O sábio tem a humildade de ser um eterno aprendiz! Por Içami Tiba

setembro 23, 2013

O sábio vai querer aprender, seja com quem for, mesmo que seja com um aluno. Nesta hora, o aluno passa ao professor o que este precisa naquele momento, e não tudo o que ele sabe. Assim, ele ensina o professor na medida da necessidade da realidade deste. O que aconteceria ao professor se o aluno quisesse ensinar tudo o que soubesse de uma vez, independentemente da necessidade dele? Assim o aluno aprende vendo o sábio aprender com ele. Quer dizer, o professor, ao aprender, está também passando a atitude da humildade de aprendiz.

O sábio tem a humildade de ser um eterno aprendiz.

A sabedoria está em todo lugar.

O sábio é que a identifica e a pratica.

            Portanto, o sábio nada tem de onisciente. A onisciência limita a ampliação do conhecimento. Assim, também, a baixa autoestima pode limitar o aprendizado, se o pensamento é de que ele “nunca vai conseguir aprender alguma coisa”.

Dessa maneira, tanto a onipotência quanto a impotência inibem o desenvolvimento dessa pessoa, que passa a ser retrógrada. Ser retrógrado mede mais uma posição na vida do que a quantidade de conhecimentos que ela possui.

Quanto melhor for a integração relacional,

maior será o desejo de aprender o que não se sabe.

Quando uma pessoa pára de querer aprender,

começa a envelhecer.

Quando se adquire novo conhecimento, é natural um certo deslumbramento no início, como ocorre com a criança que aprende a ler: procura as letras conhecidas em todos os lugares. Ou com o recém-formado, que se torna um acadêmico perfeccionista. A prática, entretanto, se encarregará de mostrar-lhes que não é apenas esse saber que tem valor.

 

O saber de uma pessoa, ninguém o tira.

Mas a vaidade de saber pode estragá-la.

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Fonte: livro “Ensinar Aprendendo – Novos paradigmas na Educação”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Educação: o começo de tudo

novembro 7, 2012

Os sistemas de ensino de um país podem ser comparados a pirâmides, com uma base larga, na qual se situa o grau fundamental; a seguir, um modulo intermediário, que se estreita e no qual se desenvolve o grau médio (a junção de ambos os graus resulta na chamada educação básica) e, no ápice, o grau superior, com suas faculdades e universidades, em que o estreitamento tende a se acentuar. Num país desenvolvido ou nos emergentes, a base deve acolher todas as crianças entre seis e quinze anos de idade, não apenas proporcionando‐lhes matrículas nas escolas, mas também assegurando que todas (ou pelos menos a sua maciça maioria) possam completar o 9º ano com sucesso. Aqui no Brasil, conseguiu‐se, na passagem do século XX para o XXI, criar as vagas necessárias ao completo atendimento das crianças de 6 e 7 anos, o que representa um importante avanço nas políticas públicas. O que falta, e talvez seja isso o mais importante, é dar qualidade a essa primeira escolaridade aberta a todo o povo, eis que já se pratica entre nós a universalização desse grau de ensino (exigida, aliás, pela Constituição Federal).

Qualidade, nesse caso, significa, de um lado, meios para manter todos os matriculados da série inicial cursando as demais séries até a última, e, de outro, pertinência na organização escolar (prédio, equipamentos, planos pedagógicos realistas e factíveis, didáticas modernas e competentes para assegurar sucesso no processo de ensino e aprendizagem, professores bem capacitados e produtivos) em relação aos vetores da modernidade, às aspirações futuras da sociedade brasileira, aos rumos do desenvolvimento nacional e às necessidades individuais do educando.

O grau fundamental, base da pirâmide, é o mais importante momento da vida escolar de um povo. Isto não só porque a maioria da população apenas disporá dele como educação formal – pois constitucionalmente é o único obrigatório e universal – como também porque o convívio com o progresso tecnológico bem como a formação cidadã dependerão inteiramente do bom aproveitamento pelos alunos da qualidade desse grau de ensino.

Nos termos em que se encontra, hoje, com uma escandalosa incapacidade de alfabetizar seus alunos ainda na primeira série e com esse equívoco pedagógico de apenas valorizar a aprendizagem em desfavor do ensino propriamente dito, o que vem resultando em alguns sistemas numa – repito – condenável aprovação automática de alunos semialfabetizados, a escola fundamental brasileira tem fracassado em seus intuitos. Em vez de preparar a população para os desafios culturais, econômicos e políticos do futuro (entendam‐se políticos como ação cidadã, sem vínculos obrigatórios com partidos ou ideologias), a escola fabrica contingentes cada vez mais numerosos de analfabetos funcionais, aqueles que passam pela escola sem nada aprender.

Este é o maior problema da atual crise educacional, como tenho insistido: uma escola que não ensina, não estimula o conhecimento e não forma adequadamente – como provam estatisticamente as avaliações nacionais e estrangeiras sobre os resultados obtidos em provas do MEC (Brasil e Enem), e outras, como o Pisa, patrocinado pela OCDE ou pela Unesco. Ademais de prejudicar essa maciça maioria de brasileiros que só poderá contar com o diploma de ensino fundamental para o enfrentamento de uma vida cada vez mais competitiva e mais complexa, ainda o reflexo dessa educação manca e insatisfatória vai bater nos graus seguintes de ensino (o médio e o superior), cujos níveis de qualidade caem incessantemente, dadas as insuficiências portadas pelos que terminaram o fundamental, sem saber os fundamentos de coisa alguma.

Para salvar a qualidade da educação brasileira não há necessidade de reformas mirabolantes, que incluam todos os graus de ensino: basta encontrar meios para qualificar o ensino fundamental e fazer dele o que a Unesco denomina de um “ensino pertinente”.

Fonte: trecho do livro “Caminhos e Descaminhos da Educação Brasileira” de Paulo Nathanael Pereira de Souza – Integrare Editora

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Psiquiatra e educador, Içami Tiba, fala sobre seus filhos e sobre a forma como os criou

julho 4, 2012

Quais tipos de problemas você tinha e como os resolveu?

Você é contra qualquer tipo de palmada? Como vê essa questão?

“Os pais batem não quando os filhos merecem e sim quando ELES perdem a paciência. Sou a favor das consequências relacionadas às atitudes faltosas e não das palmadas.”

“Se irritou? Pense como em uma reunião: se retire da sala, caso necessário, e se acalme para responder. É um exercício de respeito: quando ensinamos o abuso do poder (através da violência, do grito) estamos ensinando que quando eles forem poderosos poderão se utilizar do mesmo expediente.”

 

Como lidar com um grupo de alunos indisciplinados?

A criminalidade na fase adulta decorre da infância?
Essas e outras questões, na entrevista!

 

 

Muito envolvidos com o trabalho e as obrigações diárias, mãe e pai às vezes perdem o fio da meada educativa. E se surpreendem com ações e reações inesperadas dos filhos, que podem começar com quase nada e chegar a proporções catastróficas.

 

Na realidade, ocorrem várias pequenas situações que vão se desenvolvendo e se transformando em dificuldades. A família se acomoda e absorve tais dificuldades pelo anestesiante convívio cotidiano. Como em qualquer outro meio, dificuldades simplesmente acomodadas e não resolvidas vão se acumulando sob o tapete da rotina.

Tudo o que se acumula um belo dia transborda. É a famosa gota que faz entornar a água. O que sai do copo não é somente a gota final, mas toda a água até então acumulada.

Numa família não é diferente. Não é na última prova do ano que o aluno é reprovado. Desde as primeiras provas, o inteligente mas folgado filhinho vai deixando para estudar nos últimos instantes e acaba mal. Repete esse mesmo esquema em outras provas e no final do ano já não há tempo para recuperação. O mesmo ocorre com os primeiros “nãos” que o danado do filhinho não ouve. Depois não atende ao que lhe é pedido. Ele ganha um apelido, velada ou declaradamente, e tudo vai se acomodando: “Afinal é um folgado, não tem jeito mesmo!”.

Essa folga é a semente da delinquência… As dificuldades podem ser resolvidas muito facilmente enquanto são pequenas. Tais resoluções são mais que necessárias para uma família viver feliz. Entretanto, sejam quais forem as situações críticas, sempre pode existir uma forma diferente de enfrentá-las para buscar melhor solução.

 

Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos”, de Içami Tiba – Integrare Editora

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Adolescência: o “bode”, a irritação, os riscos

outubro 31, 2011

O adolescente com frequência é desconfiado, tendendo a se mostrar repentinamente chateado ou irritado, além, claro de um tanto inconsequente.

Já viu isso em algum lugar? Isso lhe aborrece?

Toda essa inquietação é quase impossível de ser dominada por completo. Quem tem filho nessa idade sabe que eles têm rodinhas nos pés e língua afiada. Isso é um reflexo da redução das conexões de uma área do cérebro chamada “núcleo acumbente”, a área responsável pela recepção da dopamina. Nessa idade, os jovens perdem cerca de um terço dos receptores desse neurotransmissor e por isso frequentemente se mostram irritadiços e “de bode”, ou de “saco cheio”.

Nesse momento, muitos pais, não aguentando a cara feia, o mau humor repentino e não entendendo que justamente nessa fase os modelos estão sendo revistos e que rever nossas verdades é fundamental para formar nossa identidade, tendem a se afastar dos filhos. Numa idade em que estar presente é essencial, apostando no imediatismo e no espontaneísmo, no fazer o que se tem vontade, os pais dizem que seus filhos não têm limites, mas são eles que se limitam cedo demais.

Limitando seu afeto e sua presença, os pais perdem a conexão de confiança com os filhos, deixando de ser para eles um bom modelo, uma boa figura de autoridade, uma referência sadia e estável, justamente numa hora delicadíssima. Isso pode gerar diversas consequências danosas, seja na vida escolar ou em outras áreas.

Fonte: Trecho do Livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida Juntos”, de Leo Fraiman – Integrare Editora

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Pais x Estudos dos Filhos

agosto 10, 2011

Se os pais quiserem oferecer um bom preparo aos filhos, têm de aposentar o antigo esquema, que era cobrar que estudassem somente às vésperas das provas e que passassem o ano.

 

Pais que se tornam exigentes e rigorosos com a decoreba poderiam gastar muito melhor sua energia e teriam melhores resultados se aprendessem a cobrar e exigir adequadamente, ou seja, incentivar o estudo diário.

 

Os filhos são mais produtivos quando se exige retorno; e, se eles o derem, serão gratificados com o reconhecimento.

 

Fonte: trecho do livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora


Os pontos fracos na educação básica no Brasil

agosto 5, 2011

Como qualquer cidadão brasileiro, percebo que um dos nossos maiores pontos fracos está na Educaćčo Básica, a fornecida pelos pais e educadores escolares, na formação das crianças e jovens, o que compromete o Brasil em todas as áreas. Quem são os responsáveis por essa perda que nos custa tão caro? Os pais? Os professores? Os políticos? Os patrões? Os empregados? Os traficantes? A mídia? É difícil localizar um culpado. Somos todos responsáveis.

Como psicoterapeuta e psicodramatista de adolescentes e suas respectivas famílias, percebi que um dos grandes responsáveis é a equivocada filosofia de vida do brasileiro comum, que já começa em casa com:

Como você vê, selecionei acima alguns pensamentos e comportamentos de pessoas que atingem a todos; temos, porém, muitas qualidades também, que fazem do Brasil um dos melhores países do mundo para se viver.

Como médico e psiquiatra, fiz o diagnóstico dessa parte problemática como uma falha educacional no Brasil, e fiz a mim mesmo uma proposta terapêutica, comećando por eleger a educação como o meu principal foco em todas as minhas atividades. Minha orientação terapêutica para os brasileiros é que preparemos as gerações atuais e vindouras para um Brasil que estamos para lhes deixar. A educação aprende com o passado, pratica o presente e presentifica o futuro.

Fonte: Trecho do livro “Pais e Educadores de Alta Performance”, de Içami Tiba – Integrare Editora


Somos todos educadores

junho 13, 2011

Todo ser humano é um educador em potencial, pois já nasce um aprendiz. Se ninguém lhe ensina nada, aprende com as próprias experiências. A educação é fundamental para a sobrevivência da civilização e da cultura. Não podemos mais imaginar que alguém viva absolutamente isolado da influência dos outros. Onde houve relacionamentos, estará presente a educação. Um indivíduo pode até se isolar para meditar no pico do monte Everest, mas não há como ter vivido até essa altura da vida sem, antes, ter conhecido outras pessoas. Basta lembrar que um dia ele nasceu de alguém.

Ninguém tem tempo nem condições de descobrir tudo sozinho neste mundo. O homem não para de ser inundado com novas tecnologias, ideias e costumes. Aprender com quem sabe tornou‑se imprescindível. Em qualquer ocasião, sempre há alguém ensinando e outro aprendendo, direta ou indiretamente.

 

Fonte: trecho do Pais e Educadores de Alta Performance, de Içami Tiba – Integrare Editora

ATENÇÃO! Nesta quarta-feira, teremos uma novidade aqui no blog, confiram!


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