Um hilariante e real relato do primeiro banho do bebê. (por Lô Galasso)

outubro 30, 2015

Aqui você tem duas alternativas: ou reúne toda a coragem, se concentra, reza um Pai-Nosso e decide dar você mesma, junto com o seu parceiro, o primeiro banho em seu bebê, ou pede o penico para alguma mãe-veterana que esteja disponível (sua mãe, sua sogra, uma amiga, a vizinha do lado…). No segundo caso, você estará apenas adiando a sua estreia, que provavelmente será penosa da mesma forma mais tarde. No primeiro caso, você vivenciará uma das experiências sudoríficas mais intensas de toda a sua vida.

Aliás, nessa fase, a mulher readquire a consciência de que a Terra e a humanidade são predominantemente compostas de líquido: você ingere muito líquido (para ajudar na produção do leite); o bebê só ingere líquido; as fezes do bebê são praticamente líquidas; com frequência você se vê embebida no líquido de sua própria transpiração; como muitas mulheres nesse período, talvez experimente suores noturnos; e certamente, como todas as mães, será contemplada de tempos em tempos com pequenos jatos de líquido morno em diferentes lugares do corpo.

Você resolve dar o primeiro banho no bebê, põe a banheirinha para encher e começa a organizar, em ordem de utilização, todas as roupinhas e apetrechos a serem usados durante e após o banho. Seu marido ficou encarregado de preparar o material para o curativo do umbigo. “Pô, cadê o álcool?” – ele pergunta várias vezes seguidas. Você então lhe refresca a memória, dizendo que foi ELE quem comprou as bolas de algodão, as compressas de gaze E o álcool… Ele avisa que está indo até a farmácia buscar outro frasco de álcool.

Ao conferir o status da banheira… CRUZES!!!… Você corre e fecha o chuveirinho, evitando por pouco que a água transborde. E a julgar pela fumaça que se desprende daquela água, ELA ESTÁ PELANDO!… E agora, QUÊ QUE EU FAÇO??!! – você olha pra todos os objetos do recinto em busca de uma resposta. Como vou temperar essa água, agora? É claro que com um pouco de água fria, sua anta, mas a água tá tão quente que um pouco de água fria não vai adiantar, tem que ser um monte de água fria, e aí não vai caber. Então vou ter que enfi ar o braço aí dentro pra tirar a tampa… Com certeza isso não deveria acontecer. Com certeza ninguém nunca teve que enfiar um braço inteiro numa banheirinha pra tirar a tampa, antes do banho, justo no primeiro banho do bebê… Se eu enfiar o braço todo aí nessa água com certeza vou contaminar a água e o umbigo, meu Deus!… Filhinho, acho que vou enrolar você na toalha e ligar pro pediatra. E cadê o seu pai, QUE NÃO CHEGA NUNCA???!!!

Felizmente a leoa que toda mãe de primeira viagem tem dentro de si reage, ruge, e você decide lavar o braço na pia, enfiá-lo na banheira, tirar a tampa, deixar escoar 85% da água quente, tampar de novo, colocar água fria só o suficiente para tornar a temperatura morna, e… Segurar aquele bebezinho frágil e descoordenado dentro da banheirinha é o próximo esforço altamente mobilizador. “E se ele escapar da minha mão e se afogar nessa água?!”, vai raciocinando você angustiada, enquanto cuida de não deixar entrar água nos ouvidos ou sabonete nos olhos do bebê.

Se tiver a oportunidade de subir numa balança antes e depois do primeiro banho, você vai notar que já emagreceu pelo menos uns trezentos gramas, o que favorecerá uma elevação do seu moral… E o que é ainda melhor: durante os próximos banhos, você certamente ainda vai transpirar um bocado!

Mas, como em tantas outras questões existenciais e práticas da vida, o tempo é um precioso aliado: passadas a insegurança e a falta de jeito dos primeiros dias, o banho vai se tornando um momento de enorme prazer e alegre interação entre os pais e o bebê.

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Fonte: livro “Ser mãe é sorrir em parafuso”, de Lô Galasso. Integrare Editora

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Conflitos mentais e imagens de briga. (por Dr. Mario Peres)

outubro 28, 2015

Uma coisa comum, e que normalmente as pessoas não percebem que estão fazendo, são as imagens mentais de briga, discussões, conflitos. Quando há uma briga, mais do que o próprio momento em que ela ocorre, o sofrimento vem da sua repercussão, não só com as outras pessoas mas consigo mesmo. A reverberação da cena da briga na cabeça é muitas vezes a parte mais sofrida da experiência.

Quando há uma raiva latente, a imagem mental, a forma-pensamento do conflito gera um desgaste incrível e, de novo, imagine só o que acontece com o sistema de dor? É disparado como um pedido de ajudo do organismo, um SOS, pois uma grande briga e ameaça está ocorrendo… E está mesmo! Sá que na sua mente, não na realidade.

A briga ocorre apenas na realidade virtual dos seus pensamentos, mas é isso que conta, pois o cérebro percebe e reage de acordo com o que pensamos.

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Fonte: livro “Dor de cabeça: o que ela quer com você?”, de Dr. Mario Peres – Integrare Editora

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Casal: parceria e companheirismo. (por Eugenio Mussak)

outubro 26, 2015

Em um casamento, considero que haja três possibilidades de parceria. A primeira é quando o casal tem um projeto comum; a segunda é quando um se engaja no projeto do outro; e a terceira é quando ambos têm seus projetos próprios, mas um colabora com o projeto do outro. É mais fácil verificar isso no âmbito das carreiras, então, vejamos.

Primeiro tipo de parceria: ter um projeto de carreira comum. Isso é maravilhoso, mas é o mais complicado, pois pressupõe mais contato, e, como consequência, maior superfície de atrito. Acontece com os casais que trabalham juntos, o que é mais comum do que se imagina. Vivemos uma época em que os bons empregos não estão caindo das árvores, o que leva as pessoas, especialmente as mais ambiciosas, a empreender seus próprios negócios. Em outras palavras, a criar seus próprios empregos. E, nesse caso, é comum o casal resolver trabalhar junto, dividindo as tarefas, as responsabilidades e os resultados. Luiz Felipe e Gisela são um bom exemplo disso. Eu os conheci há mais de uma década quando ainda estavam buscando consolidar sua empresa de cosméticos em Curitiba. Lembro de o Luiz Felipe ter‑me dito uma vez, com seu jeito brincalhão: “Fazemos tudo em par Trabalhamos, sonhamos, viajamos, estudamos, brigamos e até dormimos juntos”. Hoje sua empresa tem sucesso nacional, e eles continuam fazendo tudo juntos.

Segundo tipo de parceria: engajar‑se no projeto do outro. Acaba tendo um efeito parecido com o do primeiro tipo, pois o projeto que era de um pass a pertencer a ambos. Foi o caso de Yves e Pierre. O jovem Yves tinha recém-voltado a Paris, após servir o exército na guerra da independência da Argélia, e queria retomar a carreira de estilista que tinha começado anos antes na casa Christian Dior. Só que agora com seu próprio estilo e com seu nome, então criou a marca YSL, ou Yves Saint Laurent. A ideia, o nome, o talento eram seus, mas ele não teria chegado ao tapete vermelho da alta costura francesa e mundial se não tivesse contado com seu parceiro Pierre Bergé. Foi ele quem deu o apoio financeiro e a estrutura empresarial, foi responsável pela gestão, pela estratégia e pelo marketing. O projeto era de Yves, mas Pierre embarcou nele e o tornou possível. A relação afetiva entre ambos durou 15 anos, mas a parceria profissional durou 45, até a morte de Saint Laurent, em junho de 2008. A ele o mundo da moda deve a introdução do smoking feminino, que popularizou o uso das calças compridas para mulheres, e também foi YSL que deu à moda prêt‑à‑porter um caráter mais popular sem perder o glamour da alta costura.

Terceiro tipo de parceria: casais em que um apoia o projeto do outro.

Em uma sociedade competitiva, que se constrói pela força do conhecimento, não é incomum o marido e a mulher construírem carreiras brilhantes em áreas de atividades diferentes, mas igualmente exigentes em relação ao estudo e ao preparo. É o caso da Joyce e do Daniel. Ela, dentista conceituada, estudiosa, antenada, autora de um livro sobre odontologia geriátrica. Ele, executivo cobiçado pelas empresas de tecnologia, poliglota, conhece como poucos o mundo high-tech e dos negócios que resultam dele. Suas áreas profissionais são diferentes. Em comum, mesmo, só os gêmeos Pedro e Gustavo, e o projeto para mais um filho. Mas é bonito ver como um se interessa pela carreira do outro, como estimula, torce, sofre, se orgulha.

Parceiros são assim, estão juntos para dar força um ao outro, para compreender, para aconselhar, para abraçar, alegrar‑se, chorar junto. Como já disse, não é importante que ambos torçam pelo mesmo time, mas ambos têm de torcer.

Companheiros compartilham do mesmo pão e não importa se o pão é fresco, macio e abundante; ou se está endurecido, passado e escasso. Companheiros compartilham o que têm, o pão e os sonhos; o presente e o futuro.

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Fonte: livro “Preciso dizer o que sinto”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

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A nova mulher e o novo ginecologista (por Dr. Malcolm Montgomery)

outubro 23, 2015

A meta do médico da mulher deve ser recuperar a bela forma física e psíquica da sua paciente. Incentivá-la a conhecer o próprio corpo e seu funcionamento, visando desmistificar o “saber” errôneo, a deseducação e o estereótipo. Ajudá-la a imprimir significado, profundidade e saúde aos seus relacionamentos, a restabelecer seus ciclos de sexualidade, criatividade, trabalho e lazer. Colaborar para que deixe de ser alvo da atividade predatória do mundo e da religião patriarcal; a cultura do protocolo médico.

A sociedade tenta transformar o ser criativo em impotente. E uma das maneiras de fazer isso é tachar de fraco o que o ser humano tem de mais forte. Com a mulher acontece isso. A intuição, a sensibilidade e a lógica peculiar, que constituem a grande força feminina, são vistas como sinônimos de fraqueza e submissão. Dessa forma, o novo ginecologista deve oferecer à mulher:

  • instrumentos para criar filhos e filhas menos machistas;
  • meios de mobilizar sua força de trabalho em busca de outras realizações;
  • ajuda para recuperar sua força natural: “Eu gosto de ser mulher”.

Para facilitar esse trabalho, não poderão faltar em sua biblioteca, além dos livros sobre anatomia, fisiologia e patologia, obras de Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Vinicius de Moraes, Chico Buarque e Caetano Veloso, Freud, Melanie Klein e William Reich, Jung, sem esquecer Simone de Beauvoir, Rose Marie Muraro e Camille Paglia, além de Wolber de Alvarenga. Esses maravilhosos humanistas podem nos ensinar muito a respeito da mulher.

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Fonte: livro “Mulher: Um projeto sem prazo de validade”, de Malcolm Montgomery. Integrare Editora

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Identidade Organizacional. (por Lígia Fascioni)

outubro 21, 2015

O conceito de identidade organizacional, como demonstram os estudiosos Kiriakidou e Millward, não concorre com o de identidade corporativa. Segundo esses autores, a confusão ocorre por causa do caráter visual e de marketing associado normalmente à questão da identidade corporativa.

Nessa abordagem da identidade como um conjunto de ferramentas de comunicação (símbolos, logotipos, declarações de filosofia e ferramentas motivacionais), tudo é definido pela alta cúpula administrativa, onde ocorrem debates, entrevistas e questionamentos sobre onde a empresa deseja chegar, sua identidade desejada e até definições de missão e visão. Essa identidade “desejada” é então comunicada com o objetivo de se obter a imagem mais favorável no mercado e promover uma vantagem competitiva.

O que acontece, muitas vezes, é que a identidade “identificada” pelo alto escalão nem sempre é a representação genuína da corporação. Na vida real, a identidade corporativa é muito mais eficientemente comunicada por meio dos pensamentos, ações, comportamentos e interfaces dos colaboradores da empresa com o mercado.

Os funcionários conhecem bem a cultura da empresa e conseguem identificar, intuitivamente, alguns atributos essenciais. Então, identidade organizacional é o conjunto de estruturas que os membros utilizam para descrever o que é central, relevante e distintivo acerca da organização.

Eles afirmam ainda que a identidade organizacional é fortemente baseada em símbolos e significados particulares próprios de cada empresa, fazendo parte da sua cultura. Mas o que é uma empresa? Certamente, não são os prédios, nem a marca gráfica, nem os equipamentos e máquinas.

O que faz uma empresa são as pessoas que trabalham nela. São essas pessoas que constroem a sua cultura, a sua identidade organizacional e, em última instância, sua identidade corporativa. Dessa forma, pode-se dizer que identidade organizacional é um dos fatores de expressão da identidade corporativa.

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Fonte: livro “DNA Empresarial”, de Lígia Fascioni – Integrare Editora

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Família feliz na praia. (por Içami Tiba)

outubro 19, 2015

O sol brilha maravilhosamente nesse domingo em que o cobra e a polvo levam seus dois filhinhos à praia. Logo ao chegar, ela tem de lançar seus tentáculos para segurar as crianças afoitas, que quase já entravam na água. Ela sabe que, em primeiro lugar, é preciso protegê-los do sol. Assim, lambuza de protetor solar os inquietos corpinhos, coroando-os com um bonezinho, tal qual uma cereja sobre o sorvete… A polvo aproveita e passa protetor também no cobra. E só então, finalmente passa nela mesma, nas partes do corpo que consegue alcançar. Depois, pede a ele – que está arrumando o território onde a família vai ficar – que passe a loção em suas costas.

Os filhinhos correm para o mar. A polvo os segue com o olhar, pois sabe que criança e água não combinam: uma engole a outra, e vice‑versa, sempre. Se ela pudesse, estenderia todos os seus tentáculos para evitar os perigos que ameaçam sorrateira e ostensivamente seus amados filhinhos. Bloquearia as ondas maiores, diminuiria a intensidade do sol, afastaria as pessoas indesejáveis, aqueceria a água, impediria que um filho jogasse água no outro, provocaria a união entre os dois, faria que se dessem as mãos para proteger um ao outro – e, assim, aproveitassem o memorável passeio, registrando para sempre que tiveram uma infância feliz. Ela nunca foi à praia quando criança, o que lhe aperta o coração até hoje.

A polvo não descuida dos filhotes um segundo sequer, nem para piscar. A intensidade do sol aumenta e a brisa resseca seus olhos, que começam a reclamar, a arder e lacrimejar. Mas ela está lá, a vontade mais firme do que o corpo – que já não aguenta mais. Ela precisa fechar os olhos um segundinho… Então, lembra-se do marido. Ele está de pé, de braços cruzados, varrendo a praia com o olhar e sentindo a brisa no corpo. É uma figura imponente: o senhor da praia. Ele ouve a esposa chamar: Benhê, você fica de olho nas crianças para que eu possa fechar os olhos um pouquinho? Ela fala em tom de súplica, para comover o marido. E ele responde: Pode deixar, meu bem! Eu olho as crianças! E, com seu olhar de cobra – entenda‑se em tubo –, fixa os olhos no alvo: as crianças.

Mesmo tombada, a polvo não abre mão do controle. Vai perguntando ao marido: Onde estão as crianças? O que elas estão fazendo? Conforme o modo como o cobra responde – tom de voz, rapidez, precisão das palavras, vacilações ou humor –, ela avalia a situação. Ao mínimo sinal de anormalidade, ela abriria imediatamente os olhos para reassumir o controle de tudo…

O cobra responde de acordo com o esperado, nem percebe que a polvo desconfia de sua capacidade de cuidar das crianças. Ele continua a olhar os filhos em tubo até que, entre seus olhos e as crianças, passa algo balouçante, um tanto quanto rebolante… Aí o olhar em tubo muda de alvo. Agora, acompanha instintivamente os movimentos do novo alvo até que ele quase desapareça de vista. Mas, de repente, ele se lembra: Xi, e as crianças? O cobra se volta rapidamente para o ponto onde estavam as crianças. Mas onde elas estão que ele não as encontra?

Sumiram… As danadas sumiram!

Pânico geral. A polvo levanta‑se como se uma mola a empurrasse e corre em direção ao mar, desesperada. O mar engoliu os filhinhos dela, com certeza! Será que alguém os raptou? Seriaum sequestro? Ela grita com o marido: Faça alguma coisa!

Mas eis que as crianças estão sentadinhas na areia fazendo buracos. A polvo as abraça como se elas tivessem se afogado e Deus as tivesse devolvido, tamanha a sua devoção… Passado o susto, ela não sossega: um dos seus tentáculos vai enforcar aquele pai desnaturado. Onde já se viu perder os filhos? Nem para olhar os próprios filhos ele serve, aquele folgado…

As crianças continuam felizes, brincando e vivendo a pura inocência de não saber dos grandes perigos que passaram pela mente da mãe, de cujos olhos brotam lágrimas de ternura, agora indiferentes ao sol abrasador…

A polvo jura que nunca mais vai confiar SEUS filhos àquele cobra desalmado.

O cobra se queixa da mulher: Para que tanto escândalo? Encontrou as crianças? Então está bom. Para ele, não há motivo para se preocupar com o que não aconteceu. Tudo volta a ser como antes daquele sufoco, e ele é novamente o Senhor da praia.

Tudo não passou de uma chuva emocional de verão…

 

Fonte: livro “Homem Cobra Mulher Polvo”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Pesadelos e terrores noturnos. (por Michel Cohen)

outubro 16, 2015

Se seu filho acorda chorando depois de dormir profundamente e conta o que acabou de acontecer no sonho, isso é um pesadelo. Quando ele repentinamente fica de pé no berço chorando ao máximo com os olhos escancarados, mas ainda está dormindo e não tem consciência da sua presença, isso é um terror noturno.

No primeiro caso, você pode tranquiliza-lo dizendo que a Branca de Neve não estava em perigo, mas, no segundo caso, a Rainha Malvada continua perseguindo a futura princesa, mesmo que você esteja bem do lado do berço tentando consolá-lo. Tanto os pesadelos quanto os terrores noturnos são normais entre as idades de 3 a 6 anos. Essas fantasias noturnas podem ser exacerbadas por qualquer coisa que estimule a imaginação da criança: aquele vídeo que pareceu tão bonitinho para você pode ter criado raízes na mente da criança e desencadeado um cenário assustador.

Nas primeiras vezes que seu filho tiver um pesadelo, tanto você quanto ele vão ficar apavorados. Tranquilize-o, mas coloque-o imediatamente na cama. Procure não conversar muito sobre o sonho naquele instante e mesmo na manhã seguinte: focar no sonho apenas vai validar seus temores e fazer que se repita. Se ele insistir em falar sobre o sonho, explique em poucas palavras que foi apenas um sonho e não tem nada a ver com a realidade.

Quando seu filho tiver terrores noturnos, segure-o se ele deixar, mas não o acorde. Você só criará maiores dramas. Quando parar de sonhar, ele se deitará imediatamente e entrará no seu próximo ciclo do sono, feliz como nunca.

Saiba que uma criança que apresenta esse tipo de distúrbio pode tornar-se problemática se você fizer uma tempestade em copo d’água com relação a pesadelos. Se acender a luz, trouxer leite e bolachas, fizer seu filho escutar música calma, ele terá pesadelos todas as noites. Se você sistematicamente leva-lo para a sua cama, ficará surpreso em ver quão rapidamente ele vai se acostumar à nova rotina.

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Fonte: livro “The New Basics”, de Michael Cohen. Integrare Editora

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