Na educação, a firmeza também é uma representação do amor. (por Leo Fraiman)

julho 24, 2015

O amor, a doação e a expansão afetiva são importantes, mas o que seria de uma linda flor se ela não tivesse um caule firme, que lhe desse estrutura?

Há quem pense que os pais devem ser ou amorosos ou firmes, como se essas forças fossem contraditórias. Ao contrário do que se pensa, o amor é complementado pela firmeza, pelo limite, pela definição. Esta força estaria representada na mão esquerda. É a mão da rigidez, que direciona a força do amor que se tem e se quer doar. É a força que ajuda a saber a hora, o jeito e a intensidade certa das palavras, das regras, dos limites.

O cinto de segurança protege um filho de uma batida. As regras de um esporte ajudam a dar a mesma oportunidade a todos os envolvidos no jogo. A disciplina promove a concretização de nossos objetivos, driblando a falta de vontade que ocasionalmente visita a mente durante a realização de metas importantes.

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Fonte: livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida Juntos”, de Leo Fraiman. Integrare Editora

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O que você passa sobre a vida para o seu filho reflete na forma como ele enfrentará a prórpria vida (por Leo Fraiman)

março 23, 2015

Conte ao seu filho as lições que aprendeu no seu trabalho, na sua vida. Fale com ele sobre seu aprendizado, sobre as experiências bem-sucedidas, como superou situações delicadas, suas ou de seus amigos e colegas de trabalho.

Muito do que o filho pensa sobre o trabalho, a vida e o mundo adulto vem do que ele ouve dos pais no dia a dia. Não é preciso pintar o mundo de cor-de-rosa apenas para proteger o filho das adversidades e desafios. Por outro lado, falar apenas nos problemas ajuda a formar uma apatia defensiva. Os filhos precisam ouvir que você acredita neles, em si, nos outros e na vida. O excesso de otimismo pode ser tão prejudicial quanto o pessimismo de carteirinha. Deixe seu filho guiar seu próprio espírito.

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Fonte: livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? como construir um projeto de vida juntos ”, de Leo Fraiman – Integrare Editora

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Pais participativos não apostam na sorte! Por Leo Fraiman

outubro 11, 2013

Pais participativos não apostam na sorte, e sim em sua própria atitude diante de uma família que é sua. Eles são os capitães do lar, os mestres de seu destino.

Por que admiramos um diamante? Por que gostamos tanto de uma casa construída com uma arquitetura diferenciada? O que nos faz apreciar um quadro executado nos detalhes, ou uma jogada ensaiada que resulta em perfeição de nosso time no campeonato?

O que nos encanta na música tocada com maestria, ou no passo de dança dificílimo, que para aquele dançarino parece tão fácil? Admiramos essas situações pois sabemos que por trás do brilhantismo há uma lapidação constante, há suor, esforço, persistência e, muitas vezes, até dor.

Como podemos perceber, educar é um treino de conexões cerebrais, que funciona como uma academia de ginástica. Quanto mais uma conexão é reforçada, mais rapidamente e automaticamente ela é acionada e tende a se tornar uma “verdade”. Cada comportamento, cada palavra, cada abraço dos pais dispara conexões relacionadas a bem-estar, ao amor, a segurança. Da mesma forma, o abandono, o afastamento, a violência também disparam conexões relacionadas a isso. Por isso, ao participar da educação dos filhos, os pais colaboram com a saúde mental dos filhos, na medida em que estes têm seu cérebro acostumado a sentir-se bem estimulado e podendo funcionar em um estado favorável ao estudo e à autoestima.

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Fonte: livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida juntos”, de Leo Fraiman – Integrare Editora

 

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Os pais X a falta de tempo

fevereiro 22, 2013

Muitos pais, com sua estima abalada pelas incessantes cobranças de mais e mais consumismo, pensam estar sendo excelentes pais por “não deixarem faltar nada em casa”, e assim faltam com sua importante presença. Sobram alimentos e roupas de grife, mas faltam a presença e a intimidade.

A jornada de trabalho tem aumentado bastante para muitas famílias. Hoje em dia, ambos os pais trabalham cada vez mais intensamente para manter um padrão de vida cada vez mais exigente.

Não é raro encontrar pais que têm jornada dupla, ou mesmo tripla de trabalho, para poderem oferecer um bom nível de vida a suas famílias. Mais do que dinheiro, é bom saber que os filhos desejam que seus pais invistam tempo e afeto neles.

Segundo importantes estudos desenvolvidos pelo sociólogo Richard Sennett, e citados no livro A cultura do novo capitalismo, na década de 1980, era comum que em uma grande empresa existissem 14 cargos entre o presidente e um estagiário. Hoje, essa distância é de seis cargos apenas. Isso faz com que todos trabalhem muito mais, sintam-se inseguros e partilhem uma insatisfação generalizada, pois nunca é o bastante. Também há o medo de perder espaço no mercado para as gerações mais jovens, cheias de energia, de pique e de vontade de vencer rapidamente.

Some-se a isso toda uma oferta de bens e serviços que prometem afeto e contato com um mundo feliz, tais como cursos, massagens, comidas, bebidas, aparelhos eletrônicos, viagens de experiências. Tudo em nome de boas sensações afetivas que são cada dia mais raras nas famílias. As empresas terceirizaram o afeto.

 

Quais são as lembranças mais fortes que uma pessoa leva de sua família? O presente caro? A bolsa de grife? Não. Se perguntarmos a muitas pessoas, a resposta tenderá a variar pouco: as lembranças que mais guardamos no coração são dos momentos passados junto a entes queridos, conversas significativas, ocasiões em que se riu, se olhou nos olhos, se brigou, se trocou ideias. Lembramos muito mais de momentos preciosos nos quais sentimos relações reais, presença e afetividade.

 

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Fonte: livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida Juntos”, de Leo Fraiman. Integrare Ed.

 

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O estresse bloqueia a mente. O abandono nos estressa!

novembro 9, 2012

Em situações de alto estresse, o cérebro não rende. A cabeça não consegue aprender matemática quando o coração sente que em casa as relações são de subtração continuada (filhos de pais omissos).

Fica complicado aprender física quando se vive em constante atrito (filhos de pais autoritários), assim como é muito mais árduo aprender história quando se sente que as únicas passagens impor- tantes da vida são aquelas nas quais nos divertimos (filhos de pais permissivos). Este é o aluno que pensa: “Para que estudar se em casa se fala que isso não serve para nada e meu pai se deu bem sem saber nada disso?”.

A neurociência mostra que uma forte carga de estresse gera uma liberação acentuada de adrenalina, substância que em boa quantidade contribui para a liberação de mais acetilcolina, uma espécie de lubrificante das sinapses. Assim, a adrenalina indiretamente ajuda-nos a ter mais e melhores conexões cerebrais e por isso é importante estar motivado e com energia para estudar ou praticar um esporte.

Em quantidades exageradas, porém, a adrenalina inibe a aceticolina, substância que “liga” as sinapses, as conexões cerebrais. Vem daí o ditado popular que nos manda relaxar antes de tomar uma decisão.

Quando estamos estressados, seja física ou emocionalmente, o cérebro reage apenas com sua porção instintiva. E faz sentido. Se estivéssemos nas savanas africanas e avistássemos uma grande cobra, ou um predador maior que nós, não seria interessante que o cérebro gastasse tempo e energia para entender se aquele ser que nos ameaça é um anfíbio, um réptil ou um mamífero, mas sim que ele nos prepa- rasse para correr ou lutar.

Vem daí a expressão “dar um branco” diante de situações altamente estressantes,pois nesses momentos ocorre uma migração do sangue das partes periféricas do corpo (membros e pele) para as áreas vitais (cora- ção, pulmão, rins), de forma a nos proteger de escoriações e nos fornecer uma sobrecarga de energia de luta ou fuga. Conviver com o abandono continuado é uma das mais intensas formas de estresse que se pode conhecer.

Fonte: livro “Meu filho chegou à adolescência – Como construir um projeto de vida Juntos” de Leo Fraiman – Integrare Editora

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