Sobre revisar aquilo que se aprende. (por Tony Buzan)

novembro 30, 2015

Um dos pontos mais significativos da revisão adequada é o efeito acumulativo que ela tem em todos os aspectos do aprendizado, pensamento e lembrança. Se você não revisa, joga fora o esforço empregado em qualquer tarefa de aprendizado, além de se colocar em posição de desvantagem.

 

Cada vez que você se aproxima de uma nova situação de aprendizado, suas lembranças de um conhecimento prévio estarão em um nível muito baixo, e todas as conexões que poderiam ser feitas automaticamente serão perdidas. Isso significa que seu entendimento do novo assunto não será tão completo como poderia, e a eficiência e velocidade com que trabalharia esse novo assunto também serão reduzidas. Quando um processo tão negativo é repetido, ele resulta em uma espiral descendente que termina no sentimento de desespero de nunca ter capacidade de aprender. Cada vez que um novo assunto é aprendido, ele é esquecido; e cada vez que um novo assunto é abordado, ele traz uma sensação ruim. O resultado é que muitas pessoas, após fazerem as provas finais, raramente chegam perto dos livros novamente.

 

Não revisar é igualmente ruim para a memória. Se cada nova informação é descartada, ela não permanecerá em nossas memórias em um nível consciente, portanto não estará disponível para formar novas conexões de memória. Como a memória é um processo baseado em ligações e associações, quanto menos itens estiverem em nossa “loja de memórias”, menor será a possibilidade de registro de novos itens.

 

Do outro lado dessa moeda, as vantagens de revisar são enormes. Quanto mais você mantém seu corpo atualizado de conhecimentos, mais será capaz de absorver e lidar com o novo. Quando você estuda, a grande quantidade de conhecimento que possui lhe dá a habilidade de digerir o novo conhecimento muito mais facilmente, cada pedaço da nova informação é absorvido no contexto de sua “loja de informações relevantes”. O processo é bem parecido com o de fazer uma bola de neve, começamos rolando uma bolinha no chão, ela fica maior rapidamente conforme rola e, por fim, continua a rolar por si mesma. Bons hábitos de revisão terão um efeito de bola de neve, melhorando sua confiança, seu trabalho e sua vida.

 

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Fonte: livro “Use sua mente”, de Tony Buzan – Integrare Editora

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Por um equilíbrio entre os dois lados do cérebro!

janeiro 16, 2013

Os estudos da neurociência mostraram que a divisão de tarefas é única para cada um de nós, mas há algumas funções comuns à maioria dos seres humanos.

 

            Na maioria das pessoas, o córtex esquerdo lida com a lógica, palavras, listagens, números, linearidade, análise e ações do gênero – as atividades denominadas “acadêmicas”.

            Enquanto o córtex esquerdo está engajado nessas atividades, o direito está mais na “onda alfa”, ou estado de repouso, pronto para ajudar. O cortex direito lida com ritmo, imaginação, cores, devaneios, percepção espacial, gestalt (tendência auto-organizacional) e dimensões.

            Pesquisas subsequentes mostraram que, quando as pessoas eram encorajadas a desenvolver uma área mental que consideravam fraca, em vez desse desenvolvimento desviar outras áreas, ele parecia produzir um efeito sinérgico com todas as áreas do desempenho mental em evolução.

 

Parece, então, que, quando nos descrevemos como talentosos em certas áreas e não em outras, o que estamos realmente descrevendo é que nessas áreas nosso potencial foi desenvolvido com sucesso e as outras ainda estão dormentes, mas que podem, com o tratamento adequado, florescer.

 

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Fonte: livro “Use sua Mente – Como desenvolver o poder do seu cérebro”, de Tony Buzan – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

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O que impulsiona a criatividade?

novembro 27, 2012

Criatividade é o desenvolvimento de ideias, imagens e soluções originais baseadas em ideias já existentes com o uso de imaginação e associação. A força que impulsiona a criatividade é a imaginação.

Criatividade envolve jornadas imaginativas que levam seu cérebro a campos originais e ainda não explorados. Essas novas associações dão origem a novas realizações que o mundo chama de “avanços criativos”.

Fica claro que a memória é o uso de imaginação e de associação para manter o passado no lugar apropriado e recriá-lo no presente, enquanto criatividade é o uso de imaginação e de associação para colocar o pensamento presente no futuro e recriar na realidade o pensamento presente em um tempo futuro.

            Trabalhar de forma criativa produz múltiplas ideias, que podem ser totalmente avaliadas e analisadas, com a melhor parte dessas inovações sendo processadas e transformadas em “soluções” e realidade. É nesse momento que se pode colher os frutos de tal criatividade em comportamentos criativos e aumentando seu valioso “capital intelectual”.

Foi o gênio Leonardo da Vinci quem propôs que, para ser verdadeiramente criativo, você precisa:

« desenvolver seus sentidos;

« estudar a arte da ciência;

« estudar a ciência da arte;

« perceber que tudo, de alguma maneira, conecta-se a tudo.

Dedicação e energia são necessárias para firmar esse novo modo de entender como você pensa, estuda, aprende e memoriza.

Criatividade pode – e deve – ser aplicada em todas as áreas do aprendizado. Ser criativo pode ser difícil quando se é obrigado a trabalhar sob códigos de conduta, regras e regulamentos que parecem atingir todos os níveis do pensamento. É exatamente nesse momento que você precisa procurar novas perspectivas. Mesmo sentindo-se ansioso, logo tudo vai ficar excitante e livre.

Como você pode chegar a esse ponto? Aplicando técnicas que, ao se tornar naturais, darão suporte a todo tipo de empenho.

 

Fonte: livro “Use sua Mente –  Como desenvolver o poder do seu cérebro”, de Tony Buzan – Integrare Editora

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Elementos-chave da CRIATIVIDADE

outubro 8, 2012

Divagar, que já foi visto como algo ruim, como um comportamento negativo, especialmente em sala de aula – ou seja, indesejável academicamente –, agora é visto como um comportamento fundamental e um magnífico exercício criativo. Seus devaneios diários poderiam lhe dar um Oscar se você pudesse concretizá-los!

 

OS QUE ACREDITAM EM DEVANEIOS

Se divagar é bom, qual a diferença entre os devaneios cotidianos e os devaneios de mentes bem-sucedidas ou de gênios? Pense nisso. A mente do gênio divaga o dia todo, exatamente como você faz, ele gosta de divagar tanto quanto você, mas tem uma vantagem muito significativa: o gênio trabalha para fazer o sonho se tornar realidade. Você deveria fazer o mesmo.

Todos os gênios criativos, sem exceção, em todos os campos, fi zeram exatamente a mesma coisa: sonharam e trabalharam para fazer seu sonho se tornar realidade. O devaneio de Thomas Edison, por exemplo, era iluminar o planeta Terra à noite por toda a eternidade. Após 6 mil experimentos, ele alcançou seu sonho.

CRIANDO UMA MENTE CRIATIVA

Todos temos uma mente criativa – eu tenho, você tem. A questão é como chegar a ela. Como se faz isso, então?

Já percebemos que a criatividade floresce quando conseguimos harmonizar os lados direito e esquerdo do cérebro. Indivíduos criativos fazem algumas coisas que os distinguem de pessoas com pensamento normal não treinado ou destreinado.

Os elementos-chave da criatividade incluem:

• imaginação;

• associação;

• capacidade de pensar rápido;

• capacidade de ser original;

• flexibilidade;

• capacidade de produzir um grande volume de coisas.

Esses elementos podem ser desenvolvidos facilmente assim como os músculos do corpo.

 

Fonte: livro “Use sua Mente – Como desenvolver o poder do seu cérebro”, de Tony Buzan – Integrare Editora 

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Palavras-chave e imagens-chave

março 28, 2012

O termo “chave”, junto dos termos “palavra” ou “imagem”, significa muito mais que “importante”. Significa que é uma “chave de memória”. A palavra-chave ou imagem-chave tem sido desenvolvida como um elemento criticamente importante para estimular sua mente e destrancar e recuperar suas memórias. Você escuta cada palavra e a coloca no contexto de seu conhecimento, assim como as outras palavras ao redor. Não precisar ter ouvido toda a gama de frases antes de formar uma resposta. Palavras-chave são, portanto, placas ou letreiros para seu selecionador de dados multidimensional: o cérebro.

Uma palavra-chave é uma palavra especial, escolhida ou criada para se tornar um ponto de referência singular para algo importante que se deseje lembrar.

Palavras estimulam o lado esquerdo do cérebro e são um componente vital para dominar a memória, mas elas não são tão poderosas sozinhas como quando você tem tempo para desenhá-las e transformá-las em imagens-chave. Imagens-chave estão no coração dos Mapas Mentais e do programa TEOB®.

Aqui está um exemplo simples de como uma palavra-chave e uma imagem-chave podem impulsionar sua memória.

• Quando tentamos achar uma imagem para encapsular o conceito de água no meio ambiente, gerenciamento de resíduos e problemas de escassez de água, podemos escolher a palavra “torneira”.

• A palavra “torneira” irá, como palavra-chave, ativar a memória analítica do lado esquerdo do cérebro.

• Desenhar uma torneira com uma gota de água pingando vai criar uma imagem-chave, o que irá conectar a memória visual no lado direito do cérebro.

• A figura vai se tornar um estímulo visual que representará a palavra escrita, além de água e gerenciamento de resíduos como uma indústria, com sua proibição do uso de mangueiras, canos vazando e baixa nos níveis dos reservatórios.

Sozinha, a palavra “torneira” não é suficiente para estimular a lembrança de todos os seus estudos sobre energia da água, pois ela não se conecta com o cérebro inteiro. A palavra como parte de uma frase não vai estimular a experiência também, pois a frase define e limita. No entanto, o propósito de uma palavra-chave transformada em imagem-chave é conectar tanto as funções do lado direito do cérebro quanto do lado esquerdo.

Essa ação irradia conexões e estimula a lembrança da informação completa associada.

Palavras-chave e seus contextos são elementos essencialmente importantes para a memória e para a rede dentro de sua mente, que são muito importantes para ajudar a entendê-las e interpretá-las.

Para se compreender quanto as palavras-chave são efetivas no quadro de um Mapa Mental, é necessário conhecer os princípios do Pensamento Irradiante e ordenação básica de ideias.

Fonte: trecho do livro “Use sua mente – Como desenvolver o poder do seu cérebro”,  Tony Buzan  – Integrare Editora

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SOMENTE humano?

março 14, 2012

Um pesquisa que tenho realizado durante os últimos trinta e cinco anos e, em cinquenta países diferentes, pede que as pessoas se imaginem na seguinte situação:

Eles “terminaram” uma atribuição no trabalho e os resultados foram total e incontestavelmente desastrosos. Tentam se esquivar da responsabilidade dando algumas desculpas tradicionais para a falha: “Eles não me mandaram um e-mail a tempo”, “Precisei ir ao médico exatamente no momento mais crucial do projeto”,

“Foi culpa deles. Se os sistemas de informação desta companhia tivessem sido bem gerenciados, tudo teria corrido bem”, “Meu chefe não deixou fazer a tarefa da maneira como sugeri”, e assim por diante.

Depois, é pedido que imaginem que, apesar de todas as desculpas brilhantes, eles acabam ficando acuados e precisam admitir que toda a catástrofe é, na verdade, responsabilidade deles.

Finalmente, pedimos que completem a frase de “admissão de culpa” que as pessoas normalmente usam: “Tudo bem, tudo bem, foi minha culpa. Mas o que você esperava? Eu sou…!”.

Em todos os grupos pesquisados, em todos os países, em todas as línguas, a frase unânime usada para completar a sentença acima foi “… somente humano!”.

Por mais engraçado que isso possa parecer, é um reflexo do mito mundial e seriamente errado de que nós humanos somos, de alguma forma, fundamentalmente inadequados e defeituosos, e é por isso que somos responsáveis por uma enorme lista de “enganos” e “falhas”.

Em outra perspectiva do cenário descrito acima, considere estes opostos: você fez um trabalho maravilhoso. As pessoas estão começando a lhe chamar de “extraordinário, maravilhoso, incrível, um gênio, brilhante” e a descrever seu trabalho como “notável, o melhor que eles já viram, incrível e sem paralelos em sua excelência”. Por algum tempo, você segue as rotinas tradicionais da negação, mas, no final, acaba admitindo sua excelência.

Quantas vezes você viu ou viveu situações de orgulho, seguidas da seguinte frase: “Sim! Eu sou brilhante, eu sou um gênio e o trabalho que eu fiz é realmente incrível – tão incrível que surpreendeu até a mim! E a razão para isso é que eu sou humano!”. Provavelmente nunca.

Porém, é esse segundo cenário que é o mais natural e apropriado dos dois.

Os seres humanos são, na verdade, uma criação extraordinária e, muitos diriam, milagrosa. Longe de ser uma admissão de falha, ser “somente humano” é uma frase incrível! Precisamos entender como nossos cérebros operam, com o intuito de aproveitar ao máximo nossas extraordinárias capacidades.

Fonte: trecho do livro “Use Sua Mente – Como desenvolver o poder do seu Cérebro”, Tony Buzan  – Integrare Editora

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A mente criativa e os devaneios

agosto 24, 2011

Onde você está fisicamente quando acontecem as explosões de ideias criativas?

Quando encontra as soluções que procurava para seus problemas? Quando tem aqueles repentinos lampejos de memória? Anote-os.

Dentre as respostas mais comuns estão:

sozinho, em meio à natureza;

enquanto caminha ou corre longas distâncias;

na cama;

deitado na praia;

na banheira ou no chuveiro;

em voos longos ou durante viagens.

A razão para que esses episódios criativos ocorram em tais cenários é que nossas mentes estão relaxadas, estão física ou conceitualmente em solidão.

Esses ambientes encorajam as ideias criativas. Divagar, então, que já foi visto como algo ruim, como um comportamento negativo, especialmente em sala de aula – ou seja, indesejável academicamente –, agora é visto como um comportamento fundamental e um magnífico exercício criativo. Seus devaneios diários poderiam lhe dar um Oscar se você pudesse concretizá-los!

Fonte: Trecho do livro “Use Sua Mente – Como desenvolver o poder do seu cérebro”, de Tony Buzan – Integrare Editora

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