Não, não é errado sentir ciúme. Conheça os 2 tipos de ciúmes. (por Eugenio Mussak)

abril 13, 2015

Só os insensíveis não sentem. O errado é transformar o ciúme em uma compulsão irracional, subproduto da desconfiança ou da baixa autoestima. Olhando mais de perto, os teóricos dividiram em duas as origens do ciúme: causas externas e causas internas.

O ciúme de causa externa é o provocado pela pessoa que é o objeto do ciúme, ou por alguém que dela se aproxime de modo inconveniente. Se o comportamento de sua namorada, por exemplo, desperta cuidados, está na hora de “discutir a relação”. É claro que ninguém aguenta sua namorada, ou namorado, desrespeitando os limites do bom senso e abrindo espaço para que outro ou outra se sinta convidado(a) a entrar em sua intimidade. Civilização pressupõe limites, sim. Relações civilizadas também.

Já o ciúme de causa interna é o que nasce da insegurança e da baixa autoestima. É o ciúme do indivíduo que tem certeza da infidelidade da namorada apenas porque ela cumprimentou um ex-colega de classe, ou sorriu educadamente para um cavalheiro que lhe deu passagem na entrada do elevador. É o ciúme que estraga a lua-de-mel, que tira o prazer do final de semana na praia, que pode chegar à fronteira da patologia. O ciumento que tem medo de perder porque carrega uma insegurança inconsciente. Com frequência, também sente ciúme de coisas, e não apenas de pessoas. Não lhe peça um livro emprestado nem se ofereça para dirigir seu automóvel. Você se arrisca a levar um “não” e a criar, sem querer, uma situação constrangedora.

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Fonte: livro “Caminhos da mudança”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

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A esperança é dispensável? (por Eugenio Mussak)

dezembro 5, 2014

Viver parece ser uma aventura cada vez mais perigosa. Isso porque a caixa de Pandora moderna tem controle remoto e despeja sobre nosso sofá tudo o que “dá notícia”: tsunamis inesperados; furacões esperados, mas subestimados; terroristas armados de bombas e de loucura; políticos corruptos livrando suas caras com manobras e conchavos. A própria esperança se surpreende e se assusta quando é usada como cabo eleitoral, sendo designada para vencer o medo.

Apesar de tudo isso, a resposta é: não, a esperança não é dispensável! Ter esperança é acreditar no amanhã. É supor que a vida vai melhorar, que o dinheiro vai ser suficiente, que a febre vai diminuir, que a lavoura vai crescer, que o sorriso vai perdurar. E tudo isso porque nós vamos fazer nossa parte. Ter esperança é assumir nosso lado divino e responsabilizar-nos pela continuação da obra de criação, pondo o cérebro para pensar, o braço para trabalhar e o coração para amar o que queremos, o que fazemos e o que sonhamos.

O homem que perde a esperança perde-se a si mesmo, porque a esperança pertence à sua essência. A esperança está em tudo. O viver tem a esperança do ser. O sonho tem a esperança da realização. O trabalho tem a esperança do resultado e do pagamento. O olhar furtivo tem a esperança do sorriso malicioso. A piada tem a esperança do riso. A música tem a esperança da emoção. O beijo roubado tem a esperança do beijo apaixonado.

 

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Fonte: livro “Caminhos da Mudança”, de Eugenio Mussak. Integrare Editora

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O risco de viver (por Eugenio Mussak)

outubro 24, 2014

O dia-a-dia do cidadão que pega trânsito, faz negócios, participa de reuniões, fala em público, faz entrevista de emprego e enfrenta chefe nervoso é, sim, cheio de pequenos “riscos”. E esses riscos, às vezes, surgem simultaneamente e se acumulam, como em uma poupança de desafios que não desaparecerão enquanto não forem enfrentados.

Ninguém tem sucessos sem enfrentar desafios: só petisca quem se arrisca.

Assuma o risco, mas prepare-se para ele. Não exceda os limites. Vá em frente, mas seja prudente.

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Fonte: livro “Caminhos da Mudança”, de Eugenio Mussak. Integrare Editora

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Obtendo comprometimento: no trabalho, na relação. Por Eugenio Mussak

dezembro 30, 2013

Muitos anos depois dessas histórias, agora já adulto e trabalhando como consultor de empresas, volto a deparar com o fenômeno do comprometimento, pois, assim como aquele contador e o chefe escoteiro, os gestores modernos estão interessadíssimos em formar equipes com pessoas comprometidas. Então surge a pergunta de 1 milhão de reais: afinal, será que é possível entender o fenômeno do comprometimento e providenciar para que as pessoas se comprometam com uma causa, uma missão, um trabalho ou uma relação?

Então vamos direto ao segredo do mistério. Ainda que haja variações, as pessoas costumam responder favoravelmente a alguns fatores que determinam o comprometimento. Os cinco principais são:

•A admiração. Sentimento gostoso de sentir e de provocar. Fundamental para qualquer tipo de relação, a admiração provoca o desejo de permanecer junto da pessoa admirada ou de engajar-se em uma tarefa cujo resultado se admira. Não conseguimos permanecer ao lado de alguém que não admiramos nem ser eficientes trabalhando em uma empresa cujos valores não provocam em nós nenhuma admiração.

• O respeito. Não há comprometimento sem respeito, e ele deve ser mútuo. Deriva da admiração e leva ao passo seguinte.

•A confiança. Só confiamos em quem admiramos e respeitamos. E só nos comprometemos com alguém se confiamos nele.

•A paixão. Esse sentimento surge com frequência por alguém a quem admiramos, respeitamos e em quem confiamos. Simples assim.

• A intimidade . Sim, pois queremos ficar ao lado, conviver e misturar nossa vida com a pessoa por quem estamos apaixonados. E também podemos nos apaixonar por causas, empresas e, claro, times de futebol. E com eles queremos continuar convivendo, sendo íntimos.

Pronto. Se existirem essas cinco condições básicas, o comprometimento será mera consequência. Quando um terapeuta é procurado por um casal com problemas de relacionamento, ele não questiona o comprometimento em si, mas as cinco condições acima. Se uma delas estiver deficiente, prejudicará o comprometimento que sustenta a relação.

As condições que sustentam uma relação  entre duas pessoas também garantem a boa relação das pessoas com a empresa onde trabalham, com a instituição com a qual colaboram, com o grupo de amigos de final de semana, com a igreja que freqüentam, com o time pelo qual torcem, e assim por diante.

Uma análise cuidadosa dessa questão  nos remete a uma situação circular: uma relação só vale a pena se as partes estiverem verdadeiramente comprometidas com ela; e as pessoas só se comprometem com uma relação se ela valer a pena.

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Fonte: livro “Caminhos da Mudança”, de Eugenio Mussak – Integrare Ed.

 

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Aprendendo a lidar com a raiva! Por Eugenio Mussak

julho 10, 2013

Sentir raiva não é sentir algo que o meio nos oferece. Sentir raiva é processar o estímulo ambiental. A raiva está dentro, não fora. Não é como sal, que já está na comida e eu percebo com a língua. É a reação, não o estímulo. A raiva é, portanto, um sentimento derivado da interpretação que fazemos de um acontecimento externo. E a interpretação será condicionada pelo estado psicológico naquele instante, ou naquela fase da vida. A mesma causa pode gerar raiva em um momento, compreensão em outro e, ainda, compaixão em um terceiro. Sentimentos são interpretações das causas, não as causas em si.

            Não há nada de errado em sentir raiva em determinadas situações; errado seria não sentir nada. A raiva nem sequer é o oposto do amor; o oposto do amor é a indiferença. Diante da injustiça, do desrespeito, da maldade, do descaso, o que se espera é a raiva. Se alguém lhe ofender de propósito, você sentirá raiva, ou não será uma pessoa normal. Seu grau de evolução espiritual não será, absolutamente, medido pelo sentimento da raiva, e sim pelo que você fizer com ele. Ao responder à causa da raiva com uma causa igual, ou maior, você estará fazendo exatamente o que o outro espera de você — entrando no jogo. Se, ao ser ofendido, você sentir raiva, processar o sentimento, racionalizar os componentes da situação e escolher a melhor resposta para aquele momento, então você estará no controle.

 

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Fonte: livro “Caminhos da Mudança”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

 

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O risco de viver! Por Eugenio Mussak

maio 24, 2013

Numa primeira análise, a vida da maioria de nós — mortais comuns que trabalham em escritórios, empresas e consultórios — parece ter pouco que ver com histórias fantásticas como a de Moby Dick. Mas há semelhanças, sim, guardadas as proporções. Independentemente do que você faça, assuma seus riscos. Se você não tiver medo deles, poderá ter problemas; se não tiver coragem, também.

            O dia a dia do cidadão que pega trânsito, faz negócios, participa de reuniões, fala em público, faz entrevista de emprego e enfrenta chefe nervoso é, sim, cheio de pequenos “riscos”. E esses riscos, às vezes, surgem simultaneamente e se acumulam, como em uma poupança de desafios que não desaparecerão enquanto não forem enfrentados.

            Ninguém tem sucessos sem enfrentar desafios: só petisca quem se arrisca. Mas aprenda com os heróis mitológicos. Prometeu roubou o fogo dos deuses e, por isso, foi condenado a ter seu fígado eternamente comido por abutres. Ícaro foi imprudente e voou perto do Sol com suas asas de penas e cera; a cera derreteu com o calor solar e Ícaro caiu. Belorofonte, montado em Pégaso, matou a Quimera e voou até as proximidades do Olimpo para se exibir; Zeus se enraiveceu com a insolência, assustou Pégaso e derrubou o herói, que passou a vagar coxo e em desgraça.

            O que essas passagens da mitologia grega têm em comum? Todas recomendam duas coisas: assuma o risco, mas prepare-se para ele. Não exceda os limites. Vá em frente, mas seja prudente. Camões garante, em Os lusíadas, que os deuses compreensivos ajudaram Vasco da Gama a chegar às Índias e a voltar para casa, com direito a uma paradinha na Ilha dos Prazeres, mas não sem quase morrer algumas vezes. As divindades mitológicas gostam dos ousados, mas não toleram os imprudentes.

            É assim até hoje. No mercado de capitais — uma espécie de divindade moderna —, os investimentos mais rentáveis são os que oferecem mais risco. Bancos “generosos” fecharam as portas de repente, deixando muitos clientes no prejuízo.

            Esses são sinais de que devemos nos abster de arriscar? É claro que não. São avisos de que riscos devem ser tomados à vontade, desde que minimizados pela prudência. Essa é, aliás, uma dobradinha poderosa. Em Mar português, um de seus poemas mais famosos, Fernando Pessoa recomenda o risco calculado quando lembra que Deus deu ao mar perigos e abismos, mas nele é que espelhou o céu. Navegue, sim, mas com precisão.

 

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Fonte: livro “Caminhos da Mudança”, de Eugenio Mussak – Integrare Editora

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