Ioga e sexo. (por Ruth Barros e Mario Americo)

janeiro 29, 2016

Quem procura a prática normalmente vai em busca de melhora física e eventualmente mental. Acaba encontrando outros aspectos e de quebra uma grata surpresa, que pode incluir melhora do desempenho sexual, já que além da onipresente respiração, os músculos internos diretamente envolvidos no caso também são trabalhados, como o períneo. Não que o objetivo primordial seja esse, é apenas uma espécie de bônus e dos mais agradáveis. E os asanas são capazes de soltar a imaginação para performances nunca imaginadas. Qualquer dúvida é só lembrar as imagens do Kama Sutra e suas exóticas posições sexuais – exóticas para nós, bem entendido.

 

Sexualidade é uma energia da qual dispomos para conhecer e amar, abertura para um diálogo mais amplo e profundo. Estresse e problemas traduzem-se em irritação e, definitivamente, esse não é o jeito ideal para encarar sexo. Ioga relaxa tanto a mente quanto o corpo, permite desfrutar melhor das sensações. Isso pode transformar principalmente os apressadinhos, alvos de grandes queixas, em tipos mais controlados e com maior capacidade de usufruir da relação. É aquela velha história de curtir o caminho em vez de procurar chegar ao destino rapidamente.

 

Menos remédio – Reza a lenda que a atividade sexual diminui com a idade, mas a ioga está aí para tentar contrariar essa dura realidade. Além da óbvia melhora da circulação, fundamental principalmente no caso masculino, trabalha ainda flexibilidade, força e oxigenação, além dos aspectos de determinação, superação e contentamento. De quebra apura os sentidos, é quase uma questão de pele. Esse conjunto é bom caminho para maior longevidade e qualidade da relação. Se mais brasileiros seguissem por ele, o país sem dúvida cairia alguns pontos no ranking que o coloca como segundo maior consumidor mundial de medicamentos para disfunção erétil.

 

As mudanças da menopausa, que afetam profundamente a sexualidade feminina, também têm novas possibilidades com a ioga. A ginecologista Helena Hachul, chefe do ambulatório de Distúrbios do Sono do Ambulatório de Climatério da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), aplica tratamentos complementares em grupos de voluntárias que lidam com distúrbios dessa fase da vida. Além de ioga, são usados também fisioterapia, massagens, RPG, alongamento e ingestão de cálcio. Apesar de não mensurar exatamente sexo, pois os questionários abordam aspectos da qualidade de vida geral, ela observa que esse é um dos aspectos que apresenta ganho. “Se a gente pergunta, respondem que a vida no geral melhorou. Espontaneamente não declaram, mas, se formos esmiuçando cada item, dizem que melhorou inclusive a parte sexual.”

 

A médica aponta o crescimento da autoestima como um dos fatores mais significativos da mudança: “Elas começam a usar brinco, a se arrumar mais, a postura muda diante da vida. O que a gente observa é que a paciente que tem uma melhora apresenta essa melhora de maneira geral. Sentindo-se melhor, consegue ficar melhor diante da vida. Esse progresso é relatado em vários aspectos, no relacionamento com o parceiro, seja no dia a dia, seja na parte sexual, em todas as coisas ela vai tendo um ganho”.

 

 

 

 

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Fonte: livro “Ioga além da prática”, de Ruth Barros e Mario Americo. Integrare Editora

 

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O rei e o pedreiro: uma história sobre motivação. (por Eduardo Almeida)

janeiro 27, 2016

Um sábio rei procurava um homem para ser o gerente geral de suas obras, pois seu reino se encontrava em franca expansão. Esse era um cargo de muito prestígio e oportunidades de ganho, comparadas às atuais obras superfaturadas pelo pessoal de Brasília. Por esse motivo, muitas pessoas da corte começaram seu lobby para ocupar o cargo.

 

O rei, percebendo o movimento, optou por contratar uma pessoa simples e com conhecimento técnico sobre o assunto, evitando, assim, disputas de poder. Para escolher seu homem, foi até a pedreira de seu reino para ver os homens trabalhando. Entre os mais de mil homens que ali estavam, percebeu que a grande maioria trabalhava triste e desinteressadamente.

 

Foi até vários deles e perguntou:

– O que fazeis?

– Corto pedras, Vossa Majestade – responderam os homens.

Não convencido, o rei se dirigiu para alguns raros homens que trabalhavam com um ar menos sombrio e desanimado.

– O que fazeis? – voltou a perguntar o rei.

– Produzo paralelepípedos, Vossa Alteza.

Uma resposta melhor, mas ainda insuficiente.

Foi então que o rei verificou uma única pessoa que trabalhava feliz e motivada com sua pilha de pedras.

– O que fazeis? – inquiriu o rei pela terceira vez.

– Eu? Eu estou ajudando a construir uma catedral! – exclamou, orgulhosamente, o homem.

Naquele momento, o rei soube que havia encontrado o seu gerente de obras.

 

Essa bela história nos faz entender o enorme potencial que tem uma pessoa quando está motivada para realizar uma tarefa, pois sua motivação vem da compreensão do legado de suas ações e do amor que a coloca em movimento.

 

Reflexão: A palavra motivação tem sua etimologia baseada em motivo para a ação. Já a palavra animação vem de anima, que significa alma.

 

 

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Fonte: livro “No caminho da vitória”, de Eduardo Almeida – Integrare Editora

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Como o ser humano aprende a confiar. (por José María Gasalla e Leila Navarro)

janeiro 25, 2016

Surgimos em um lugar quente e aconchegante, onde nossas necessidades são atendidas automaticamente e uma presença constante nos envolve com seus movimentos e voz. Gozamos de um estado de unidade e sincronicidade com o Universo que nos supre, sem distinguir onde nós terminamos e ele começa. Não há desejo, nem frustração, nem tempo ou espaço. Simplesmente existimos.

 

Um dia, uma grande mudança acontece. Luz, frio, a sensação de estar em outro espaço, o elemento ar invadindo nossos pulmões. Por instantes, perdemos o contato com aquela presença. Mas nossa angústia termina quando ouvimos de novo sua voz e sentimos seu calor. Que alívio, ela continua conosco! Nós nos acalmamos e sabemos que vamos ficar bem.

 

Como costuma dizer o biólogo chileno Humberto Maturana, nascemos na confiança. É uma confiança instintiva, de que seremos cuidados e protegidos, de que nada nos faltará. Confiamos no colo que nos acolhe, no seio que nos alimenta, na voz que nos é tão familiar. Nossa vida de recém-nascidos é quase a continuidade da vida intra-uterina, com a diferença de que nós e nossa mãe não ocupamos mais o mesmo lugar. Ainda assim, nos sentimos parte dela. É só termos alguma necessidade e ela nos atende prontamente, nos acalma e conforta. Ah, que deliciosa sensação de plenitude! É o mundo a nossos pés, como até então sempre foi.

 

Quer a natureza, porém, que nos tornemos seres autônomos, e isso implica dar-nos conta de que somos indivíduos com necessidades, vontades e motivações próprias – e freqüentemente diferentes das de outras pessoas, quando não contrárias. Em um primeiro momento, começamos a perceber que não somos nossa mãe. Ela nos coloca sozinhos no berço, em certas ocasiões demora um pouco para vir quando chamamos, às vezes até parece não querer dar o que desejamos. Mas não somos nada tolos! Temos uma percepção aguçada e, a partir das respostas que obtemos no relacionamento emocional com ela, começamos a “entender” o mundo.

 

O sorriso, as palavras carinhosas e os afagos maternos nos fazem sentir bem, e logo associamos manifestações de afeto e receptividade com a confiança. Gradativamente, aquela confiança instintiva com que nascemos começa a se sofisticar, a responder a diferentes apelos e a ser testada com outras pessoas também. Aprendemos a confiar em quem demonstra gostar de nós ou estar aberto para nós; é um fenômeno emocional, baseado em empatia, sensações e sentimentos. E quando a pessoa não parece amistosa, tem uma cara esquisita ou um jeito estranho? Não vamos para o colo dela de jeito nenhum, e é bom não insistir, senão choramos. É o germe da desconfiança surgindo em nós.

 

Que bom seria se o mundo fosse assim tão simples: confiar nas pessoas amorosas, não confiar nas mal-encaradas… O fato é que a realidade é bem mais complicada. Aqueles em quem confiamos às vezes se mostram indiferentes ou irritados, negam o que queremos, não agem de acordo com nossa vontade. Isso nos confunde tanto! Mas, é claro, somos muito perspicazes e desenvolvemos estratégias para conseguir o que queremos, seja atenção, um afeto ou objeto material. A partir do relacionamento com as pessoas mais próximas, testamos e desenvolvemos um conjunto de comportamentos que geram os retornos desejados. E assim começamos a construir nossa personalidade e a perceber que para ter nossas necessidades atendidas e obter o que desejamos não basta confiar: é preciso também que os outros confiem em nós.

 

Conforme crescemos, entendemos cada vez melhor que a confiança não está apenas relacionada a nossos instintos e sentimentos, mas também às nossas atitudes em relação aos outros e às dos outros em relação a nós. Entendemos que confiança se conquista, se inspira e se constrói num plano de interesses em comum, objetivos compartilhados, afinidades de valores, respeito e consideração. É a confiança baseada na razão.

 

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Fonte: livro “Confiança: a chave para o sucesso pessoal e empresarial”, de José María Gasalla e Leila Navarro – Integrare Editora

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Castigos ou consequências. (por Maria Tereza Maldonado)

janeiro 22, 2016

Gisela está preocupada, sem saber o que fazer com Rodrigo, seu filho de 10 anos: “Ele não aceita castigos. Ontem, não fez os deveres de casa; eu disse que vai ficar uma semana sem televisão. Sei que é inútil, porque, assim que saio para o trabalho, ele faz o que quer e a empregada não tem a menor autoridade com ele. Se já me desafia desse jeito, o que vai fazer comigo quando for adolescente? Em casa, estamos só nós dois, o pai casou de novo e quase não aparece, e ele já está quase do meu tamanho…”.

 

Essa é uma queixa freqüente na maioria das famílias, mesmo quando há pai e mãe dentro de casa. Porém, em algumas famílias uniparentais, o acúmulo de funções (a mãe provedora e educadora, sem participação do pai) pode dificultar o exercício da autoridade. No entanto, é bom lembrar que autoridade não é sinônimo de autoritarismo nem precisa de força física para ser exercida. O filho pode ficar mais alto e mais forte e, ainda assim, respeitar a autoridade dos pais. É uma questão de hierarquia.

 

As mensagens que comunicamos vão por três canais: a palavra, a postura corporal e as ações. Quando esses três elementos estão integrados, enviamos mensagens fortes; quando não há coerência entre os canais, é a palavra que mais facilmente fica desacreditada. A mãe sabe que o castigo é inútil porque não será cumprido; o filho sabe que não precisa levar a sério as palavras da mãe porque, como acontece em outros cenários da vida nacional, “tudo acaba em pizza”.

 

Na educação para a responsabilidade, as consequências são muito mais eficazes do que os castigos. Essa não é uma simples substituição de palavras, é uma mudança de conceito.

Castigo é punição, frequentemente dado na hora da raiva, sob a forma de ameaças ou de modo exagerado (“Vai ficar sem brincar na casa dos amigos até o fim do ano!”). Passada a raiva, os pais esquecem ou “atenuam a sentença”, com pena do filho, que suplica e promete não fazer de novo o que o levou à “condenação”.

 

Dar um castigo e não cumpri-lo é o caminho mais curto para a impunidade dentro de casa e estimula crianças e jovens a manipular os pais. Dar consequências é uma medida essencial na educação para a responsabilidade: primeiro os deveres, depois os prazeres (“quando terminar o trabalho da escola pode ver televisão”); estragou, tem de consertar (“sei que você não derramou o suco de propósito, mas precisa limpar a mesa”); usou, tem de colocar no lugar (“pegue a calça que você jogou no chão e ponha no cesto de roupa suja”). A consequência tem uma ligação lógica e imediata com o que foi feito de maneira errada ou deixou de ser feito, com o propósito de corrigir o erro ou a omissão. Precisa ser enunciada com firmeza e persistência para que possa ser atendida. Cumprir a consequência determinada é condição para desfrutar os privilégios desejados.

 

Isso também funciona para os adultos: imaginem como nosso país funcionaria melhor se, quando as leis não fossem respeitadas, as consequências cabíveis fossem aplicadas, as multas, cobradas, e se existisse uma real intolerância com a cultura da impunidade que vigora em todos os setores da sociedade!

 

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Fonte: livro “Cá entre nós”, de Maria Tereza Maldonado. Integrare Editora

 

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Como trabalhar e manter bom desempenho na empresa com o coração partido? (por Daniela do Lago)

janeiro 20, 2016

Foi-se o tempo em que falávamos de equilíbrio entre vida pessoal e profissional, afinal o conceito de equilíbrio nos remetia a ideia de áreas separadas da vida. Hoje, falamos do conceito de integração, pois esta linha divisória entre vida pessoal e profissional já não está tão evidente. Se algo ruim ou bom acontece em casa, é natural que se reflita no trabalho e vice-versa.

 

Quero falar de um assunto que raramente é tratado com seriedade nas organizações. Quando um profissional rompe o relacionamento amoroso ou enfrenta um divórcio, como trabalhar e manter bom desempenho na empresa estando com coração partido?

 

Quando sofremos um acidente, quebramos a perna, braço ou até mesmo quando contraímos uma conjuntivite, fica evidente que precisamos tirar licença para nos recuperarmos. E quando se trata de rompimento de relação amorosa? Nossa CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) não prevê licença para este tipo de dor. E acredite, qualquer rompimento, seja divórcio ou término de namoro, deixa marcas em quem passa por ele.

 

Assuntos do coração são mesmo complicados, ainda mais quando se trata de um coração partido. Por isso, coloco aqui algumas dicas que podem ajudar na sua recuperação sentimental. Vale lembrar que o chefe ou as pessoas da equipe não são obrigados a se emocionar ou se envolver com seus problemas. Você não deve ficar chateado contando a todos sobre a “insensibilidade” do chefe ou de colegas. Muita cautela para não entrar nesse caminho.

 

  • Procure escuta profissional. É importante contar com alguém preparado para te ajudar e que será pago para te ouvir.

 

  • Pode parecer cruel o que direi, mas representa a mais pura realidade, nem sempre os colegas da empresa estão interessados em ouvir seus problemas profissionais, quanto mais pessoais.

 

  • Dedique-se a atividades rotineiras. Sabe aquelas tarefas que exigem pouca atenção e que estão esperando para serem realizadas há tempos na sua mesa? Pois bem, esse é um bom momento para desovar pendências rotineiras.

 

  • Procure não fazer atividades que necessitem de muita atenção, pois pode ser que deixe escapar alguma informação crucial que pode te prejudicar. Se tiver mesmo que fazer tal atividade, neste caso conte com ajuda de algum colega para ler aquele documento ou revisar a apresentação, isso não significa que deixará sob responsabilidade da outra pessoa, apenas peça ajuda.

 

  • Se sentir a pressão muito forte e for preciso, não tem nada de errado ir até o banheiro para chorar. Faça isso. Desde que seja para aliviar a tristeza daquele momento. Também não deve ficar chorando compulsivamente o dia todo na frente de todos. Se tiver possibilidade, procure tirar do banco de horas pelo menos dois dias para que possa recuperar seu controle.

 

Vá por mim, nas empresas, muitas pessoas ainda não sabem lidar com as emoções. Chegará um tempo em que não seremos julgados por nossas emoções. Mas ainda não estamos lá e, dependendo da emoção demonstrada, pode pesar negativamente na empresa.

 

No demais, dê tempo ao tempo. Gosto e apoio o conceito de um dia por vez. Trate de forma cuidadosa seus sentimentos, absorva tudo o que aconteceu e utilize para aprender, crescer e avançar na vida.

 

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Fonte: livro “Despertar profissional”, de Daniela do Lago – Integrare Editora

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Pais discordantes entre si. (por Içami Tiba)

janeiro 18, 2016

Mal completou 2 anos, e a criança já está de uniforme e mochilinha nas costas indo para a escola. Os jardins-de-in­fância e escolas maternais, que eram chamados generica­mente de pré-escola, foram oficializados como Educação Infantil pela modificação mais recente da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, ocorrida em 1997.

 

É o reconhecimento de que as crianças estão indo cada vez mais cedo para a escola e da força que essa instituição assume na educação das novas gerações. Precisamos continuar refletindo sobre a escola: como de­ve desempenhar sua função formativa? O fundamental é que a criança seja beneficiada. Para isso, entre a escola e a famí­lia deve haver uma soma, e não o atropelamento de uma par­te pela outra.

 

O termo educação a seis mãos refere-se a uma educação homogênea e equilibrada, buscada pelo pai, pela mãe e pela escola. Por que pai e mãe, não simplesmente pais? Porque hoje as diferenças entre os dois, às vezes, são tão grandes que eles não conseguem se compor para uma educação equili­brada dentro de casa ou de suas respectivas casas.

 

Separados, então, cada um quer defender a sua posição, muitas vezes, oposta frontalmente à do outro. Os filhos absorvem na convivência tais intransigências e querem ter seus desejos satisfeitos a todo custo. Aprendem a não suportar frustrações, a não controlar suas vontades e a manipular os pais em proveito próprio. Os conflitos não resolvidos dos pais prejudicam tremendamente os filhos e acabam estourando nas esco­las, nos consultórios de psicólogos ou nos fóruns de família. Para onde a criança vá, leva a sua educação – ou a falta dela.

 

Para deixar o quadro ainda mais complexo, existem hoje várias constituições familiares distintas, numa composição que pode contar com filhos, meios-filhos, filhos postiços, pai, nova mulher do pai, mãe, novo marido da mãe, irmão, meios-irmãos, irmãos postiços. Essas combinações podem ser ainda mais delicadas quando entram avós paternos, avós maternos, tios, cunhados etc.

 

Não é incomum o pai separado recusar-se a dar pensão aos filhos do casamento anterior, embora sustente os filhos da atual companheira com generosidade. Ele se divorciou e “despaisou”.Qual é a ética do pai que paga a pensão do filho que ficou com a ex-mulher somente quando “ameaçado de ir preso” pelo juiz? O que o filho está sentindo e aprendendo? Um pai, quando paga a pensão do filho que ficou com a ex-mulher somente se “ameaçado de prisão”, pensaria no tipo de ética que está passando ao filho? Quando o aluno “desanda” na escola, esta pode ser a oportunidade que o filho dá aos seus pais de saber o que ele “apronta”. A escola não deveria se calar, mas, sim, tomar a iniciativa de convocar os pais para que corrigissem o filho antes de tornar-se um delinqüente.

 

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Fonte: livro “Ensinar aprendendo”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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O bebê vai à praia. (por Lô Galasso)

janeiro 15, 2016

Até ter seu primeiro filho, a mãe provavelmente tinha tempo e disposição para empastelar-se com loções ou cremes de bronzear, ler, fazer palavras-cruzadas ou simplesmente ficar preguiçosamente sentada sob o guarda-sol, observando a galeria de tipos que desfilam por uma praia.

 

Com um filho pequeno, outros passatempos e jogos farão parte de seus momentos à beira-mar. Um desses jogos consiste em segurar as mãozinhas do bebê sempre antes de ele levá-las (cheias de areia, natural mente) à boca ou aos olhos. Para conseguirem um bom escore nesse jogo, é preciso que a mãe e o pai tenham perfeita coordenação psicomotora, boa capacidade de concentração e, principalmente, que como num jogo de tênis, não se deixem distrair por qualquer outro foco de atenção.

 

Outro passatempo a que a grande maioria das mães se dedica é o “segura-bebê”. Consiste em estar sempre junto do bebê, segurando-o pela cintura ou pelas mãos, na beirada da água. Esse passatempo pode ser praticado de duas formas:

 

a mãe fica sentada, ajoelhada ou acocorada junto do bebê, e ambos se divertem a valer ao verem-se literal mente empanados, com uma mistura de 90% de areia e 10% de água salgada (isso se estiverem numa praia não poluída);

 

a mãe fica em pé, com o tronco curvado para a frente, segurando o bebê pelas mãozinhas (posição preferida pela maioria). Como essa brincadeira costuma agra dar sobremaneira o bebê, podendo portanto durar horas, convém que a mãe proteja certas partes de seu corpo, que, por não estarem comumente tão expostas ao sol, podem sofrer queimaduras indesejáveis.

 

E bom divertimento!

 

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Fonte: livro “Ser mãe é sorrir em parafuso”, de Lô Galasso. Integrare Editora

 

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