O verdadeiro amor não causa cansaço (por Mike George)

março 27, 2015

Algumas pessoas acreditam estar sempre doando, doando, doando, e têm a sensação de que isso lhes rouba a energia, que é cansativo. Esse sentimento revela apenas que o “verdadeiro amor” não está em ação. Enquanto o coração se esforça para demonstrar amor, a mente pensa: “Você está sempre tirando de mim, porque não me dá nada em troca, porque não reconhece o meu amor?”. Se existir o menor desejo de obter algo em troca, não se trata de doar, mas de receber. Por trás da aparente expressão de generosidade, existe o “desejo” de conquistar. E o amor não alimenta desejos em relação a si mesmo. É a intenção de “receber” algo, que está por trás do gesto de doar, que cria o pensamento negativo quando não há reciprocidade. E essa é a verdadeira razão do sentimento de energia roubada, de exaustão.

Um sinal claro de que a energia do amor está fluindo de verdade é que ele nunca provoca cansaço, só lhe dá energia, só o fortalece.

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Fonte: livro “Os 7 mitos sobre o amor: uma viagem da mente ao fundo da alma ao perdão”, de Mike George. Integrare Editora

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Amor novo (por Maria Tereza Maldonado e Mariana Maldonado)

janeiro 9, 2015

Embora a maioria dos casais se encaixe nos moldes tradicio­nais, o namoro entre pessoas de diferentes gerações é mais co­mum do que se imagina. Quem não conhece ou não viu um casal assim? Um homem com mais de 60 anos com uma jovem com menos de 30; uma mulher de meia-idade com um rapaz da idade do seu filho caçula.

O que parece absolutamente normal para uns pode causar verdadeiro repúdio para outros. As pessoas que ficam chocadas com o contraste logo pensam em mo­tivos menos nobres para e explicar a “aberração”: interesse financeiro, complexo de Édipo, oportunidades de ascensão profissional e outras variantes do chamado “alpinismo social”.

A atração, a afinidade, o amor, em suma, o “encontro das almas gêmeas” pode acontecer entre pessoas de diferentes fai­xas etárias ou de níveis sociais desiguais. O essencial é a alegria de estar juntos, a cumplicidade, o companheirismo, que pode existir entre indivíduos que estão em etapas de vida bem dife­rentes.

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Fonte: livro “Palavra de mulher: histórias de amor e de sexo”, Maria Tereza Maldonado e Mariana Maldonado

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Da paixão para o amor : um ponto final ou um ponto de mutação? (por Alfredo Simonetti)

outubro 3, 2014

A passagem da paixão ao amor é da ordem do tropeço: é sempre desconcertante descobrir que as coisas mudaram. Por mais que se saiba que isso costuma acontecer na maioria dos relacionamentos, quando as coisas esfriam um pouco ou se tornam muito complicadas, os amantes se surpreendem: “Hum? Como assim? O que é que aconteceu com a gente?”. Este é um momento importante, é um momento de decisão.

Pode ser um ponto final, ou então um ponto de mutação. Às vezes a relação termina aí, mas, muitas vezes, é exatamente nessa hora que acontece uma transformação, uma mudança para outro tipo de relacionamento. As coisas podem não ser mais como antes, mas cada instante tem seus encantos, e cabe aos amantes ir além dos desencantos do fim da paixão e descobrir as trilhas do novo amor.

O amor pode não ser paixão, mas tem a ver com ela, não é a ausência dela: existem no amor momentos de paixão, só que mais calma e mais duradoura.

Paixão, por definição, é sentimento em ápice, é como uma montanha, vai subindo, subindo até um pico lá no alto, e depois vai descendo, descendo, e finda. Um gráfico da paixão é agudo, intenso, mas também é breve e com final certo: termina. Por outro lado, o gráfico do amor lembra mais uma cordilheira, uma cadeia de montanhas entremeadas de vales, planícies e platôs, é longo, flutuante e de final aberto: não é tão certo o que vai acontecer.

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Fonte: livro “O nó e o Laço – Desafios de um relacionamento amoroso”, de Alfredo Simonetti. Integrare Editora

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Aprendendo a lidar com a raiva! Por Eugenio Mussak

julho 10, 2013

Sentir raiva não é sentir algo que o meio nos oferece. Sentir raiva é processar o estímulo ambiental. A raiva está dentro, não fora. Não é como sal, que já está na comida e eu percebo com a língua. É a reação, não o estímulo. A raiva é, portanto, um sentimento derivado da interpretação que fazemos de um acontecimento externo. E a interpretação será condicionada pelo estado psicológico naquele instante, ou naquela fase da vida. A mesma causa pode gerar raiva em um momento, compreensão em outro e, ainda, compaixão em um terceiro. Sentimentos são interpretações das causas, não as causas em si.

            Não há nada de errado em sentir raiva em determinadas situações; errado seria não sentir nada. A raiva nem sequer é o oposto do amor; o oposto do amor é a indiferença. Diante da injustiça, do desrespeito, da maldade, do descaso, o que se espera é a raiva. Se alguém lhe ofender de propósito, você sentirá raiva, ou não será uma pessoa normal. Seu grau de evolução espiritual não será, absolutamente, medido pelo sentimento da raiva, e sim pelo que você fizer com ele. Ao responder à causa da raiva com uma causa igual, ou maior, você estará fazendo exatamente o que o outro espera de você — entrando no jogo. Se, ao ser ofendido, você sentir raiva, processar o sentimento, racionalizar os componentes da situação e escolher a melhor resposta para aquele momento, então você estará no controle.

 

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Fonte: livro “Caminhos da Mudança”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

 

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Por que eu te amo? Por Alfredo Simonetti

julho 3, 2013

Por que nos apaixonamos por uma determinada pessoa? Pelo que ela é, pela sua essência – responderíamos de pronto, levados pelas ilusões do amor romântico. Mas é bem pouco provável que seja por isso.

            Em primeiro lugar, a paixão é rápida; quando vem é quase instantânea, e para se conhecer a essência de uma pessoa, se é que isto é possível, leva-se muito tempo. Aliás, quando depois de longo tempo de convivência chegamos mesmo a conhecer a fundo o outro muitas vezes nos surpreendemos com o que encontramos e, assustados, reclamamos: “mas você é isso ?”, “nunca imaginei que você fosse capaz disso”.

            O que causa a paixão são pequenas coisas, um detalhe do jeito da pessoa nos captura num enlaçamento vertiginoso. A psicanálise propõe que a pulsão é sempre parcial, e Roberto Carlos está certo ao cantar “… detalhes tão pequenos de nós dois…” Roland Barthes, no livro Fragmentos de um discurso amoroso , descreve este arrebatamento tão claramente que melhor é passar logo a palavra para ele:

 

No mundo animal, o que dá partida à mecânica sexual não é o indivíduo em todos os detalhes, mas apenas uma forma, um fetiche colorido do outro, que ‘me’ toca bruscamente. É a voz, a queda dos ombros, a silhueta esbelta, a quentura da mão, o jeito de sorrir. Posso me sentir atraído por uma pose ligeiramente vulgar, feita para provocar, por trivialidades sutis e móveis, que passam rapidamente pelo corpo do outro: um jeito rápido mas expressivo, de afastar os dedos, de abrir as pernas, de mexer os lábios carnudos ao comer, de se ocupar de algo muito prosaico, de tornar o corpo idiota por um segundo.

 

Quem diria que escolhemos a pessoa com quem queremos viver o resto de nossas vidas de maneira tão prosaica? Pois é… E mais: encantamo-nos com um detalhe da pessoa, mas casamos com a pessoa inteira, com todas as suas outras partes de que não gostamos, e às vezes nem conhecemos. Sem dúvida esta é uma das muitas causas do nó no casamento.

 

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Fonte: livro “O nó e o laço – Desafios de um relacionamento amoroso”, de Alfredo Simonetti – Integrare Editora

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A raiz da timidez! Por Içami Tiba

março 20, 2013

Conforme o filho vai crescendo, os pais mostram-lhe o que ele deve ou não fazer. Aos poucos, vão concedendo algumas permissões. Quando estas faltam, e no seu lugar há censuras sucessivas, críticas e reprovações às suas iniciativas, a criança pode crescer sentindo-se tão “proibida”, a ponto de ela mesma proibir-se de fazer algo. Daí resulta a timidez, um transtorno no comportamento do ser humano.

 

“A criança hipersaciada também pode tornar-se tímida. Afinal, os pais hipersolícitos atendem a todas as suas vontades, e ela não aprende a se virar sozinha.”

 

Basta a ela sentir-se desacompanhada dos pais, em ambiente diferente ou diante de qualquer pessoa estranha, que logo se vê atacada pela timidez. A timidez é antinatural. o primeiro sinal de contato – isto é, de manifestação de relacionamento – do bebê com o mundo é o sorriso. O adulto desarma-se diante do sorriso de uma criança, pois sabe que não existem segundas intenções. Trata-se apenas de um sorriso. Pura expressão de alegria.

            Uma criança sorridente é uma criança simpática, o orgulho dos pais. Por volta do oitavo mês de vida, quando passa a não querer ir para o colo de estranhos, torna-se antipática. Alguns pais não admitem essa reação, forçando o bebê a aceitar a pessoa que lhe é estranha, como se fosse seu amigo íntimo. É assim que começa o mecanismo de auto-repressão da criança. Cada vez que os pais a reprovam por não aceitar alguém, ela mesma a aciona, reprimindo suas defesas naturais para receber a aprovação dos pais. E assim deixa de ser espontânea. A timidez é a perda da espontaneidade.

            A criança aprende fazendo tentativas. Erros e acertos são fundamentais. Se os pais não aceitarem os erros, criticando duramente o filho, ele próprio deixará de aceitar seus erros, perdendo, então, a liberdade de arriscar. Resta-lhe a obrigação de acertar sempre.

          Acertar é agradar aos pais. Logo, esse acerto é subjetivo, pois depende do critério que os pais utilizam para aprovar ou não a atitude dos filhos. A timidez é a perda da liberdade de tomar iniciativa.

 

“Uma educação severa, em que o erro é castigado e o acerto nem sempre é premiado, gera pessoas tímidas. Portanto, a timidez pode ser resultado de pais muito exigentes.”

 

Quando a repressão é muito grande, a criança amolda-se e sofre calada. Caso não se adapte à repressão, ela seleciona ambientes em que pode ficar quieta e nos quais pode bagunçar. Essa é a explicação para aquelas crianças tímidas na escola e superbagunceiras em casa ou tremendamente obedientes em casa e indisciplinadas fora dela. Elas obedecem parcialmente à repressão na presença dos repressores. Na ausência deles, passam a reprimir os outros, a “delinquir”. E o método da gangorra: de um lado senta a timidez, do outro, a delinquência.

 

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Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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