O bebê vai à praia. (por Lô Galasso)

janeiro 15, 2016

Até ter seu primeiro filho, a mãe provavelmente tinha tempo e disposição para empastelar-se com loções ou cremes de bronzear, ler, fazer palavras-cruzadas ou simplesmente ficar preguiçosamente sentada sob o guarda-sol, observando a galeria de tipos que desfilam por uma praia.

 

Com um filho pequeno, outros passatempos e jogos farão parte de seus momentos à beira-mar. Um desses jogos consiste em segurar as mãozinhas do bebê sempre antes de ele levá-las (cheias de areia, natural mente) à boca ou aos olhos. Para conseguirem um bom escore nesse jogo, é preciso que a mãe e o pai tenham perfeita coordenação psicomotora, boa capacidade de concentração e, principalmente, que como num jogo de tênis, não se deixem distrair por qualquer outro foco de atenção.

 

Outro passatempo a que a grande maioria das mães se dedica é o “segura-bebê”. Consiste em estar sempre junto do bebê, segurando-o pela cintura ou pelas mãos, na beirada da água. Esse passatempo pode ser praticado de duas formas:

 

a mãe fica sentada, ajoelhada ou acocorada junto do bebê, e ambos se divertem a valer ao verem-se literal mente empanados, com uma mistura de 90% de areia e 10% de água salgada (isso se estiverem numa praia não poluída);

 

a mãe fica em pé, com o tronco curvado para a frente, segurando o bebê pelas mãozinhas (posição preferida pela maioria). Como essa brincadeira costuma agra dar sobremaneira o bebê, podendo portanto durar horas, convém que a mãe proteja certas partes de seu corpo, que, por não estarem comumente tão expostas ao sol, podem sofrer queimaduras indesejáveis.

 

E bom divertimento!

 

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Fonte: livro “Ser mãe é sorrir em parafuso”, de Lô Galasso. Integrare Editora

 

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Um hilariante e real relato do primeiro banho do bebê. (por Lô Galasso)

outubro 30, 2015

Aqui você tem duas alternativas: ou reúne toda a coragem, se concentra, reza um Pai-Nosso e decide dar você mesma, junto com o seu parceiro, o primeiro banho em seu bebê, ou pede o penico para alguma mãe-veterana que esteja disponível (sua mãe, sua sogra, uma amiga, a vizinha do lado…). No segundo caso, você estará apenas adiando a sua estreia, que provavelmente será penosa da mesma forma mais tarde. No primeiro caso, você vivenciará uma das experiências sudoríficas mais intensas de toda a sua vida.

Aliás, nessa fase, a mulher readquire a consciência de que a Terra e a humanidade são predominantemente compostas de líquido: você ingere muito líquido (para ajudar na produção do leite); o bebê só ingere líquido; as fezes do bebê são praticamente líquidas; com frequência você se vê embebida no líquido de sua própria transpiração; como muitas mulheres nesse período, talvez experimente suores noturnos; e certamente, como todas as mães, será contemplada de tempos em tempos com pequenos jatos de líquido morno em diferentes lugares do corpo.

Você resolve dar o primeiro banho no bebê, põe a banheirinha para encher e começa a organizar, em ordem de utilização, todas as roupinhas e apetrechos a serem usados durante e após o banho. Seu marido ficou encarregado de preparar o material para o curativo do umbigo. “Pô, cadê o álcool?” – ele pergunta várias vezes seguidas. Você então lhe refresca a memória, dizendo que foi ELE quem comprou as bolas de algodão, as compressas de gaze E o álcool… Ele avisa que está indo até a farmácia buscar outro frasco de álcool.

Ao conferir o status da banheira… CRUZES!!!… Você corre e fecha o chuveirinho, evitando por pouco que a água transborde. E a julgar pela fumaça que se desprende daquela água, ELA ESTÁ PELANDO!… E agora, QUÊ QUE EU FAÇO??!! – você olha pra todos os objetos do recinto em busca de uma resposta. Como vou temperar essa água, agora? É claro que com um pouco de água fria, sua anta, mas a água tá tão quente que um pouco de água fria não vai adiantar, tem que ser um monte de água fria, e aí não vai caber. Então vou ter que enfi ar o braço aí dentro pra tirar a tampa… Com certeza isso não deveria acontecer. Com certeza ninguém nunca teve que enfiar um braço inteiro numa banheirinha pra tirar a tampa, antes do banho, justo no primeiro banho do bebê… Se eu enfiar o braço todo aí nessa água com certeza vou contaminar a água e o umbigo, meu Deus!… Filhinho, acho que vou enrolar você na toalha e ligar pro pediatra. E cadê o seu pai, QUE NÃO CHEGA NUNCA???!!!

Felizmente a leoa que toda mãe de primeira viagem tem dentro de si reage, ruge, e você decide lavar o braço na pia, enfiá-lo na banheira, tirar a tampa, deixar escoar 85% da água quente, tampar de novo, colocar água fria só o suficiente para tornar a temperatura morna, e… Segurar aquele bebezinho frágil e descoordenado dentro da banheirinha é o próximo esforço altamente mobilizador. “E se ele escapar da minha mão e se afogar nessa água?!”, vai raciocinando você angustiada, enquanto cuida de não deixar entrar água nos ouvidos ou sabonete nos olhos do bebê.

Se tiver a oportunidade de subir numa balança antes e depois do primeiro banho, você vai notar que já emagreceu pelo menos uns trezentos gramas, o que favorecerá uma elevação do seu moral… E o que é ainda melhor: durante os próximos banhos, você certamente ainda vai transpirar um bocado!

Mas, como em tantas outras questões existenciais e práticas da vida, o tempo é um precioso aliado: passadas a insegurança e a falta de jeito dos primeiros dias, o banho vai se tornando um momento de enorme prazer e alegre interação entre os pais e o bebê.

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Fonte: livro “Ser mãe é sorrir em parafuso”, de Lô Galasso. Integrare Editora

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Pesadelos e terrores noturnos. (por Michel Cohen)

outubro 16, 2015

Se seu filho acorda chorando depois de dormir profundamente e conta o que acabou de acontecer no sonho, isso é um pesadelo. Quando ele repentinamente fica de pé no berço chorando ao máximo com os olhos escancarados, mas ainda está dormindo e não tem consciência da sua presença, isso é um terror noturno.

No primeiro caso, você pode tranquiliza-lo dizendo que a Branca de Neve não estava em perigo, mas, no segundo caso, a Rainha Malvada continua perseguindo a futura princesa, mesmo que você esteja bem do lado do berço tentando consolá-lo. Tanto os pesadelos quanto os terrores noturnos são normais entre as idades de 3 a 6 anos. Essas fantasias noturnas podem ser exacerbadas por qualquer coisa que estimule a imaginação da criança: aquele vídeo que pareceu tão bonitinho para você pode ter criado raízes na mente da criança e desencadeado um cenário assustador.

Nas primeiras vezes que seu filho tiver um pesadelo, tanto você quanto ele vão ficar apavorados. Tranquilize-o, mas coloque-o imediatamente na cama. Procure não conversar muito sobre o sonho naquele instante e mesmo na manhã seguinte: focar no sonho apenas vai validar seus temores e fazer que se repita. Se ele insistir em falar sobre o sonho, explique em poucas palavras que foi apenas um sonho e não tem nada a ver com a realidade.

Quando seu filho tiver terrores noturnos, segure-o se ele deixar, mas não o acorde. Você só criará maiores dramas. Quando parar de sonhar, ele se deitará imediatamente e entrará no seu próximo ciclo do sono, feliz como nunca.

Saiba que uma criança que apresenta esse tipo de distúrbio pode tornar-se problemática se você fizer uma tempestade em copo d’água com relação a pesadelos. Se acender a luz, trouxer leite e bolachas, fizer seu filho escutar música calma, ele terá pesadelos todas as noites. Se você sistematicamente leva-lo para a sua cama, ficará surpreso em ver quão rapidamente ele vai se acostumar à nova rotina.

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Fonte: livro “The New Basics”, de Michael Cohen. Integrare Editora

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O reizinho da família. (por Maria Tereza Maldonado)

agosto 10, 2015

Ana Cláudia desabafa: “Não agüento mais meu filho! Agora me arrependo de tê-lo criado tão cheio de vontades. Primeiro filho, primeiro neto dos dois lados, as famílias achando tudo o que ele fazia uma gracinha. Parei de trabalhar para ficar totalmente disponível. Moral da história: o reizinho é um tirano. Faz cenas horríveis quando é contrariado. Brigo com ele, grito, mas não adianta”.

Essa é a queixa de pais que criaram os filhos na base da lei do desejo, e não da lei do consenso. O filho cresce achando-se no direito de sempre ocupar o primeiro lugar e pensando que os outros são seus súditos, que existem para satisfazer seus desejos. Não desenvolve a capacidade de perceber as necessidades dos outros e respeitá-los; não suporta a frustração e não consegue esperar. Por isso, não é capaz de construir um bom convívio, regido pela lei do consenso: dar um pouco do que cada um quer, para que todos tenham vez.

A crescente exigência do reizinho torna os familiares frustrados e enraivecidos; passam a brigar e a reclamar da criança solicitadora, insistente, insuportável. O clima do convívio fica difícil e a criança acaba se sentindo rejeitada e infeliz.

A melhor maneira de prevenir essa situação é dar à criança, desde pequena, a noção de que ela é importante, mas não é a única pessoa no mundo que tem o direito de ser atendida. Os outros têm o mesmo direito. Essa é a base da relação de troca, do dar-e-receber que permite o desenvolvimento da bondade, da gentileza e da tolerância. Dizer “Agora não”, “Já li essa história três vezes para você, agora chega” são frases que provocam frustrações necessárias, dentro da realidade de que nem tudo acontece na hora em que a gente quer ou do jeito que desejamos. Desenvolver a consideração pelos outros e por si mesmo conduz ao equilíbrio e a maiores possibilidades de satisfação. A capacidade de esperar é a base do bom planejamento; a capacidade de tolerar frustrações é a base da aprendizagem, pois é preciso persistir e suportar os erros até adquirir o conhecimento ou a habilidade de fazer o que nos propomos.

O que leva os familiares a tratar a criança como reizinho? Comumente, os sentimentos de pena e de culpa (porque a criança é adotada, ou nasceu doente, ou os pais se separaram, ou a mãe trabalha o dia inteiro etc.) criam a necessidade de compensá-la realizando a maioria dos seus desejos. Os outros motivos são: pensar que vai conquistar o amor do filho fazendo tudo o que ele quer; ter passado por privações ou ter se sentido pouco atendido, dando ao filho tudo o que gostaria de ter recebido; achar que ser bom pai ou boa mãe é atender a todos os pedidos dos filhos.

No entanto, é bom lembrar que essa conduta é prejudicial para o filho. O amor envolve não somente a atenção e o atendimento às necessidades da criança, mas também o preparo para que ela viva no mundo com os outros.

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Fonte: livro “Cá entre nós: na intimidade das famílias”, de Maria Tereza Maldonado – Integrare Editora

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Na educação, a firmeza também é uma representação do amor. (por Leo Fraiman)

julho 24, 2015

O amor, a doação e a expansão afetiva são importantes, mas o que seria de uma linda flor se ela não tivesse um caule firme, que lhe desse estrutura?

Há quem pense que os pais devem ser ou amorosos ou firmes, como se essas forças fossem contraditórias. Ao contrário do que se pensa, o amor é complementado pela firmeza, pelo limite, pela definição. Esta força estaria representada na mão esquerda. É a mão da rigidez, que direciona a força do amor que se tem e se quer doar. É a força que ajuda a saber a hora, o jeito e a intensidade certa das palavras, das regras, dos limites.

O cinto de segurança protege um filho de uma batida. As regras de um esporte ajudam a dar a mesma oportunidade a todos os envolvidos no jogo. A disciplina promove a concretização de nossos objetivos, driblando a falta de vontade que ocasionalmente visita a mente durante a realização de metas importantes.

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Fonte: livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida Juntos”, de Leo Fraiman. Integrare Editora

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Quanto tempo de sono os filhos precisam à noite? (por Dr. Michael Cohen)

junho 12, 2015

Os pais sempre me perguntam de quanto tempo de sono seus filhos precisam à noite.

Não há um número mágico; varia de criança para criança. A média para todas as crianças, até o terceiro ou quarto mês de vida, é de oito a dez horas ininterruptas, mas isso depende de quanto elas dormem durante o dia. A hora ideal para obrigar seu filho a ir para a cama é quando os pais tiveram a oportunidade de brincar e ler com ele, depois dizer boa-noite e ter tempo para eles mesmos e um com o outro. Por isso, se um dos pais ou ambos voltarem para casa tarde do trabalho, vale a pena atrasar o horário de dormir (motivo plausível).

Acho que as crianças que vão à escola dificilmente acordam felizes se foram para a cama depois das 22 horas na noite anterior.

O pior motivo para deixar uma criança acordada até tarde é porque ela não quer ir para a cama. Uma criança pode lutar contra o sono só para ficar acordada e ativa, mas os pais devem ser firmes.

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Fonte: livro “The new basics: o que você precisa saber para cuidar bem de seu filho, de A a Z”, de Michel Cohen. Integrare Editora

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Preparativos para amamentação (por Vitória Pamplona, Tomaz Pinheiro da Costa e Marcus Renato de Carvalho)

maio 13, 2015

Já está comprovado que não é necessário preparar as mamas para o aleitamento, com aqueles exercícios de esfregar buchas e toalhas nos bicos dos peitos (mamilos). Durante a gravidez, a natureza prepara as glândulas mamárias, fazendo com que elas cresçam até quatro vezes mais. A parte escura ao redor do mamilo (a aréola) fica resistente, o que a torna menos sensível. Você notará aí uns “carocinhos”, como se fossem acnes. São as glândulas de Montgomery (uma derivação especial das glândulas sebáceas da pele) que nesta fase se tornam maiores e mais numerosas, produzindo uma oleosidade especial, que faz com que os mamilos e aréola fiquem mais lubrificados e protegidos. Por isso, você não precisa passar nenhuma substância – creme ou pomada nas aréolas ou mamilos. Em mulheres com a pele muito branca, fina e sensível, os banhos de sol pela manhã podem ser úteis. Você pode usar cremes em massagens nas mamas, porém não na aréola.

O imprescindível é preparar a “cabeça” dos pais, de modo que saibam a importância da amamentação e do leite materno, como o leite é produzido e fica disponível para o bebê, e as técnicas de como dar o peito.

O sutiã é recomendado durante a gestação em razão do grande aumento do volume mamário, para dar sustentação, e melhorando futuramente a saída do leite. Use, de preferência, um sutiã de algodão que tenha uma “base” de apoio larga.

Caso você tenha um ou os dois bicos do peito para dentro ou achatados (mamilos invertidos ou planos) saiba que isto não impedirá a amamentação. O bebê, como veremos mais adiante, tem que abocanhar toda a parte escura ao redor do mamilo e isto fará com que o leite flua. Converse com seu pré-natalista, peça que examine suas mamas e indique exercícios especiais, se for o caso.

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Fonte: livro “Da gravidez à amamentação – o dia a dia de um importante período de nossas vidas”, de Vitória Pamplona, Tomaz Pinheiro da Costa e Marcus Renato de Carvalho – Integrare Editora

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