Cuidados na hora de comunicar aos filhos sobre a separação do casal. (por Içami Tiba)

abril 20, 2015

Entre os cuidados que devem ser tomados na hora de comunicar a separação, estão:

• Esclarecer que a separação é um problema entre o casal, que os filhos não têm culpa do que está acontecendo.

• Delimitar o que são questões conjugais e o que são questões familiares. Os filhos devem participar apenas do que diz respeito à família.

• Agir de forma ética com o ex-cônjuge. Não devem acontecer brigas e discussões na presença dos filhos.

• Não entrar nas questões de “quem tem razão”, para que os filhos não assumam o lugar de juízes no processo de separação.

• Ter posturas e atitudes positivas diante da separação, pois estas são absorvidas tanto quanto o conteúdo verbal dos discursos.

Os pais precisam, ainda, ter em mente que a comunicação a respeito da separação não se resume à parte verbal. As crianças menores estão muito atentas ao ambiente e ao estado emocional das pessoas que as circunda (expressão facial, linguagem corporal e clima afetivo).

O contato com o ex-cônjuge que não ficou com a guarda da criança deve acontecer com frequência e constância, para que a criança não receba a saída de um dos pais como uma perda, um abandono e/ou uma rejeição.

Os pais devem saber que cada filho, na sua individualidade, tem um tempo para elaborar e entender a separação. Muitas vezes, as dúvidas não surgem no momento do comunicado; por essa razão, é fundamental que os pais deixem claro que estão abertos e disponíveis para conversar sobre o assunto quando os filhos sentirem necessidade.

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Fonte: livro “Seja Feliz, Meu Filho”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Relacionamento: a diferença de expectativas. Por Maria Tereza Maldonado

novembro 8, 2013

Um dos motivos mais comuns do desencontro é a diferença de expectativas. Em todo vínculo, há um contrato explícito e um implícito, e o que está nas entrelinhas tem muito mais peso do que aquilo que é dito: “Quando eu propus morarmos juntos, ele aceitou naquela de que não ia mudar muita coisa. Achou que poderia continuar saindo com os amigos até altas horas e levar a vida dele como sempre. Mas eu comecei a me revoltar contra isso. Passei a me intitular mulher dele e ele continuou a me tartar como namorada, sem maiores obrigações”. A base desse casamento é um grande mal-entendido.

            Difícil é construir uma relação em que os aspectos saudáveis de cada um se complementem, em que ambos possam ser o que são, duas individualidades em uma parceria. O jogo de fazer um parecer forte e definido e o outro inexpressivo e amorfo dá uma ilusão de segurança e de controle, mas também dá a sensação de estar levando o barco sozinho, sem proteção e sem companhia.

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Fonte: livro “Casamento, término & reconstrução – O que acontece antes, durante e depois da separação”, de Maria Tereza Maldonado – Integrare Editora

 

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Ausência dos pais: a ausência física não se compensa com presentes nem com permissividade! Por Içami Tiba

junho 24, 2013

O que tem atrapalhado bastante a educação dos filhos é a tentativa de os pais compensarem suas ausências através de hipersolicitude para atender os desejos mais inadequados, colocando os filhos como cobradores dos seus sentimentos de culpa.

            Esse sentimento que ataca fortemente as mães não afetava muito os pais. Era comum o que acontecia com muitas famílias, cujo pai migrava em busca de trabalho. Não raro, esse pai se transformava em ex-pai. Praticamente não existe ex-mãe.

            Tais compensações distorcem a educação, pois os pais, no afã de agradar os filhos, comportam-se inadequadamente, aceitando dos filhos o que não aceitariam de ninguém. Assim, os pais perdem a autoridade educativa sobre os filhos, gerando indisciplina em casa, prejudicando suas formações.

            Os filhos, sem métodos nem regras a seguir, regidos pelo saciar dos seus desejos, tornam-se tão indisciplinados quantas forem as suas vontades. O que os filhos estão fazendo em casa, não poderão fazer na sociedade. Portanto, eles não estão sendo educados para serem cidadãos.

 

“Os filhos deveriam, desde já, praticar em casa o que terão que

fazer na sociedade. Esta é a verdadeira educação, tendo como

uma das suas bases a disciplina.”

 

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Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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A separação dos pais e a conversa com os filhos. Por Içami Tiba

junho 17, 2013

Às vezes, ao receber a notícia da separação, os filhos a aceitam sem reação, isto é, “engolem o sapo”. Digerido ou não, com o tempo o sapo terá de ser eliminado. Então podem surgir reações aparentemente inesperadas, através de comportamentos que escapam ao controle, como queda no rendimento escolar, grande apatia, insônia, isolamento e até mesmo somatizações, como dores de cabeça, de estômago e de mau funcionamento intestinal. Tudo pode doer. É o corpo chorando as lágrimas que os olhos contiveram.

 

Distúrbios fisiológicos e psicológicos dos filhos podem ser lágrimas do corpo que os olhos não puderam chorar.

 

Durante a conversa, pai e mãe precisam ficar atentos para não responsabilizar os filhos nem arrancar promessas de ninguém, evitando ao máximo acusações e cobranças mútuas. Devem deixar bem claro que os filhos não têm culpa nem poder de separar ou unir o casal e que a responsabilidade de pai e mãe e relação afetiva deles com os filhos não se desfazem jamais. Contudo, como ex-cônjuges, eles terão de fazer modificações que afetarão a vida da família.

            É comum crianças pequenas pensarem que os pais resolveram se separar por causa de algo errado que elas fizeram: “Eu não vou bem na escola”; “Papai está bravo comigo, por isso vai embora”. A criança pode se culpar e se responsabilizar pela separação por ter sentido ódio do pai ou da mãe por qualquer razão e desejo de não vê-lo mais pela frente. Isso é natural, pois as crianças pequenas vêem o mundo de forma egocêntrica.

            Cada filho tem sua capacidade de compreensão e de absorção, o que o leva a uma interpretação única da realidade. Os pais precisam encontrar estratégias que tragam menos sofrimento à família, lembrando que a criança sente, pensa, age e existe de maneira muito diferente do adolescente.

            Não é possível evitar o sofrimento dos filhos com a separação. Mas há separações obrigatórias, para que eles sejam preservados – é o caso das famílias muito desestruturadas, com pai (ou mãe) dependente químico, desequilibrado, violento, que assedia sexual e moralmente os filhos. Nesse caso, a separação é solução e traz alívio para todos.

 

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Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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