Está em dúvida sobre qual carreira deve seguir?

setembro 11, 2017

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Você já pensou que o modelo atual surgiu há mais de 50 anos e não reflete mais a atualidade? Muitos estão procurando soluções para a nova realidade, mas fórmulas mágicas ainda não existem. Por isso, avesso à simples manuais, Felipe traz aqui a esperança de que, se algumas das dicas ou aprendizados compartilhados forem colocados em prática, você poderá se tornar um profissional ainda mais realizado.

 

Você pode refletir sobre a sua carreira, mas tem que entender que isso depende de um posicionamento pessoal que exige protagonismo. A era da informação exige filtros, inteligência emocional e principalmente AÇÃO para concretizar projetos.

O futuro não lhe pertence, e isso é o que faz a vida se tornar incrível. Se tudo estivesse previsto, perderia a graça, a magia. Viver é aprender a lidar com incertezas e principalmente aprender a fazer escolhas.

A sua carreira pode lhe trazer realização e felicidade, que serão resultados das suas escolhas. Mas você tem que fazer essas escolhas aqui e agora. E você: vai ou fica?

Fonte: Carreira – O começo certo em um futuro incerto, de Felipe Maluf. Integrare Editora.

 

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Amizade abre portas. (por Içami Tiba)

novembro 16, 2015

Num dos seus poemas, Manuel Bandeira (1886-1968), membro da Academia Brasileira de Letras, escreveu:

 

“Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei … ”

Nesse trecho do poema, Manuel Bandeira demonstra a importância da amizade. Em Pasárgada, paraíso imaginado, o mais importante é ser amigo do rei.

Somos amigos das pessoas que sentem amizade por nós. Lembro que somos as pessoas que amamos e por quem somos amados preciso ser psicologicamente saudável para se entregar a uma amizade. Quem é desconfiado, controlador, inseguro, egoísta, ciumento, infantil, ensimesmado, psicótico, neurótico raramente consegue se entregar. E, para complicar, a amizadetem que ser mútua. Ou seja, a outra pessoa também tem que ser saudável.

Acima das qualidades individuais . preciso que haja também afinidade, respeito, admiração e condição profissional e social próximas para que o que seja fácil para um não seja difícil para o outro.

Amizade é tão importante que, quem não tem amigos, inventa um. O amigo imaginário não é raro em crianças e adolescentes muito solitários.

Atendi uma garota de 16 anos, filha única de mãe única, que se trancava no armário e ficava horas brincando e conversando lá dentro. O que ela tinha era uma amiga imaginaria. Trancava-se para poder conversar livremente com a amiga sem que sua mãe a achasse louca. O perigo era ela acreditar na existência real da amiga imaginaria…

As pessoas que têm amigos melhoram muito suas performances pessoais, sociais e profissionais praticamente em todas as áreas.

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Fonte: livro “Família de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Somos todos educadores (por Içami Tiba)

novembro 9, 2015

Todo ser humano é um educador em potencial, pois já nasce um aprendiz. Se ninguém lhe ensina nada, aprende com as próprias experiências. A educação é fundamental para a sobrevivência da civilização e da cultura. Não podemos mais imaginar que alguém viva absolutamente isolado da influência dos outros. Onde houve relacionamentos, estará presente a educação. Um indivíduo pode até se isolar para meditar no pico do monte Everest, mas não há como ter vivido até essa altura da vida sem, antes, ter conhecido outras pessoas. Basta lembrar que um dia ele nasceu de alguém.

Ninguém tem tempo nem condições de descobrir tudo sozinho neste mundo. O homem não para de ser inundado com novas tecnologias, ideias e costumes. Aprender com quem sabe tornou‑se imprescindível. Em qualquer ocasião, sempre há alguém ensinando e outro aprendendo, direta ou indiretamente.

O saber atribui um poder que, se usado somente em benefício próprio, torna o indivíduo um tirano que impõe a ignorância ao outro para subjugá‑lo às suas necessidades. Esse modelo já está ultrapassado. Qualquer ação ou palavra de um pode influir no comportamento de outras pessoas, querendo ou não. Se um ajuda o outro a tomar posição, a não exigir somente seus direitos, a arcar com suas responsabilidades, isso também é educação.

Educador não é somente aquele que se propõe a ensinar. Muitos mestres não pretenderam ensinar, simplesmente exerceram o que sabiam. Uma pessoa, quando se torna modelo para outras, influi também no jeito de vestir e de se comportar, e então ela as está educando.

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Fonte: livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Família feliz na praia. (por Içami Tiba)

outubro 19, 2015

O sol brilha maravilhosamente nesse domingo em que o cobra e a polvo levam seus dois filhinhos à praia. Logo ao chegar, ela tem de lançar seus tentáculos para segurar as crianças afoitas, que quase já entravam na água. Ela sabe que, em primeiro lugar, é preciso protegê-los do sol. Assim, lambuza de protetor solar os inquietos corpinhos, coroando-os com um bonezinho, tal qual uma cereja sobre o sorvete… A polvo aproveita e passa protetor também no cobra. E só então, finalmente passa nela mesma, nas partes do corpo que consegue alcançar. Depois, pede a ele – que está arrumando o território onde a família vai ficar – que passe a loção em suas costas.

Os filhinhos correm para o mar. A polvo os segue com o olhar, pois sabe que criança e água não combinam: uma engole a outra, e vice‑versa, sempre. Se ela pudesse, estenderia todos os seus tentáculos para evitar os perigos que ameaçam sorrateira e ostensivamente seus amados filhinhos. Bloquearia as ondas maiores, diminuiria a intensidade do sol, afastaria as pessoas indesejáveis, aqueceria a água, impediria que um filho jogasse água no outro, provocaria a união entre os dois, faria que se dessem as mãos para proteger um ao outro – e, assim, aproveitassem o memorável passeio, registrando para sempre que tiveram uma infância feliz. Ela nunca foi à praia quando criança, o que lhe aperta o coração até hoje.

A polvo não descuida dos filhotes um segundo sequer, nem para piscar. A intensidade do sol aumenta e a brisa resseca seus olhos, que começam a reclamar, a arder e lacrimejar. Mas ela está lá, a vontade mais firme do que o corpo – que já não aguenta mais. Ela precisa fechar os olhos um segundinho… Então, lembra-se do marido. Ele está de pé, de braços cruzados, varrendo a praia com o olhar e sentindo a brisa no corpo. É uma figura imponente: o senhor da praia. Ele ouve a esposa chamar: Benhê, você fica de olho nas crianças para que eu possa fechar os olhos um pouquinho? Ela fala em tom de súplica, para comover o marido. E ele responde: Pode deixar, meu bem! Eu olho as crianças! E, com seu olhar de cobra – entenda‑se em tubo –, fixa os olhos no alvo: as crianças.

Mesmo tombada, a polvo não abre mão do controle. Vai perguntando ao marido: Onde estão as crianças? O que elas estão fazendo? Conforme o modo como o cobra responde – tom de voz, rapidez, precisão das palavras, vacilações ou humor –, ela avalia a situação. Ao mínimo sinal de anormalidade, ela abriria imediatamente os olhos para reassumir o controle de tudo…

O cobra responde de acordo com o esperado, nem percebe que a polvo desconfia de sua capacidade de cuidar das crianças. Ele continua a olhar os filhos em tubo até que, entre seus olhos e as crianças, passa algo balouçante, um tanto quanto rebolante… Aí o olhar em tubo muda de alvo. Agora, acompanha instintivamente os movimentos do novo alvo até que ele quase desapareça de vista. Mas, de repente, ele se lembra: Xi, e as crianças? O cobra se volta rapidamente para o ponto onde estavam as crianças. Mas onde elas estão que ele não as encontra?

Sumiram… As danadas sumiram!

Pânico geral. A polvo levanta‑se como se uma mola a empurrasse e corre em direção ao mar, desesperada. O mar engoliu os filhinhos dela, com certeza! Será que alguém os raptou? Seriaum sequestro? Ela grita com o marido: Faça alguma coisa!

Mas eis que as crianças estão sentadinhas na areia fazendo buracos. A polvo as abraça como se elas tivessem se afogado e Deus as tivesse devolvido, tamanha a sua devoção… Passado o susto, ela não sossega: um dos seus tentáculos vai enforcar aquele pai desnaturado. Onde já se viu perder os filhos? Nem para olhar os próprios filhos ele serve, aquele folgado…

As crianças continuam felizes, brincando e vivendo a pura inocência de não saber dos grandes perigos que passaram pela mente da mãe, de cujos olhos brotam lágrimas de ternura, agora indiferentes ao sol abrasador…

A polvo jura que nunca mais vai confiar SEUS filhos àquele cobra desalmado.

O cobra se queixa da mulher: Para que tanto escândalo? Encontrou as crianças? Então está bom. Para ele, não há motivo para se preocupar com o que não aconteceu. Tudo volta a ser como antes daquele sufoco, e ele é novamente o Senhor da praia.

Tudo não passou de uma chuva emocional de verão…

 

Fonte: livro “Homem Cobra Mulher Polvo”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Pais que permitem algo que negaram antes. (por Içami Tiba)

outubro 13, 2015

Quando os pais negam algo que o filho quer, e este faz cara de coitadinho, de menor abandonado, os pais ficam com pena e chegam até a exclamar, ironicamente ou não, “que dó!”. O filho já se sente meio vitorioso, pois ele conseguiu fazer com que seus pais percebessem o estado, verdadeiro ou fingido, como ele ficou. Agora é só uma questão de tempo, pensa ele.

Os pais acabam desconsiderando as negativas anteriores e arrematam tudo dizendo: “Está bem, desta vez pode!”. Então o filho sente-se vitorioso duas vezes: venceu o obstáculo que os pais colocaram e ganhou o que estava querendo.

Por que os pais consentiram em algo que haviam negado antes? Disseram um sim que aniquilou todos os nãos ditos até então? Nada mudou, o filho não fez nada de diferente a nã o ser permanecer na insistência, isto é, o filho não agregou nenhum valor à situação que justificasse a mudança. Passar por coitadinho sem sê-lo, além de falsidade ideológica, tira
credibilidade, sem a qual não existe performance que resista.

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Fonte: livro “Educar para formar vencedores”, de Içami Tiba – Integrare Editora
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Educação deve vir de casa? (por Içami Tiba)

setembro 21, 2015

A maioria dos professores diz em uníssono que “Educa­ção deve vir de casa”. E, na vida social, se diz que “Educação vem de berço”. Mas não é verdade, pois nas escolas é que se percebe o quanto crianças e adolescentes não têm educação, apesar de terem “casa”, de terem “berço”.

Nos meus livros Quem Ama, Educa!; Adolescentes: Quem Ama, Educa! e Disciplina, Limite na Medida Certa – Novos Paradigmas, me estendo bastante sobre a educação familiar.

Os atrasos de crianças, por exemplo, dependem mais dos seus respon­sáveis do que delas mesmas. Bem diferente são os adoles­centes que, mesmo que os pais os deixem na porta da escola a tempo, se perdem ou se enroscam com colegas pelo cami­nho às salas de aula.

Há pais terceirizando a educação dos seus filhos para a escola, declarada ou subterraneamente, principalmente nas questões nas quais eles perderam o controle. Disciplina e responsabilidade, valores familiares, são os que os pais mais cobram da escola.

E não adianta dar instrumentos aos filhos se eles não estiverem capacitados para usá-los. É quanto a esse preparo que a escola entra com a disciplina e responsabilidade: para enfrentar comportamentos inadequados por ela percebidos. A escola não tem essa obrigação, bastaria que avisasse os pais sobre as inadequações, para que estes tomassem as medidas necessárias, e pronto, sua parte estaria cumprida. Mas a escola, mesmo que não esteja incumbida de transmitir valores que deveriam vir do berço (preparados pelos próprios pais), pode, no entanto, ajudar dentro da sua capacitação.

A educação pode não vir de casa, mas a escola não pode ser conivente com a falta dela. Em muitos casos, a indisciplina também está nos pais. A escola tem que voltar suas atenções para esses pais, com orientações, exigências, palestras, leituras obrigatórias e muitos outros recursos (como atendimentos por profissionais especializados) para os ajudar a serem também educadores.

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Fonte: livro “Ensinar aprendendo: novos paradigmas da educação”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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O tempo é valioso. (por Leo Fraiman)

setembro 14, 2015

Muitos pais, com sua estima abalada pelas incessantes cobranças de mais e mais consumismo, pensam estar sendo excelentes pais por “não deixarem faltar nada em casa”, e assim faltam com sua importante presença. Sobram alimentos e roupas de grife, mas faltam a presença e a intimidade.

A jornada de trabalho tem aumentado bastante para muitas famílias. Hoje em dia, ambos os pais trabalham cada vez mais intensamente para manter um padrão de vida cada vez mais exigente. Não é raro encontrar pais que têm jornada dupla, ou mesmo tripla de trabalho, para poderem oferecer um bom nível de vida a suas famílias. Mais do que dinheiro, é bom saber que os filhos desejam que seus pais invistam tempo e afeto neles.

Some-se a isso toda uma oferta de bens e serviços que prometem afeto e contato com um mundo feliz, tais como cursos, massagens, comidas, bebidas, aparelhos eletrônicos, viagens de experiências. Tudo em nome de boas sensações afetivas que são cada dia mais raras nas famílias. As empresas terceirizaram o afeto.

Quais são as lembranças mais fortes que uma pessoa leva de sua família? O presente caro? A bolsa de grife? Não. Se perguntarmos a muitas pessoas, a resposta tenderá a variar pouco: as lembrança que mais guardamos no coração são dos momentos passados junto a entes queridos, conversas significativas, ocasiões em que se riu, se olhou nos olhos, se brigou, se trocou ideias. Lembramos muito mais de momentos preciosos nos quais sentimos relações reais, presença e afetividade.

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Fonte: livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora?”, de Leo Fraiman – Integrare Editora

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