As drogas enganam o organismo. (por Içami Tiba)

junho 15, 2015

As drogas competem com alguns neurotransmissores, imitam outros e, assim, desequilibram seus sistemas funcionais, interferindo em toda a atividade orgânica. Por exemplo, a sensação de prazer é obtida enganando-se o corpo humano. A droga libera a recompensa sem a necessidade de comportamentos positivos, como defesa do território, autopreservação e preservação da espécie. Significa muita recompensa para pouco esforço.

Quando um usuário diz que se droga “porque quer”, pode, na verdade, estar camuflando o vício. As pessoas comem porque têm fome, a fome desperta o desejo e a necessidade de comer que atinge o cérebro, e este se organiza para saciá-la. Quanto maior ela for, mais primitivos comportamentos ela mobilizará. O corpo acaba cumprindo o que o instinto determina.

Assim também pode acontecer com o consumo da droga. Ela cria no organismo uma relação de pequena causa (pouco esforço para consumir a droga) e muita consequência (grande prazer). Desse modo, a droga engana o circuito da recompensa, fazendo-se passar por neurotransmissores que trabalham para receber a gratificação, traindo a natureza biológica do ser humano.

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Fonte: livro “Juventude & Drogas: Anjos Caídos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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O vício em sofrer (por Dirce Fátima Vieira e Maria Luiza Pires)

abril 24, 2015

Os viciados em sofrimento sofrem sozinhos e remoem suas dores em silêncio, achando que não têm sorte, que tudo dá errado, que as coisas simplesmente não acontecem, que seu destino é sofrer.

Em consequência, eles têm a autoestima prejudicada. Sentem-se inseguros, desvalorizados, ansiosos. Sua postura de derrota e pessimismo muitas vezes os impede de se conectar com sua saúde psíquica e os distancia do sucesso pessoal e social.

No vício do sofrimento não existe uma droga concreta ou estímulo externo. O substrato é o próprio sofrimento, somado à atenção recebida dos outros como ganho secundário por essa atitude repetitiva assumida diante da vida. Hoje sabemos que alguns comportamentos compulsivos como: comer muito chocolate ou comida de forma exagerada, exercício físico, jogo, consumo, sexo, trabalho, internet e pequenos furtos são passíveis de tornarem-se vícios. Estes comportamentos funcionam da mesma forma como os viciados em alguma substância psicoativa – lícita ou ilícita. Todos estes casos e formas de vício são marcados pelo prazer momentâneo e por uma forma singular de se relacionar consigo e com o mundo.

Na experiência do vício em sofrimento o prazer é vivenciado como fugaz e seguido por uma sensação de frustração que remete consequentemente à falta, vazio ou carência inicial, caracterizando o ciclo de uma dependência, pois algo de essencial não foi preenchido ou reconfortado.

O ciclo do vício em sofrimento pode ser interrompido. Tal como em qualquer tratamento de abandono e superação de uma dependência, é necessário reconhecer e aceitar seu estado de submissão à adição para iniciar o processo de desconstrução da atitude.

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Fonte: livro “O Sofrimento como Vício: Entenda e Supere essa Dinâmica”, de Dirce Fátima Vieira e Maria Luiza Pires. Integrare Editora

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Os problemas de um déficit não diagnosticado

maio 2, 2012

Apesar de muito inteligente, Fernando teve dificuldades na escrita e na aprendizagem durante a infância por ser disléxico. Apresentava desatenção em sala de aula, notas baixas, repetência e carregou o rótulo de ser indisciplinado. Na adolescência, como se não bastassem os problemas escolares, ainda estava com sobrepeso, o que reforçava sua não aceitação.

Com o apoio e o esforço dos pais, conseguiu sofridamente se formar em administração de empresas. Mas já havia internalizado um sentimento de menos-valia, de ser pouco inteligente. Aos 34 anos, solteiro, era um indivíduo desadaptado ao seu meio e com baixa autoestima. Para compensar, como mecanismo de defesa, adotou uma postura prepotente na vida: de dizer e agir (mesmo sentindo o contrário) como se fosse o melhor, o mais legal, o mais bonito, o que sabe tudo, o mais destemido de todos. Queria sempre ter a namorada mais bela e nunca achava a atual boa o bastante justamente por estar com alguém como ele.

Essa postura muito competitiva acabava gerando mais conflitos nos seus relacionamentos, sociais e afetivos, e por isso mesmo o fazia sofrer. Para complicar teve uma coletânea de relações afetivo-sexuais sem conseguir realizar um dos seus projetos que era o de constituir uma família. Seus relacionamentos não iam adiante.

Fernando chegou à terapia deprimido, trabalhando sob forte estresse e pressão. Não conseguia valorizar suas qualidades: ser brincalhão, perspicaz, alegre e muito afetivo com as pessoas. A reflexão sobre seu núcleo familiar revelou que seus pais não conseguiram perceber seus distúrbios na infância (por falta do conhecimento) e, consequentemente, não aceitaram a limitação do filho, o que favoreceu a construção da atitude de sofrente. A percepção de seu vício – negar a menos-valia e, em um orgulho prepotente, inviabilizar relações afetivas gratificantes – permitiu a ele desconstruir essa personagem e iniciar uma nova jornada existencial.

 

Fonte: trecho do livro “O sofrimento como vício – Entenda e supere essa dinâmica”, de Dirce Fátima Vieira e Maria Luiza Pires – Integrare Editora

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Cigarro e Beleza

junho 9, 2011

Pare de fumar, agora

Fumar não é uma atitude inteligente, e a maioria das pessoas está ciente dos malefícios desse vício.

Quando se aspira a fumaça do cigarro, instantaneamente um número altíssimo de substâncias tóxicas atinge o organismo. Para se ter uma ideia, só o alcatrão contém mais de 100 substâncias nocivas à saúde.

Mas o que realmente causa a dependência é a nicotina, que atua diretamente no sistema nervoso central.

A seguir, algumas substâncias encontradas no cigarro e os efeitos que causam no organismo:

Cigarro e beleza

Mas se nada disso é suficiente para pensar melhor a respeito do cigarro e avaliar seus danos com clareza, então saiba que, além do que foi citado, o fumo envelhece e causa rugas!!!

A oxigenação dos tecidos é prejudicada pelo monóxido de carbono encontrado na fumaça. O colágeno, fibra responsável pela sustentação da pele, é muito lesado, pois as substâncias que constituem o cigarro causam aceleração na sua destruição. Portanto, a probabilidade de flacidez eformação de rugas é muito maior em fumantes. Além disso, essa fumaça nociva diminui a vitamina C no organismo, causando o envelhecimentoprecoce do corpo como um todo. Até mesmo o movimento dos lábios para tragar são prejudiciais, principalmente nas mulheres, porque causam rugas perilabiais.

Fonte: trecho do livro “Beleza Sustentável – Como pensar, agir e permanecer Jovem”, de Carla Góes  


Harmonia em todas as áreas da vida. Mas… quais são elas?

maio 10, 2011

Ainda que você não seja um dependente do sofrimento, vale a pena aproveitar esta oportunidade de autoconhecimento. Para isso, olhe atentamente o esquema a seguir. Ele representa os vários compartimentos que constituem a vida de um ser humano.

Procure aplicar este esquema à sua vida. Os diversos compartimentos dela estão proporcionais? Se a resposta for sim, parabéns! Do contrário, não deixe que isso venha a ser um problema. Afinal, dessas realizações vêm o nosso equilíbrio e o nosso bem-estar biopsicossocial. Pergunte-se, apenas: o que posso fazer para mudar? E mãos à obra!

Fonte: trecho do livro “O Sofrimento como Vício – Entenda e supere essa dinâmica”, de Dirce Fátima Vieira e Maria Luiza Pires


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