Demissão: Coloque-se no lugar do outro (por Sergio Chaia)

julho 8, 2015

Ao longo da minha carreira, tive de fazer diversas demissões e não é nada fácil. Demitir alguém é sempre uma batalha. O estresse começa bem antes, quando se define a demissão, e se prolonga até o instante em que ela se materializa.

Pensando nisso – no impacto sobre os demitidos e no estresse gerado quando tinha de demitir alguém –, comecei a aplicar o princípio da reciprocidade, o que facilitou a minha vida e, acredito, a das pessoas que demiti.

O princípio da reciprocidade permeia várias religiões, entre elas o budismo e o judaísmo. Parte da premissa que devemos fazer pelos outros o que gostaríamos que os outros fizessem por nós. Por isso, nessas ocasiões, preparo minha conversa pensando no perfil do demitido e também na forma como gostaria de ser tratado em situação semelhante.

Depois que fiz o exercício de projetar a minha demissão, alguns fatores passaram a orientar as minhas reuniões de demissão. O primeiro é o respeito. Toda demissão deve ser feita respeitando o próximo e não o depreciando como profissional nem como pessoa. O segundo é que o demitido, na maioria das vezes, quer se justificar, explicar seus erros, mas também quer falar dos seus acertos na empresa. Ele tem vontade de desabafar, mas poucos gestores se dispõem a ouvi-lo. Deixá-lo fazer isso alivia a tensão nesse momento difícil. E então, se for o caso, o chefe pode ressaltar as características positivas do demitido, o aprendizado que esse momento pode trazer e se dispor a dar referências. Isso tende a deixá-lo mais animado e consciente do que o espera na nova etapa.

Toda vez que usei a regra da reciprocidade – demitir da maneira que gostaria de ser demitido – consegui lidar melhor com o desconforto da situação. E, pelo relato das pessoas que demiti, essa decisão foi ainda mais importante para elas.

insta_08_07_Sera que é possivel_Sergio Chaia._Edit

 

Fonte: livro “Será que é possível? Aprendizados, histórias e resultados na busca da harmonia entre vida profissional, pessoal e espiritual”, de Sergio Chaia – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

Anúncios

E-mails quentes, cabeça fria… cuidado ao respondê-los! (Sergio Chaia)

setembro 19, 2014

Perguntei a um empresário muito famoso o segredo do seu sucesso. Entre as várias atitudes que ele mencionou, a que mais se destacou foi a disciplina, que pode e deve ser aplicada a tudo, até a um simples e-mail.

Quem nunca recebeu um e-mail carregado de raiva? Ou uma bronca pelo correio eletrônico da empresa? Eu já, e foram vários!

Descarregar no e-mail é muito mais fácil do que pessoalmente. Olhando a tela do computador, ficamos muito mais à vontade e protegidos para extravasar – às vezes com total (outras vezes sem nenhuma) razão. A nossa tendência ao receber um e-mail desse tipo é logo dar o troco e responder na mesma moeda, iniciando uma briga não presencial. Afinal, se o outro pode, por que a gente não pode?

Justamente para esses casos a dica desse empresário se revelou muito útil. Ao abrir um e-mail com essas características, ele nunca responde imediatamente. Prefere deixá-lo descansar em sua caixa de entrada por, no mínimo, 24 horas. Assim, a sua resposta a uma provocação tende a ser mais sábia e produtiva, em vez de apenas colocar ainda mais lenha na fogueira, sob pena de queimar a reputação que você está construindo com tanto esforço, na empresa e no mercado. Como no e-mail tudo o que foi escrito fica registrado, uma resposta errada pode ter efeito muito negativo na sua vida profissional.

Post_FB_15_09_sera_que_eh_possivel

Fonte: livro “Será que é possível? Aprendizados, histórias e resultados na busca da harmonia entre vida profissional, pessoal e espiritual”, de Sergio Chaia. Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, Consulte o livro ou entre contato conosco.

Saiba mais sobre o livro!


Um bom ponto para refletirmos!

janeiro 21, 2013

Parece óbvio, mas formalizar metas ajuda bastante. O simples fato de escrevê-las num pedaço de papel aumenta muito seu compromisso de batalhar por elas. Assim, tendo um plano, no final do ano você poderá fazer a sua retrospectiva – o que alcançou? O que ainda não deu certo? – e reiterar suas metas para o ano seguinte.

 

“O que fiz não me interessa. Só penso no que ainda não fiz.”

Pablo Picasso (1881-1973)

 

            Mas tome cuidado para que esse plano não vire uma obsessão. Se isso acontecer, o resultado pode ser outro. É preciso equilíbrio nas nossas ambições, ou corremos o risco de nos tornar escravos delas.

           A obsessão por metas é uma força que nos mantém tão envolvidos em alcançar objetivos que chegamos a sacrificar nossos propósitos mais importantes, informa o especialista em gestão Marshall Goldsmith, no livro Reinventando o seu Próprio Sucesso. Nessa hora, podemos colocar tudo a perder. Por causa de uma visão equivocada do que queremos em nossas vidas, nos iludimos achando que seríamos mais felizes se tivéssemos mais dinheiro, menos peso ou se recebêssemos uma promoção, e corremos atrás dessas metas sem cessar. E aí pagamos um preço alto, alerta Goldsmith: negligenciamos nossas famílias, nossos entes queridos, nossos sonhos, ignoramos o verdadeiro sentido que nos move em tudo.

           Outro tipo de obsessão resulta da visão, também equivocada, do que os outros esperam de nós, acrescenta Goldsmith. É como aquele chefe que aumenta as suas metas e você, para superá-las, sai como um louco atropelando tudo e todos. No fundo, o que você realmente quer é agradá-lo. Goldsmith conclui que buscas honestas por objetivos difíceis definidos por terceiros podem nos transformar em trapaceiros.

Bom ponto para refletirmos!

 

Imagem 

 

Fonte: livro “Será que é possível? Aprendizados, histórias e resultados na busca da harmonia entre vida profissional, pessoal e espiritual”, de Sergio Chaia – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!


Para ser reconhecido: conheça-se!

janeiro 11, 2013

 

A competência mais requisitada dos líderes pelos CEOs das grandes empresas mundiais não é a capacidade de motivar pessoas, administrar conflitos ou recrutar times vencedores. A competência mais valorizada nas pessoas com potencial para ocupar o topo das organizações é o autoconhecimento. Ouvi esse argumento da professora Christine Porath, da Universidade de Georgetown, em Washington, e coautora do livro The Cost of Bad Behavior e de um interessante artigo publicado na revista Harvard Business Review, “Happiness Means Profits”.

Na hora fiquei surpreso, mas, pensando bem, faz sentido. Se você se conhece, tudo fica mais fácil. Christine Porath argumentou: desenvolver o autoconhecimento é um passo fundamental em todo líder. Para liderar os outros é preciso, primeiro, se liderar! Parece óbvio. Mas por que é tão difícil?

 

Autoconhecer-se significa olhar para dentro de si mesmo, o que gera um enorme desconforto. É muito mais divertido prestar atenção nos outros. Que atire a primeira pedra quem nunca fez isso! Eu mesmo faço isso às vezes, apesar de considerar esse comportamento pouco produtivo.

Deixar de reparar nos outros é uma missão quase impossível. Esse comportamento deve fazer parte do nosso DNA. Proponho equilibrar essa atitude, reparando menos nos outros e mais em nós mesmos.

Gostaria de atrair a atenção do leitor para as vantagens de começar a se reconhecer (do latim recognoscere, que significa “conhecer de novo”). Isso mesmo, reparar em si com a mesma energia dedicada a reparar nos outros, mas com novo olhar. Esse exercício de reconhecimento pode ser o início de uma busca mais profunda de quem você é, do que procura e deseja e de como quer ser visto pelo mundo.

 

6_Será que é possível_Sergio Chaia_Integrare Ed

 

Fonte: livro “Será que é possível? Aprendizados, histórias e resultados na busca da harmonia entre vida profissional, pessoal e espiritual”, de Sergio Chaia – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

Saiba mais sobre o livro!


Sergio Chaia lança, pela Integrare Editora, livro provocador e direto sobre a sua trajetória

dezembro 14, 2012

Obra relata aprendizados, frustrações e escolhas feitas pelo autor na busca pelo equilíbrio entre a vida pessoal, profissional e espiritual

Imagem_Vídeo Chaia

Sergio Chaia assumiu a presidência de uma multinacional pela primeira vez antes de completar 40 anos de idade. Em seu currículo, acumula experiências em empresas, como Sodexhopass, Pfizer e Johnsohn & Johnsohn. Desde 2007, comandou a operação da Nextel Brasil, que conta com mais de 7 mil colaboradores e mais de 4,2 milhões de clientes, onde permaneceu durante seis anos. A trajetória de um executivo como Chaia é intensa e repleta de expectativas, batalhas, escolhas, frustrações, conquistas, erros e recomeços. No livro Será que é possível? Aprendizados, histórias e resultados na busca da harmonia entre vida profissional, pessoal e espiritual,o executivo narra a jornada que o levou a se transformar em um líder melhor e, principalmente, em um ser humano mais feliz. Sua primeira obra literária chega ao mercado esta semana pelo Integrare Business – selo da Integrare Editora.

Leitura leve, envolvente e atual, Será que é possível? apresenta em 37 capítulos a visão particular do autor sobre alguns dos dilemas que invadem a vida de grande parte dos aspirantes a cargos de liderança. O texto foi elaborado para servir como instrumento de inspiração e provocação, de forma a auxiliar os leitores na construção do seu próprio caminho e seguirem em busca dos sonhos, independentemente de quais sejam.

Nascido em Belo Horizonte e criado em Campinas, interior de São Paulo, Chaia fazia parte de uma família de classe média e tinha como sonho, assim como muitos brasileiros, ser jogador de futebol. O livro conta a maneira como essa aspiração foi interrompida e relata a construção da nova meta, tornar-se presidente de uma multinacional antes dos 40 anos.

No capítulo 5, “De galho em galho no cipó corporativo”, Chaia relata: “O sonho de ser presidente antes dos 40 anos me fez trabalhar em várias empresas. No meu planejamento, eu tinha que alcançar determinadas posições por períodos de tempo. Minha ambição, ansiedade e foco eram tão grandes que se percebia que essa ascensão não rolaria em determinada empresa, já começava a procurar outra antes da data estipulada. Não podia perder tempo”.

Decolar na carreira foi apenas o primeiro passo. Quando estava à frente da presidência da Sodexhopass, com apenas 36 anos, Chaia viu-se invadido por dúvidas que iam muito além do êxito profissional. A ansiedade e as preocupações naturais do cargo tiravam-lhe o sono. Foi quando conheceu técnicas de meditação inspiradas no budismo, que transformaram radicalmente sua maneira de agir na vida pessoal e profissional. “No meu caso, a meditação da morte foi um despertar para o que eu realmente queria da minha vida. Deixar um legado. Construir algo de positivo para minha família, meus amigos e o mundo. Compartilhar e receber das pessoas o melhor”, conta o autor no capítulo 13, “Como a meditação da morte mudou a minha vida”.

O executivo competitivo, que fazia questão de se destacar entre os colegas, passou a dar espaço ao ser humano que valoriza pequenos momentos e conquistas diárias. Em sua caminhada, Chaia passou a substituir o vazio e a solidão por um novo propósito, a busca pela harmonia entre os excelentes resultados na vida profissional e o desenvolvimento da sua vida espiritual. No capítulo 11, “A promoção perdida e a chegada ao topo”, Chaiadescreve: “Brilhar por meio do outro virou uma filosofia. Fui percebendo a importância da conexão entre as pessoas e construindo uma metodologia de interação que trazia motivação para a equipe e resultados financeiros para a empresa”.

> Motivar é apenas o primeiro passo

Atualmente, administrar conflitos e motivar equipes são as qualidades mais valorizadas no mercado, certo? Errado. Segundo o autor, a competência mais requisitada pelos CEOs de grandes empresas atualmente é o autoconhecimento. Para liderar os outros, primeiramente é preciso liderar a si mesmo. Quem afirma é Christine Porath, professora da Universidade de Georgetown, em Washington, uma das fontes que apoiou o trabalho do autor.

Treinar o autoconhecimento, assumir e lidar com as fraquezas de forma saudável, se colocar no lugar do outro em momentos de crise, como no caso de uma demissão, por exemplo, são algumas das bagagens acumuladas por Sergio e que, segundo ele, transformam o papel do gestor.

Para o executivo, o profissional precisa estar preparado e consciente ao assumir um cargo de liderança, ao mesmo tempo em que precisa estar alerta ao lado humano: voltar as atenções para questões ligadas ao pessoal, assim como procurar aliviar momentos de estresse e pressão ao dividir certas questões com os familiares, aderir à prática de exercício físico, manter metas bem definidas e rir mais de si mesmo. Chaia garante que ao reconhecer questões como essas, o gestor percebe que o ser humano é feito de erros e acertos e que é possível se transformar em um líder melhor, em um profissional admirado e, principalmente, em um ser humano mais completo e feliz.

Fonte: livro “Será que é possível? Aprendizados, histórias e resultados na busca da harmonia entre vida profissional, pessoal e espiritual”, de Sergio Chaia – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

Saiba mais sobre o livro!


Não sente nos seus problemas

dezembro 12, 2012

Que os problemas estão globalizados, todo mundo sabe. Que aparecem em todas as dimensões possíveis – pessoas, processos, concorrência, tecnologia, captação de recursos – também não é novidade. Então, quando cheguei à presidência e os problemas começaram a exigir solução, eu precisei fazer a pergunta certa: “Qual é a minha percepção sobre a origem dos problemas?” Então me reconectei àquela frase sábia que aprendi com o budismo: “O caminho mais rápido para receber é entregar”.

Aplicando essa convicção ao tema, percebi que uma boa maneira de resolver os meus problemas é pensar nos de outras pessoas. Tenho praticado isso no meu cotidiano. Quando estou diante de uma situação complexa, dedico uma hora do meu dia para tentar ajudar alguém.

Logicamente, não se pode esperar que a solução para o seu problema caia do céu como um milagre. Mas tenho observado um avanço na maneira de lidar com as dificuldades. Esse incremento de performance, por assim dizer, veio de alguns insights!

Um deles é que, ao canalizar nossa energia na solução do problema alheio, a dimensão do nosso parece diminuir. Saímos do centro das atenções onde nos colocamos como se fôssemos o único coitadinho a enfrentar desafios. Outro insight importante é que, ao dedicar um tempo a ajudar o outro na resolução de seus problemas, nós nos desconectamos emocionalmente, ainda que por breve período, de nossas dificuldades e abrimos espaços para que soluções mais criativas brotem mais tarde.

Durante uma aula, o professor Jagdish Parikh, autor do best-seller Managing Your Self, demonstrou de forma simples e tangível como a desconexão emocional facilita a correta visão e solução de um problema.

Parikh colocou uma cadeira vazia no centro da sala e chamou um aluno para sentar-se nela. Logo a seguir perguntou o que ele visualizava da cadeira em que estava sentado. Contorcendo-se todo, e com um torcicolo iminente, o aluno informou que via os braços, parte do assento e das pernas daquela cadeira. Então Parikh comparou a cadeira a um complexo problema, levando a classe a perceber que a forma mais abrangente de enxergar a cadeira-problema é se afastar dela. Só assim podemos avistar todas as dimensões e conexões, adquirindo uma visão mais abrangente do problema e possivelmente mais insights de soluções.

Um último aprendizado: a desconexão emocional momentânea pode aprimorar a amplitude das soluções, mas não podemos nos enganar achando que o afastamento definitivo traga a solução. Ao contrário, aumenta as chances de os problemas crescerem. É preciso conversar interna e externamente sobre os problemas. Internamente significa integrar o problema ao seu cotidiano em vez de se amedrontar e fugir dele. Externamente é falar com outras pessoas, como eu e um grande amigo temos o costume de fazer. Isso também facilita a solução. Mas deixe a intuição ligada, por favor! Não existe nada mais desagradável do que o reclamão, aquele que só se queixa e não se interessa por nada à sua volta.

Tratar um problema como parte da viagem e não uma barreira intransponível diminui o desgaste que ele pode trazer à sua vida.

 

Tanto podemos acreditar que a generosidade proativa e a dedicação ao outro trazem benefícios e energias positivas quanto perceber que a desconexão emocional acelera pragmaticamente a resolução de um problema. Essas vertentes separadas ou combinadas oferecem uma nova perspectiva na hora de lidar com uma mensagem, um alerta, quaisquer manifestações que o mundo nos traz e às quais teimamos em dar o nome de “problema”.

 

4_Será que é possível_Sergio Chaia_Integrare Ed

Fonte: livro “Será que é possível? Aprendizados, histórias e resultados na busca da harmonia entre vida profissional, pessoal e espiritual”, de Sergio Chaia – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

Saiba mais sobre o livro!


Cuidado para o seu plano não virar obsessão

dezembro 10, 2012

Rumo à tão sonhada presidência, fui pesquisando metodologias para aumentar as chances de fazer o meu plano acontecer. A leitura de diversos livros ajudou bastante.

Descobri que ter um plano de metas anual é um instrumento útil para realizar projetos, seja lá quais forem. Todo ano faço o meu plano de metas, pois ainda tenho muitos sonhos e objetivos a conquistar.

Para ser factível, esse plano precisa ser simples, fácil de acompanhar e com poucas metas. Quem quer tudo não faz nada! Procuro, a cada ano, estabelecer quatro metas e correr atrás delas.

No best-seller Switch, o professor de comportamento organizacional da Universidade Stanford, Chip Heath, e seu irmão, Daniel, que trabalha num centro de apoio aos empreendedores do terceiro setor na Universidade Duke, apresentam os objetivos SMART. O termo é formado pelas iniciais das palavras specific (específico), measurable (mensurável), achievable (alcançável), realistic (realista) e time-bound (com prazos determinados).

Segundo os autores, os objetivos devem ser definidos de forma concreta. Mas, se houver um componente emocional ou inspirador associado, crescem as chances de serem alcançados. Isso porque nas nossas mentes a emoção e a razão estão conectadas. Assim, na hora de estabelecer as suas metas para o ano adicione componentes emocionais a cada uma delas.

Existem várias formas de aumentar o seu comprometimento com os seus objetivos. Recomendo duas:

• Escrever esses objetivos em quatro cartas endereçadas a você mesmo e pedir a amigos ou familiars que as enviem a cada três meses. Receber a primeira carta e perceber que nada foi feito em prol dos seus objetivos pode ser devastador. Para não se sentir constrangido consigo, olhe suas metas com mais foco antes de receber a segunda carta.

• Logo após minha oração de agradecimento pela manhã, relembro quais são as minhas quarto metas do ano. Assim, elas literalmente não saem daminha cabeça!

Parece óbvio, mas formalizar essas metas ajuda bastante. O simples fato de escrevê-las num pedaço de papel aumenta muito seu compromisso de batalhar por elas. Assim, tendo um plano, no final do ano você poderá fazer a sua retrospectiva – o que alcançou?

O que ainda não deu certo? – e reiterar suas metas para o ano seguinte.

“O que já fiz não me interessa.

Só penso no que ainda não fiz.

Pablo Picasso, pintor espanhol (1881-1973)

Mas tome cuidado para que esse plano não vire uma obsessão. Se isso acontecer, o resultado pode ser outro. É preciso equilíbrio nas nossas ambições, ou corremos o risco de nos tornar escravos delas.

A obsessão por metas é uma força que nos mantém tão envolvidos em alcançar objetivos que chegamos a sacrificar nossos propósitos mais importantes, informa o especialista em gestão Marshall Goldsmith, no livro Reinventando o seu Próprio Sucesso. Nessa hora, podemos colocar tudo a perder. Por causa de uma visão equivocada do que queremos em nossas vidas, nos iludimos achando que seríamos mais felizes se tivéssemos mais dinheiro, menos peso ou se recebêssemos uma promoção, e corremos atrás dessas metas sem cessar. E aí pagamos um preço alto, alerta Goldsmith: negligenciamos nossas famílias, nossos entes queridos, nossos sonhos, ignoramus o verdadeiro sentido que nos move em tudo.

Outro tipo de obsessão resulta da visão, também equivocada, do que os outros esperam de nós, acrescenta Goldsmith. É como aquele chefe que aumenta as suas metas e você, para superá las, sai como um louco atropelando tudo e todos. No fundo, o que você realmente quer é agradá lo. Goldsmith conclui que buscas honestas por objetivos difíceis definidos por terceiros podem nos transformar em trapaceiros. Bom ponto para refletirmos.

 2_Será que é possível_Sergio Chaia_Integrare Ed

Fonte: livro “Será que é possível? Aprendizados, histórias e resultados na busca da harmonia entre vida profissional, pessoal e espiritual”, de Sergio Chaia – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

Saiba mais sobre o livro!


%d blogueiros gostam disto: