Educadores: Prazer por conhecimento é motivador. (por Içami Tiba)

fevereiro 23, 2015

A maior força do professor é ajudar o aluno a cruzar o matagal e encontrar o tesouro do conhecimento que vai mudar a vida dele. Pois, ao lado desse prazer em poder mudar a própria vida, é o conhecimento que vai motivá‑lo a abrir outros matagais.

Informação sozinha fica como uma peça solta na mente, que, se não for transformada em conhecimento, logo é esquecida. Construir conhecimentos é prazeroso e útil – porque o aluno percebe a informação em ação. Uma ação instiga outra, e assim também funciona o conhecimento. Cada conhecimento construído instiga a construção de outros mais. Geralmente, uma pessoa que gosta de ensinar também gosta de aprender. Se quem ensina consegue transmitir o prazer de ensinar, o aluno sente o prazer de aprender. Quanto mais se conhece, mais fácil se torna aprender e construir novos conhecimentos.

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Fonte: livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Pais nivelando as idades dos filhos. É algo saudável? (por Içami Tiba)

fevereiro 16, 2015

A precocidade pode acontecer sobretudo quando existe uma pequena diferença de idade entre irmãos, mais ainda se forem do mesmo sexo. Por exemplo: os pais estabelecem que o filho mais velho, de 13 anos, só pode sair de casa se levar o mais novo, de 11, junto.

O de 13 anos não tolera pessoas de 12; de 11, então, menos ainda. Inundado de hormônios, quer sair sozinho de casa para se encontrar com um ou outro amigo. Se tiver que levar o menor, o garoto onipotente pubertário vai ficar muito sem graça de ser irmão de um pirralho que, além de não entender as piadinhas maliciosas, é um frangote e vive grudado nele. De fato, o mais jovem ainda não tem como acompanhar o pensamento dos maiores. Não é possível exigir dele o que ele ainda não desenvolveu.

O garoto de 13 está também na idade da curiosidade sexual; o garotinho de 11 está na confusão pubertária. Uma piadinha muito interessante para o de 13 pode nada despertar no de 11. Se os maiores lhe perguntarem “Você entendeu?”, o menor pode responder “Não entendi”, o que será motivo para levar uma barulhenta gozação, acompanhada de um safanão.

Com essa imposição, “Só vai se levar o seu irmão”, talvez os pais pensem que estão estimulando um forte relacionamento entre os filhos. Na verdade, porém, criam mais indisposição entre eles e estimulam a adolescência precoce no mais novo.

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Fonte: livro “Adolescentes: Quem Ama, Educa!”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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O homem grávido (Por Içami Tiba)

fevereiro 9, 2015

A participação do pai na educação do filho já pode começar na gravidez! Muitos homens, hoje em dia, acompanham a mulher durante o pré-natal. Alguns por vontade própria, outros a pedido do obstetra. Mas isso não é suficiente para que o homem se sinta também “grávido”.

Ser mãe e pai não é apenas cumprir tarefas práticas mas também envolver-se afetiva e intensamente, pois é disso que resulta a qualidade do relacionamento. Por isso é importante que o pai envolva-se ativamente nos cursos de preparação para o parto, leia livros sobre o que está acontecendo com o feto e saiba como ele está se desenvolvendo, sinta seus movimentos, converse com o filho ainda na barriga da mãe – para que ele vá se acostumando com sua voz.

O verdadeiro homem grávido participa das reuniões do pré-natal, dos exames de ultra-som, dos cursos de preparação para o parto a fim de aprender a cuidar da criança, recebê-la bem e estabelecer com ela o vinculo afetivo fundamental para sua educação.

Uma pesquisa nos Estados Unidos mostrou recentemente que, quando os pais participavam de pelo menos dois encontros de 45 minutos, quando eram feitas orientações quanto à amamentação – como os pais poderiam ajudar a posicionar o bebê ajudá-lo na pega correta do seio –, o índice de mães amamentando até os 6 meses passou de 21% para 69%. Esse, portanto, seria mais um benefício proveniente do envolvimento do pai, pois a amamentação tranqüila e bem-sucedida favorece o bebê, a mãe e conseqüentemente o relacionamento familiar, além de reforçar no homem seu novo papel de pai.

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Fonte: livro “Quem Ama, Educa!: formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Basta ser gostoso que é bom? (por Içami Tiba)

fevereiro 2, 2015

Quando pergunto aos jovens por que usam maconha, é comum ouvir a resposta: “Porque é bom”. Se pergunto por que é bom, invariavelmente eles dizem: “Porque é gostoso, porque dá prazer”.

Nesse diálogo, como vemos, transparece a confusão de critérios entre bom/mau e prazer/desprazer. Bom ou mau é um critério racional que o ser humano estabeleceu por meio da teoria e da prática, à medida que algo faz bem ou mal para a vida. Prazer/desprazer é um critério pessoal de sensação física, não depende de nível social, cultural e econômico, de estado civil nem de outro critério racional, pois pode-se dizer que faz parte do instinto de sobrevivência do ser humano.

A fome, por exemplo, é desprazerosa. Obriga o ser vivo a buscar a saciedade que acaba com esse sofrimento. Portanto, comer é bom e dá prazer. Mas nem tudo que é bom é prazeroso. Tomar uma injeção intramuscular de penicilina não é algo que dê prazer; pelo contrário, é muito dolorido. Mas é bom porque acaba com a infecção.

Assim, nem tudo que é gostoso é bom. As drogas são prazerosas, isto é, dão prazer aos seus usuários. Mas depois chega uma fase em que o uso serve apenas para aliviar o sofrimento causado pela falta da droga. Portanto, deixa de ser prazeroso. Enfim, a droga não é boa mesmo que ela dê prazer.

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Fonte: livro “Juventude & drogas : anjos caídos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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“Meus filhos são consumistas!” – reclamam muitos pais. Mas quem são os responsáveis pelas crianças? (por Içami Tiba)

janeiro 26, 2015

“Meus filhos são consumistas!” – reclamam muitos pais. Mas quem são os responsáveis pelas crianças? Elas não consomem sozinhas, faz parte do ser humano querer tudo o que vê – isso desde criança –, assim como faz parte da vida pedir. Pedir não custa nada. A criança pede o que quiser, porque lhe é natural pedir.

São os pais que ajudam os filhos a educarem o consumismo. Esse é um vício que os pais desenvolveram nos filhos porque a eles se submeteram. Na realidade, os pais têm um outro vício: o de não educar os desejos, separando-os das necessidades. das necessidades.

Para um consumista, o desejo é sua necessidade. O estabelecimento dos limites entre desejos e necessidades cabe aos pais.

Se os pais respondem: “Agora não!”, a criança sabe que este “não” vale para agora. Quem sabe daqui a pouco pode? – Daí, logo em seguida pede outra vez, pois não tem muita noção do tempo. Os pais poderiam explicar uma só vez por que não compram. Esse é o amor que ensina. Diante da insistência da criança, em vez de os pais darem a mesma ou outra explicação, eles deveriam simplesmente negar e comunicar qual é a consequência se o filho pedir outra vez: “Não! E, se pedir outra vez, sairemos daqui” ou “Você sai da loja e nos espera lá fora” – ou qualquer outra alternativa viável no momento.

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Fonte: livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Cérebro do adolescente: aprenda a lidar com ele (por Içami Tiba)

janeiro 19, 2015

Nas meninas, o cérebro amadurece cerca de dois anos mais cedo. O hormônio sexual feminino, o estrogênio, tem papel importante na remodelação desse órgão. Os mesmos hormônios que provocam o terremoto corporal e a confusão mental, com o passar do tempo se incumbem de colocar ordem na casa.

Durante a maturação cerebral, a síntese de mielina, substância gordurosa e isolante que envolve os neurônios como o plástico de um fio elétrico, torna seu funcionamento mais eficiente.

Mas, enquanto as áreas cerebrais de processamento emocional não estiverem maduras, o adolescente tenderá a revelar um humor instável. Encarar situações novas ou pessoas com opiniões diferentes pode levá-lo ao típico curto-circuito emocional, inexplicável durante tantas décadas e agora, finalmente, mais bem compreendido.

O cérebro amadurecido dos pais deveria tratar com especial carinho aqueles em amadurecimento, usando paciência para ouvi-los até o fim, para realmente entendê-los. No lugar de qualifica-los pejorativamente, e assim diminuir a autoestima, melhor seria perguntar-lhes como vão resolver eventuais dificuldades, obstáculos e problemas que surgirem pela frente. Focalizando cada hipótese e raciocinando sobre ela é que o(a) adolescente vai exercitando a prudência, a previdência, alternativas resolutivas e responsabilidades. É uma maneira de exercitar o amadurecimento.

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Fonte: livro “Adolescentes: quem ama, educa!”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Quarto do adolescente: o campo de guerra da família (por Içami Tiba)

janeiro 12, 2015

Com frequência, o quarto do adolescente acaba virando palco de terríveis brigas familiares. A bagunça do quarto é uma área espinhosa no relacionamento entre pais e filhos porque, embora reflita a liberdade individual do adolescente, pode constituir um desrespeito à liberdade relacional.

Mesmo ocupado pelo filho, o quarto pertence ao todo da casa, por isso, muitas vezes, começa uma briga por território. A mãe, por se sentir a rainha do lar, acha que tudo que diz respeito à casa é responsabilidade dela. Se não organizar todos os aposentos, inclusive o quarto do filho, é como se não tivesse cumprido bem seu dever de cuidar da casa. O filho reage, alegando que o quarto pertence a ele. Como sair desse impasse?

O quarto bagunçado pertence à casa tanto quanto o filho (mesmo com suas roupas estranhas) pertence à família. O adolescente deve ser respeitado até o momento que surja a inadequação. Se o quarto tiver de pertencer à casa de qualquer maneira, os pais negarão ao filho sua adolescência, o seu “segundo parto”. Caso a família insista em que o quarto se pareça com os demais cômodos da casa, estará anulando a individualidade de que ele tanto necessita naquele momento. Falta-lhe um lugar para crescer. Quanto mais problemático for o segundo parto, mais o quarto destoará do restante da casa.

O quarto deveria ser considerado um imóvel “tombado pelo patrimônio histórico”: a aparência externa deve ser mantida, mas o interior pode ser modificado conforme o morador; não é possível derrubar paredes, mexer na pintura externa – mas, internamente, o adolescente pode usar e abusar dele.

Tudo tem limite. A medida certa de respeito ao templo e à caverna recomenda que as fronteiras caiam por terra quando existe a suspeita de que o filho esteja usando drogas, assunto com o qual não se brinca.

Quanto mais cedo e adequada for a interferência, melhores serão os resultados. Nessas circunstâncias, um filho perde o direito à privacidade do quarto. Respeitar sua privacidade nessa situação é transformar-se em conivente com o usuário. É preciso que os pais procurem a droga, nem que para isso seja necessário virar o aposento do avesso. Tem privacidade quem merece nossa confiança.

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Fonte: livro “Disciplina : limite na medida certa. Novos paradigmas”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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