Obtendo comprometimento: no trabalho, na relação. Por Eugenio Mussak

dezembro 30, 2013

Muitos anos depois dessas histórias, agora já adulto e trabalhando como consultor de empresas, volto a deparar com o fenômeno do comprometimento, pois, assim como aquele contador e o chefe escoteiro, os gestores modernos estão interessadíssimos em formar equipes com pessoas comprometidas. Então surge a pergunta de 1 milhão de reais: afinal, será que é possível entender o fenômeno do comprometimento e providenciar para que as pessoas se comprometam com uma causa, uma missão, um trabalho ou uma relação?

Então vamos direto ao segredo do mistério. Ainda que haja variações, as pessoas costumam responder favoravelmente a alguns fatores que determinam o comprometimento. Os cinco principais são:

•A admiração. Sentimento gostoso de sentir e de provocar. Fundamental para qualquer tipo de relação, a admiração provoca o desejo de permanecer junto da pessoa admirada ou de engajar-se em uma tarefa cujo resultado se admira. Não conseguimos permanecer ao lado de alguém que não admiramos nem ser eficientes trabalhando em uma empresa cujos valores não provocam em nós nenhuma admiração.

• O respeito. Não há comprometimento sem respeito, e ele deve ser mútuo. Deriva da admiração e leva ao passo seguinte.

•A confiança. Só confiamos em quem admiramos e respeitamos. E só nos comprometemos com alguém se confiamos nele.

•A paixão. Esse sentimento surge com frequência por alguém a quem admiramos, respeitamos e em quem confiamos. Simples assim.

• A intimidade . Sim, pois queremos ficar ao lado, conviver e misturar nossa vida com a pessoa por quem estamos apaixonados. E também podemos nos apaixonar por causas, empresas e, claro, times de futebol. E com eles queremos continuar convivendo, sendo íntimos.

Pronto. Se existirem essas cinco condições básicas, o comprometimento será mera consequência. Quando um terapeuta é procurado por um casal com problemas de relacionamento, ele não questiona o comprometimento em si, mas as cinco condições acima. Se uma delas estiver deficiente, prejudicará o comprometimento que sustenta a relação.

As condições que sustentam uma relação  entre duas pessoas também garantem a boa relação das pessoas com a empresa onde trabalham, com a instituição com a qual colaboram, com o grupo de amigos de final de semana, com a igreja que freqüentam, com o time pelo qual torcem, e assim por diante.

Uma análise cuidadosa dessa questão  nos remete a uma situação circular: uma relação só vale a pena se as partes estiverem verdadeiramente comprometidas com ela; e as pessoas só se comprometem com uma relação se ela valer a pena.

Image

Fonte: livro “Caminhos da Mudança”, de Eugenio Mussak – Integrare Ed.

 

Saiba mais sobre o livro!

Image

Anúncios

Da paixão ao amor

novembro 5, 2012

A passagem da paixão ao amor é da ordem do tropeço: é sempre desconcertante descobrir que as coisas mudaram. Por mais que se saiba que isso costuma acontecer na maioria dos relacionamentos, quando as coisas esfriam um pouco ou se tornam muito complicadas, os amantes se surpreendem: “Hum? Como assim? O que é que aconteceu com a gente?”. Este é um momento importante, é um momento de decisão.

Pode ser um ponto final, ou então um ponto de mutação. Às vezes a relação termina aí, mas, muitas vezes, é exatamente nessa hora que acontece uma transformação, uma mudança para outro tipo de relacionamento.

As coisas podem não ser mais como antes, mas cada instante tem seus encantos, e cabe aos amantes ir além dos desencantos do fim da paixão e descobrir as trilhas do novo amor.

O amor pode não ser paixão, mas tem a ver com ela, não é a ausência dela: existem no amor momentos de paixão, só que mais calma e mais duradoura.

Paixão, por definição, é sentimento em ápice, é como uma montanha, vai subindo, subindo até um pico lá no alto, e depois vai descendo, descendo, e finda. Um gráfico da paixão é agudo, intenso, mas também é breve e com final certo: termina. Por outro lado, o gráfico do amor lembra mais uma cordilheira, uma cadeia de montanhas entremeadas de vales, planícies e platôs, é longo, flutuante e de final aberto: não é tão certo o que vai acontecer.

 

Fonte: livro “O nó e o Laço – Desafios de um relacionamento amoroso” de Alfredo Simonetti – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

Saiba mais sobre o livro!


Pais e Filhos: cada um no seu papel

agosto 20, 2012

Outra mãe patológica é a mãe superamiga da filha. Leva a garota a todos os lugares para controlar sorrateiramente suas ações. A tendência é adotar um comportamento infantilizado e competir com a garota.

Para a saúde da criança e do adolescente, “é fundamental que pai seja pai e mãe seja mãe”, salienta o psicoterapeuta Içami Tiba. Amigos, os adolescentes têm demais. Precisam de figuras de autoridade para impor limites, ser o porto seguro onde eles possam atracar.

A adolescência dos filhos convida os pais a reviver a sua própria adolescência. Um homem com sérios problemas no desenvolvimento da sexualidade prefere ter uma filha; da mesma forma, uma mulher que enfrentou muitas dificuldades nessa etapa pode preferir ter um filho homem e valorizar demais o sexo masculino para não ter de rever suas experiências passadas.

Ainda que tenha enfrentado desafios, a mãe pode conversar com a filha a respeito de suas inibições, contar que não conseguia se tocar, masturbar-se, expor suas dúvidas e temores. No entanto, ao levá-la ao ginecologista, deve aguardar na sala de espera. Ou então só lhe restará exercitar a tirania do fraco.

Fonte: livro “Mulher – Um projeto sem data de validade”, de Malcolm Montgomery – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

Saiba mais sobre o livro!


Por uma relação mais saudável

maio 7, 2012

Muitas relações entre marido e mulher, primos e amigos íntimos acabam chegando a um ponto de intimidade que surge o risco da falta de respeito. É fácil perceber isso. Vamos observar um casal hipotético que está numa locadora escolhendo um DVD para assistir. Resumidamente, descrevo três posturas distintas:

Claro que essa é uma paródia, porém não deixa de ter um fundo de verdade. Apesar de não ocorrer com todos os casais, é mais comum do que se pode pensar.

Diante dessa situação, a pergunta que me faço é:

Será que nos damos conta de quando isso começa a acontecer nas relações ou só percebemos quando os limites de respeito já estão em muito ultrapassados? Não sou defensora da ideia de que devemos ter cerimônia nas relações mais próximas. Ao contrário, acho a intimidade algo muito gostoso, mas, para que seja saudável e construtiva, deve incluir “cuidado”.

 

Fonte: trecho do livro “Mulher sem Script”, de Natércia Tiba – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.


Homem Cobra e Mulher Polvo vão à praia

abril 20, 2012

O sol brilha maravilhosamente nesse domingo em que o cobra e a polvo levam seus dois filhinhos à praia.

Logo ao chegar, ela tem de lançar seus tentáculos para segurar as crianças afoitas, que quase já entravam na água. Ela sabe que, em primeiro lugar, é preciso protegê-los do sol. Assim, lambuza de protetor solar os inquietos corpinhos, coroando-os com um bonezinho, tal qual uma cereja sobre o sorvete… A polvo aproveita e passa protetor também no cobra. E só então, finalmente passa nela mesma, nas partes do corpo que consegue alcançar. Depois, pede a ele – que está arrumando o território onde a família vai ficar – que passe a loção em suas costas.

Os filhinhos correm para o mar. A polvo os segue com o olhar, pois sabe que criança e água não combinam: uma engole a outra, e vice‑versa, sempre. Se ela pudesse, estenderia todos os seus tentáculos para evitar os perigos que ameaçam sorrateira e ostensivamente seus amados filhinhos. Bloquearia as ondas maiores, diminuiria a intensidade do sol, afastaria as pessoas indesejáveis, aqueceria a água, impediria que um filho jogasse água no outro, provocaria a união entre os dois, faria que se dessem as mãos para proteger um ao outro – e, assim, aproveitassem o memorável passeio, registrando para sempre que tiveram uma infância feliz. Ela nunca foi à praia quando criança, o que lhe aperta o coração até hoje.

A polvo não descuida dos filhotes um segundo sequer, nem para piscar. A intensidade do sol aumenta e a brisa resseca seus olhos, que começam a reclamar, a arder e lacrimejar. Mas ela está lá, a vontade mais firme do que o corpo – que já não aguenta mais. Ela precisa fechar os olhos um segundinho… Então, lembra-se do marido.

Ele está de pé, de braços cruzados, varrendo a praia com o olhar e sentindo a brisa no corpo. É uma figura imponente: o senhor da praia.

Ele ouve a esposa chamar: Benhê, você fica de olho nas crianças para que eu possa fechar os olhos um pouquinho? Ela fala em tom de súplica, para comover o marido. E ele responde: Pode deixar, meu bem! Eu olho as crianças! E, com seu olhar de cobra – entenda‑se em tubo –, fixa os olhos no alvo: as crianças.

Mesmo tombada, a polvo não abre mão do controle. Vai perguntando ao marido: Onde estão as crianças? O que elas estão fazendo? Conforme o modo como o cobra responde – tom de voz, rapidez, precisão das palavras, vacilações ou humor –, ela avalia a situação. Ao mínimo sinal de anormalidade, ela abriria imediatamente os olhos para reassumir o controle de tudo…

O cobra responde de acordo com o esperado, nem percebe que a polvo desconfia de sua capacidade de cuidar das crianças. Ele continua a olhar os filhos em tubo até que, entre seus olhos e as crianças, passa algo balouçante, um tanto quanto rebolante… Aí o olhar em tubo muda de alvo. Agora, acompanha instintivamente os movimentos do novo alvo até que ele quase desapareça de vista. Mas, de repente, ele se lembra: Xi, e as crianças? O cobra se volta rapidamente para o ponto onde estavam as crianças. Mas onde elas estão que ele não as encontra? Sumiram… As danadas sumiram!

Pânico geral. A polvo levanta‑se como se uma mola a empurrasse e corre em direção ao mar, desesperada. O mar engoliu os filhinhos dela, com certeza! Será que alguém os raptou? Seria um sequestro?

Ela grita com o marido: Faça alguma coisa!

Mas eis que as crianças estão sentadinhas na areia fazendo buracos. A polvo as abraça como se elas tivessem se afogado e Deus as tivesse devolvido, tamanha a sua devoção… Passado o susto, ela não sossega: um dos seus tentáculos vai enforcar aquele pai desnaturado.

Onde já se viu perder os filhos? Nem para olhar os próprios filhos ele serve, aquele folgado…

As crianças continuam felizes, brincando e vivendo a pura inocência de não saber dos grandes perigos que passaram pela mente da mãe, de cujos olhos brotam lágrimas de ternura, agora indiferentes ao sol abrasador…

A polvo jura que nunca mais vai confiar SEUS filhos àquele cobra desalmado.

O cobra se queixa da mulher: Para que tanto escândalo? Encontrou as crianças? Então está bom. Para ele, não há motivo para se preocupar com o que não aconteceu. Tudo volta a ser como antes daquele sufoco, e ele é novamente o Senhor da praia.

Tudo não passou de uma chuva emocional de verão…

 

 

Fonte: trecho do livro “Homem Cobra Mulher Polvo – Divirta-se com as diferenças e seja muito mais feliz”, de Içami TIba  – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.


Ah, as diferenças!!!

março 12, 2012

Como sem essas diferenças o amor e o casamento seriam muito tediosos, então as diferenças efetivamente servem para alguma coisa. Antes de tudo, são ideias bastante interessantes que abrem novas maneiras de se lidar com as dificuldades de relacionamento entre homens e mulheres, e também servem de matéria-prima para a conversa amorosa, como pretexto, como aquecimento para temas mais particulares e individualizados dentro da relação.

Acima de tudo, as diferenças são divertidas, e conseguem afrouxar um pouco a tensão dos nós, através do antagonismo, que mais aproxima do que afasta: de modo geral tanto os homens quanto as mulheres gostam de brincar com essas diferenças, e todos sabemos a importância das brincadeiras entre meninos e meninas, entre homens e mulheres .

 

Fonte: trecho do livro “O nó e o laço – Desafios de um relacionamento amoroso”, Alfredo Simonetti  – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.


outubro 28, 2011

O que a mulher espera de um relacionamento amoroso:

 • companheiros carinhosos e compreensivos;

• divisão de tarefas domésticas;

• mesmo nível cultural e financeiro;

• respeito mútuo.

Atualmente a maioria das mulheres já desistiu de esperar a chegada do príncipe encantado. Elas procuram um parceiro que faça parte do seu universo, que queira, por exemplo, ir ao shopping ou passar um final de semana curtindo a natureza. Claro! Porque é preciso que o homem seja sensível, exerça sua masculinidade na hora certa e seja cavalheiro.

Qual é o parceiro ideal para você, o que realmente inspira um relacionamento e transmite a sensação de plenitude e paz? É importante que existam afinidades, uma vez que diferenças sempre haverá e são construtivas, mas em dado momento precisamos saber que estamos olhando a vida pelo mesmo foco.

Fonte: Trecho do Livro “Beleza Sustentável – Como pensar, agir e permanecer jovem”, de Dra. Carla Goés Souza Pérez – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

Clique aqui para baixar o 1º capítulo do livro!

 

 


%d blogueiros gostam disto: