Transformando obstáculos em caminhos!

março 4, 2013

Precisamos das raízes dos vínculos, da relação de troca, de cuidar e ser cuidada. Mas também precisamos, como diz a expressão popular, “dar asas à imaginação”, acalentar os sonhos e, assim que possível, fazer planos para transformá-los em reali­dade. É isso que dá cor à vida.

          À medida que caminhamos pela estrada da vida, encontra­mos várias encruzilhadas. Elas marcam a passagem de uma situação para outra, e aí encontramos riscos, oportunidades e um misto de perdas e ganhos.

          Com a disposição de transformar obs­táculos em caminhos, surge a força interior de construir metas, renovando a confiança na própria capacidade, e então, mais uma vez, a autoestima se fortalece.

            A decisão interior de tomar nas mãos as próprias rédeas é um poderoso impulso gerador de mudanças.

            Há pessoas que, apesar das experiências difíceis e dos rela­cionamentos afetivos em que se sentiram atacadas ou mal-ama­das, conseguem se reerguer e ir à luta. A essa força de superar adversidades sem se deixar abater se dá o nome de “resiliência”. A fé, o cultivo do otimismo e da alegria, a capacidade de desco­brir coisas boas mesmo em situações difíceis são seus ingredientes básicos.

 

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Fonte: livro “Palavra de Mulher – Histórias de amor e de sexo”, de Maria Tereza Maldonado e Mariana Maldonado – Integrare Editora

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Caminhos e Descaminhos da Educação Brasileira

setembro 23, 2011

Qual a questão essencial da sociedade do conhecimento? – Uma educação sólida, de alta qualidade – dirá Paulo Nathanael Pereira de Souza, um dos maiores especialistas brasileiros no tema.

Em Caminhos e Descaminhos da Educação Brasileira, o autor tem por objetivo identificar as principais interfaces da crise, que afeta, de maneira avassaladora, o setor educacional brasileiro nos últimos trinta anos.

Não só as identifica como sugere mudanças de rota para minimizar os efeitos perversos dessa crise tanto para as gerações atuais como para o patrimônio escolar e cultural das vindouras.

Em três partes, a obra traça, de início, diagnósticos da crise a partir de modelos obsoletos de educação (popular ou elitizada), além de fornecer uma útil análise de países bem-sucedidos na educação de seu povo. A seguir, o leitor é brindado com artigos e excertos de várias épocas, que, ora reunidos, oferecem um claro histórico da luta do autor pela educação brasileira. Na terceira parte, Paulo Nathanael esclarece e sintetiza questões bastante atuais de educação e gestão, como estágios, Educação a Distância (EAD) e universidades corporativas.

Fonte: Trecho do Livro “Caminhos e Descaminhos da Educação Brasileira”, de Paulo Nathanael Pereira de Souza, Integrare Editora

 Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

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Eu e minha timidez

setembro 16, 2011

Posso falar sobre timidez com autoridade — fui um menino que, quando brincava de Liga da Justiça, queria ser o Homem Invisível.

Nos primeiros anos do colégio, época em que as meninas e as espinhas aparecem ao mesmo tempo, eu sofri tanto com a timidez que muitas pessoas achavam que eu seria uma espécie de eremita urbano. Felizmente essa profecia não se realizou. É bem verdade que a maioria dos adolescentes apresenta algum grau de timidez, que desaparece no início da vida adulta, notadamente após os 20 anos, mas o meu era maior do que o de= meus colegas.

 Lembro de vários episódios em que a timidez me fez passar por maus bocados. Certa feita, eu e meus amigos estávamos impressionados com a beleza de uma garota nova na escola, mas ninguém tinha coragem de chegar perto. Até que aconteceu o improvável: um dia ela perguntou o meu nome. Logo o meu nome!

Juro que eu levei um tempo para lembrar como me chamava. E, quando falei, saiu aquela voz de adolescente, meio grossa, meio fina. Foi então que eu desejei ser tragado pela terra, por um poço negro e sem fundo. Ela, com toda a naturalidade, me perguntou se eu sabia como conseguir um livro, onde era a biblioteca, coisas assim. Era tudo o que ela queria — uma informação. Aí eu retomei o controle, porque sabia as respostas, mas depois fiquei horas pensando sobre o choque térmico provocado pela timidez. O frio glacial que se apoderou de meu coração quando ela falou comigo transformou-se em um calor infernal quando eu tive de responder.

Passado o susto, surgiu um calorzinho morno e aconchegante, em que eu me senti confortável, fora de perigo, ainda que me chamasse de idiota mil vezes. E a vida foi passando, entremeando embaraços com superações. No fundo, uma história comum.

A timidez é como uma barreira que nos afasta do mundo circundante, impedindo que nossos pensamentos e sentimentos sejam exteriorizados.

O tímido prefere não se expor porque teme desproporcionalmente a crítica, e o faz por dois motivos: se a crítica for severa, irá confirmar as suspeitas de sua inferioridade; se for favorável, colocará em cheque sua autocrítica. Portanto, não há saída.

Pode ser que a timidez não impeça a pessoa de se desenvolver, trabalhar, produzir e se realizar. Mas que prejudica a qualidade da vida, isso lá, prejudica. A vida é um processo de interação constante do indivíduo com o meio em que está inserto; quanto melhor for a qualidade dessa interação, maiores o conforto, a troca e o aprendizado. Qualquer barreira que isole a pessoa do convívio social provoca fissuras em seu desenvolvimento e compromete sua felicidade. Imagine viver em um pátio separado do resto da cidade por um muro alto, que impede a comunicação, apesar de não impedir que você perceba a vida que existe lá fora. Pois a timidez é esse muro.

Mas calma, nem tudo está perdido. Primeiro temos de saber que todas as pessoas têm algum muro. Pode ser mais alto ou mais baixo, mas não há quem não revele o desejo de que alguma coisa fosse diferente em si ou em sua relação com o mundo. Depois, é importante frisar que o tal muro pode ser retirado, ainda que com algum esforço. Com que ferramentas?

Veremos!

Fonte: Trecho do livro “Caminhos da Mudança”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

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Ai, que preguiça!

maio 16, 2011

Caro leitor, você tem três alternativas para dizer de quem é a frase acima: (a) de Macunaíma, o herói sem caráter do Mário de Andrade, que se nega a levantar da rede; (b) do seu sobrinho adolescente, quando recebe uma ordem expressa para arrumar o quarto; (c) de qualquer ser humano diante de uma tarefa que não lhe dá prazer ou que ele considera inútil.

Se você respondeu (d) todas as anteriores, parabéns! Você acertou. A preguiça é companheira de todos nós, e não apenas dos adolescentes e dos macunaímas da vida. Ela é comum, constante e diária. Ela é uma espécie de defesa contra a realização de trabalhos ou atividades, e ocorre porque temos um comando central que insiste em economizar energia. Esse mecanismo é uma herança de nossos ancestrais — na época deles, era muito difícil abastecer a despensa.

Quanto menos energia gastarmos, menos necessidade teremos de ir à luta, caçar ou saquear. E, como essas coisas têm lá seus perigos, é prudente evitá-las. É melhor ficar descansando, economizando energia para as necessidades vitais. Daí surge a tal da preguiça, sussurrando em nosso ouvido para que fiquemos quietinhos, fazendo, de preferência, absolutamente nada.

Atualmente não precisamos mais mobilizar grandes esforços físicos para obter alimento. Basta ir à geladeira ou, no máximo, ao supermercado. Desenvolvemos uma organização social que tem como virtude e objetivo facilitar a vida do ser humano. Temos ao alcance de nossas mãos — e de nosso dinheiro — as benesses da ciência, a tecnologia, os serviços prestados por profissionais que ganham para isso, a organização e os métodos que reduzem esforços, e assim por diante. É assombrosamente mais simples viver hoje do que na época de nossos avós, por exemplo (o que, para a História, não significa nada — é apenas um instante transcorrido).

Imagine a trabalheira que se tinha para, por exemplo, simplesmente viver, quando o Brasil foi descoberto. Como não havia refrigeração, os alimentos não podiam ser armazenados a não ser com a adição de especiarias, e por um período muito mais curto do que é possível hoje. A tecnologia de comunicação era o mensageiro, a de transporte era o lombo do animal, a de aquecimento era a lenha. Isso sem tentar explicar o que era viver sem água encanada e sem esgoto.

Certa vez, em Portugal, visitei o castelo em que vivia Dom João VI antes de mudar-se com a corte para o Brasil, fugindo de Napoleão. Foi quando conheci o verdadeiro trono, que lhe fazia uma imensa falta no Rio de Janeiro de 1808. É uma cadeira ornada, com os braços almofadados, as armas imperiais ostentadas no espaldar e — imagine só — um buraco no assento. É isso mesmo que você está pensando: trata-se de um “trono sanitário”, cujo recipiente inferior, após o uso real, devia ser esvaziado por um servo especializado. Sinceramente… ai, que preguiça!

Fonte: trecho do livro “Caminhos da Mudança – Reflexões sobre um mundo impermanente e sobre as mudanças “de dentro para fora”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora


abril 25, 2011

Vamos começar esclarecendo que estamos falando de duas coisas diferentes. Rotina é a repetição sistemática de uma conduta. Monotonia indica que essa conduta é chata, sem sabor, aborrecida.

A rotina não é necessariamente ruim e, para algumas coisas, é necessária e desejável. Para obter bons resultados no estudo, no trabalho e na ginástica, por exemplo, é necessário que as atividades sejam repetidas sistematicamente, pois é de sua constância e de seu somatório que aparece o resultado. Eu, por exemplo, juro que gostaria de ter mais rotina em minha vida. Atualmente, meu trabalho me obriga a viajar muito, variando imensamente meus dias, o que significa que minha vida não tem rotina nenhuma. E, acredite, eu me ressinto disso. Gostaria de poder escrever todos os dias — isso me faria produzir textos mais sofisticados. Adoraria poder praticar um esporte regularmente, ou pelo menos freqüentar a academia três vezes por semana o ano todo, pois isso teria um impacto positivo em minha saúde. E por aí vai. Há várias atividades rotineiras que não são monótonas; pelo contrário, tornam-se desgastantes exatamente porque são feitas esporadicamente, sem a regularidade necessária à boa prática.

Casamento também é assim. Estar casado é conviver diariamente com um sem-número de pequenas rotinas, que podem ser maravilhosas. Ou não? Talvez a maneira como encaramos a rotina no relacionamento seja uma chance de avaliar se temos ou não um bom casamento, ou se precisamos, pelo menos, fazer alguns ajustes. Estar casado significa dormir com a mesma pessoa todas as noites e acordar ao lado dela todas as manhãs. Gostar disso significa ter um bom casamento.

A rotina de um bom casamento é composta por um imenso conjunto de minúcias adoráveis: beijar as costas do outro antes de dormir; levantar primeiro de manhã para ir ao banheiro e deixar a escova dele já com pasta de dente sobre a pia; servir, um ao outro, a primeira xícara do dia com a mistura exata do café com o leite; secar a louça enquanto o outro lava; ligar do trabalho no meio da tarde. Essas são rotinas, sim, mas rotinas saborosas, desde que nelas haja o tempero adocicado do amor em oposição ao amargo sabor da obrigação.

Estar casado é dividir os momentos que se repetem e, por isso mesmo, se aprimoram. Lembro-me de ter perguntado à minha mulher por que de repente ela parecia absorta e ausente — o que muito me irritava. Então, ouvi uma suave explicação: “Há momentos em que sinto necessidade de agradecer”. Levei um tempo para perceber — macho troglodita — que ela agradecia pela rotina, pelo prazer de ter ao seu alcance a segurança de entender sua vida e controlar seus movimentos.

A monotonia, em contrapartida, é a vilã não só do casamento, mas da vida como um todo. Definitivamente, a monotonia é inimiga de quase tudo de bom que nasce da alma humana. Ela mata a criatividade, afoga a alegria, sufoca as relações, amaldiçoa a felicidade. Monotonia significa manter o mesmo tom, mesmo tendo à disposição uma grande variedade deles. A palavra “monotonia” remete à metáfora auditiva, então vale a pena lembrar: o ouvido humano normal é capaz de perceber sons de freqü.ncias entre 15 e 25.000 Hz. Isso permite ao cérebro captar uma quantidade imensa de sons, porque ele precisa disso para conectarse com o ambiente e compreendê-lo. Não é justo — nem com a biologia nem com a psicologia, muito menos com a poesia — aprisionar alguém a poucos tons. A monotonia, via esta metáfora, é desumana e destrutiva.

Fonte: Texto retirado do livro “Caminhos da Mudança – Reflexões sobre um mundo impermanente e sobre as mudanças de “dentro para fora”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora



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