Cuidados na hora de comunicar aos filhos sobre a separação do casal. (por Içami Tiba)

abril 20, 2015

Entre os cuidados que devem ser tomados na hora de comunicar a separação, estão:

• Esclarecer que a separação é um problema entre o casal, que os filhos não têm culpa do que está acontecendo.

• Delimitar o que são questões conjugais e o que são questões familiares. Os filhos devem participar apenas do que diz respeito à família.

• Agir de forma ética com o ex-cônjuge. Não devem acontecer brigas e discussões na presença dos filhos.

• Não entrar nas questões de “quem tem razão”, para que os filhos não assumam o lugar de juízes no processo de separação.

• Ter posturas e atitudes positivas diante da separação, pois estas são absorvidas tanto quanto o conteúdo verbal dos discursos.

Os pais precisam, ainda, ter em mente que a comunicação a respeito da separação não se resume à parte verbal. As crianças menores estão muito atentas ao ambiente e ao estado emocional das pessoas que as circunda (expressão facial, linguagem corporal e clima afetivo).

O contato com o ex-cônjuge que não ficou com a guarda da criança deve acontecer com frequência e constância, para que a criança não receba a saída de um dos pais como uma perda, um abandono e/ou uma rejeição.

Os pais devem saber que cada filho, na sua individualidade, tem um tempo para elaborar e entender a separação. Muitas vezes, as dúvidas não surgem no momento do comunicado; por essa razão, é fundamental que os pais deixem claro que estão abertos e disponíveis para conversar sobre o assunto quando os filhos sentirem necessidade.

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Fonte: livro “Seja Feliz, Meu Filho”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Pai rico, filho nobre, neto pobre. Por Içami Tiba

maio 27, 2013

Pais que venceram na vida cometem um erro fundamental na educação dos filhos, quando os tratam como se fossem ricos também, fazendo deles nobres.

            Uma vez que os filhos posam como se fossem ricos, tal qual os pais, ficam muito abusados, sentem-se detentores de grande autoridade e poder, mas na verdade não passam de posseiros numa área que não lhes pertence. Os pais fazem questão de que recebam educação e refinamento.

            Foi o que lhes faltou quando estavam ocupados demais em trabalhar para constituir seu patrimônio. Portanto, a nobreza é o complemento da riqueza, ou seja, os pais se realizam por meio do filho nessa complementação.

            E o filho, que não conquistou nada, apenas recebe dos pais a seguinte mensagem: “Para você, basta ser nobre, ter do bom e do melhor”.

            Porém, não adianta o jovem receber um diploma de médico, se não cursou uma faculdade. Da mesma forma, não adianta receber um título de nobreza, se não o conquistou, porque os nobres também têm despesas. Alguém vai ter de sustentar o seu luxo. Se, na educação, os pais transmitirem ao filho a noção de que lhe cabe usufruir a nobreza, ele não estará nem um pouco preparado para se sustentar. E, muito provavelmente, nem chegue a se preocupar com isso. Continuará vivendo na nobreza à custa do pai vivo, ou, caso este esteja morto, à custa da herança, até liquidar o último centavo.

            Não é obrigatório que o filho de rico seja sempre nobre.

            Basta que os pais estabeleçam com a criança uma relação custo/benefício, nos critérios do próprio filho, quer dizer, o filho vai ter de arcar com as consequências de tudo o que fizer.

 

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Fonte: livro “Seja Feliz, Meu Filho”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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