Escolhas, sempre as escolhas!

junho 18, 2012

Uma das frases que mais ouço dos jovens é:

 

– Não sei o que quero fazer, só sei que quero fazer o que gosto…

 

Essa é uma postura muito firme que aparentemente demonstra personalidade. Parece bastante nobre ter esse tipo de comportamento diante da vida; contudo, essa demonstração de determinação é inútil, pois está associada à total falta de objetivos, de uma missão de vida, de um significado para as escolhas e decisões que tomamos. Quase sempre, ao ouvi‑la, lembro-me de outra frase:

 

– Se você não sabe para onde vai, qualquer caminho serve.

 

Há certa confusão quando o jovem precisa definir seu caminho para o futuro. Na maioria das vezes, ele confunde as metas com o próprio significado em que deveria basear as suas escolhas – sua missão pessoal.

As metas têm um papel muito importante em nossas vidas. Indicadores de sucesso para nossas estratégias, elas servem como guias que indicam a direção que queremos tomar, mas não conseguem alcançar um significado maior do que a expectativa ou o resultado que estabelecemos. E é exatamente isso que confunde e fragiliza a busca por um objetivo na vida do jovem.

É muito comum encontrar jovens que dizem ter como objetivo de vida coisas como conquistar a independência financeira, comprar uma casa, trabalhar no exterior, ser um executivo de sucesso etc. Nada contra querer alcançar objetivos assim, eles são desafiadores para qualquer um e representam etapas importantes no desenvolvimento pessoal. Entretanto, coisas dessa natureza não significam nada além de metas.

Fonte: livro “Geração Y – Ser potencial ou ser talento? Faça por merecer”, de  Sidnei Oliveira – Integrare Editora

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A Geração Y e seus desejos

maio 18, 2012

Atualmente, descobrir quais são as expectativas dos jovens se tornou um grande desafio para as gerações veteranas. Pais perdem a paciência com seus filhos, educadores sofrem com a insubordinação de seus alunos e gestores ficam perplexos diante da aparente falta de comprometimento e foco dos novos profissionais.

Estamos diante de um novo momento de ruptura comportamental, semelhante ao que se viu nos anos 1960-1970.

Novos costumes culturais surgem com maior velocidade, e a adaptação constante é agora uma necessidade básica diante dos avanços tecnológicos.

Contudo, não é apenas na tecnologia que está o desafio de adaptação, mas também nas relações pessoais que são comandadas por comportamentos, atitudes, objetivos, expectativas e sonhos. Esses elementos, que formam o novo padrão de relacionamento, também mudaram de forma profunda e já não possuem muitas conexões com os modelos e as referências do passado.

Um erro muito frequente é pressionar as pessoas a adotar posturas e fazer escolhas usando as mesmas premissas que foram utilizadas com sucesso em outra época.

Parece óbvio que essa atitude irracional dificilmente trará efeitos positivos, entretanto é isso mesmo o que se espera, pois é com essas referências que as pessoas são julgadas, principalmente os jovens. Um exemplo de premissa deslocada no tempo é a questão da relação do empregado com a empresa. Por muito tempo, valorizou-se o funcionário que dedicava toda sua vida a uma mesma corporação. Atribuíam‑se a esse servidor algumas características comportamentais que certamente moldariam seu futuro profissional; contudo, no contexto atual, dificilmente seriam consideradas

 

Fonte: livro “Geração Y – Ser Potencial ou Ser Talento? Faça por merecer”, de Sidney Oliveira – Integrare Editora

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Jovem para Sempre

março 19, 2012

Um fator relevante, hoje em dia, é o aumento da expectativa de vida dos profissionais mais experientes, que passam a buscar a requalificação e a consequente manutenção de suas posições. Como possuem a experiência, tornam‑se extremamente competentes, apresentando resultados significativos para as empresas.

Entretanto, há um efeito colateral nesse movimento de adaptação incomum no ambiente corporativo – é o atraso na formação de sucessores, principalmente na liderança. Com os profissionais veteranos apresentando resultados em padrões elevados de produtividade e erros menores, os desafios que propiciam o desenvolvimento não são apresentados aos profissionais mais jovens, provocando a desmotivação e, consequentemente, o descompromisso com a empresa.

Esses aspectos ficam mais evidentes quando analisamos os resultados de algumas pesquisas sobre as expectativas dos jovens profissionais, como por exemplo a questão da fidelidade corporativa:

 

 

Fonte: trecho do livro “Geração Y – Ser Potencial ou Ser Talento? Faça por merecer”, Sidnei Oliveira  – Integrare Editora

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Não quero trabalhar no inferno!

janeiro 11, 2012

Era mais um daqueles dias que gostaríamos de esquecer.

Logo pela manhã o trânsito já sinalizava que as coisas não caminhariam bem. O carro da frente insistia em perambular pela rua com uma lentidão torturante. Justo naquele dia que ele precisava chegar mais cedo ao escritório para finalizar um relatório que, de tanta pressão que recebeu para entregar, parecia ser a salvação do planeta.

Até mesmo ouvir o noticiário no rádio trouxe uma refinada dose de autopunição. Cada matéria, escolhida pelos jornalistas naquele início de manhã, revelava uma desgraça ou uma injustiça ocorridas recentemente. O cenário fora do carro também não era muito animador. Os ônibus e as lotações passavam abarrotados de pessoas espremidas e sufocadas.

Nenhum sorriso, nenhuma alegria, apenas rostos angustiados e concentrados em seu próprio universo, talvez apenas esperando que aquele dia acabasse logo.

Quando ele chegou ao seu trabalho, descobriu que, durante a madrugada, um problema nos computadores destruíra o relatório que havia preparado durante a semana.

Assim, aquilo que seria uma simples revisão se tornou um castigo imenso, comprometendo as outras atividades do dia, inclusive o almoço de reencontro com um antigo colega de escola.

Voltando para sua casa no fim do dia, sentia uma sensação de déjàvu, pois os carros lentos, os ônibus lotados e os rostos angustiados faziam novamente parte do cenário.

O único pensamento que conseguia formular sobre isso era o de que não havia nada de novo, tudo sempre fora assim.

Ao chegar em casa, depois de estacionar seu carro, encontrou um vizinho simpático que lhe perguntou:

– Como vai, vizinho?

A resposta saiu sem energia e quase automática:

– Vou indo…

O vizinho não quis ampliar a conversa, talvez por receio de se contaminar com a falta de entusiasmo da resposta.

Ao entrar em casa, ele foi recebido por um garoto que não tinha altura suficiente para um cumprimento mais próximo e, sendo seu filho, curvou‑se para dar‑lhe um beijo.

O movimento revelou-se traumático, pois seu corpo sedentário não lhe proporcionava a flexibilidade de outros tempos. O sedentarismo também determinou suas próximas ações, fazendo que o prometido jogo de bola com o filho fosse novamente adiado para outra ocasião.

Digeriu o jantar durante uma nova dose de autopunição, dessa vez proporcionada pelo telejornal. Depois de cochilar no sofá por alguns instantes, entregou seu corpo para a sedutora cama, começando seu sono com imagens e pensamentos das atividades que realizaria no dia seguinte.

Muitos anos se passaram, e essa rotina foi se cristalizando de tal forma que parecia fazer todo sentido. Quando era questionado sobre sua vida, ele sempre respondia:

– Vou indo…

Quando seu filho já tinha altura para cumprimentá‑lo sem que isso representasse um esforço físico, ele foi surpreendido por uma pergunta:

– Pai, sempre vejo você cansado, chateado, esgotado. Você não parece feliz! E para onde está “indo”, quando as pessoas cumprimentam você?

Ele não tinha uma resposta pronta, mas tentou esboçar um argumento que pudesse ser coerente:

– Filho, eu sigo minha vida, vou indo para onde todos nós vamos. Gostaria de ser mais feliz, sim, mas o meu trabalho é um inferno. Quando chego de lá, estou completamente acabado. Desde que assumi a chefia do departamento, não tenho tempo para mais nada. Gasto parte de minhas energias cuidando de garantir o meu emprego, pois minha posição é muito cobiçada por causa dos privilégios que tenho – também, com tantas responsabilidades, alguma coisa eu precisava ter de vantagem. Mas a verdade é que eu não vejo a hora de me aposentar e sair de lá. Aí eu vou ser feliz!

Antes que o filho comentasse, ele perguntou:

– Mas e você, meu filho, o que pensa em fazer da vida?

Pra onde vai?

O jovem respondeu:

– Pai, não sei pra onde vou no futuro, mas uma coisa eu posso lhe garantir, vou pensar muito antes de querer ser chefe. Talvez eu queira ter outro tipo de trabalho, em que possa apenas realizar projetos e não ficar lutando por cargos. Não sei se conseguirei, mas de uma coisa já tenho certeza: não vou mandar meu currículo para sua empresa, pois eu quero ser feliz antes de me aposentar. Não quero trabalhar no inferno!

 

 

 

 

Fonte: trecho do livro “Geração Y – Ser Potencial ou Ser Talento? Faça por merecer” de Sidnei Oliveira – Integrare Editora

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A Geração Y e o Ambiente

setembro 12, 2011

O lugar onde as experiências são desenvolvidas é extremamente importante para esses jovens que, diferentemente dos de outras gerações, não estabelecem prioridades para o ambiente físico, normalmente muito mais despojado. SEU FOCO PRINCIPAL ESTÁ NO RELACIONAMENTO COM OUTROS PARTICIPANTES DO DESAFIO.

Cabe ao líder proporcionar um clima de trabalho harmônico, flexível e favorável às experiências coletivas, contribuindo significativamente para a motivação de suas equipes. A omissão ou mesmo minimização dos efeitos de relacionamentos negativos favorece o surgimento de “compensações” informais, com o jovem concentrando suas energias em atividades desconectadas de suas metas.

É preciso substituir os atuais modelos baseados em produção e processos – que buscam incessantemente maior produtividade com menor custo – por modelos baseados em relacionamentos e resultados. Para isso, temos de nos desprender das premissas de autoridade e poder que conhecemos e adotar uma postura de aprendizes, buscando um novo modelo de desenvolvimento pessoal baseado nos novos instrumentos que a tecnologia atual proporciona.

Fonte: Trecho do livro “Geração Y – O nascimento de uma nova versão de lideres”, de Sidnei Oliveira – Integrare Editora

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20% de ação + 80% de resultado?

junho 8, 2011

Há um conceito na economia conhecido como Princípio de Pareto por ter sido identificado no início do século XX  pelo economista italiano Vilfredo Pareto. O princípio traz reflexões que são bastante oportunas quando se busca focar  resultados. Ele ressalta o desequilíbrio entre causa e efeito e  entre esforço e resultado, afirmando, de forma genérica, que  80% dos resultados que obtemos estão relacionados a 20%  dos nossos esforços. Ou seja: apenas algumas ações levam a  maior parte dos resultados; em contrapartida, a maioria das  ações leva a menor parte dos resultados. Existem diversos  exemplos que podem ilustrar esse princípio:

É evidente que a “regra” dos 80/20 não é um índice absoluto e rigorosamente científico, trata-se apenas de uma referência quantitativa. Porém, serve para estabelecer uma estratégia de atuação, principalmente quanto a estabelecer prioridades.

Afinal, basta identificar os 20% de esforços e ações que são responsáveis pela geração de 80% dos resultados e concentrar-se neles, procurando garantir que ocorram como previsto, o que  implica constante melhoria e aperfeiçoamento do processo.

 

Fonte: trecho do livro “Geração Y – Ser potencial ou ser talento? Faça por merecer”, de Sidnei Oliveira – Integrare Editora 


Bate-papo com Sidnei Oliveira: Geração Y!!!

maio 23, 2011


No vídeo você encontrará:

Cadê o jovem?

Antigamente, considerávamos jovens os entre 25, 26 anos. Então, entrava na vida adulta, começa a trabalhar, e por volta dos 50 anos já pensava em trabalhar menos, curtir “aquela casinha na praia”…

E o que aconteceu?

A última geração que entrou foi a Geração X (há 30 anos atrás, nós éramos os jovens) e que entrou no mercado de trabalho com essa filosofia. Só que, agora, aos 50 anos, descobrimos que … temos pelo menos mais 30 anos de trabalho!

E o jovem de hoje? Não tem essa filosofia. Estamos vendo muitos jovens indo para uma direção e os veteranos indo para outra direção. E essa distância que está acontecendo está ocorrendo dentro de casa, nas empresas, nas escolas… vemos cada vez mais os jovens se distanciando; mas o jovem precisa da experiência do veterano.

O jovem não está voando e ele está doido para voar! … e estamos doidos para que ele voe … Então: como é que faz para ele voar?

 

Prepare-se! Na quarta-feira, teremos outra parte do bate-papo com Sidnei Oliveira!

 

Fonte: parte do bate-papo com Sidnei Oliveira no evento de lançamento do livro “Geração Y – Ser potencial ou ser talento? Faça por merecer”


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