A essência da mudança

abril 16, 2012

Que a mudança é a única coisa permanente, todos já sabemos bem. Também sabemos que não dá para controlar a mudança, gerenciá-la, conduzi-la, manipulá-la, defini-la ou tentar outras formas de tomar posse do processo da vida. Tudo flui e a realidade vai se descortinando em novos cenários que nem sonhávamos em encontrar.

Não dá para antecipar o que desconhecemos. As circunstâncias se apresentam de um jeito tão inédito, inesperado e singular que a nossa imaginação, por mais prodigiosa que seja, é incapaz de predizer. Mesmo sabendo de tudo isso, temos a tendência a desejar, às vezes até ardentemente, que “determinada coisa” aconteça, ainda que seja uma opção no limite de nossa ignorância.

Desejamos aquilo que conhecemos, que é superlimitado, porém julgamos que o que queremos é o melhor dos mundos. Quando o que almejamos não acontece, tendemos a considerar o que de fato ocorreu como um erro, algo que não foi desejado, esperado nem antecipado e, portanto, incorreto. De onde tiramos essa ideia?

Diante de um evento da vida que julgamos inadequado, costumamos pedir ardentemente que as circunstâncias mudem. Queremos que aquilo acabe, que não seja mais daquela forma, que o que desejamos aconteça logo para nos tirar daquela dor, angústia ou ansiedade. Essa é a forma de expressar nosso desejo de controle. Oramos a um Ser Superior, uma entidade sutil, etérea, enfim, algo ou alguém que não é “deste mundo”, imaginando que, ao pedirmos ou protestarmos, poderemos ser ouvidos e atendidos em nossos desejos. Uma espécie de SAC cósmico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: trecho do livro “O foco define a sorte – A forma como enxergamos o mundo  faz o mundo que enxergamos”, de Dulce Magalhães – Integrare Editora

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Escolhas criam realidades

fevereiro 6, 2012

É interessante compreender como nomeamos as coisas para conhecer melhor seus significados. A palavra “azar”, em português, é literalmente o oposto de sorte, mas em francês significa “acaso”. Denominamos os jogos aleatórios como “jogos de azar” e uma das expressões de nossa língua é “deixar ao azar”. Se analisarmos esses significados, veremos que, enquanto azar é aquilo que não elegemos, que deixamos acontecer ao acaso, seu oposto, a sorte, é o exercício de nossas escolhas. Quando definimos o que queremos e nos colocamos nessa trilha, estamos exercitando nossa sorte.

Sorte não é algo aleatório, casual. É fruto de um plano mestre de seguir um roteiro prévio, de estabelecer padrões e parâmetros e segui‑los.

Sorte é uma construção produto de nossas escolhas. Assim, vale a pena refletir um pouco sobre o assunto.

Fonte: trecho do livro “O foco define a sorte – A forma como enxergamos o mundo faz o mundo que enxergamos”, de Dulce Magalhães – Integrare Editora

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Transcendendo as ilusões

dezembro 21, 2011

Uma critica, por exemplo, não deveria ser vista como nada alem disso. Pode ser ferina, honesta, maldosa, construtiva etc., mas é apenas uma crítica, não uma definição da pessoa, nem mesmo uma síntese da verdade. Acreditamos que a critica pode definir e rotular uma pessoa, estabelecendo um limite ou uma condição de ser e agir. Essa é outra questão, que não pode ser confundida com critica.

Vemos através dos véus da ilusão que nossos modelos mentais nos dão. Definimos interiormente o que é prosperidade, sucesso, realização, solução, problema, enfim, tudo o que diz respeito à vida, e passamos a agir de acordo com esses padrões internos considerados verdades absolutas.

Fonte: trecho do livro “O Foco Define a Sorte” de Arthur Bender – Integrare Editora

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Ganhar ou perder, errar ou acertar.

novembro 30, 2011

Ganhar ou perder, errar ou acertar, tudo isso é apenas ilusão, situações transitórias em uma realidade fugaz. Vivemos tudo isso só para aprender mais sobre nós mesmos, o que queremos e quem somos. Nada é para ter, guardar, perder; tudo é apenas para aprender.

Entretanto, vivemos a ilusão da posse e até guerreamos por ela, vivemos a ilusão do acúmulo já sabendo que não poderemos carregar nada para além desta existência.

Confundimos “ter” com “viver” e passamos boa parte de nossa vida em uma busca incessante por obter mais e mais: uma casa, depois uma casa melhor e maior; um carro, depois um carro mais confortável ou luxuoso; mais roupas, sapatos, livros, diplomas, contatos superficiais. É tanta busca fora, tantas aspirações ilusórias, que nos esquecemos de olhar para nós mesmos e nos perguntar o que é mais importante, deixando de perceber que nao há objeto que possa substituir a sensação e o sentimento de verdadeira vida.

Esse talvez seja o maior e mais significativo desafio para ganharmos foco, o ajuste preciso dos valores, das prioridades. É preciso ter em mente que o tempo passa!

E como passa. Mais rápido do que gostaríamos, mais lentamente do que sabemos, mais intensamente do que somos capazes de sentir.

Fonte: Trecho do Livro “O Foco define a Sorte – A forma como enxergamos o mundo faz o mundo que enxergamos”, de Dulce Magalhães – Integrare Editora

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Foco não é monotonia!

novembro 25, 2011

Ter foco não é se tornar monótono, um samba de uma nota só. Ao contrário, é ser mais diverso, mais criativo, mais curioso, um buscador por excelência. É preciso acolher e viver o novo, ao menos de vez em quando. E, especialmente, é preciso ser capaz de abrir mão do que nao se quer para chegar ao que se quer. Por vezes, o melhor que podemos fazer por nós mesmos é, simplesmente, parar. Deixar de levar e deixar-se levar. Desistir nao quer dizer fracassar, pode ser o reconhecimento de que algo apenas deixou de ter sentido.

Mudar de curso, como um rio, para continuar em direção à união com o vasto mar. Tornar-se maior depende de ser capaz de fluir pela vida, sem se estagnar em certos modelos rotinas, compromissos ultrapassados, deveres impostos.

Há uma missão maior: alcançar a si mesmo, realizar-se.

 

Fonte: Trecho do Livro “O Foco define a Sorte – A forma como enxergamos o mundo faz o mundo que enxergamos”, de Dulce Magalhães – Integrare Editora

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TEMPO: 24 horas

novembro 9, 2011

O tempo diário tem uma energia de começo e fim de ciclo, de renovação, que não podemos desperdicar. Ao final de cada dia há uma espécie de  fechamento de contas e balanço do dia, um tempo para olhar o que fizemos e pensar no que desejamos fazer. É sempre tempo de avaliação e de planejamento.

Todos os dias são oportunidades em potencial para planejar e realizar mudanças; contudo, devemos nos colocar no espírito certo, de pensar sobre o que foi e o que queremos que seja, enfim, cada dia é um tempo propício para exercitar o maravilhoso poder de escolher o futuro que queremos viver.

Fonte: Trecho do Livro “O foco define a Sorte – A forma como enxergamos o mundo faz o mundo que enxergamos”, de Dulce Magalhães – Integrare Editora

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Bolha de sabão – o retrato de uma existencia

novembro 7, 2011

Uma bolha de sabão surge do sopro, é matéria altamente perecível e impermanente, é translúcida e reflete tudo o que está ao redor.

Esse parece ser o retrato perfeito de uma existência. Surge do sopro fecundo da vida, vai se modificar e fenecer e, assim como reflete tudo o que está ao redor, também contém, dentro dessa bolha transparente de vida, todas as coisas que espelha.

Tudo passa, já sabemos, o bom e o ruim, o mais espetacular e o mais desastroso.

Tudo é impermanente, mas seja qual for a expressão do instante ele é o retrato milimétrico da realidade. Não há nada fora do agora. Tudo está aqui, todo o potencial, todas as experiências, todo o conhecimento, toda a capacidade, toda a vida.

Podemos acreditar que haverá outro momento, outro tempo, outra oportunidade, mas nossa única certeza mesmo é deste exato, restrito e fugidio instante. No mais, é o ilusório desejo de que da máquina cósmica da qual saem as bolhas do instante continuem surgindo mais e mais bolhas em que possamos navegar na realidade presente. Vamos tendo a sorte de continuar recebendo as bolhas do momento, mas em alguma hora essas bolhas vão cessar e o que foi aproveitado foi, o que não foi, perdeu-se.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Trecho do Livro “O foco define a Sorte – A forma como enxergamos o mundo faz o mundo que enxergamos”, de Dulce Magalhães – Integrare Editora

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