Células espelho – As células do amor

abril 23, 2012

Amar um bebê é tarefa simples. A natureza nos dotou de células-espelho, espalhadas pelo cérebro, que são responsáveis pela imitação de expressões faciais de nossos semelhantes. Suzana Herculano-Houzel, em seu livro “Por que o bocejo é contagioso”, explica que é quase impossível não rir quando outra pessoa ri para nós por causa delas, dessas células.

Elas nos conduzem a uma imitação facilitada, que faz com que leiamos com alguma precisão os sentimentos e intenções alheios, permitindo perceber quem é nosso amigo e de quem devemos nos defender.

É devido a esse tipo de células que temos sido tão eficientes em formar grupos e, graças a elas, conseguimos vencer nossa fragilidade natural. Que chance teríamos de vencer um tigre, uma cobra ou um jacaré com nossos braços, bocas e mãos? Como somos muito mais frágeis e indefesos do que esses animais, usamos nossas células-espelho para nos aliarmos uns aos outros.

Se não corremos, podemos (juntos) criar um carro, que nos leva longe de nossos predadores. Nossos olhos não enxergam longe, mas (em grupo) criamos óculos. Nossas mãos não são tão fortes como as de um gorila, mas (unidos) podemos criar armas, abater outros animais e sobreviver da caça.

Esse tipo de célula se aprimora com o uso e por isso, quando se convive em um ambiente onde há validação mútua, onde as pessoas se percebem e se respeitam, é mais fácil reconhecer os sentimentos alheios e ter consideração, o que nos leva ao respeito social e à solidariedade.

Pais participativos exercitam suas células-espelho constantemente e por isso percebem o que seus filhos sentem com mais facilidade. Sendo percebidos, esses filhos também tendem a considerar os outros com os quais convivem, sejam amigos, colegas ou professores. Pais assim têm bom-senso, ou seja, eles sentem bem seus filhos e as necessidades reais deles. E as atendem.

Por isso, compreender bem a adolescência permitirá que você não se afaste justamente no momento em que seus filhos precisam — e muito — de você.

 

Fonte: trecho do livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? – Como construir um projeto de vida JUNTOS”, de Léo Fraiman  – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

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Todo mundo quer ser jovem!

fevereiro 29, 2012

Fico espantado com o número de aparelhos, cremes e técnicas que nos são oferecidos hoje para retardar ou inibir os efeitos do envelhecimento. Nossa sociedade detesta a palavra “velho”. Preferimos as expressões “idade de ouro”, “melhor idade” e tantos outros eufemismos, tudo menos ser velho. Faz-se de tudo, gasta-se de tudo e recorre-se a tudo para evitar a passagem do tempo. Todos querem ser jovens. Sempre. De manhã, de tarde, e mais ainda, de noite.

Em vez de os filhos imitarem os pais, admirarem seu estilo de vida, como acontecia tempos atrás, hoje são os pais que desejam os programas, o corpo, as roupas e o estilo de vida dos filhos. É mais divertido, é mais gostoso, é mais leve e mais fácil. Mas tudo na vida tem seu preço. Se os pais excluem da rotina diária comportamentos, atitudes e palavras do mundo dos adultos, podem acabar perdendo a confiança dos filhos e a autoridade perante eles.

 

 

Fonte: trecho do livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora?”, de Leo Fraiman  – Integrare Editora

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O papel dos pais na educação escolar

fevereiro 1, 2012

Os filhos precisam do apoio de seus pais para alcançarem seu melhor

desempenho escolar e acadêmico. Sozinhos, nem sempre conseguem

a motivação, a disciplina e a força de vontade para realizarem seu potencial de forma plena.

Isso significa que a educação é um projeto de toda a família. Família é aquilo que nos é familiar, comum, que diz respeito a todos. Se um filho é bem-sucedido nos estudos, isso tem um impacto na vida dele, de seus pais e mesmo na sociedade, que no futuro poderá contar com uma pessoa mais bem preparada, um cidadão mais bem formado em seus valores e um profissional melhor.

Se um pai percebe que o filho tem atitudes contrárias a um bom desempenho — dorme tarde, não lê, não quer fazer as lições de casa — e deixa por isso mesmo, não tem o direito de se surpreender no final do ano. Essa atitude de descaso não é “um problema do filho” e sim uma questão de todos nós.

A vida é um ato contínuo, e as nossas ações têm consequências de complexidade e reverberação crescentes. A pessoa que somos na infância influencia o modo como chegamos à adolescência e o tipo de adolescente que somos impacta no tipo de adulto e de profissional que seremos.

Cada um cria filhos que irão impactar na vida de muitas outras pessoas, pois vivemos em uma enorme rede de interdependência social. Crescer em um ambiente sem pais participativos pode ser nocivo para o indivíduo e para toda a sociedade, é uma questão pública e não apenas privada.

 

 

Fonte: trecho do livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora?”, de Leo Fraiman – Integrare Editora

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Adversidades e frustrações – Elas existem!

novembro 28, 2011

Pais participativos devem treinar a mente de seus filhos a lidar com as adversidades e as frustrações com criatividade e paciência, além de espírito inovador. Quando isso não é feito, a química cerebral pode viciar o adolescente em uma série de hábitos perigosos, como:

Pais que entendem que o treino para lidar com a frustração é parte fundamental da formação de seus filhos estão fazendo um grande favor a eles. Esses pais os ensinam a regular seus desejos de acordo com as possibilidades reais e a buscar alternativas sadias, criativas e dignas de ser gratificados. Com isso há uma chance muito maior de não se habituarem a ser sempre atendidos, o que é algo impossível na vida real.

Fonte: Trecho do Livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora?”, de Leo Fraiman – Integrare Editora

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Compreenda a adolescência e se aproxime do seu filho na fase que ele precisa … e muito! – de você

novembro 18, 2011

Amar um bebê é tarefa simples. A natureza nos dotou de células-espelho, espalhadas pelo cérebro, que são responsáveis pela imitação de expressões faciais de nossos semelhantes.

Suzana Herculano-Houzel, em seu livro Por que o bocejo é contagioso, explica que é quase impossível não rir quando outra pessoa ri para nós por causa delas, dessas células. Elas nos conduzem a uma imitação facilitada, que faz com que leiamos com alguma precisão os sentimentos e intenções alheios, permitindo perceber quem é nosso amigo e de quem devemos nos defender.

É devido a esse tipo de células que temos sido tão eficientes em formar grupos e, graças a elas, conseguimos vencer nossa fragilidade natural. Que chance teríamos de vencer um tigre, uma cobra ou um jacaré com nossos braços, bocas e mãos? Como somos muito mais frágeis e indefesos do que esses animais, usamos nossas células-espelho para nos aliarmos uns aos outros. Se não corremos, podemos (juntos) criar um carro, que nos leva longe de nossos predadores. Nossos olhos não enxergam longe, mas (em grupo) criamos óculos. Nossas mãos não são tão fortes como as de um gorila, mas (unidos) podemos criar armas, abater outros animais e sobreviver da caça.

Esse tipo de célula se aprimora com o uso e por isso, quando se convive em um ambiente onde há validação mútua, onde as pessoas se percebem e se respeitam, é mais fácil reconhecer os sentimentos alheios e ter consideração, o que nos leva ao respeito social e à solidariedade.

Pais participativos exercitam suas células-espelho constantemente e por isso percebem o que seus filhos sentem com mais facilidade. Sendo percebidos, esses filhos também tendem a considerar os outros com os quais convivem, sejam amigos, colegas ou professores.

Pais assim têm bom-senso, ou seja, eles sentem bem seus filhos e as necessidades reais deles. E as atendem.

Crescer em um ambiente de validação mútua é um dos fatores mais relevantes para a saúde de uma pessoa. O pior dos castigos que uma pessoa pode sofrer, muito pior do que a própria agressão, é o abandono.

Pense na história da humanidade, o que se fez com as lideranças tidas como “perigosas”: o ostracismo, o isolamento e a separação do grupo sempre foi uma estratégia de enfraquecimento alheio.

Quando um preso se comporta mal, ele é mandado para a solitária.

Quando um filho se comporta mal, ele é mandado para o quarto.

O princípio é o mesmo: necessitamos de contato humano para estar bem e felizes. Ser privados disso em nosso desenvolvimento tem consequências graves em diversas áreas da vida.

Fonte: Trecho do Livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida JUNTOS”, de Leo Fraiman – Integrare Editora

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Adolescência: o “bode”, a irritação, os riscos

outubro 31, 2011

O adolescente com frequência é desconfiado, tendendo a se mostrar repentinamente chateado ou irritado, além, claro de um tanto inconsequente.

Já viu isso em algum lugar? Isso lhe aborrece?

Toda essa inquietação é quase impossível de ser dominada por completo. Quem tem filho nessa idade sabe que eles têm rodinhas nos pés e língua afiada. Isso é um reflexo da redução das conexões de uma área do cérebro chamada “núcleo acumbente”, a área responsável pela recepção da dopamina. Nessa idade, os jovens perdem cerca de um terço dos receptores desse neurotransmissor e por isso frequentemente se mostram irritadiços e “de bode”, ou de “saco cheio”.

Nesse momento, muitos pais, não aguentando a cara feia, o mau humor repentino e não entendendo que justamente nessa fase os modelos estão sendo revistos e que rever nossas verdades é fundamental para formar nossa identidade, tendem a se afastar dos filhos. Numa idade em que estar presente é essencial, apostando no imediatismo e no espontaneísmo, no fazer o que se tem vontade, os pais dizem que seus filhos não têm limites, mas são eles que se limitam cedo demais.

Limitando seu afeto e sua presença, os pais perdem a conexão de confiança com os filhos, deixando de ser para eles um bom modelo, uma boa figura de autoridade, uma referência sadia e estável, justamente numa hora delicadíssima. Isso pode gerar diversas consequências danosas, seja na vida escolar ou em outras áreas.

Fonte: Trecho do Livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida Juntos”, de Leo Fraiman – Integrare Editora

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Filhos e a onda de consumismo e permissividade

outubro 11, 2011

As crianças e adolescentes de hoje querem cada vez mais e se mostram cada vez menos pacientes. Os pais dão cada vez mais e treinam cada vez menos os filhos em habilidades que promoveriam um amadurecimento sustentável. Se há vinte anos era comum esperar o Natal para pedir aquela bicicleta ou um brinquedo especial, hoje, a cada passeio ou ida à videolocadora ganha-se um mimo.

Muitos acabam não dando bola e atendem às chantagens dos filhos, comprando tudo o que eles querem para evitar brigas ou conflitos.

Cada vez mais os pais fazem as vontades das crianças nos mais diversos contextos: nos supermercados, nas locadoras, nos postos de gasolina e onde mais existir uma possibilidade de agradar.

Educar de forma participativa, formar filhos com autonomia e atitude empreendedora custa muito menos e vale muito mais.

Se é difícil dizer não (e aceitar a cara feia deles), é muito mais difícil lidar com um filho viciado: seja em fazer nada, seja em querer tudo. O vício machuca o corpo, reprime a mente e aprisiona a alma.

Fonte: Trecho do Livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? – Como construir um projeto de vida Juntos”, de Leo Fraiman – Integrare Editora

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