Jovem para Sempre

março 19, 2012

Um fator relevante, hoje em dia, é o aumento da expectativa de vida dos profissionais mais experientes, que passam a buscar a requalificação e a consequente manutenção de suas posições. Como possuem a experiência, tornam‑se extremamente competentes, apresentando resultados significativos para as empresas.

Entretanto, há um efeito colateral nesse movimento de adaptação incomum no ambiente corporativo – é o atraso na formação de sucessores, principalmente na liderança. Com os profissionais veteranos apresentando resultados em padrões elevados de produtividade e erros menores, os desafios que propiciam o desenvolvimento não são apresentados aos profissionais mais jovens, provocando a desmotivação e, consequentemente, o descompromisso com a empresa.

Esses aspectos ficam mais evidentes quando analisamos os resultados de algumas pesquisas sobre as expectativas dos jovens profissionais, como por exemplo a questão da fidelidade corporativa:

 

 

Fonte: trecho do livro “Geração Y – Ser Potencial ou Ser Talento? Faça por merecer”, Sidnei Oliveira  – Integrare Editora

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Não quero trabalhar no inferno!

janeiro 11, 2012

Era mais um daqueles dias que gostaríamos de esquecer.

Logo pela manhã o trânsito já sinalizava que as coisas não caminhariam bem. O carro da frente insistia em perambular pela rua com uma lentidão torturante. Justo naquele dia que ele precisava chegar mais cedo ao escritório para finalizar um relatório que, de tanta pressão que recebeu para entregar, parecia ser a salvação do planeta.

Até mesmo ouvir o noticiário no rádio trouxe uma refinada dose de autopunição. Cada matéria, escolhida pelos jornalistas naquele início de manhã, revelava uma desgraça ou uma injustiça ocorridas recentemente. O cenário fora do carro também não era muito animador. Os ônibus e as lotações passavam abarrotados de pessoas espremidas e sufocadas.

Nenhum sorriso, nenhuma alegria, apenas rostos angustiados e concentrados em seu próprio universo, talvez apenas esperando que aquele dia acabasse logo.

Quando ele chegou ao seu trabalho, descobriu que, durante a madrugada, um problema nos computadores destruíra o relatório que havia preparado durante a semana.

Assim, aquilo que seria uma simples revisão se tornou um castigo imenso, comprometendo as outras atividades do dia, inclusive o almoço de reencontro com um antigo colega de escola.

Voltando para sua casa no fim do dia, sentia uma sensação de déjàvu, pois os carros lentos, os ônibus lotados e os rostos angustiados faziam novamente parte do cenário.

O único pensamento que conseguia formular sobre isso era o de que não havia nada de novo, tudo sempre fora assim.

Ao chegar em casa, depois de estacionar seu carro, encontrou um vizinho simpático que lhe perguntou:

– Como vai, vizinho?

A resposta saiu sem energia e quase automática:

– Vou indo…

O vizinho não quis ampliar a conversa, talvez por receio de se contaminar com a falta de entusiasmo da resposta.

Ao entrar em casa, ele foi recebido por um garoto que não tinha altura suficiente para um cumprimento mais próximo e, sendo seu filho, curvou‑se para dar‑lhe um beijo.

O movimento revelou-se traumático, pois seu corpo sedentário não lhe proporcionava a flexibilidade de outros tempos. O sedentarismo também determinou suas próximas ações, fazendo que o prometido jogo de bola com o filho fosse novamente adiado para outra ocasião.

Digeriu o jantar durante uma nova dose de autopunição, dessa vez proporcionada pelo telejornal. Depois de cochilar no sofá por alguns instantes, entregou seu corpo para a sedutora cama, começando seu sono com imagens e pensamentos das atividades que realizaria no dia seguinte.

Muitos anos se passaram, e essa rotina foi se cristalizando de tal forma que parecia fazer todo sentido. Quando era questionado sobre sua vida, ele sempre respondia:

– Vou indo…

Quando seu filho já tinha altura para cumprimentá‑lo sem que isso representasse um esforço físico, ele foi surpreendido por uma pergunta:

– Pai, sempre vejo você cansado, chateado, esgotado. Você não parece feliz! E para onde está “indo”, quando as pessoas cumprimentam você?

Ele não tinha uma resposta pronta, mas tentou esboçar um argumento que pudesse ser coerente:

– Filho, eu sigo minha vida, vou indo para onde todos nós vamos. Gostaria de ser mais feliz, sim, mas o meu trabalho é um inferno. Quando chego de lá, estou completamente acabado. Desde que assumi a chefia do departamento, não tenho tempo para mais nada. Gasto parte de minhas energias cuidando de garantir o meu emprego, pois minha posição é muito cobiçada por causa dos privilégios que tenho – também, com tantas responsabilidades, alguma coisa eu precisava ter de vantagem. Mas a verdade é que eu não vejo a hora de me aposentar e sair de lá. Aí eu vou ser feliz!

Antes que o filho comentasse, ele perguntou:

– Mas e você, meu filho, o que pensa em fazer da vida?

Pra onde vai?

O jovem respondeu:

– Pai, não sei pra onde vou no futuro, mas uma coisa eu posso lhe garantir, vou pensar muito antes de querer ser chefe. Talvez eu queira ter outro tipo de trabalho, em que possa apenas realizar projetos e não ficar lutando por cargos. Não sei se conseguirei, mas de uma coisa já tenho certeza: não vou mandar meu currículo para sua empresa, pois eu quero ser feliz antes de me aposentar. Não quero trabalhar no inferno!

 

 

 

 

Fonte: trecho do livro “Geração Y – Ser Potencial ou Ser Talento? Faça por merecer” de Sidnei Oliveira – Integrare Editora

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Colaboração e individualidade

julho 4, 2011

O jovem profissional deve se apropriar rapidamente de alguns estilos de trabalho e desenvolver suas tarefas:

As possibilidades geradas pela atitude colaborativa têm levado, muitas vezes, a se entender a colaboração como uma consequência natural da interconexão e que, quanto mais um profissional se agrega às redes sociais, mais ele se distancia de sua individualidade. Isso é um equívoco!

Apesar do aparente paradoxo, exercer a individualidade é fundamental, pois é pela exposição de significados e metas pessoais que serão promovidos os relacionamentos e as negociações necessárias no processo colaborativo. Para preservar a individualidade, não é preciso manter‑ se fechado às possibilidades e tendências de outras pessoas; pelo contrário, é importante aceitar a interferência em suas decisões com base no questionamento aberto e franco, em que se poderá acessar um conhecimento maior a partir da expertise coletiva.

Fonte: Trecho do livro “Geração Y – Ser Potencial ou Ser Talento? Faça por merecer, de Sidnei Olveira


3ª parte do bate-papo com Sidnei Oliveira « Até quando você, jovem, será somente um potencial? Quando você começará a assumir o seu papel na sociedade e quando começará a tomar posição?

maio 27, 2011

No vídeo você encontrará:

O pai chega em casa e fala:

– Ah… hoje eu estou acabado!!!

E o filho, olhando para ele, pergunta:

– Pai, da onde você está vindo?

– Do trabalho filho… estava lá com o “capeta” do meu chefe…

ESTAMOS FALANDO QUE A EMPRESA É UM INFERNO… e o que acontece com esse jovem? Ele não quer ir para o inferno e muito menos trabalhar com o “capeta”! E aí ele começa a pensar em alternativas e a tecnologia possibilita muitas coisas.

Então, estamos vendo uma geração que tem muito mais possibilidades de empreender ideias, temos que dar liberdade porque pode surgir daí “aquela ideia que ninguém pensou”.

Colocamos o subtítulo do livro: Ser potencial ou ser talento?

E eu gostaria de dividir isso em dois públicos:

1) o pessoal acima de 30 anos que quer que o filho seja uma “águia”: não o trate como uma “galinha”, porque ele vai deixar de voar.

 2) o pessoal abaixo de 30 anos: vocês são melhores que nós e sabem fazer tudo melhor do que nós; vocês estão com muita velocidade, estão com muita energia, têm muita força. Ok! Isso mostra que vocês têm muito potencial! Mas… até quando? Até quando você, jovem, será somente um potencial? Quando você começará a assumir o seu papel na sociedade e quando começará a tomar posição?

Você está ganhando um mundo cheio de facilidades que ninguém teve em outras gerações: FAÇA POR MERECER!

Não adianta somente usufruir, você tem que merecer e só assim você se tornará o líder que estamos esperando.

Fonte: parte do bate-papo com Sidnei Oliveira no evento de lançamento do livro “Geração Y – Ser potencial ou ser talento? Faça por merecer”


Geração Y – Ser potencial ou ser talento? Faça por merecer!

maio 6, 2011

Impacientes, conectados, inovadores. Segundo pesquisas, os jovens da Geração Y, nascidos entre 1980 e 1999, já dominam 47% do mercado de trabalho no Brasil e iniciam uma silenciosa transformação no mundo corporativo. Contudo, nem todos estão preparados para enfrentar os desafios do mercado de trabalho ou conquistar cargos de liderança. Em Geração Y – Ser Potencial ou ser Talento? Faça por merecer, novo livro da Integrare Editora, o consultor em gestão empresarial e desenvolvimento humano, Sidnei Oliveira, estuda o perfil desta geração e reúne orientações sobre como se diferenciar para alcançar objetivos, entre eles, se posicionar no mercado de trabalho, administrar o foco nas atividades, superar a ansiedade e investir na carreira.

“Ironicamente, a nova realidade não é mais de profissionais procurando emprego, mas sim de empresas procurando bons profissionais. Diante deste novo contexto, os jovens precisam se adaptar novamente e construir canais de comunicação mais claros e adequados se quiserem ser contratados para bons empregos,” – pondera o autor, que alia o conhecimento acumulado como consultor, às experiências vivenciadas como palestrante. O resultado é um livro original com orientações, sugestões e um teste que possibilitará ao leitor avaliar seu nível de desenvolvimento em habilidades como: inovação, colaboração, individualidade, informalidade e reconhecimento.

Autor de Geração Y – O nascimento de uma nova versão de líderes, também lançado pela Integrare Editora em 2010 e que já vendeu mais de 20 mil exemplares, Sidnei Oliveira, esclarece que, entre os diferenciais do novo título em relação ao primeiro está o fato de o segundo dialogar diretamente com os jovens na faixa dos 17 aos 30 anos, discutir seus potenciais e se propor a solucionar suas dúvidas sobre o mercado de trabalho. “A proposta é oferecer um material que se aproxime ao máximo da realidade destes jovens e que os ajude a compreender sua realidade, além de orientá-los a traçar seus objetivos” – comenta Sidnei.

Dividido em seis capítulos: Mudanças – os desafios das prioridades; A Carreira ainda existe; É hora de trabalhar; As novas competências; Virei chefe, e agora? e Foco Geração Y, foco! o livro apresenta orientações que vão desde o valor da clareza e da objetividade na elaboração do currículo até a importância de se manter conectado e evitar gafes no ambiente de trabalho, passando por temas delicados que envolvem comprometimento, foco, resultados, motivação e a importância de o jovem fazer a sua carreira dentro de uma empresa. Além disso, o traz depoimentos de especialistas como Carolina Duque, diretora de recursos humanos da TAM – Linhas Aéreas, José Augusto, Presidente da Lens & Minarelli Associados, Paulo Amorim, diretor de recursos humanos para América Latina da DELL e o prefácio de Vicente Picarelli Filho, sócio-líder da consultoria em Gestão de Capital Humano da Deloitte.

Competição sem freios

Para Sidnei, as dificuldades são comuns um em ambiente marcado pelo que ela chama de “hipercompetição. Entre os diferencias da Geração Y, Sidnei aponta o fato de que este jovem tem acesso a muitas informações que antes ficavam restritas às empresas. Para ele, a nova realidade permite que o jovem desenvolva premissas que formam seu emprego dos sonhos – o que pode ser uma ilusão: “o que este jovem busca são empresas que possam ajudá-lo a se desenvolver em sua trajetória e que, ao mesmo tempo, proporcionem um ambiente bacana e agradável.” Sidnei observa que na sede por uma oportunidade que ofereça este cenário, o jovem acaba em meio a um processo de experimentação de diferentes realidades, pois acredita que, quanto mais experimentar empregos e empresas diferentes, melhor preparado estará.

De acordo com o autor, experimentar é uma estratégia equivocada, pois experimentação pode confundir absorção de experiência: “normalmente o jovem manifesta este pensamento distorcido quando argumenta que está buscando “novos desafios”, esquecendo que há certamente muitos desafios no emprego que está. Alias, o primeiro e principal desafio é permanecer no emprego com todos os obstáculos que ele apresenta” – defende Sidnei.

Leia aqui o primeiro capítulo do livro!

Para visualizar o convite do Lançamento, clique aqui!

Fonte: trecho do livro “Geração Y – Ser potencial ou ser talento? Faça por merecer”, de Sidnei Oliveira – Integrare Editora


Algumas dicas para uma boa apresentação pessoal, seja por meio de currículo seja durante uma entrevista

maio 5, 2011

• Seja original.  Abandone o currículo que você utiliza, principalmente se ele está baseado em modelos encontrados em sites da internet.  Utilizar currículos em forma de formulários, normalmente comprados em papelarias, é jogar dinheiro e tempo no lixo. Não cometa esse pecado!

• Seja objetivo. Resuma ao máximo o que pretende dizer, mas não se sinta pressionado a ficar em silêncio ou a escrever todo o currículo em apenas uma página. Se para contar a sua trajetória forem necessários mais tempo e páginas, utilize-os sem preocupação, mas sempre com objetividade.

• Seja contemporâneo. Não exagere no estilo das roupas, nem tente mostrar estilo de vanguarda. Se você gosta de tatuagens e tem orgulho de mostrá‑las o tempo todo, certifique‑se de que não está tentando arrumar emprego em um escritório de advocacia ou em um banco.  No caso do currículo, lembre‑se de que ele é um documento sóbrio. Portanto, nada de desenhos, gravuras, ilustrações, molduras, bordas, fadinhas, sinos, mensagens religiosas etc.

• Seja encontrado. No currículo, coloque em lugar de destaque seu nome, endereço, e‑mail, telefones e endereços de blogs, twitter e perfis em sites de redes sociais. Não se preocupe em divulgar esses perfis, pois eles serão encontrados de qualquer forma.

• Seja conectado. Ter intimidade com a tecnologia é uma característica de todo jovem profissional, por isso não há por que apresentar os conhecimentos no pacote “Microsoft Office”, “Windows” e “internet” como qualificação especial.  Só devem ser mencionados os conhecimentos específicos no uso de algum software se ele realmente for diferenciado e se você estiver concorrendo a uma vaga que exija essa qualificação.

• Seja coerente. Tenha certeza de que sua vida virtual será acessada. Por isso, muita atenção ao que publica em seus perfis em redes sociais. Não adianta apresentar‑se na entrevista como uma pessoa discreta e reservada, enquanto tem publicadas em seu perfil fotos em que você realiza performances acrobáticas com bebidas ou atua como personagem principal em baladas e festas.

• Seja maduro. Não dá para acreditar na seriedade de alguém que utiliza um endereço de e‑mail do tipo “badboy12@mail.com” ou “gatamimosa21@mail.com”. Tudo o que se publica na internet recebe o status de domínio público.  O conselho parece redundante, mas vale lembrar: se quer que algum aspecto de sua vida pessoal seja mantido de forma privada, então não publique, não a torne virtual.

• Seja verdadeiro. Em essência, o avaliador tem o interesse de identificar a pessoa correta para a posição certa, por isso mentir ou exagerar em qualificações. Se algum fato precisar ser comprovado e ele for falso, seu conceito receberá a pior avaliação possível, que é a de falta de caráter. Para isso, não há solução nem emprego.

Fonte: trecho do livro “Geração Y – Ser potencial ou ser talento? Faça por merecer”, de Sidnei Oliveira – Integrare Editora


Faça por merecer!

maio 4, 2011

Certa vez, um imperador assumiu o trono de seu reino disposto a fazer um grande governo. Com esse objetivo, convocou todos os sábios da região, para que eles apresentassem conselhos sobre como ele deveria agir para cumprir a difícil tarefa.

Os sábios reuniram‑se durante vários dias e depois de muitas reflexões concluíram que a melhor forma de ajudar o novo rei era dar‑lhe dois envelopes, cada um com um conselho.

Retornaram ao rei e lhe entregaram os envelopes explicando que cada um continha um conselho precioso e somentedeveriam ser abertos em momentos determinados. O primeiro envelope era azul. Explicaram ao rei que ele deveria ser aberto quando o reino estivesse caminhando muito bem. O outro era verde e deveria ser aberto somente quando o reino estivesse passando por problemas terríveis.

Depois de alguns anos, o país prosperava, não havia guerras e o povo estava muito feliz com tudo o que tinha conquistado. O rei estava tão satisfeito com seu reinado que decidiu abrir o envelope azul. Nele encontrou um dos conselhos dos sábios:

O rei ficou um pouco perplexo, pois esperava algum conselho mais grandioso e positivo, e não um alerta sombrio. De qualquer forma, continuou seu reinado e alguns anos depois houve uma série de acontecimentos terríveis. Uma grande seca atingiu a região e, pela primeira vez, seu povo sentiu fome. Também surgiram algumas pragas que acabaram com as plantações e trouxeram muitas doenças. Os eventos climáticos afetaram outros países próximos, e a disputa por alimento provocou conflitos com os reinos vizinhos.

O rei estava muito triste. Sentia‑se impotente, derrotado e sem alternativas. Lembrou‑se do envelope azul e do conselho que havia recebido e, mesmo relutante, decidiu abrir o envelope verde. Lá encontrou a seguinte frase:

Leia aqui o primeiro capítulo do livro!

Fonte: trecho do livro “Geração Y – Ser potencial ou ser talento? Faça por merecer”, de Sidnei Oliveira – Integrare Editora


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