Hipnotizando Maria (por Richard Bach)

novembro 28, 2014

Após orientar uma mulher a pousar em segurança seu avião depois que o marido perde a consciência, o instrutor de voo Jamie Forbes segue caminho sem se sentir impressionado com o seu próprio ato… Afinal, instrutores de voo orientam os alunos todos os dias.

Somente depois que a mulher relata aos repórteres que um estranho apareceu em um avião ao lado do seu e a hipnotizou para que ela conseguisse executar o pouso (e depois que ele encontra seu próprio orientador desconhecido), é que o instrutor de voo resolve o mistério maior: a forma como cada um de nós cria, passo a passo, o que aparenta ser o mundo físico ao nosso redor.

Os maiores mistérios são aqueles cujas respostas se encontram diante de nossos olhos.

As melhores soluções são aquelas para as quais, de repente, nos damos conta de que sempre soubemos a resposta.

 

Criamos nossa própria realidade? Ou apenas nossas próprias aparências?

Hipnotizando Maria_Richard Bach_Integrare Ed

Fonte: livro “Hipnotizando Maria”, de Richard Bach. Integrare Editora

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Os adolescentes de hoje, por Içami Tiba

abril 19, 2013

Os adolescentes de hoje começaram a ir para a escola praticamente com 2 anos de idade.

            Com as mães trabalhando fora de casa e o pai trabalhando mais ainda, eles passaram a infância na escola, com pessoas cuidando deles, num mundo informatizado. As ruas foram trocadas pelos shoppings, a vida passou a ser condominial, e as esquinas das padarias transformaram-se em esquinas virtuais e lojas de conveniência.

            As famílias, além de ficarem menores, se isolaram. Convivem mais com amigos que com familiares. Não visitam tios e primos, às vezes nem os avós.

            Essa convivência familiar menor que a social pode estar fazendo falta para a formação de vínculos familiares e valores na formação dos jovens. São valores como gratidão, religiosidade, disciplina, cidadania e ética.

            São tantas as variáveis que aconteceram para a geração de adolescentes de hoje que podemos comentar mais a simultaneidade que a causalidade dos seus comportamentos.

 

Hoje os adolescentes são muito apegados ao seu mundo social, seus amigos, seus programas, suas viagens, a ponto de seus pais se sentirem meros provedores.

 

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Fonte: livro “Adolescentes – Quem Ama, Educa!”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Os pais X a falta de tempo

fevereiro 22, 2013

Muitos pais, com sua estima abalada pelas incessantes cobranças de mais e mais consumismo, pensam estar sendo excelentes pais por “não deixarem faltar nada em casa”, e assim faltam com sua importante presença. Sobram alimentos e roupas de grife, mas faltam a presença e a intimidade.

A jornada de trabalho tem aumentado bastante para muitas famílias. Hoje em dia, ambos os pais trabalham cada vez mais intensamente para manter um padrão de vida cada vez mais exigente.

Não é raro encontrar pais que têm jornada dupla, ou mesmo tripla de trabalho, para poderem oferecer um bom nível de vida a suas famílias. Mais do que dinheiro, é bom saber que os filhos desejam que seus pais invistam tempo e afeto neles.

Segundo importantes estudos desenvolvidos pelo sociólogo Richard Sennett, e citados no livro A cultura do novo capitalismo, na década de 1980, era comum que em uma grande empresa existissem 14 cargos entre o presidente e um estagiário. Hoje, essa distância é de seis cargos apenas. Isso faz com que todos trabalhem muito mais, sintam-se inseguros e partilhem uma insatisfação generalizada, pois nunca é o bastante. Também há o medo de perder espaço no mercado para as gerações mais jovens, cheias de energia, de pique e de vontade de vencer rapidamente.

Some-se a isso toda uma oferta de bens e serviços que prometem afeto e contato com um mundo feliz, tais como cursos, massagens, comidas, bebidas, aparelhos eletrônicos, viagens de experiências. Tudo em nome de boas sensações afetivas que são cada dia mais raras nas famílias. As empresas terceirizaram o afeto.

 

Quais são as lembranças mais fortes que uma pessoa leva de sua família? O presente caro? A bolsa de grife? Não. Se perguntarmos a muitas pessoas, a resposta tenderá a variar pouco: as lembranças que mais guardamos no coração são dos momentos passados junto a entes queridos, conversas significativas, ocasiões em que se riu, se olhou nos olhos, se brigou, se trocou ideias. Lembramos muito mais de momentos preciosos nos quais sentimos relações reais, presença e afetividade.

 

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Fonte: livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida Juntos”, de Leo Fraiman. Integrare Ed.

 

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Células espelho – As células do amor

abril 23, 2012

Amar um bebê é tarefa simples. A natureza nos dotou de células-espelho, espalhadas pelo cérebro, que são responsáveis pela imitação de expressões faciais de nossos semelhantes. Suzana Herculano-Houzel, em seu livro “Por que o bocejo é contagioso”, explica que é quase impossível não rir quando outra pessoa ri para nós por causa delas, dessas células.

Elas nos conduzem a uma imitação facilitada, que faz com que leiamos com alguma precisão os sentimentos e intenções alheios, permitindo perceber quem é nosso amigo e de quem devemos nos defender.

É devido a esse tipo de células que temos sido tão eficientes em formar grupos e, graças a elas, conseguimos vencer nossa fragilidade natural. Que chance teríamos de vencer um tigre, uma cobra ou um jacaré com nossos braços, bocas e mãos? Como somos muito mais frágeis e indefesos do que esses animais, usamos nossas células-espelho para nos aliarmos uns aos outros.

Se não corremos, podemos (juntos) criar um carro, que nos leva longe de nossos predadores. Nossos olhos não enxergam longe, mas (em grupo) criamos óculos. Nossas mãos não são tão fortes como as de um gorila, mas (unidos) podemos criar armas, abater outros animais e sobreviver da caça.

Esse tipo de célula se aprimora com o uso e por isso, quando se convive em um ambiente onde há validação mútua, onde as pessoas se percebem e se respeitam, é mais fácil reconhecer os sentimentos alheios e ter consideração, o que nos leva ao respeito social e à solidariedade.

Pais participativos exercitam suas células-espelho constantemente e por isso percebem o que seus filhos sentem com mais facilidade. Sendo percebidos, esses filhos também tendem a considerar os outros com os quais convivem, sejam amigos, colegas ou professores. Pais assim têm bom-senso, ou seja, eles sentem bem seus filhos e as necessidades reais deles. E as atendem.

Por isso, compreender bem a adolescência permitirá que você não se afaste justamente no momento em que seus filhos precisam — e muito — de você.

 

Fonte: trecho do livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? – Como construir um projeto de vida JUNTOS”, de Léo Fraiman  – Integrare Editora

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Todo mundo quer ser jovem!

fevereiro 29, 2012

Fico espantado com o número de aparelhos, cremes e técnicas que nos são oferecidos hoje para retardar ou inibir os efeitos do envelhecimento. Nossa sociedade detesta a palavra “velho”. Preferimos as expressões “idade de ouro”, “melhor idade” e tantos outros eufemismos, tudo menos ser velho. Faz-se de tudo, gasta-se de tudo e recorre-se a tudo para evitar a passagem do tempo. Todos querem ser jovens. Sempre. De manhã, de tarde, e mais ainda, de noite.

Em vez de os filhos imitarem os pais, admirarem seu estilo de vida, como acontecia tempos atrás, hoje são os pais que desejam os programas, o corpo, as roupas e o estilo de vida dos filhos. É mais divertido, é mais gostoso, é mais leve e mais fácil. Mas tudo na vida tem seu preço. Se os pais excluem da rotina diária comportamentos, atitudes e palavras do mundo dos adultos, podem acabar perdendo a confiança dos filhos e a autoridade perante eles.

 

 

Fonte: trecho do livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora?”, de Leo Fraiman  – Integrare Editora

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Compreenda a adolescência e se aproxime do seu filho na fase que ele precisa … e muito! – de você

novembro 18, 2011

Amar um bebê é tarefa simples. A natureza nos dotou de células-espelho, espalhadas pelo cérebro, que são responsáveis pela imitação de expressões faciais de nossos semelhantes.

Suzana Herculano-Houzel, em seu livro Por que o bocejo é contagioso, explica que é quase impossível não rir quando outra pessoa ri para nós por causa delas, dessas células. Elas nos conduzem a uma imitação facilitada, que faz com que leiamos com alguma precisão os sentimentos e intenções alheios, permitindo perceber quem é nosso amigo e de quem devemos nos defender.

É devido a esse tipo de células que temos sido tão eficientes em formar grupos e, graças a elas, conseguimos vencer nossa fragilidade natural. Que chance teríamos de vencer um tigre, uma cobra ou um jacaré com nossos braços, bocas e mãos? Como somos muito mais frágeis e indefesos do que esses animais, usamos nossas células-espelho para nos aliarmos uns aos outros. Se não corremos, podemos (juntos) criar um carro, que nos leva longe de nossos predadores. Nossos olhos não enxergam longe, mas (em grupo) criamos óculos. Nossas mãos não são tão fortes como as de um gorila, mas (unidos) podemos criar armas, abater outros animais e sobreviver da caça.

Esse tipo de célula se aprimora com o uso e por isso, quando se convive em um ambiente onde há validação mútua, onde as pessoas se percebem e se respeitam, é mais fácil reconhecer os sentimentos alheios e ter consideração, o que nos leva ao respeito social e à solidariedade.

Pais participativos exercitam suas células-espelho constantemente e por isso percebem o que seus filhos sentem com mais facilidade. Sendo percebidos, esses filhos também tendem a considerar os outros com os quais convivem, sejam amigos, colegas ou professores.

Pais assim têm bom-senso, ou seja, eles sentem bem seus filhos e as necessidades reais deles. E as atendem.

Crescer em um ambiente de validação mútua é um dos fatores mais relevantes para a saúde de uma pessoa. O pior dos castigos que uma pessoa pode sofrer, muito pior do que a própria agressão, é o abandono.

Pense na história da humanidade, o que se fez com as lideranças tidas como “perigosas”: o ostracismo, o isolamento e a separação do grupo sempre foi uma estratégia de enfraquecimento alheio.

Quando um preso se comporta mal, ele é mandado para a solitária.

Quando um filho se comporta mal, ele é mandado para o quarto.

O princípio é o mesmo: necessitamos de contato humano para estar bem e felizes. Ser privados disso em nosso desenvolvimento tem consequências graves em diversas áreas da vida.

Fonte: Trecho do Livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida JUNTOS”, de Leo Fraiman – Integrare Editora

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Adolescência: o “bode”, a irritação, os riscos

outubro 31, 2011

O adolescente com frequência é desconfiado, tendendo a se mostrar repentinamente chateado ou irritado, além, claro de um tanto inconsequente.

Já viu isso em algum lugar? Isso lhe aborrece?

Toda essa inquietação é quase impossível de ser dominada por completo. Quem tem filho nessa idade sabe que eles têm rodinhas nos pés e língua afiada. Isso é um reflexo da redução das conexões de uma área do cérebro chamada “núcleo acumbente”, a área responsável pela recepção da dopamina. Nessa idade, os jovens perdem cerca de um terço dos receptores desse neurotransmissor e por isso frequentemente se mostram irritadiços e “de bode”, ou de “saco cheio”.

Nesse momento, muitos pais, não aguentando a cara feia, o mau humor repentino e não entendendo que justamente nessa fase os modelos estão sendo revistos e que rever nossas verdades é fundamental para formar nossa identidade, tendem a se afastar dos filhos. Numa idade em que estar presente é essencial, apostando no imediatismo e no espontaneísmo, no fazer o que se tem vontade, os pais dizem que seus filhos não têm limites, mas são eles que se limitam cedo demais.

Limitando seu afeto e sua presença, os pais perdem a conexão de confiança com os filhos, deixando de ser para eles um bom modelo, uma boa figura de autoridade, uma referência sadia e estável, justamente numa hora delicadíssima. Isso pode gerar diversas consequências danosas, seja na vida escolar ou em outras áreas.

Fonte: Trecho do Livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida Juntos”, de Leo Fraiman – Integrare Editora

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