que elas reagem de modo diferente e mais positivo. O hábito de inventar desculpas faz seu caminho ser mais lento, cria obstáculos à criatividade e à confiança.

 

 

 

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Fonte: livro “Mude!”, de Michael Heppell. Integrare Editora

 

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Você vale uma aposta? (por Sidnei Oliveira)

novembro 18, 2015

Estamos assistindo a um jogo diferente no mercado de trabalho. De um lado, estão jovens expressando suas expectativas, buscando freneticamente uma forma de equilibrar seus interesses com os dos demais jogadores, principalmente com os das empresas. Do outro lado, vemos gestores focados e pressionados por resultados, mas frustrados, porque ainda esperam um engajamento efetivo dos novos profissionais.
O cenário é estranho, pois parece que o jogo simplesmente não está acontecendo como deveria. Quando converso com profissionais veteranos, eles são quase unânimes em afirmar que o jovem de hoje não parece interessado em trabalhar. Para esses profissionais, o jovem está buscando atalhos para conquistar privilégios e benefícios sem considerar que precisa dar sua contribuição de forma equivalente ao reconhecimento que deseja. Já é clássico o exemplo do jovem que acabou de entrar na empresa e quer ser, ou melhor, acredita que merece ser gerente em poucos meses.

Há um fator que torna esse cenário ainda mais singular: o fato dos próprios veteranos sustentarem essa situação, ou seja, “a peteca não cai” porque os profissionais mais experientes não deixam. Quando eles mantém o jogo rodando no ritmo que desenvolveram em suas próprias carreiras, provocam uma reação acomodada por parte dos mais jovens.

Tudo contribui para uma sensação de impasse, afinal, as empresas precisam de resultados e parece que os únicos interessados em colocá‑los acima dos próprios interesses pessoais são os profissionais veteranos, pois, para o jovem, isso é absolutamente inaceitável.

O mais irônico é que os veteranos não aceitam mais sustentar o ritmo frenético sem a contribuição dos mais novos e, talvez, como forma de pressioná‑los, acabam adotando um comportamento de competição, deixando justamente de formá‑los como sucessores.

Há um novo jogo acontecendo, com novas regras, novas ferramentas e novas possibilidades. Parte dessas percepções existem apenas porque estamos vivendo um cenário em transformação. Contudo, vale um alerta: o profissional mais experiente não é o único responsável por construir esse novo jogo. Cabe a ele abrir espaço e apostar no novo profissional, mas ele também deverá avaliar o verdadeiro POTENCIAL do NOVATO para decidir apostar.

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Fonte: livro “Conectados, mas muito distraídos”, de Sidnei Oliveira – Integrare Editora

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Amizade abre portas. (por Içami Tiba)

novembro 16, 2015

Num dos seus poemas, Manuel Bandeira (1886-1968), membro da Academia Brasileira de Letras, escreveu:

 

“Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei … ”

Nesse trecho do poema, Manuel Bandeira demonstra a importância da amizade. Em Pasárgada, paraíso imaginado, o mais importante é ser amigo do rei.

Somos amigos das pessoas que sentem amizade por nós. Lembro que somos as pessoas que amamos e por quem somos amados preciso ser psicologicamente saudável para se entregar a uma amizade. Quem é desconfiado, controlador, inseguro, egoísta, ciumento, infantil, ensimesmado, psicótico, neurótico raramente consegue se entregar. E, para complicar, a amizadetem que ser mútua. Ou seja, a outra pessoa também tem que ser saudável.

Acima das qualidades individuais . preciso que haja também afinidade, respeito, admiração e condição profissional e social próximas para que o que seja fácil para um não seja difícil para o outro.

Amizade é tão importante que, quem não tem amigos, inventa um. O amigo imaginário não é raro em crianças e adolescentes muito solitários.

Atendi uma garota de 16 anos, filha única de mãe única, que se trancava no armário e ficava horas brincando e conversando lá dentro. O que ela tinha era uma amiga imaginaria. Trancava-se para poder conversar livremente com a amiga sem que sua mãe a achasse louca. O perigo era ela acreditar na existência real da amiga imaginaria…

As pessoas que têm amigos melhoram muito suas performances pessoais, sociais e profissionais praticamente em todas as áreas.

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Fonte: livro “Família de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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