Diversão

abril 30, 2012

Há pessoas que tendem a levar esse papo de autodesenvolvimento demasiadamente a sério. Isso talvez aconteça porque, para alguns, “chegar lá”, ou vencer, é tudo o que importa na vida. Por outro lado, existem aqueles que não se levam suficientemente a sério. Para eles, a única coisa que importa é a diversão. “Fiquem espertos”, eu aconselharia. O objetivo é chegar ao meio-termo:

Em nossa cultura de “é preciso fazer algo”, em geral resta pouco tempo para brincar e divertir-se. Mas lembre-se: o primeiro arrependimento das pessoas no leito de morte é ter levado a vida demais a sério. Não siga esse caminho. Além disso, o divertimento manterá você longe desse leito por mais tempo, pois a brincadeira e o riso são bons para a saúde. Ajudam a reduzir o estresse, liberando endorfina, que intensifica naturalmente sua sensação de bem-estar.

Divertir-se significa sorrir mais, rir mais e ter relacionamentos mais saudáveis. Além disso, como pude constatar no caratê, a diversão faz melhorar o desempenho. Chuang Tzu, filósofo chinês, resumiu bem essa ideia ao dizer: “Quando os arqueiros atiram suas flechas por puro prazer, conseguem usar sua plena capacidade; quando atiram visando um alvo de bronze, ficam nervosos; quando atiram pensando num prêmio de ouro, começam a enxergar dois alvos”. Observe: quando você está relaxado, quando tem um espírito brincalhão e não pensa apenas no resultado final, seu desempenho melhora.

Fonte: trecho do livro “Pura Sabedoria – Coisas simples que transformam o dia a dia”, de Dean Cunningham – Integrare Editora

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Sistemas Cortisol e Melatonina

abril 27, 2012

No aprendizado, há muitas áreas na mente que estão travadas nos pontos da ignorância. De fato, conseguimos enxergar e ouvir mais o que para nós tem significado. Para o que não conhecemos, somos mentalmente cegos e surdos. Ou seja, solta uma trava cá, destrava o sistema lá.

Durante o dia, o organismo humano funciona na base do cortisol, hormônio do estresse, para sobreviver. Sua mente utiliza determinados sistemas conscientes e automatizados para solucionar problemas. Nesse período, ele envelhece. À noite, durante o sono, reina a melatonina, o hormônio do rejuvenescimento, antioxidante e recuperador. A mente é escrava do desejo e, se uma pessoa deseja resolver um problema, usará durante o dia o sistema cortisol e acionará os seus sistemas disponíveis, geralmente conscientes.

Durante a noite, a mente continua procurando uma solução, agora regida pela melatonina, escapa do controle consciente de vigília, passeia por outros sistemas e encontra respostas desejadas, quando há competência para isso. Quando a mente encontra uma sugestão de resposta, a pessoa é despertada e se lembra do sonho.

Se nada anotar, ou deixar algo para servir como âncora – lembrança da resposta e dormir outra vez, no dia seguinte lembrará que sonhou, mas não se lembrará com o quê.

A melatonina também é responsável pela desintoxicação, eliminando o que a mente recebeu, mas não lhe deu significado. Ela não deixa informações a Marcar Passo e ocupar um sistema que deve estar ocupado com outros dados mais significativos. Memória não utilizada, seja lá para o que for, torna-se inútil e será deletada.

A sabedoria envolve saber despedir-se e descartar o que não serve mais à mente. Já imaginou você ter de procurar uma agulha no meio do palheiro que ocupa todo o celeiro? É como se sua memória estivesse toda ocupada com palhas: sua performance usada com um trabalho inútil se tornaria de Alto Desgaste.

 

 

 

Fonte: trecho do livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Da gestão de cargos, procedimentos e sistemas para o empresariamento de pessoas

abril 25, 2012

Após a Segunda Guerra Mundial, as autoridades militares norte-americanas solicitaram aos grandes empresários da época que contratassem os detentores de algumas patentes militares, pois o governo não tinha condições de mantê-los na sua folha de pagamento. O pedido foi atendido. Das 100 maiores empresas americanas do pós-guerra, cerca de 30 dirigentes da área de RH tinham passado militar. Daí se originou a administração de cargos (não de pessoas) por meio de procedimentos e sistemas, inspirados no modelo militar. O funcionário era “enquadrado” conforme sua “patente” e recebia um cargo e o pacote de benefícios inerente, sem levar em conta suas peculiaridades e individualidades.

A Gestão de Pessoas por meio de processos e procedimentos exime o gestor de customizar salários, treinamento e avaliação de desempenho. O sistema se encarrega de fazer isso pelo chefe, já prevendo as competências e atribuições de cada cargo e o salário compatível com aquelas funções.

Esse modelo não se ajusta ao contexto de “montanha-russa” em que as empresas vivem hoje, no qual as pessoas terão de fazer “mais e melhor”, diferentemente do atual “mais com menos”.

Acompanha cada membro de sua equipe de maneira customizada, um a um. O novo líder aloca mais tempo para Pessoas, Clientes e Parceiros, em vez de gastá‑lo em dezenas de reuniões internas e burocracias. A partir desse novo paradigma, a Gestão de Pessoas passa a ser missão de todos os líderes e gestores e não mais do RH.

 

 

Fonte: trecho do livro “A NeoEmpresa – O futuro da sua carreira e dos negócios no mundo em reconfiguração”, de César Souza- Integrare Editora

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Células espelho – As células do amor

abril 23, 2012

Amar um bebê é tarefa simples. A natureza nos dotou de células-espelho, espalhadas pelo cérebro, que são responsáveis pela imitação de expressões faciais de nossos semelhantes. Suzana Herculano-Houzel, em seu livro “Por que o bocejo é contagioso”, explica que é quase impossível não rir quando outra pessoa ri para nós por causa delas, dessas células.

Elas nos conduzem a uma imitação facilitada, que faz com que leiamos com alguma precisão os sentimentos e intenções alheios, permitindo perceber quem é nosso amigo e de quem devemos nos defender.

É devido a esse tipo de células que temos sido tão eficientes em formar grupos e, graças a elas, conseguimos vencer nossa fragilidade natural. Que chance teríamos de vencer um tigre, uma cobra ou um jacaré com nossos braços, bocas e mãos? Como somos muito mais frágeis e indefesos do que esses animais, usamos nossas células-espelho para nos aliarmos uns aos outros.

Se não corremos, podemos (juntos) criar um carro, que nos leva longe de nossos predadores. Nossos olhos não enxergam longe, mas (em grupo) criamos óculos. Nossas mãos não são tão fortes como as de um gorila, mas (unidos) podemos criar armas, abater outros animais e sobreviver da caça.

Esse tipo de célula se aprimora com o uso e por isso, quando se convive em um ambiente onde há validação mútua, onde as pessoas se percebem e se respeitam, é mais fácil reconhecer os sentimentos alheios e ter consideração, o que nos leva ao respeito social e à solidariedade.

Pais participativos exercitam suas células-espelho constantemente e por isso percebem o que seus filhos sentem com mais facilidade. Sendo percebidos, esses filhos também tendem a considerar os outros com os quais convivem, sejam amigos, colegas ou professores. Pais assim têm bom-senso, ou seja, eles sentem bem seus filhos e as necessidades reais deles. E as atendem.

Por isso, compreender bem a adolescência permitirá que você não se afaste justamente no momento em que seus filhos precisam — e muito — de você.

 

Fonte: trecho do livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? – Como construir um projeto de vida JUNTOS”, de Léo Fraiman  – Integrare Editora

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Homem Cobra e Mulher Polvo vão à praia

abril 20, 2012

O sol brilha maravilhosamente nesse domingo em que o cobra e a polvo levam seus dois filhinhos à praia.

Logo ao chegar, ela tem de lançar seus tentáculos para segurar as crianças afoitas, que quase já entravam na água. Ela sabe que, em primeiro lugar, é preciso protegê-los do sol. Assim, lambuza de protetor solar os inquietos corpinhos, coroando-os com um bonezinho, tal qual uma cereja sobre o sorvete… A polvo aproveita e passa protetor também no cobra. E só então, finalmente passa nela mesma, nas partes do corpo que consegue alcançar. Depois, pede a ele – que está arrumando o território onde a família vai ficar – que passe a loção em suas costas.

Os filhinhos correm para o mar. A polvo os segue com o olhar, pois sabe que criança e água não combinam: uma engole a outra, e vice‑versa, sempre. Se ela pudesse, estenderia todos os seus tentáculos para evitar os perigos que ameaçam sorrateira e ostensivamente seus amados filhinhos. Bloquearia as ondas maiores, diminuiria a intensidade do sol, afastaria as pessoas indesejáveis, aqueceria a água, impediria que um filho jogasse água no outro, provocaria a união entre os dois, faria que se dessem as mãos para proteger um ao outro – e, assim, aproveitassem o memorável passeio, registrando para sempre que tiveram uma infância feliz. Ela nunca foi à praia quando criança, o que lhe aperta o coração até hoje.

A polvo não descuida dos filhotes um segundo sequer, nem para piscar. A intensidade do sol aumenta e a brisa resseca seus olhos, que começam a reclamar, a arder e lacrimejar. Mas ela está lá, a vontade mais firme do que o corpo – que já não aguenta mais. Ela precisa fechar os olhos um segundinho… Então, lembra-se do marido.

Ele está de pé, de braços cruzados, varrendo a praia com o olhar e sentindo a brisa no corpo. É uma figura imponente: o senhor da praia.

Ele ouve a esposa chamar: Benhê, você fica de olho nas crianças para que eu possa fechar os olhos um pouquinho? Ela fala em tom de súplica, para comover o marido. E ele responde: Pode deixar, meu bem! Eu olho as crianças! E, com seu olhar de cobra – entenda‑se em tubo –, fixa os olhos no alvo: as crianças.

Mesmo tombada, a polvo não abre mão do controle. Vai perguntando ao marido: Onde estão as crianças? O que elas estão fazendo? Conforme o modo como o cobra responde – tom de voz, rapidez, precisão das palavras, vacilações ou humor –, ela avalia a situação. Ao mínimo sinal de anormalidade, ela abriria imediatamente os olhos para reassumir o controle de tudo…

O cobra responde de acordo com o esperado, nem percebe que a polvo desconfia de sua capacidade de cuidar das crianças. Ele continua a olhar os filhos em tubo até que, entre seus olhos e as crianças, passa algo balouçante, um tanto quanto rebolante… Aí o olhar em tubo muda de alvo. Agora, acompanha instintivamente os movimentos do novo alvo até que ele quase desapareça de vista. Mas, de repente, ele se lembra: Xi, e as crianças? O cobra se volta rapidamente para o ponto onde estavam as crianças. Mas onde elas estão que ele não as encontra? Sumiram… As danadas sumiram!

Pânico geral. A polvo levanta‑se como se uma mola a empurrasse e corre em direção ao mar, desesperada. O mar engoliu os filhinhos dela, com certeza! Será que alguém os raptou? Seria um sequestro?

Ela grita com o marido: Faça alguma coisa!

Mas eis que as crianças estão sentadinhas na areia fazendo buracos. A polvo as abraça como se elas tivessem se afogado e Deus as tivesse devolvido, tamanha a sua devoção… Passado o susto, ela não sossega: um dos seus tentáculos vai enforcar aquele pai desnaturado.

Onde já se viu perder os filhos? Nem para olhar os próprios filhos ele serve, aquele folgado…

As crianças continuam felizes, brincando e vivendo a pura inocência de não saber dos grandes perigos que passaram pela mente da mãe, de cujos olhos brotam lágrimas de ternura, agora indiferentes ao sol abrasador…

A polvo jura que nunca mais vai confiar SEUS filhos àquele cobra desalmado.

O cobra se queixa da mulher: Para que tanto escândalo? Encontrou as crianças? Então está bom. Para ele, não há motivo para se preocupar com o que não aconteceu. Tudo volta a ser como antes daquele sufoco, e ele é novamente o Senhor da praia.

Tudo não passou de uma chuva emocional de verão…

 

 

Fonte: trecho do livro “Homem Cobra Mulher Polvo – Divirta-se com as diferenças e seja muito mais feliz”, de Içami TIba  – Integrare Editora

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Competição

abril 18, 2012

No que diz respeito à competição no caratê, há duas linhas de pensamento. Segundo a primeira delas, a competição possibilita o progresso, por estimular o desenvolvimento das habilidades. Os defensores da outra linha acreditam que a competição gera ciúme, ambição e inveja diante do status ou dos títulos conquistados pelo praticantes.

A competição é um assunto polêmico, seja no caratê, seja na vida. Porém, não importa o lado em que você se posicione nesse debate, é quase impossível evitá-la. Todos nós sempre competimos por algo, em diferentes situações: podemos estar de olho em um novo cargo na empresa ou em um lugar na frente do ônibus, durante uma viagem longa.

Pense em quanto tempo e energia você desperdiça olhando para trás, em vez de seguir com a vida. Deve haver uma maneira melhor de viver além do universo da competição, carregado de tensão. Sim, há um modo melhor, e isso não significa que você tenha de abandonar completamente a competição.

Sempre haverá alguém com mais conhecimento, com mais talento ou mais popular que você. Não se compare com os outros. Não permita que ninguém determine as metas que deve estabelecer para si. Em vez disso, estabeleça metas e objetivos que façam sentido para você. Entre numa competição consigo mesmo. Faça a avaliação de seu crescimento ao longo deste ano em relação ao progresso feito no ano anterior, e não em relação ao progresso de seu adversário.

 

Fonte: trecho do livro “Pura Sabedoria – Coisas simples que transformam o dia a dia”, de Dean Cunningham – Integrare Editora

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A essência da mudança

abril 16, 2012

Que a mudança é a única coisa permanente, todos já sabemos bem. Também sabemos que não dá para controlar a mudança, gerenciá-la, conduzi-la, manipulá-la, defini-la ou tentar outras formas de tomar posse do processo da vida. Tudo flui e a realidade vai se descortinando em novos cenários que nem sonhávamos em encontrar.

Não dá para antecipar o que desconhecemos. As circunstâncias se apresentam de um jeito tão inédito, inesperado e singular que a nossa imaginação, por mais prodigiosa que seja, é incapaz de predizer. Mesmo sabendo de tudo isso, temos a tendência a desejar, às vezes até ardentemente, que “determinada coisa” aconteça, ainda que seja uma opção no limite de nossa ignorância.

Desejamos aquilo que conhecemos, que é superlimitado, porém julgamos que o que queremos é o melhor dos mundos. Quando o que almejamos não acontece, tendemos a considerar o que de fato ocorreu como um erro, algo que não foi desejado, esperado nem antecipado e, portanto, incorreto. De onde tiramos essa ideia?

Diante de um evento da vida que julgamos inadequado, costumamos pedir ardentemente que as circunstâncias mudem. Queremos que aquilo acabe, que não seja mais daquela forma, que o que desejamos aconteça logo para nos tirar daquela dor, angústia ou ansiedade. Essa é a forma de expressar nosso desejo de controle. Oramos a um Ser Superior, uma entidade sutil, etérea, enfim, algo ou alguém que não é “deste mundo”, imaginando que, ao pedirmos ou protestarmos, poderemos ser ouvidos e atendidos em nossos desejos. Uma espécie de SAC cósmico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: trecho do livro “O foco define a sorte – A forma como enxergamos o mundo  faz o mundo que enxergamos”, de Dulce Magalhães – Integrare Editora

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