Fazendo amizade com o tempo. (por Eugenio Mussak)

dezembro 16, 2015

O tempo está à nossa disposição, mas é ele que dispõe de nós. Por isso estabelecer com ele uma relação de paz é um ato de sabedoria. Sentir e medir o tempo são aparentados, pois ambos nos permitem perceber seu andar ininterrupto. Como? Bem, sentir e medir o passar das horas são iniciativas úteis, pois nos ajudam a decidir o que faremos com o tempo de que dispomos. Assim, nossa paz com o tempo será diretamente proporcional à paz que estabelecemos com nossas escolhas e nossas decisões. E estas são pessoais, relativas aos valores de cada um.

 

O cientista inglês Stephen Hawking, que ocupa na Universidade de Cambridge a mesma cadeira que já foi de Isaac Newton, escreveu um livro chamado Uma breve história do tempo. Em dado momento, em meio a intrincados conceitos científicos, ele pondera que o tempo tem de ser analisado a partir de três setas: a seta cosmológica, que explica a expansão do universo, a seta termodinâmica, que explica a modificação constante das coisas, e a seta psicológica. Sim, o físico mais importante da atualidade não consegue analisar os fatos do tempo sem recorrer à psicologia. Os enigmas intrincados da matéria relacionam‑se com os mistérios do tempo desde sempre, mas quando o homem passou a protagonizar essa peça no palco no Universo, seus pensamentos e sentimentos acrescentaram novos ingredientes ao roteiro, às vezes de comédia, às vezes de tragédia.

 

A maior contribuição da física nesse assunto é a ideia da relatividade. As sofisticadas descobertas de Einstein sobre a velocidade da luz nos levaram a abandonar a ideia de tempo único e absoluto. Então “o tempo se tornou um conceito mais pessoal, relativo ao observador que o está medindo”, diz Hawking. Nossa relação com o tempo se faz a partir de nossos valores, opções, decisões e culpas. É o tempo psicológico. Eu dedico mais tempo ao que tem mais valor para mim. O problema é conhecer seus valores.

 

insta_16_12_Preciso dizer o que sinto_Eugenio Mussak_Integrare_Edit

 

Fonte: livro “Preciso dizer o que sinto”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

Anúncios


5 condições básicas para o comprometimento (por Eugenio Mussak)

dezembro 17, 2014

Ainda que haja variações, as pessoas costumam responder favoravelmente a alguns fatores que determinam o comprometimento. Os principais são cinco:

  • Admiração. Sentimento gostoso de sentir e de provocar. Fundamental para qualquer tipo de relação, a admiração provoca o desejo de permanecer junto à pessoa admirada ou de empenhar-se numa tarefa cujo resultado se admira. Não conseguimos nem permanecer ao lado de alguém que não admiramos nem conseguimos ser eficientes trabalhando numa empresa cujos valores não provocam em nós nenhuma admiração.
  • Respeito. Não há comprometimento sem respeito, e ele deve ser mútuo. Deriva da admiração, e dá o passo seguinte.
  • Confiança. Só confiamos em quem admiramos e respeitamos. E só nos comprometemos com alguém se confiamos nele.
  • Paixão. Esse sentimento surge com frequência por alguém a quem admiramos, respeitamos e em quem confiamos. Simples assim.
  • Intimidade. Sim, pois queremos ficar ao lado da pessoa por quem estamos apaixonados, convivendo e misturando nossa vida com a dela. Também podemos nos apaixonar por causas, empresas e, claro, times de futebol. E, com eles, queremos continuar convivendo, sendo íntimos.

Pronto. Se existirem essas cinco condições básicas, o comprometimento será mera consequência. Se um casal com problemas de relacionamento procura um terapeuta, verá que ele não questiona o comprometimento em si, e sim as cinco condições anteriormente descritas, pois, se uma delas for deficiente, prejudicará o comprometimento que sustenta o casamento.

Essas condições, que sustentam a relação entre duas pessoas, também garantem a boa relação das pessoas com a empresa onde trabalham, com uma instituição que colaboram, com um grupo de amigos de fim de semana, com a igreja que frequentam, com o time para o qual torcem, e assim por diante.

Post_FB_17_12_com_gente_eh_diferente

 

Fonte: livro “Com gente é diferente – Inspirações para quem precisa fazer gestão de pessoas”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!


A esperança é dispensável? (por Eugenio Mussak)

dezembro 5, 2014

Viver parece ser uma aventura cada vez mais perigosa. Isso porque a caixa de Pandora moderna tem controle remoto e despeja sobre nosso sofá tudo o que “dá notícia”: tsunamis inesperados; furacões esperados, mas subestimados; terroristas armados de bombas e de loucura; políticos corruptos livrando suas caras com manobras e conchavos. A própria esperança se surpreende e se assusta quando é usada como cabo eleitoral, sendo designada para vencer o medo.

Apesar de tudo isso, a resposta é: não, a esperança não é dispensável! Ter esperança é acreditar no amanhã. É supor que a vida vai melhorar, que o dinheiro vai ser suficiente, que a febre vai diminuir, que a lavoura vai crescer, que o sorriso vai perdurar. E tudo isso porque nós vamos fazer nossa parte. Ter esperança é assumir nosso lado divino e responsabilizar-nos pela continuação da obra de criação, pondo o cérebro para pensar, o braço para trabalhar e o coração para amar o que queremos, o que fazemos e o que sonhamos.

O homem que perde a esperança perde-se a si mesmo, porque a esperança pertence à sua essência. A esperança está em tudo. O viver tem a esperança do ser. O sonho tem a esperança da realização. O trabalho tem a esperança do resultado e do pagamento. O olhar furtivo tem a esperança do sorriso malicioso. A piada tem a esperança do riso. A música tem a esperança da emoção. O beijo roubado tem a esperança do beijo apaixonado.

 

Caminhos da mudança_Eugenio Mussak_Integrare Ed

Fonte: livro “Caminhos da Mudança”, de Eugenio Mussak. Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, Consulte o livro ou entre contato conosco.

Saiba mais sobre o livro!


O risco de viver (por Eugenio Mussak)

outubro 24, 2014

O dia-a-dia do cidadão que pega trânsito, faz negócios, participa de reuniões, fala em público, faz entrevista de emprego e enfrenta chefe nervoso é, sim, cheio de pequenos “riscos”. E esses riscos, às vezes, surgem simultaneamente e se acumulam, como em uma poupança de desafios que não desaparecerão enquanto não forem enfrentados.

Ninguém tem sucessos sem enfrentar desafios: só petisca quem se arrisca.

Assuma o risco, mas prepare-se para ele. Não exceda os limites. Vá em frente, mas seja prudente.

Caminhos da mudança_Eugenio Mussak_Integrare Ed

Fonte: livro “Caminhos da Mudança”, de Eugenio Mussak. Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, Consulte o livro ou entre contato conosco.

Saiba mais sobre o livro!


Curioso, não conseguimos descartar o hábito de descartar… (por Eugenio Mussak)

outubro 10, 2014

A palavra “descartar” vem do baralho e significa “devolver à mesa a carta que não serve ao jogo”, que é inútil; mas, com o tempo, foi ampliando sua aplicação. Costumamos descartar um imenso número de produtos feitos de plástico, alumínio, borracha, tecido e papel. Embalagens, latas de refrigerantes, pratos, talheres, baterias, roupas, celulares – a lista é longa. Antigamente, eletrodomésticos que estragavam eram consertados, hoje é mais barato comprar um novo e descartar o velho, que muitas vezes nem é tão velho assim.

A cultura do descartável começou com um homem chamado King no comecinho do século XX. Em uma manhã, fazendo a barba, ele teve a ideia (afinal, quem nunca teve uma ideia fazendo a barba?): “Por que não produzir uma lâmina bem pequena, fininha e barata que substitua a tradicional navalha?”, pensou. “Ela seria mais fácil para transportar, e poderia ser simplesmente jogada fora após fazer algumas barbas”.

Essa ideia, no começo, não fez sentido para a maioria das pessoas, que só compreendiam a existência de coisas duráveis, como uma navalha. Mas foi com ela que King Camp Gillette ficou rico alguns anos depois. Em 2005, seus herdeiros venderam a Gillette Company para a gigante Procter & Gamble por 55 bilhões de dólares.

Esta é uma entre muitas histórias de empreendedores do capitalismo, mas ela tem um componente a mais. Seu personagem principal não criou apenas um novo produto e uma empresa milionária. Ele criou um conceito – o de objetos descartáveis. Sim, o descartável trouxe conforto para a humanidade, mas acabou por criar um novo problema – o que fazer com as toneladas de lixo não degradável que produzimos atualmente, especialmente nas grandes cidades? O descartável é um conforto que cobra um pedágio caro. O velho King não poderia imaginar…

E este lado negativo dos descartáveis não é o único. Há também o fato de que os descartáveis viraram cultura, são pop, modernos, ou pós-modernos. Descartar é um hábito contemporâneo, do qual não conseguimos nos livrar. Curioso, não conseguimos descartar o hábito de descartar. Os descartáveis não são descartáveis! Não temos mais como não descartar coisas que ficam velhas rapidamente, pois foram feitas para isso, para durar pouco, apenas enquanto dura sua utilidade.

E o pior ainda está por vir. Ideias, valores e, suprema ironia, até pessoas são descartados com frequência, após vencer seu prazo de utilidade. É o “efeito Geni”. As pessoas também são descartadas quando perdem o fio, como as lâminas de barbear.

Com gente é diferente_Eugenio Mussak_Integrare Ed

Fonte: livro “Com gente é diferente – Inspirações para quem precisa fazer gestão de pessoas”, de Eugenio Mussak. Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, Consulte o livro ou entre contato conosco.

Saiba mais sobre o livro!


Não basta fazer certo a coisa, tem de fazer a coisa certa! Por Eugenio Mussak

setembro 17, 2014

A máxima “Não basta fazer certo a coisa, tem de fazer a coisa certa” nunca foi tão verdadeira como na atualidade. E não porque os conceitos de eficiência (fazer certo a coisa) e eficácia (fazer a coisa certa) tenham sido de repente recuperados e considerados essenciais. E sim porque nunca antes tivemos tanta coisa para fazer.

Nas empresas, há pelo menos três motivos para que essa realidade tenha se instalado. Primeiro porque as equips estão ficando, gradativamente menores. Não é incomum que se diga que, antes, a equipe tinha quatro componentes, e agora são só três para fazer o trabalho de cinco. A necessidade de reduzir custos e a indisponibilidade de pessoas qualificadas estão por trás dessa dura realidade.

O segundo motivo é o surgimento natural da cultura de multifuncionalidade, que tomou conta do mundo corporativo na virada do século. Hoje não basta que você seja muito bom em sua área, precisa ser multi. Todos na empresa são vendedores, diz o marketing; é preciso que cada um cuide dos custos, afirma o financeiro; esperamos sugestões e contribuições para melhorar a qualidade, informa a produção; cada gestor é um gestor de pessoas, transfere o RH. E todos têm razão.

E, para coroar, o terceiro motivo é de ordem geral, ou global. O mundo em que vivemos tem como principais características a velocidade das mudanças, a imprevisibilidade e a incerteza. A questão tem influência tão capital nas empresas que a Profa. Rita McGrath, da Columbia Business School, de Nova York, acaba de lançar um livro chamado simplesmente O fim da vantagem competitiva. O que a autora propõe (e demonstra com inúmeros exemplos) é que a dinâmica dos mercados exige uma análise permanente, quase diária, dos fatores que permitem a empresa manter-se viva e competindo. A vantagem competitiva que nos trouxe até aqui não será suficiente para nos levar adiante. Não só tudo é transitório, como a transitoriedade está com pressa.

Com gente é diferente_Eugenio Mussak_Integrare Ed

 

Fonte: livro “Com gente é diferente – Inspirações para quem precisa fazer gestão de pessoas”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!


%d blogueiros gostam disto: