A importância do planejamento (por Dean Cunningham)

janeiro 8, 2016

Não há a mínima necessidade de começar uma ladainha, aqui, sobre a necessidade de planejamento. Conhecemos o velho ditado: “Se você não planeja, está planejando para o fracasso”. É raro encontrar um livro voltado ao desenvolvimento pessoal que não mencione a importância do planejamento. É como um mantra, repetido de novo, de novo e… de novo. Funciona como uma canção de ninar. Mas já é hora de despertar para a sabedoria embutida nessa mensagem. Todos estão dizendo a mesma coisa por um motivo: o planejamento funciona.

 

Quando você tem um sonho, é capaz de criar a paixão e o comprometimento necessários para chegar aos resultados que pretende. Porém, um sonho sem planejamento é inútil. Não faz mal sonhar, contanto que você levante e coloque seu plano em ação, quando o despertador tocar. Isso funciona como o seu despertador matinal. Ao transformar seu sonho numa série de passos administráveis, com o estabelecimento de prazos, você para de sonhar, simplesmente. Na verdade, o planejamento nada mais é do que um sonho ou um objetivo com um prazo.

 

Nem sempre as coisas funcionam como planejado. Porém, estabelecer o rumo para chegar aonde você deseja ou realizar qualquer objetivo importante é melhor do que ficar sentado, esperando. O planejamento nada mais é do que um sonho ou um objetivo com um prazo.

Você não pode deixar que tudo seja determinado pela maré. Não há nenhuma garantia de que, se for empurrado por ela, você chegará à praia que escolheu.

 

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Fonte: livro “Pura Sabedoria”, de Dean Cunningham. Integrare Editora

 

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O risco de viver! Por Eugenio Mussak

maio 24, 2013

Numa primeira análise, a vida da maioria de nós — mortais comuns que trabalham em escritórios, empresas e consultórios — parece ter pouco que ver com histórias fantásticas como a de Moby Dick. Mas há semelhanças, sim, guardadas as proporções. Independentemente do que você faça, assuma seus riscos. Se você não tiver medo deles, poderá ter problemas; se não tiver coragem, também.

            O dia a dia do cidadão que pega trânsito, faz negócios, participa de reuniões, fala em público, faz entrevista de emprego e enfrenta chefe nervoso é, sim, cheio de pequenos “riscos”. E esses riscos, às vezes, surgem simultaneamente e se acumulam, como em uma poupança de desafios que não desaparecerão enquanto não forem enfrentados.

            Ninguém tem sucessos sem enfrentar desafios: só petisca quem se arrisca. Mas aprenda com os heróis mitológicos. Prometeu roubou o fogo dos deuses e, por isso, foi condenado a ter seu fígado eternamente comido por abutres. Ícaro foi imprudente e voou perto do Sol com suas asas de penas e cera; a cera derreteu com o calor solar e Ícaro caiu. Belorofonte, montado em Pégaso, matou a Quimera e voou até as proximidades do Olimpo para se exibir; Zeus se enraiveceu com a insolência, assustou Pégaso e derrubou o herói, que passou a vagar coxo e em desgraça.

            O que essas passagens da mitologia grega têm em comum? Todas recomendam duas coisas: assuma o risco, mas prepare-se para ele. Não exceda os limites. Vá em frente, mas seja prudente. Camões garante, em Os lusíadas, que os deuses compreensivos ajudaram Vasco da Gama a chegar às Índias e a voltar para casa, com direito a uma paradinha na Ilha dos Prazeres, mas não sem quase morrer algumas vezes. As divindades mitológicas gostam dos ousados, mas não toleram os imprudentes.

            É assim até hoje. No mercado de capitais — uma espécie de divindade moderna —, os investimentos mais rentáveis são os que oferecem mais risco. Bancos “generosos” fecharam as portas de repente, deixando muitos clientes no prejuízo.

            Esses são sinais de que devemos nos abster de arriscar? É claro que não. São avisos de que riscos devem ser tomados à vontade, desde que minimizados pela prudência. Essa é, aliás, uma dobradinha poderosa. Em Mar português, um de seus poemas mais famosos, Fernando Pessoa recomenda o risco calculado quando lembra que Deus deu ao mar perigos e abismos, mas nele é que espelhou o céu. Navegue, sim, mas com precisão.

 

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Fonte: livro “Caminhos da Mudança”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

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