Aprendendo a lidar com a raiva! Por Eugenio Mussak

julho 10, 2013

Sentir raiva não é sentir algo que o meio nos oferece. Sentir raiva é processar o estímulo ambiental. A raiva está dentro, não fora. Não é como sal, que já está na comida e eu percebo com a língua. É a reação, não o estímulo. A raiva é, portanto, um sentimento derivado da interpretação que fazemos de um acontecimento externo. E a interpretação será condicionada pelo estado psicológico naquele instante, ou naquela fase da vida. A mesma causa pode gerar raiva em um momento, compreensão em outro e, ainda, compaixão em um terceiro. Sentimentos são interpretações das causas, não as causas em si.

            Não há nada de errado em sentir raiva em determinadas situações; errado seria não sentir nada. A raiva nem sequer é o oposto do amor; o oposto do amor é a indiferença. Diante da injustiça, do desrespeito, da maldade, do descaso, o que se espera é a raiva. Se alguém lhe ofender de propósito, você sentirá raiva, ou não será uma pessoa normal. Seu grau de evolução espiritual não será, absolutamente, medido pelo sentimento da raiva, e sim pelo que você fizer com ele. Ao responder à causa da raiva com uma causa igual, ou maior, você estará fazendo exatamente o que o outro espera de você — entrando no jogo. Se, ao ser ofendido, você sentir raiva, processar o sentimento, racionalizar os componentes da situação e escolher a melhor resposta para aquele momento, então você estará no controle.

 

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Fonte: livro “Caminhos da Mudança”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

 

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Por que a raiva é sempre destrutiva? Por Mike George

junho 5, 2013

Inúmeros estudos revelam que a raiva produz um efeito totalmente prejudicial ao bem-estar físico. Um deles, apresentado numa conferência recente sobre o perdão e a paz nos Estados Unidos, demonstrou que o abandono da raiva alimentada por um sentimento de rancor traz alívio e redução da dor crônica nas costas. Outro estudo constatou que as mulheres que lutam contra o consumo abusivo de drogas foram capazes de reduzir a frequência de suas recaídas por meio da prática do perdão. Uma pesquisa da Universidade de Standford sobre o perdão revelou que é impossível ser feliz e saudável se ao mesmo tempo alimentarmos o sentimento de amargura e raiva em relação ao modo injusto como fomos tratados, por exemplo.

            Aparentemente, temos sido condicionados a enxergar qualquer evento desencadeador de tensão, seja a sirene de um carro de polícia, seja um conflito com um parceiro ou colega, como uma crise. Nesses momentos, o corpo produz e libera os hormônios do estresse, a adrenalina e o cortisol. O coração acelera, a respiração fica alterada e a mente, bastante agitada. A liberação de açúcar que acompanha essa reação causa a aceleração dos músculos e os fatores de coagulação do sangue ficam mais ativos. Tudo isso é inofensivo se a tensão ou o medo forem breves e infrequentes, como no caso de um quase acidente ao volante, mas os distúrbios emocionais causados pela raiva e pelo ressentimento são como acidentes que não terminam, e os hormônios transformam-se em toxinas. O efeito depressivo do cortisol sobre o sistema imunológico tem sido associado a sérias doenças e distúrbios.

            Segundo o professor Stafford Lightman, da Universidade de Bristol, “o cortisol enfraquece o cérebro, levando à atrofia das células e à perda de memória. Também eleva a pressão sanguínea e a quantidade de açúcar no sangue, enrijecendo as artérias e causando doenças cardíacas”. A raiva não tem uma publicidade favorável no ambiente médico.

 

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Fonte: livro “Viva com Sabedoria”, de Mike George – Integrare Editora

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A justiça percorre um caminho próprio

agosto 6, 2012

Você tem, naturalmente, consciência de que a justiça verdadeira é… natural? Tem a consciência intuitiva de que a justiça percorre um caminho próprio, tem seu ritmo próprio e causa seus próprios impactos? Todos nós reconhecemos que existe uma justiça natural inerente aos assuntos humanos quando nos referimos à ideia de carma, quando reconhecemos que aquilo que plantamos é o que colheremos, quando reconhecemos que para cada ação existe uma reação igual e uma oposta e quando dizemos, com frequência: “Os atos têm consequências”.

No momento em que você sente raiva em relação aos atos de alguém, está mandando ao mundo a mensagem de que não pode esperar a justiça chegar e que nomeou a si próprio como policial, juiz, membro do júri ou carcereiro, para acelerar o processo!

Você mal se dá conta de que a raiva que está sentindo é, em si, a justiça que está lhe fazendo uma visita! Você é que está sofrendo nesse momento. É você que está se vingando de si mesmo… literalmente! Você é que está fazendo um apelo. Apelo para obter o quê? Para que a sabedoria o liberte de sua ignorância e para que o amor carregue para longe as lágrimas da infelicidade. Mas você não consegue perceber a verdadeira natureza desse clamor, pois não enxerga a raiva como uma forma de sofrimento. As crenças que aprendeu – que a raiva, além de não trazer problemas, é boa – ainda são muito poderosas.

 

Fonte: livro “Viva com Sabedoria – Uma viagem que parte da raiva com destino à paz e ao perdão”, de Mike George – Integrare Editora

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O que fazer com a energia da raiva?

maio 4, 2012

Os conflitos estimulam sentimentos intensos, principalmente a raiva. O acúmulo de mágoas, decepções e ressentimentos formam uma couraça de raiva que, com frequencia, torna a pessoa resistente à proposta de mediação (“Estou morrendo de raiva, não quero conversar nem ver a cara dele, quero ir direto para a Justiça!”). É importante descobrir os sentimentos que estão por baixo da raiva (tristeza, humilhação, medo, entre outros) para que a raiva se transforme e permita que as pessoas parem de

empacar nas respectivas posições. Refletir sobre as raízes da raiva também pode ser útil para diminuir a intransigência e ampliar recursos para lidar com os conflitos de modo mais eficiente.

Cansada de reclamar da falta de cooperação dos filhos adultos, que sempre deixavam as garrafas de água vazias, Helena mudou de tática: reservou para si mesma uma garrafa térmica com água gelada e parou de encher as da geladeira; sentiu-se aliviada e, assim, sem se enraivecer nem continuar brigando com os filhos, transmitiu a mensagem de que deixaria de realizar essa tarefa sozinha. Foi o primeiro passo para pensar em outras situações em que ela estava fazendo mais do que devia, dando margem à acomodação dos filhos.

O exame da nossa raiva, portanto, oferece oportunidades de desenvolver novos recursos para lidar com as situações que nos incomodam e mudar padrões de comportamento.

 

 

Fonte: trecho do livro “O bom conflito – Juntos buscaremos a solução”, de Maria Tereza Maldonado – Integrare Editora

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