Modelos de gestão baseados no medo. (por José María Gasalla e Leila Navarro)

setembro 30, 2015

O uso intensivo de vigilância é uma característica das organizações em que o medo funciona como instrumento de gestão. Isso deu bons resultados nas empresas estáticas, fechadas e repetitivas do passado, já que a única coisa que as pessoas tinham de fazer era o que dizia o chefe e determinava a norma.

Bastava isso para que as coisas dessem certo, o trabalho fosse feito como deveria e se repetissem as ações que haviam dado certo em anos anteriores.

Ocorre que, no mundo competitivo e dinâmico de hoje, as empresas não têm nenhuma garantia de sucesso ao repetir as ações de anos anteriores e tampouco podem utilizar o medo como instrumento de gestão dos talentos que lhes são tão necessários. O medo faz com que as pessoas se fechem, não se comuniquem, não arrisquem, não se desenvolvam, não criem. Sem isso, não há inovação, não há eficiência competitiva, não há sucesso.

Deixar de praticar a gestão baseada no medo não é simplesmente uma questão moral, de certo ou errado: é também uma questão de eficiência e resultados. Pelo mesmo motivo, por exemplo, as empresas praticam a responsabilidade social corporativa, que, sejamos realistas, não é tão aclamada por fazer bem às pessoas, criar uma sociedade mais justa e equilibrada, e sim por motivos econômicos. Se o consumidor percebe que a empresa tem uma atuação social, está preocupada com o bem-estar da comunidade e o desenvolvimento das pessoas, irá comprar mais seus produtos.

Se as empresas não adotam ações progressistas por convicção de que é o melhor a fazer, que seja pela necessidade de seguir uma tendência para a qual não há escapatória. O que importa é que abandonem o medo como instrumento de gestão – do contrário, sua sobrevivência estará seriamente ameaçada.

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Fonte: livro “Confiança: a chave para o sucesso pessoal e empresarial”, de José María Gasalla e Leila Navarro – Integrare Editora

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O equilíbrio desejado. (por Eugenio Mussak)

setembro 28, 2015

Em uma sociedade que valoriza a eficácia e o resultado, as pessoas excessivamente dedicadas ao trabalho, comprometidas até o tutano com seu ofício, ganham status, são admiradas e apontadas como referência. Nada contra, mas cuidado com os exageros. A expressão workaholic surgiu para designar quem que é viciado em trabalho e não consegue se desligar dele em momento algum. Isso vira uma espécie de doença, algo que termina por prejudicar, pois um tipo assim sacrifica a vida em família, descuida da saúde, não curte hobbies, só cultiva relações ligadas ao ambiente profissional, e esse desequilíbrio acaba se voltando contra a própria carreira.

O festejado ex-presidente da GE, Jack Welch diz que “Basicamente, o equilíbrio trabalho-vida pessoal converteu-se em debate sobre até que ponto deixamos que o trabalho absorva toda nossa vida”. E ele diz isso batendo com o punho no peito, fazendo seu mea culpa por não ter, ele mesmo, conseguido tal desejado equilíbrio. Ele foi totalmente absorvido por sua carreira, pelos negócios e pela empresa, mas, em nenhum ponto de sua biografia ele credita a isso o sucesso que teve, e sim a traços de sua personalidade, como o espírito de liderança, a disposição para correr riscos e a criatividade.

Claro, ele também alega que adorava o que fazia, o que o coloca em outra categoria, a dos worklovers, os apaixonados pelo trabalho. Estes, ao contrário dos workaholics, não sentem que estão passando do limite, pois seu trabalho é uma espécie de diversão. Outro conselho do Welch: “Assuma uma atitude positiva e espalhe-a ao seu redor, nunca se deixe transformar em vítima e, pelo amor de Deus, divirta-se!”. Ótima frase, mas veja, ela se aplica à vida, e não ao trabalho apenas. Aliás, o trabalho é parte da vida, e não deve ser confundido com ela.

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Fonte: livro “Com gente é diferente: inspirações para quem precisa fazer gestão de pessoas”, de Eugenio Mussak- Integrare Editora

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Evite falar o que você não precisa dizer (por Max Gehringer)

setembro 25, 2015

Quem não tem um chefe chato já teve. E quem não tem, nem teve, um dia com certeza vai ter. Chefe de verdade é aquele que manda pelo prazer de mandar. E os chefes não são assim porque têm algum trauma de infância mal curado. Eles são assim porque são chefes. E a primeira regra de sobrevivência em qualquer empresa é nunca falar mal do chefe. Por pior que ele seja.

Pensando no bem geral dos subordinados, eu fiz uma pequena pesquisa com alguns dos chefes mais ácidos e mais severos que conheci na vida. Obviamente, eu não disse isso a nenhum deles, apenas lhes pedi que me respondessem quais eram as cinco frases que eles menos gostavam de ouvir de seus subordinados. Para minha surpresa, as respostas foram muito parecidas. Então, aqui vai meia dúzia de maneiras práticas de irritar o chefe:

— É urgente?

— Posso interromper?

— Chefe, temos um problema.

— Estamos fazendo o possível.

— Não foi culpa minha.

— Veja bem…

Aliás, qualquer frase que comece com “veja bem” raramente vai para algum lugar. Um dos chefes me disse que a única frase pior que “veja bem” é “com certeza”, porque só responde “com certeza” quem não tem certeza de nada.

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Fonte: livro “Aprenda a ser Chefe – Um manual de dicas e sugestões para chefes presentes e futuros”, de Max Gehringer. Integrare Editora

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A era do intangível. (por César Souza)

setembro 23, 2015

Dois mais dois é igual a cinco, na matemática peculiar de um dos expoentes do Management, o professor Igor Ansoff. A “fórmula” numérica (2 + 2 = 5) foi usada em uma de suas aulas sobre Estratégia Empresarial para explicar o conceito de Sinergia, criado por ele com o propósito de mostrar que duas entidades juntas valem mais do que a soma das duas separadas.

Desde o primeiro momento em que ouvi essa ideia, senti um reforço na minha tese de que esforços coordenados no trabalho produzem muito mais do que resultados tangíveis.

Os produtos têm ficado cada vez mais parecidos; a diferenciação entre eles é cada vez menos evidente. O diferencial existe, não no produto em si, mas na percepção do cliente, na experiência que vivencia quando toma a decisão de compra, na hora da aquisição ou quando vai utilizar o produto ou serviço. O que fideliza o cliente é aquilo que ele não pega nem vê, mas sente.

O mesmo acontece na relação com os parceiros. O que não se vê nem pega mas se sente tem um peso crucial na hora de lidar com fornecedores, distribuidores, prestadores de serviços e até mesmo com os terceirizados.

Cabe aos lideres garantir que o comportamento dos atendentes da linha de frente traduza e reflita as expectativas dos clientes sobre os atributos de uma marca na hora da decisão, da compra e do uso do produto ou serviço.

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Fonte: livro “A NeoEmpresa: o futuro da sua carreira e dos negócios no mundo em reconfiguração”, de César Souza – Integrare Editora

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Educação deve vir de casa? (por Içami Tiba)

setembro 21, 2015

A maioria dos professores diz em uníssono que “Educa­ção deve vir de casa”. E, na vida social, se diz que “Educação vem de berço”. Mas não é verdade, pois nas escolas é que se percebe o quanto crianças e adolescentes não têm educação, apesar de terem “casa”, de terem “berço”.

Nos meus livros Quem Ama, Educa!; Adolescentes: Quem Ama, Educa! e Disciplina, Limite na Medida Certa – Novos Paradigmas, me estendo bastante sobre a educação familiar.

Os atrasos de crianças, por exemplo, dependem mais dos seus respon­sáveis do que delas mesmas. Bem diferente são os adoles­centes que, mesmo que os pais os deixem na porta da escola a tempo, se perdem ou se enroscam com colegas pelo cami­nho às salas de aula.

Há pais terceirizando a educação dos seus filhos para a escola, declarada ou subterraneamente, principalmente nas questões nas quais eles perderam o controle. Disciplina e responsabilidade, valores familiares, são os que os pais mais cobram da escola.

E não adianta dar instrumentos aos filhos se eles não estiverem capacitados para usá-los. É quanto a esse preparo que a escola entra com a disciplina e responsabilidade: para enfrentar comportamentos inadequados por ela percebidos. A escola não tem essa obrigação, bastaria que avisasse os pais sobre as inadequações, para que estes tomassem as medidas necessárias, e pronto, sua parte estaria cumprida. Mas a escola, mesmo que não esteja incumbida de transmitir valores que deveriam vir do berço (preparados pelos próprios pais), pode, no entanto, ajudar dentro da sua capacitação.

A educação pode não vir de casa, mas a escola não pode ser conivente com a falta dela. Em muitos casos, a indisciplina também está nos pais. A escola tem que voltar suas atenções para esses pais, com orientações, exigências, palestras, leituras obrigatórias e muitos outros recursos (como atendimentos por profissionais especializados) para os ajudar a serem também educadores.

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Fonte: livro “Ensinar aprendendo: novos paradigmas da educação”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Passos para a retomada de consciência da alma (por B.K. Jayanti)

setembro 18, 2015

Estar consciente de minha alma é uma disciplina que me liberta. Quando pratico e vivencio a consciência de mim mesmo como uma alma em meditação, meus atributos positivos se tornam acessíveis e fico mais próximo de expressar todo o meu potencial. Aprendo como escapar do círculo vicioso em que pensamentos, sentimentos, ações e sanskaras da consciência do corpo me puxavam para baixo por meio de uma espécie de entropia espiritual e recupero o valor para mim.

O objetivo é retomar uma consciência da alma tão natural que ela permaneça comigo durante o dia todo, em tudo que faço. Encontrei três métodos úteis no desenvolvimento dessa consciência:

  1. Reservo apenas alguns segundos, a cada hora, para anotar em um caderno por quanto tempo fui capaz de manter a consciência de mim mesmo como uma alma. Se a resposta for zero, tudo bem. Ela estimulará a atenção para o próximo período.
  1. De tempos em tempos, ao longo do dia, paro o que estou fazendo por dois ou três minutos e volto a minha atenção para o interior, criando a consciência e o sentimento da alma. Nos centros de Raja Ioga ao redor do mundo uma música toca em horários fixos para marcar essa pausa, que nós chamamos de controle de tráfego. Isso diminui o fluxo de nossos pensamentos, reduzindo o risco de acidentes.
  1. Toda vez que eu alimentar meu corpo, paro por um momento para igualmente nutrir a alma com pensamentos divinais, sobre a dimensão imaterial do ser e a paz e o amor a ela associados.

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Fonte: “O poder da cura de Deus”, de B.K. Jayanti. Integrare Editora

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Vai mudar de emprego? De novo? (por Sidnei Oliveira)

setembro 16, 2015

A mudança é inevitável. Já não há mais desafios, os chefes evitam dar feedback, os benefícios são pequenos, o salário é baixo e uma eventual promoção não deve acontecer, pois é privilégio de poucos “protegidos”. Com um cenário tão ruim e com tantas possibilidades melhores, por que não experimentar um novo emprego?

Já se tornou comum ouvir dos jovens profissionais um ou mais desses argumentos. O discurso está sempre pronto na entrevista de desligamento e parece que nada mais consegue modificar o que já é visto como fenômeno da rotatividade no emprego. O cenário é estudado por consultores e gestores de RH de diversos segmentos, já que afeta e compromete uma das principais estratégias de gestão de pessoas – a formação de sucessores.

Os jovens normalmente se desligam reclamando das oportunidades limitadas de desenvolvimento e carreira, justificando o pedido de demissão na busca de novos desafios que possam expor seus “talentos” e, com isso, alcançar o reconhecimento, principalmente financeiro.

É necessário reverter esse quadro promovendo a conscientização dos jovens, pois eles ignoram que essa “estratégia” é a que mais contribui para que recebam desafios de menor valor, afinal, que liderança está disposta a permitir que a falta de experiência coloque em risco os resultados?

O jovem profissional precisa entender que, como “novato” na empresa, não receberá aquele desafio mais complexo, do tipo que afeta de maneira significativa o resultado. Para que isso aconteça, será necessário comprovar sua capacidade por meio do sucesso em desafios mais simples. Também é na condição de “novato” que o jovem recebe grandes volumes de atividades. Esse fator muitas vezes é fonte de frustração, mas pode e deve ser considerado como oportunidade de mostrar o verdadeiro potencial.

Deixar o posto de “novato” parece ser a estratégia desses jovens profissionais, mas cada vez que decidem mudar de emprego são tratados como “novatos” de novo.

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Fonte: livro “Profissões do futuro: você está no jogo?”, de Sidnei Oliveira – Integrare Editora

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