Sistemas Cortisol e Melatonina

abril 27, 2012

No aprendizado, há muitas áreas na mente que estão travadas nos pontos da ignorância. De fato, conseguimos enxergar e ouvir mais o que para nós tem significado. Para o que não conhecemos, somos mentalmente cegos e surdos. Ou seja, solta uma trava cá, destrava o sistema lá.

Durante o dia, o organismo humano funciona na base do cortisol, hormônio do estresse, para sobreviver. Sua mente utiliza determinados sistemas conscientes e automatizados para solucionar problemas. Nesse período, ele envelhece. À noite, durante o sono, reina a melatonina, o hormônio do rejuvenescimento, antioxidante e recuperador. A mente é escrava do desejo e, se uma pessoa deseja resolver um problema, usará durante o dia o sistema cortisol e acionará os seus sistemas disponíveis, geralmente conscientes.

Durante a noite, a mente continua procurando uma solução, agora regida pela melatonina, escapa do controle consciente de vigília, passeia por outros sistemas e encontra respostas desejadas, quando há competência para isso. Quando a mente encontra uma sugestão de resposta, a pessoa é despertada e se lembra do sonho.

Se nada anotar, ou deixar algo para servir como âncora – lembrança da resposta e dormir outra vez, no dia seguinte lembrará que sonhou, mas não se lembrará com o quê.

A melatonina também é responsável pela desintoxicação, eliminando o que a mente recebeu, mas não lhe deu significado. Ela não deixa informações a Marcar Passo e ocupar um sistema que deve estar ocupado com outros dados mais significativos. Memória não utilizada, seja lá para o que for, torna-se inútil e será deletada.

A sabedoria envolve saber despedir-se e descartar o que não serve mais à mente. Já imaginou você ter de procurar uma agulha no meio do palheiro que ocupa todo o celeiro? É como se sua memória estivesse toda ocupada com palhas: sua performance usada com um trabalho inútil se tornaria de Alto Desgaste.

 

 

 

Fonte: trecho do livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Homem Cobra e Mulher Polvo vão à praia

abril 20, 2012

O sol brilha maravilhosamente nesse domingo em que o cobra e a polvo levam seus dois filhinhos à praia.

Logo ao chegar, ela tem de lançar seus tentáculos para segurar as crianças afoitas, que quase já entravam na água. Ela sabe que, em primeiro lugar, é preciso protegê-los do sol. Assim, lambuza de protetor solar os inquietos corpinhos, coroando-os com um bonezinho, tal qual uma cereja sobre o sorvete… A polvo aproveita e passa protetor também no cobra. E só então, finalmente passa nela mesma, nas partes do corpo que consegue alcançar. Depois, pede a ele – que está arrumando o território onde a família vai ficar – que passe a loção em suas costas.

Os filhinhos correm para o mar. A polvo os segue com o olhar, pois sabe que criança e água não combinam: uma engole a outra, e vice‑versa, sempre. Se ela pudesse, estenderia todos os seus tentáculos para evitar os perigos que ameaçam sorrateira e ostensivamente seus amados filhinhos. Bloquearia as ondas maiores, diminuiria a intensidade do sol, afastaria as pessoas indesejáveis, aqueceria a água, impediria que um filho jogasse água no outro, provocaria a união entre os dois, faria que se dessem as mãos para proteger um ao outro – e, assim, aproveitassem o memorável passeio, registrando para sempre que tiveram uma infância feliz. Ela nunca foi à praia quando criança, o que lhe aperta o coração até hoje.

A polvo não descuida dos filhotes um segundo sequer, nem para piscar. A intensidade do sol aumenta e a brisa resseca seus olhos, que começam a reclamar, a arder e lacrimejar. Mas ela está lá, a vontade mais firme do que o corpo – que já não aguenta mais. Ela precisa fechar os olhos um segundinho… Então, lembra-se do marido.

Ele está de pé, de braços cruzados, varrendo a praia com o olhar e sentindo a brisa no corpo. É uma figura imponente: o senhor da praia.

Ele ouve a esposa chamar: Benhê, você fica de olho nas crianças para que eu possa fechar os olhos um pouquinho? Ela fala em tom de súplica, para comover o marido. E ele responde: Pode deixar, meu bem! Eu olho as crianças! E, com seu olhar de cobra – entenda‑se em tubo –, fixa os olhos no alvo: as crianças.

Mesmo tombada, a polvo não abre mão do controle. Vai perguntando ao marido: Onde estão as crianças? O que elas estão fazendo? Conforme o modo como o cobra responde – tom de voz, rapidez, precisão das palavras, vacilações ou humor –, ela avalia a situação. Ao mínimo sinal de anormalidade, ela abriria imediatamente os olhos para reassumir o controle de tudo…

O cobra responde de acordo com o esperado, nem percebe que a polvo desconfia de sua capacidade de cuidar das crianças. Ele continua a olhar os filhos em tubo até que, entre seus olhos e as crianças, passa algo balouçante, um tanto quanto rebolante… Aí o olhar em tubo muda de alvo. Agora, acompanha instintivamente os movimentos do novo alvo até que ele quase desapareça de vista. Mas, de repente, ele se lembra: Xi, e as crianças? O cobra se volta rapidamente para o ponto onde estavam as crianças. Mas onde elas estão que ele não as encontra? Sumiram… As danadas sumiram!

Pânico geral. A polvo levanta‑se como se uma mola a empurrasse e corre em direção ao mar, desesperada. O mar engoliu os filhinhos dela, com certeza! Será que alguém os raptou? Seria um sequestro?

Ela grita com o marido: Faça alguma coisa!

Mas eis que as crianças estão sentadinhas na areia fazendo buracos. A polvo as abraça como se elas tivessem se afogado e Deus as tivesse devolvido, tamanha a sua devoção… Passado o susto, ela não sossega: um dos seus tentáculos vai enforcar aquele pai desnaturado.

Onde já se viu perder os filhos? Nem para olhar os próprios filhos ele serve, aquele folgado…

As crianças continuam felizes, brincando e vivendo a pura inocência de não saber dos grandes perigos que passaram pela mente da mãe, de cujos olhos brotam lágrimas de ternura, agora indiferentes ao sol abrasador…

A polvo jura que nunca mais vai confiar SEUS filhos àquele cobra desalmado.

O cobra se queixa da mulher: Para que tanto escândalo? Encontrou as crianças? Então está bom. Para ele, não há motivo para se preocupar com o que não aconteceu. Tudo volta a ser como antes daquele sufoco, e ele é novamente o Senhor da praia.

Tudo não passou de uma chuva emocional de verão…

 

 

Fonte: trecho do livro “Homem Cobra Mulher Polvo – Divirta-se com as diferenças e seja muito mais feliz”, de Içami TIba  – Integrare Editora

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Networking corporativo

março 26, 2012

Atualmente o mundo corporativo se beneficia muito do networking. Originariamente usada para o trabalho, hoje seu uso foi ampliado para a rede de contatos que as pessoas têm uma com as outras.

Em qualquer canto, sempre há pessoas que podem nos fazer chegar às pessoas pretendidas com diferentes objetivos.

Basta que se tenha um bom networking. Hoje, uma pessoa vale também pelo networking que possui.

Hoje muitos recém-formados enviam milhares de currículos para empresas na esperança de serem chamados para o trabalho.

As empresas nem conseguem ler tantos currículos que chegam.

É aí que funciona bem o networking. Alguém que indique alguém. Saem ganhando o indicador, o indicado e a empresa contratante. O networking ajuda, mas ser selecionado depende da competência do indicado.

Agendamentos de consultas com bons profissionais liberais, constituições de empresa, fechamentos de negócio e tudo o mais que depender de relacionamentos humanos podem ser acelerados pelo networking. A união faz a força, diz um ditado popular brasileiro.

 

Fonte: trecho do livro “Família de Alta Performance”,  Içami Tiba  – Integrare Editora

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Ter tudo ou nada desmotiva o estudo

março 2, 2012

Um dos maiores prazeres do professor é acolher um aluno com vontade de aprender. Infelizmente, na realidade brasileira, a maioria dos alunos está mais interessada em diplomas do que na aprendizagem em si. Encontramos pessoas vivendo no Brasil inteiro, em aglomerações que vão de pequenas vilas, bairros periféricos e cidades pequenas – onde o futuro é pouco promissor – a grandes centros metropolitanos, onde são numerosas as oportunidades para todos os tipos de competências profissionais.

Onde quer que essas pessoas estejam localizadas, elas podem ser divididas em três grandes grupos:

 

1 Parados, que Marcam Passos no local e que até para aprender são lentos;

2 Movimentados, que dão pequenos Passos Além, mas que não saem do local e só aprendem o suficiente para melhorar suas vidas;

3 Migrantes, que dão grandes Passos Além, predispostos a sair do seu local de origem, bairro, cidade ou estado em busca de algo que até então não encontraram, dispostos a aprender o que for necessário para conseguir o que querem.

 

 

Fonte: trecho do livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba  – Integrare Editora

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Filho, não grite…

fevereiro 27, 2012

O que uma criança detesta é que gritem com ela, mesmo que ela grite com os outros. Quando um filho gritar com a mãe, esta deveria se retirar e ir para um lugar fora do alcance dos olhos e da voz dele. Quando ela voltar, deve perguntar ao filho “Por que a mamãe foi embora?”. Na resposta, espera-se que surja a responsabilidade dele. E então ela poderia acrescentar: “… e todas as vezes que você gritar, eu vou sair de perto de você”. Porque só dizer não basta.

 

Entretanto, é comum a mãe perder autoridade pelo desgaste da convivência e pela intimidade abusiva que se cria, além de ela temer ser dura demais e traumatizar a criança.

 

 

Fonte: trecho do livro “Família de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Filhos consumistas

janeiro 30, 2012

“Meus filhos são consumistas!” – reclamam muitos pais.

Mas quem são os responsáveis pelas crianças? Elas não consomem sozinhas, faz parte do ser humano querer tudo o que vê – isso desde criança –, assim como faz parte da vida pedir. Pedir não custa nada. A criança pede o que quiser, porque lhe é natural pedir.

O custo é repassado para os pais que assumem o ônus desses pedidos sem educá-la corretamente. Assim é que parece natural à criança ter o que quer.

Portanto, são os pais que ajudam os filhos a educarem o consumismo.

Esse é um vício que os pais desenvolveram nos filhos porque a eles se submeteram. Na realidade, os pais têm um outro vício: o de não educar os desejos, separando-os das necessidades.

Para um consumista, o desejo é sua necessidade. O estabelecimento dos limites entre desejos e necessidades cabe aos pais. Se os pais respondem: “Agora não!”, a criança sabe que este “não” vale para agora. Quem sabe daqui a pouco pode? – Daí, logo em seguida pede outra vez, pois não tem muita noção do tempo.

Já atendi pais que fizeram sacrifícios no orçamento doméstico para comprar mais um par de tênis de marca para o filho único deixar jogado em casa depois de pouco uso. A responsabilidade dessa compra equivocada é dos pais e não de um filho financeiramente dependente deles. E o grande drama é que o consumista nunca é feliz, pois desvaloriza o que tem para sofrer com o que “ainda não tem”.

 

 

Fonte: trecho do livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Educação Sustentável

dezembro 16, 2011

Fonte: Coluna do autor Içami Tiba para a revista Viva São Paulo. Nov/2011


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