abril 26, 2011

Aconteceu a uma hora de North Platte, vinte minutos a norte de Cheyenne.

– Acho que ele morreu!

Era a voz de uma mulher pelo rádio.

– Alguém aí está me ouvindo? Acho que meu marido morreu!

A transmissão dela estava a 122,8 megaciclos, a frequência Unicom dos aeroportos pequenos; sua voz era alta e clara: não devia estar muito longe dali.

Ninguém respondeu.

– Você consegue fazer isso, senhor Forbes. – Soava calma e paciente, aquela voz inesquecível, com um toque sulino.

– Senhor Dexter? – disse ele em voz alta, atônito.

Era seu instrutor de voo de quarenta anos atrás, uma voz que ele jamais iria esquecer. Ele lançou um olhar  rápido para o espelho, checando o assento de trás.

Estava vazio, é claro.

Não havia outro som a não ser o do motor barulhento e suave que seguia em frente.

– Alguém me ajude, ele morreu!

Ele apertou o botão do microfone.

– Pode ser, senhora – disse Jamie Forbes –, mas também pode ser que não. A senhora consegue pilotar  esse avião sem ele.

Os maiores mistérios são aqueles cujas

respostas se encontram diante de nossos olhos.

As melhores soluções são aquelas para

 as quais, de repente, nos damos conta de

 que sempre soubemos a resposta.

Criamos nossa própria realidade?

 Ou apenas nossas próprias aparências?

Do autor dos best-sellers

Fernão Capelo Gaivota Ilusões.

Uma história de descobertas, compreensão

 e expansão de horizontes.

Clique aqui e leia o primeiro capítulo do livro.

Fonte: trecho do livro “Hipnotizando Maria”, de Richard Bach – Integrare Editora


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