O amor que exige, por Içami Tiba

fevereiro 27, 2013

No amor que exige, os educadores (pai, mãe, professores) devem exigir que os aprendizes pratiquem o que aprenderam.

Basta que o aprendiz não pratique o que aprendeu – portanto, falha do aluno e do pai ou educador que deixa de exigir –, e repete‑se a mesma ladainha, a frágil ameaça de sempre:

“Pela milésima e última vez, vou lhe explicar…”

            O amor que exige não traumatiza a filha, ao contrário, não exigir é que deforma a sua personalidade, e ela passa a sofrer diante de qualquer solicitação mais assertiva da vida.

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Fonte: livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Cuide de você!

fevereiro 25, 2013

O mundo pós-moderno tem muitos encantamentos: a internet, as redes sociais, a facilidade para ter contato e obter informações. Vejo essas conquistas com bons olhos porque acho que o bom uso disso tudo nos beneficia muito, mas precisamos estar atentos (por nós e principalmente por nossos filhos), para que esse mundo não se torne uma grande armadilha, que abre nossos órgãos do sentido para o mundo, mas nos ensurdece de nós mesmos.

            Mas como poderemos saber de nós se não pararmos para nos conhecer, nos ouvir e nos apropriar de nosso universo interno?           

            Para isso, o “nada” pode ser um grande aliado, um facilitador. Pode não parecer muito tentador, mas não tenho dúvidas do quão enriquecedor pode ser. Quando convivermos melhor com ele, talvez possamos também lidar de modo mais tranquilo com nossas emoções, sem precisar descobrir a razão por que amamos tal pessoa e não outra, por que nos sentimos bem ao ouvir o som do mar, por que nos sentimos tristes de vez em quando, por que nos emocionamos com uma música ou diante de um jardim florido. Poderemos sentir e ponto, sem entrar na espiral de hipóteses que nos enlouquecem e nos afastam de nós  mesmos.

 

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Fonte: livro “Mulher sem Script”, de Natércia Tiba – Integrare Editora

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Os pais X a falta de tempo

fevereiro 22, 2013

Muitos pais, com sua estima abalada pelas incessantes cobranças de mais e mais consumismo, pensam estar sendo excelentes pais por “não deixarem faltar nada em casa”, e assim faltam com sua importante presença. Sobram alimentos e roupas de grife, mas faltam a presença e a intimidade.

A jornada de trabalho tem aumentado bastante para muitas famílias. Hoje em dia, ambos os pais trabalham cada vez mais intensamente para manter um padrão de vida cada vez mais exigente.

Não é raro encontrar pais que têm jornada dupla, ou mesmo tripla de trabalho, para poderem oferecer um bom nível de vida a suas famílias. Mais do que dinheiro, é bom saber que os filhos desejam que seus pais invistam tempo e afeto neles.

Segundo importantes estudos desenvolvidos pelo sociólogo Richard Sennett, e citados no livro A cultura do novo capitalismo, na década de 1980, era comum que em uma grande empresa existissem 14 cargos entre o presidente e um estagiário. Hoje, essa distância é de seis cargos apenas. Isso faz com que todos trabalhem muito mais, sintam-se inseguros e partilhem uma insatisfação generalizada, pois nunca é o bastante. Também há o medo de perder espaço no mercado para as gerações mais jovens, cheias de energia, de pique e de vontade de vencer rapidamente.

Some-se a isso toda uma oferta de bens e serviços que prometem afeto e contato com um mundo feliz, tais como cursos, massagens, comidas, bebidas, aparelhos eletrônicos, viagens de experiências. Tudo em nome de boas sensações afetivas que são cada dia mais raras nas famílias. As empresas terceirizaram o afeto.

 

Quais são as lembranças mais fortes que uma pessoa leva de sua família? O presente caro? A bolsa de grife? Não. Se perguntarmos a muitas pessoas, a resposta tenderá a variar pouco: as lembranças que mais guardamos no coração são dos momentos passados junto a entes queridos, conversas significativas, ocasiões em que se riu, se olhou nos olhos, se brigou, se trocou ideias. Lembramos muito mais de momentos preciosos nos quais sentimos relações reais, presença e afetividade.

 

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Fonte: livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida Juntos”, de Leo Fraiman. Integrare Ed.

 

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A conta do AMOR

fevereiro 20, 2013

Outra ilusão importante no amor é a de que ele resolve nossas mágoas do passado.

 

            O amor de deficiência funciona assim como um amor de caderneta. A pessoa vai anotando ao longo da vida o quanto lhe faltou de amor, até que um dia, quando aparece alguém que a ama, ela apresenta a conta toda.

 

            Acontece que uma pessoa, mesmo dando muito amor, não consegue apagar as dores do passado de outra pessoa, pelo menos não na maioria dos casos. Estas marcas amorosas não costumam se apagar pela compensação, e sim, pela via da elaboração, da superação. Este é um caminho individual que pode até ser facilitado por uma companhia carinhosa e cuidadosa, mas não pode ser percorrido por ela.

            É claro que, se gostamos de uma pessoa, tomamos cuidado para não feri-la, e em especial não feri-la nos mesmos lugares já machucados, mas isto não quer dizer que somos responsáveis pelo seu passado, embora no amor romântico, acabamos prometendo exatamente isto.

            Se uma pessoa foi traída em um relacionamento anterior, isso não significa que o parceiro atual tenha de arcar com as consequências disso e suportar toda a insegurança que vem daí, mas na prática é o que acaba acontecendo.

            Este é o nó que vem do passado.

 

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Fonte: livro “O nó e o Laço – Desafios de um relacionamento amoroso”, de Alfredo Simonetti – Integrare Editora

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Não dá para mudar, sem mudar!

fevereiro 18, 2013

Nosso cérebro é altamente moldável e pode ser alterado a todo instante com novas sinapses, as ligações entre os neurônios. Se algo concreto é tão mutável, podemos, por analogia, perceber que toda maleabilidade é uma característica da vida. Assim, como nos ensinava Lao‑tsé, o filósofo fundador do taoísmo, os flexíveis e frágeis são aliados da vida, enquanto os duros e fortes são aliados da morte. É preciso mudar para não morrer. É preciso deixar morrer para viver plenamente.

E esse viver não tem um roteiro pré‑programado, não está previamente definido, não possui métodos absolutos nem fórmulas de conduta com as quais podemos estar seguros de sempre acertar. Há uma imprecisão natural na vida. “Navegar é preciso, viver não é preciso.” Fernando Pessoa já nos apontava o cerne da questão da vida. Para navegar temos mapas, bússolas, roteiros, orientações, condições climáticas, previsões meteorológicas, enfim, toda uma cartografia a ser seguida.

Mas viver não é uma experiência tão precisa. Por mais planos que façamos, por melhores que sejam nossas leituras das tendências e das oportunidades, a vida sempre nos surpreende com algo que n.o foi nem pensado, nem previsto, nem antecipadamente preparado.

Buda nos fala sobre a ilusão de ter expectativas, pois elas servem apenas para provocar frustrações. Lançar‑nos ao fluxo da vida e confiar na nossa capacidade de encontrar respostas para o desafio de cada dia é o maior dos desafios.

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Fonte: livro “O foco define a Sorte – A forma como enxergamos o mundo faz o mundo que enxergamos”, de Dulce Magalhães – Integrare Editora

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A busca dos fatos é mais eficaz do que tirar conclusões!

fevereiro 15, 2013

Talvez você conheça a história de um mestre zen que encontra um discípulo cheio de si: repleto de ideias, de conceitos e de crenças; inflexível e relutante em abandonar seus pontos de vista. O mestre, então, o convida a sentar e lhe prepara um chá. No estilo zen, o mestre serve o chá primeiro em sua própria xícara. A seguir, passa a servir o discípulo. Dessa vez, porém, vai além do limite: continua despejando o chá na xícara, até o líquido começar a transbordar. Em pânico, o discípulo exclama: “Mestre, o que você está fazendo?”. Calmamente, o mestre responde: “A xícara é como a sua mente. Você jamais será capaz de aprender coisa alguma a menos que a esvazie”.

            Eis a sabedoria antiga. A seguir, uma interpretação atual dessa história.

            Os órgãos relacionados aos sentidos – pele, olhos, ouvidos, língua e nariz – são instrumentos que usamos para percorrer nossa jornada ao longo da vida. Eles funcionam como receptores que nos fornecem informações sobre o mundo externo. Se deixássemos tudo a cargo desses órgãos, seríamos sobrecarregados de estímulos. Criamos, porém, uma maneira inteligente de impedir que sejamos sufocados pela avalanche de sensações. Buscamos aquilo que é interessante e a seguir generalizamos, apagamos e distorcemos as informações que recebemos. Simplificando: à semelhança de uma droga sintética, alteramos nossas experiências do modo que julgamos mais adequado.

            O problema é que nosso sistema de filtragem é influenciado pelos pensamentos. E, muito mais frequentemente do que imaginamos, eles são irracionais. Assim, tendemos a fazer generalizações sobre as pessoas e sobre suas características, alimentando as piores expectativas a respeito delas, apagando informações importantes a que deveríamos prestar atenção ou deturpando o sentido das palavras delas e reagindo de modo inapropriado.

            Mas a situação não para por aí. Fica ainda pior. Temos o mau hábito de buscar informações que endossem nossa forma de pensar. Assim, além de os pensamentos moldarem a realidade à nossa volta, eles também a confirmam – não importa o grau de distorção que tal realidade possa sofrer. Afora isso, é preciso admitir: estar com a razão produz uma sensação boa. Em consequência, normalmente evitamos as pessoas e as situações que não estão em sintonia com nossos pensamentos.

            Você já deve ter ouvido várias vezes a expressão: “Ver para crer”. Porém, seria mais exato dizer: “Crer para ver”. Pois sua percepção de mundo está sempre baseada nos pensamentos habituais – suas crenças. São elas que criam o mapa através do qual você determina o rumo de sua vida. Se tiver pensamentos saudáveis e racionais, eles o conduzirão aonde você deseja. Se tiver pensamentos pouco saudáveis e inflexíveis, pode contar com uma colisão certeira.

 

            Esse é o problema.

 

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Fonte: livro “Pura Sabedoria – Coisas simples que transformam o dia a dia” de Dean Cunningham. Integrare Editora

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Educação: como vive a família hoje? Por Içami Tiba

fevereiro 11, 2013

Com a pílula, a mulher adquiriu o controle da sexualidade e da natalidade. Esse passo gigantesco na história do machismo é uma das pequeninas modificações que compõem uma prodigiosa evolução da humanidade jamais vista.

            Acrescento a essas idéias as mudanças de costumes, novos desenhos e relacionamentos nas famílias, preocupações e ações para a preservação da Terra, gerações que duram poucos anos, os computadores e os celulares que se tornaram imprescindíveis à vida pós-moderna.

            Com tantas e tamanhas mudanças, a educação se torna mais difícil, dificultando também a visão do futuro dos filhos. Quem tem filhos com 10 anos de diferença entre um e outro já viu o mais novo perguntar ao mais velho se “no tempo dele…” já havia… A frase aponta para a certeza de que o irmão caçula já vive um tempo diferente, a ponto de fazer a mesma pergunta que há algumas décadas um neto perguntava ao avô.

            Assim, o que valia na educação dos pais tem que ser atualizado para a dos filhos. Não se consertam programas de computador com prego e martelo, como não se prende mais o filho no quarto de castigo, tampouco os pais podem responder “porque é assim e pronto!” ou mesmo “porque eu quero e chega” e muito menos “porque quem manda aqui sou eu!”.

            Mais que os homens, entretanto, as mulheres passaram por mudanças radicais nos seus comportamentos, influenciando bastante a educação dos filhos. Chamo a atenção para os mais recentes movimentos destes últimos 50 anos, que considero básicos para compreendermos as crianças de hoje.

 

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Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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