Memorizar durante e depois de aprender

Um dos aspectos de memória e aprendizado menos compreendidos ou valorizados é aquilo que você se lembra durante e imediatamente após aprender – isto é, o que você armazena durante o aprendizado e o que se lembra depois que o aprendizado acaba. Na verdade, entender sua “compreensão” e “incompreensão” é vital para fazer um uso otimizado de sua fantástica memória.

Você também verá que, “memória” e “entendimento” não trabalham da mesma forma e que, você pode entender tudo sobre o assunto em que vai ser testado, mas é possível que não se lembre nem a metade de tudo isso.

Sua memória é, na verdade, muito efetiva, mas seu processo de recordação das informações pode não ser tão efetivo quanto você gostaria que fosse. Você precisa somente refinar a forma de acessar a informação armazenada em seu cérebro. Para começar o processo, tente o exercício a seguir:

No exercício, quase todos têm os mesmos resultados:

uma a sete palavras do começo da lista;

uma a duas palavras do final da lista;

a maioria das palavras que aparece mais de uma vez (nesse caso, “o”, “e” e “de”);

a palavra ou frase diferente (nesse caso, “Shakespeare”);

relativamente poucas, se se lembrar de alguma, das palavras do meio da lista.

Por que ocorre similaridade de resultados? Esse padrão mostra que memória e aprendizado não trabalham da mesma forma – apesar de todas as palavras terem sido entendidas, nem todas foram lembradas.

Nossa habilidade de recordar a informação que entendemos está relacionada a vários fatores:

Tendemos a recordar as “primeiras coisas” (conhecido como o efeito primário) e as últimas coisas (conhecido como efeito da regência) com mais facilidade que as “coisas do meio”. Por isso, lembramos mais de informações do começo e do final do período de aprendizagem que do meio dele. No caso do teste de memória das palavras, “casa” e “cachorro” aparecem no começo e no final da sequência, respectivamente.

Nós aprendemos mais quando as coisas estão associadas ou ligadas de algum modo, usando uma rima, repetição ou algo que se conecte com nossos sentidos

No caso do teste de memória, as palavras repetidas incluem “o”, “e” e “de”; as palavras associadas são “árvore” e “flor” ou “casa” e “telhado”.

Nós também aprendemos mais quando as coisas são diferentes ou únicas. O nome “Shakespeare” se destaca das outras palavras e atiça a imaginação. Isso é conhecido como efeito Von Restorff.

Esse padrão de resultado mostra explicitamente que memória e entendimento não funcionam exatamente da mesma forma com a passagem do tempo – todas as palavras são entendidas; somente algumas são recordadas. As diferenças entre o modo em que a memória e o entendimento funcionam ajudam a explicar por que tantas pessoas acham que não se lembram de muita coisa após horas de aprendizado e entendimento. A razão é que a memorização tende a ficar progressivamente pior com o passar do tempo, a menos que proporcionemos breves descansos à mente.

Para que a memorização seja mantida em um nível razoável, é necessário achar o ponto em que memorização e entendimento trabalham em harmonia. Em um estudo ou trabalho normal, esse ponto ocorre em um tempo entre vinte e cinquenta minutos. Um período menor não é suficiente para que a mente aprecie o ritmo e a organização do material, enquanto um período mais longo resulta no contínuo declínio da quantidade memorizada.

 Fonte: Trecho do livro “Use sua mente – Como desenvolver o poder do seu cérebro”, de Tony Buzan

 

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