Um hilariante e real relato do primeiro banho do bebê. (por Lô Galasso)

Aqui você tem duas alternativas: ou reúne toda a coragem, se concentra, reza um Pai-Nosso e decide dar você mesma, junto com o seu parceiro, o primeiro banho em seu bebê, ou pede o penico para alguma mãe-veterana que esteja disponível (sua mãe, sua sogra, uma amiga, a vizinha do lado…). No segundo caso, você estará apenas adiando a sua estreia, que provavelmente será penosa da mesma forma mais tarde. No primeiro caso, você vivenciará uma das experiências sudoríficas mais intensas de toda a sua vida.

Aliás, nessa fase, a mulher readquire a consciência de que a Terra e a humanidade são predominantemente compostas de líquido: você ingere muito líquido (para ajudar na produção do leite); o bebê só ingere líquido; as fezes do bebê são praticamente líquidas; com frequência você se vê embebida no líquido de sua própria transpiração; como muitas mulheres nesse período, talvez experimente suores noturnos; e certamente, como todas as mães, será contemplada de tempos em tempos com pequenos jatos de líquido morno em diferentes lugares do corpo.

Você resolve dar o primeiro banho no bebê, põe a banheirinha para encher e começa a organizar, em ordem de utilização, todas as roupinhas e apetrechos a serem usados durante e após o banho. Seu marido ficou encarregado de preparar o material para o curativo do umbigo. “Pô, cadê o álcool?” – ele pergunta várias vezes seguidas. Você então lhe refresca a memória, dizendo que foi ELE quem comprou as bolas de algodão, as compressas de gaze E o álcool… Ele avisa que está indo até a farmácia buscar outro frasco de álcool.

Ao conferir o status da banheira… CRUZES!!!… Você corre e fecha o chuveirinho, evitando por pouco que a água transborde. E a julgar pela fumaça que se desprende daquela água, ELA ESTÁ PELANDO!… E agora, QUÊ QUE EU FAÇO??!! – você olha pra todos os objetos do recinto em busca de uma resposta. Como vou temperar essa água, agora? É claro que com um pouco de água fria, sua anta, mas a água tá tão quente que um pouco de água fria não vai adiantar, tem que ser um monte de água fria, e aí não vai caber. Então vou ter que enfi ar o braço aí dentro pra tirar a tampa… Com certeza isso não deveria acontecer. Com certeza ninguém nunca teve que enfiar um braço inteiro numa banheirinha pra tirar a tampa, antes do banho, justo no primeiro banho do bebê… Se eu enfiar o braço todo aí nessa água com certeza vou contaminar a água e o umbigo, meu Deus!… Filhinho, acho que vou enrolar você na toalha e ligar pro pediatra. E cadê o seu pai, QUE NÃO CHEGA NUNCA???!!!

Felizmente a leoa que toda mãe de primeira viagem tem dentro de si reage, ruge, e você decide lavar o braço na pia, enfiá-lo na banheira, tirar a tampa, deixar escoar 85% da água quente, tampar de novo, colocar água fria só o suficiente para tornar a temperatura morna, e… Segurar aquele bebezinho frágil e descoordenado dentro da banheirinha é o próximo esforço altamente mobilizador. “E se ele escapar da minha mão e se afogar nessa água?!”, vai raciocinando você angustiada, enquanto cuida de não deixar entrar água nos ouvidos ou sabonete nos olhos do bebê.

Se tiver a oportunidade de subir numa balança antes e depois do primeiro banho, você vai notar que já emagreceu pelo menos uns trezentos gramas, o que favorecerá uma elevação do seu moral… E o que é ainda melhor: durante os próximos banhos, você certamente ainda vai transpirar um bocado!

Mas, como em tantas outras questões existenciais e práticas da vida, o tempo é um precioso aliado: passadas a insegurança e a falta de jeito dos primeiros dias, o banho vai se tornando um momento de enorme prazer e alegre interação entre os pais e o bebê.

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Fonte: livro “Ser mãe é sorrir em parafuso”, de Lô Galasso. Integrare Editora

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