O bebê vai à praia. (por Lô Galasso)

janeiro 15, 2016

Até ter seu primeiro filho, a mãe provavelmente tinha tempo e disposição para empastelar-se com loções ou cremes de bronzear, ler, fazer palavras-cruzadas ou simplesmente ficar preguiçosamente sentada sob o guarda-sol, observando a galeria de tipos que desfilam por uma praia.

 

Com um filho pequeno, outros passatempos e jogos farão parte de seus momentos à beira-mar. Um desses jogos consiste em segurar as mãozinhas do bebê sempre antes de ele levá-las (cheias de areia, natural mente) à boca ou aos olhos. Para conseguirem um bom escore nesse jogo, é preciso que a mãe e o pai tenham perfeita coordenação psicomotora, boa capacidade de concentração e, principalmente, que como num jogo de tênis, não se deixem distrair por qualquer outro foco de atenção.

 

Outro passatempo a que a grande maioria das mães se dedica é o “segura-bebê”. Consiste em estar sempre junto do bebê, segurando-o pela cintura ou pelas mãos, na beirada da água. Esse passatempo pode ser praticado de duas formas:

 

a mãe fica sentada, ajoelhada ou acocorada junto do bebê, e ambos se divertem a valer ao verem-se literal mente empanados, com uma mistura de 90% de areia e 10% de água salgada (isso se estiverem numa praia não poluída);

 

a mãe fica em pé, com o tronco curvado para a frente, segurando o bebê pelas mãozinhas (posição preferida pela maioria). Como essa brincadeira costuma agra dar sobremaneira o bebê, podendo portanto durar horas, convém que a mãe proteja certas partes de seu corpo, que, por não estarem comumente tão expostas ao sol, podem sofrer queimaduras indesejáveis.

 

E bom divertimento!

 

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Fonte: livro “Ser mãe é sorrir em parafuso”, de Lô Galasso. Integrare Editora

 

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Células espelho – As células do amor

abril 23, 2012

Amar um bebê é tarefa simples. A natureza nos dotou de células-espelho, espalhadas pelo cérebro, que são responsáveis pela imitação de expressões faciais de nossos semelhantes. Suzana Herculano-Houzel, em seu livro “Por que o bocejo é contagioso”, explica que é quase impossível não rir quando outra pessoa ri para nós por causa delas, dessas células.

Elas nos conduzem a uma imitação facilitada, que faz com que leiamos com alguma precisão os sentimentos e intenções alheios, permitindo perceber quem é nosso amigo e de quem devemos nos defender.

É devido a esse tipo de células que temos sido tão eficientes em formar grupos e, graças a elas, conseguimos vencer nossa fragilidade natural. Que chance teríamos de vencer um tigre, uma cobra ou um jacaré com nossos braços, bocas e mãos? Como somos muito mais frágeis e indefesos do que esses animais, usamos nossas células-espelho para nos aliarmos uns aos outros.

Se não corremos, podemos (juntos) criar um carro, que nos leva longe de nossos predadores. Nossos olhos não enxergam longe, mas (em grupo) criamos óculos. Nossas mãos não são tão fortes como as de um gorila, mas (unidos) podemos criar armas, abater outros animais e sobreviver da caça.

Esse tipo de célula se aprimora com o uso e por isso, quando se convive em um ambiente onde há validação mútua, onde as pessoas se percebem e se respeitam, é mais fácil reconhecer os sentimentos alheios e ter consideração, o que nos leva ao respeito social e à solidariedade.

Pais participativos exercitam suas células-espelho constantemente e por isso percebem o que seus filhos sentem com mais facilidade. Sendo percebidos, esses filhos também tendem a considerar os outros com os quais convivem, sejam amigos, colegas ou professores. Pais assim têm bom-senso, ou seja, eles sentem bem seus filhos e as necessidades reais deles. E as atendem.

Por isso, compreender bem a adolescência permitirá que você não se afaste justamente no momento em que seus filhos precisam — e muito — de você.

 

Fonte: trecho do livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? – Como construir um projeto de vida JUNTOS”, de Léo Fraiman  – Integrare Editora

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Ter tudo ou nada desmotiva o estudo

março 2, 2012

Um dos maiores prazeres do professor é acolher um aluno com vontade de aprender. Infelizmente, na realidade brasileira, a maioria dos alunos está mais interessada em diplomas do que na aprendizagem em si. Encontramos pessoas vivendo no Brasil inteiro, em aglomerações que vão de pequenas vilas, bairros periféricos e cidades pequenas – onde o futuro é pouco promissor – a grandes centros metropolitanos, onde são numerosas as oportunidades para todos os tipos de competências profissionais.

Onde quer que essas pessoas estejam localizadas, elas podem ser divididas em três grandes grupos:

 

1 Parados, que Marcam Passos no local e que até para aprender são lentos;

2 Movimentados, que dão pequenos Passos Além, mas que não saem do local e só aprendem o suficiente para melhorar suas vidas;

3 Migrantes, que dão grandes Passos Além, predispostos a sair do seu local de origem, bairro, cidade ou estado em busca de algo que até então não encontraram, dispostos a aprender o que for necessário para conseguir o que querem.

 

 

Fonte: trecho do livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba  – Integrare Editora

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Todo mundo quer ser jovem!

fevereiro 29, 2012

Fico espantado com o número de aparelhos, cremes e técnicas que nos são oferecidos hoje para retardar ou inibir os efeitos do envelhecimento. Nossa sociedade detesta a palavra “velho”. Preferimos as expressões “idade de ouro”, “melhor idade” e tantos outros eufemismos, tudo menos ser velho. Faz-se de tudo, gasta-se de tudo e recorre-se a tudo para evitar a passagem do tempo. Todos querem ser jovens. Sempre. De manhã, de tarde, e mais ainda, de noite.

Em vez de os filhos imitarem os pais, admirarem seu estilo de vida, como acontecia tempos atrás, hoje são os pais que desejam os programas, o corpo, as roupas e o estilo de vida dos filhos. É mais divertido, é mais gostoso, é mais leve e mais fácil. Mas tudo na vida tem seu preço. Se os pais excluem da rotina diária comportamentos, atitudes e palavras do mundo dos adultos, podem acabar perdendo a confiança dos filhos e a autoridade perante eles.

 

 

Fonte: trecho do livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora?”, de Leo Fraiman  – Integrare Editora

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O papel dos pais na educação escolar

fevereiro 1, 2012

Os filhos precisam do apoio de seus pais para alcançarem seu melhor

desempenho escolar e acadêmico. Sozinhos, nem sempre conseguem

a motivação, a disciplina e a força de vontade para realizarem seu potencial de forma plena.

Isso significa que a educação é um projeto de toda a família. Família é aquilo que nos é familiar, comum, que diz respeito a todos. Se um filho é bem-sucedido nos estudos, isso tem um impacto na vida dele, de seus pais e mesmo na sociedade, que no futuro poderá contar com uma pessoa mais bem preparada, um cidadão mais bem formado em seus valores e um profissional melhor.

Se um pai percebe que o filho tem atitudes contrárias a um bom desempenho — dorme tarde, não lê, não quer fazer as lições de casa — e deixa por isso mesmo, não tem o direito de se surpreender no final do ano. Essa atitude de descaso não é “um problema do filho” e sim uma questão de todos nós.

A vida é um ato contínuo, e as nossas ações têm consequências de complexidade e reverberação crescentes. A pessoa que somos na infância influencia o modo como chegamos à adolescência e o tipo de adolescente que somos impacta no tipo de adulto e de profissional que seremos.

Cada um cria filhos que irão impactar na vida de muitas outras pessoas, pois vivemos em uma enorme rede de interdependência social. Crescer em um ambiente sem pais participativos pode ser nocivo para o indivíduo e para toda a sociedade, é uma questão pública e não apenas privada.

 

 

Fonte: trecho do livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora?”, de Leo Fraiman – Integrare Editora

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Filhos consumistas

janeiro 30, 2012

“Meus filhos são consumistas!” – reclamam muitos pais.

Mas quem são os responsáveis pelas crianças? Elas não consomem sozinhas, faz parte do ser humano querer tudo o que vê – isso desde criança –, assim como faz parte da vida pedir. Pedir não custa nada. A criança pede o que quiser, porque lhe é natural pedir.

O custo é repassado para os pais que assumem o ônus desses pedidos sem educá-la corretamente. Assim é que parece natural à criança ter o que quer.

Portanto, são os pais que ajudam os filhos a educarem o consumismo.

Esse é um vício que os pais desenvolveram nos filhos porque a eles se submeteram. Na realidade, os pais têm um outro vício: o de não educar os desejos, separando-os das necessidades.

Para um consumista, o desejo é sua necessidade. O estabelecimento dos limites entre desejos e necessidades cabe aos pais. Se os pais respondem: “Agora não!”, a criança sabe que este “não” vale para agora. Quem sabe daqui a pouco pode? – Daí, logo em seguida pede outra vez, pois não tem muita noção do tempo.

Já atendi pais que fizeram sacrifícios no orçamento doméstico para comprar mais um par de tênis de marca para o filho único deixar jogado em casa depois de pouco uso. A responsabilidade dessa compra equivocada é dos pais e não de um filho financeiramente dependente deles. E o grande drama é que o consumista nunca é feliz, pois desvaloriza o que tem para sofrer com o que “ainda não tem”.

 

 

Fonte: trecho do livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Não quero trabalhar no inferno!

janeiro 11, 2012

Era mais um daqueles dias que gostaríamos de esquecer.

Logo pela manhã o trânsito já sinalizava que as coisas não caminhariam bem. O carro da frente insistia em perambular pela rua com uma lentidão torturante. Justo naquele dia que ele precisava chegar mais cedo ao escritório para finalizar um relatório que, de tanta pressão que recebeu para entregar, parecia ser a salvação do planeta.

Até mesmo ouvir o noticiário no rádio trouxe uma refinada dose de autopunição. Cada matéria, escolhida pelos jornalistas naquele início de manhã, revelava uma desgraça ou uma injustiça ocorridas recentemente. O cenário fora do carro também não era muito animador. Os ônibus e as lotações passavam abarrotados de pessoas espremidas e sufocadas.

Nenhum sorriso, nenhuma alegria, apenas rostos angustiados e concentrados em seu próprio universo, talvez apenas esperando que aquele dia acabasse logo.

Quando ele chegou ao seu trabalho, descobriu que, durante a madrugada, um problema nos computadores destruíra o relatório que havia preparado durante a semana.

Assim, aquilo que seria uma simples revisão se tornou um castigo imenso, comprometendo as outras atividades do dia, inclusive o almoço de reencontro com um antigo colega de escola.

Voltando para sua casa no fim do dia, sentia uma sensação de déjàvu, pois os carros lentos, os ônibus lotados e os rostos angustiados faziam novamente parte do cenário.

O único pensamento que conseguia formular sobre isso era o de que não havia nada de novo, tudo sempre fora assim.

Ao chegar em casa, depois de estacionar seu carro, encontrou um vizinho simpático que lhe perguntou:

– Como vai, vizinho?

A resposta saiu sem energia e quase automática:

– Vou indo…

O vizinho não quis ampliar a conversa, talvez por receio de se contaminar com a falta de entusiasmo da resposta.

Ao entrar em casa, ele foi recebido por um garoto que não tinha altura suficiente para um cumprimento mais próximo e, sendo seu filho, curvou‑se para dar‑lhe um beijo.

O movimento revelou-se traumático, pois seu corpo sedentário não lhe proporcionava a flexibilidade de outros tempos. O sedentarismo também determinou suas próximas ações, fazendo que o prometido jogo de bola com o filho fosse novamente adiado para outra ocasião.

Digeriu o jantar durante uma nova dose de autopunição, dessa vez proporcionada pelo telejornal. Depois de cochilar no sofá por alguns instantes, entregou seu corpo para a sedutora cama, começando seu sono com imagens e pensamentos das atividades que realizaria no dia seguinte.

Muitos anos se passaram, e essa rotina foi se cristalizando de tal forma que parecia fazer todo sentido. Quando era questionado sobre sua vida, ele sempre respondia:

– Vou indo…

Quando seu filho já tinha altura para cumprimentá‑lo sem que isso representasse um esforço físico, ele foi surpreendido por uma pergunta:

– Pai, sempre vejo você cansado, chateado, esgotado. Você não parece feliz! E para onde está “indo”, quando as pessoas cumprimentam você?

Ele não tinha uma resposta pronta, mas tentou esboçar um argumento que pudesse ser coerente:

– Filho, eu sigo minha vida, vou indo para onde todos nós vamos. Gostaria de ser mais feliz, sim, mas o meu trabalho é um inferno. Quando chego de lá, estou completamente acabado. Desde que assumi a chefia do departamento, não tenho tempo para mais nada. Gasto parte de minhas energias cuidando de garantir o meu emprego, pois minha posição é muito cobiçada por causa dos privilégios que tenho – também, com tantas responsabilidades, alguma coisa eu precisava ter de vantagem. Mas a verdade é que eu não vejo a hora de me aposentar e sair de lá. Aí eu vou ser feliz!

Antes que o filho comentasse, ele perguntou:

– Mas e você, meu filho, o que pensa em fazer da vida?

Pra onde vai?

O jovem respondeu:

– Pai, não sei pra onde vou no futuro, mas uma coisa eu posso lhe garantir, vou pensar muito antes de querer ser chefe. Talvez eu queira ter outro tipo de trabalho, em que possa apenas realizar projetos e não ficar lutando por cargos. Não sei se conseguirei, mas de uma coisa já tenho certeza: não vou mandar meu currículo para sua empresa, pois eu quero ser feliz antes de me aposentar. Não quero trabalhar no inferno!

 

 

 

 

Fonte: trecho do livro “Geração Y – Ser Potencial ou Ser Talento? Faça por merecer” de Sidnei Oliveira – Integrare Editora

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