Compartilhamos TUDO, mas queremos privacidade…

janeiro 14, 2013

Nosso interesse de classe média passa a ser muito seletivo com quem está próximo e totalmente sem barreiras com quem está distan­e. E isso mostra o nosso contrassenso atual e o impacto do paradoxo: próximo/distante. Você fotografa o prato da sua comida na mesa de domingo para colocar no Instagram e manda pela internet para que todos vejam, mas não gosta quando o porteiro pega sua correspon­dência para lhe entregar em mãos porque isso afeta a sua privacidade. Estranho, não?

 

            Você coloca a foto da festinha dos seus filhos no Facebook para milhares de pessoas verem, e elas podem ser curtidas, copiadas, coladas, encaminhadas, colecionadas, mas preocupa-se com a interferência na privacidade da vida dos seus mesmos filhos quando monitorados por câ­meras na escola. Você “tuita” o tempo todo e compartilha com milhares de pessoas muitas das suas opiniões pessoais, algumas muito pessoais, que você deveria guardar somente para si, mas inexplicavelmente, não gosta que sua diarista saiba da sua vida pessoal, mesmo morando com você. Por onde você passa, faz check-in e registra os lugares para que todo mundo saiba onde foi, mas reclama da futilidade das celebridades, que divulgam fotos fazendo compras no shopping. Você publica suas fotos o tempo todo nas mais diversas e íntimas situações, mas critica o absurdo interesse das pessoas por reality shows como o Big Brother.

 

Sabemos da vida privada de gente famosa como o Neymar e nos interessamos muito pelos detalhes sórdidos das festinhas noturnas e bebedeiras de jogadores como Ronaldinho Gaúcho ou Adriano Imperador, mas não sabemos onde nosso filho estava na madrugada passada nem como ele voltou para casa esta manhã.

            Sabemos da vida dos artistas da novela e suas banalidades, mas não como vamos conversar com nossos filhos sobre álcool, sexo, drogas ou medos. Acompanhamos muitos dramas de gente distante com um interesse cada vez maior, e fugimos dos dramas que estão sentados co­nosco, solitários, dividindo o mesmo sofá.

 

Fonte: livro “Paixão e significado da marca – Ponto de virada e transformação de marcas corporativas, marcas pessoais e de organizações”, de Arthur Bender – Integrare Editora

 

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Invista na sua marca pessoal!

outubro 10, 2012

Eu falo aqui de coisas simples. De investimentos práticos que dependem muito mais de boa vontade do que de recursos financeiros. De iniciativas que podem lhe dar visibilidade e novas oportunidades. Você acha que é difícil fazer isso? Que não existem essas oportunidades gratuitas, assim? Então eu lhe pergunto o seguinte: quantas vezes você foi à universidade em que se formou e se ofereceu para dar uma palestra gratuita para os alunos do curso em que se graduou, levando um pouco da sua experiência de mercado e de conhecimento prático?

Quantas vezes no ano passado você parou num fim de semana para pensar num tema da sua área e montar, por iniciativa própria, um curso na empresa para os colegas e funcionários?

Quantos projetos para solucionar problemas da empresa você montou, organizou e mostrou à diretoria no ano passado? E neste ano? Refiro-me àqueles de iniciativa própria, não àqueles óbvios, que lhe pediram (e que, se você não fizesse, seria despedido). Quantos? Dos que foram aprovados, quantos você abraçou com garra, esforçando-se a todo custo, e levou adiante porque acreditava neles?

Quantos cursos você solicitou à empresa e, como ela não liberou a verba, você, numa atitude corajosa, sabendo que era muito importante para VOCÊ, pagou do próprio bolso (ou pegou emprestado), inscreveu-se e foi fazer sozinho?

Você leu algum livro na semana passada? Quantos interessantes leu no mês passado? E no ano passado? O quê?!! Só o livro Quem mexeu no meu queijo?

Dentre os livros que leu e adorou, quantos você comentou com os colegas de trabalho para que eles também pudessem ter acesso a esse conhecimento?

Quantos artigos interessantes já escreveu e procurou publicar nos veículos do seusegmento?

Quanto tempo você dedicou à reflexão sobre novas ideias ou projetos ou à implementação de projetos de terceiros na sua entidade de classe, clube, igreja ou associação comercial?

Para qual instituição colaborou no ano passado, aplicando seus conhecimentos e habilidades em favor de uma causa social?

Quantas viagens fez no ano passado, em busca de conhecimento profissional? Nenhuma? Só foi para a praia?

Você se juntou a alguma entidade empresarial da sua área, buscando mais conhecimento ou relacionamentos no setor? Certo, eu sei. Sua cidade não tem nenhum grupo de profissionais, e o seu segmento é muito desorganizado. Ótimo. Já pensou em tomar a iniciativa de reunir profissionais do seu setor emontar um programa para ampliar conhecimentos e trocar experiências?

Quantas palestras gratuitas você realizou no ano passado? Quantas, mesmo? Quantas reuniões de informação e treinamento promoveu na empresa – sem a ajuda dela –, somente pelo prazer de repartir seu conhecimento com sua equipe e trocar experiências?

Você pertence a alguma rede na web de profissionais interessados em temas do seu segmento que possam ser discutidos a distância?

Eu sei. Você vai dizer que não tem tempo e que tudo é sempre difícil na sua vida. Que tem 200 e-mails para responder diariamente, uma agenda sempre lotada e nem um minuto livre. Você acha que a vida dos outros é diferente?

O tempo é o mesmo para todos. O que faz a diferença entre fracasso e sucesso é a forma como você aplica seu tempo. É como diz um amigo meu: “O Bill Gates tem as mesmas 24 horas que nós”. É bom pensar no que você faz com o seu tempo e quanto dele aplica naquilo que realmente vai gerar valor para a sua marca pessoal e para a sua carreira a longo prazo.

As estatísticas provam que mais de 90% do nosso tempo profissional é aplicado naquilo que, a longo prazo, não vai gerar nada de valor para nossa marca pessoal e nossa carreira. Operação. Reação. Operação. Reação. E assim vamos, mergulhados numa rotina estressante, sem pensar muito no que vai acontecer lá na frente. É uma viagem cega rumo ao futuro.

A pergunta é: que tipo de investimento de longo prazo você está fazendo na sua marca e na sua carreira?  

 

Fonte: livro “Personal Branding – Construindo sua marca pessoal”, de Arthur Bender – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

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Você dá as costas para o poder?

setembro 12, 2012

Você vê o vazio, mas pensa assim: “Não estou sendo pago para resolver o problema dos outros. Ele que resolva. Ele ganha para isso. Por sinal, ganha mais do que eu. Se eu resolver, é ele quem vai receber os méritos”. É exatamente assim que as coisas acontecem e os vazios se instalam.

Nos cargos de gerência média para baixo, a coisa é bem pior. A pessoa está vendo as coisas erradas, sabe como resolver, mas dá de ombros e diz: “Na minha carteira não está escrito que eu preciso fazer isso. Não fui contratado para isso e pronto, que se dane!”.

Há buracos enormes, grandes gaps que poderiam ser preenchidos, grandes vazios de poder a ser conquistados, mas a pessoa não se move para ocupá-los. E sabe o que acontece? Aparece um sujeito, vê a deficiência e se oferece para resolve-la. Todos à volta pensam: “é um trouxa. Vai fazer o trabalho dele e o do vagabundo ao lado sem ganhar nada por isso”. E o que acontece logo em seguida?

Ele resolve o problema melhor do que o profissional que fora contratado para isso e não fez nada. Acumula as funções e continua fazendo as duas tarefas maravilhosamente bem. Com o passar do tempo, o grupo percebe que ele está trabalhando até melhor do que o outro e acabou conquistando aquela posição, que não é mais questionada por ninguém.

Sabe o que acontece então? Aquele cara se torna o líder natural do grupo. É isso. É assim, você sabe. Já deve ter visto essa cena uma centena de vezes. Alguém que vai lá e faz o que ninguém quer fazer. Ao fazer isso, conquista um espaço que estava livre, preenche um vazio organizacional, ou um vazio de poder. Nesse momento, ele está um passo à frente do grupo. E a marca dele brilha um pouquinho mais do que a marca dos outros.

Fonte: livro “Personal Branding – Construindo sua marca Pessoal”, de Arthur Bender – Integrare Editora

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Algumas estratégias para alavancar a sua marca pessoal

setembro 3, 2012

 

Uma estratégia interessante para começar a estabelecer o seu foco em busca de conhecimento e de valorização da sua marca pessoal é fazer uma série de questionamentos antes de tomar uma posição. Isso o ajuda a avaliar com mais clareza quais passos são os mais importantes. São três perguntas:

 

1. O que isso pode representar para agregar valor à minha marca pessoal hoje?

2. O que isso pode representar para a minha marca pessoal daqui a alguns meses?

3. O que isso pode representar para a minha marca pessoal daqui a alguns anos?

 

Ao se fazer essas perguntas, você passa a ser seletivo com seu conhecimento e com seus movimentos estratégicos; começa a priorizar o que realmente é importante para a sua marca e a sua carreira. Você dá sentido às coisas, hierarquiza suas prioridades e não perde oportunidades.

Lembre-se de que as coisas que realizamos hoje podem aparentemente não ter valor nenhum (nesse exato momento), sendo vistas como apenas mais uma tarefa a cumprir, mas passado algum tempo talvez você descubra que elas foram decisivas para gerar valor para a sua carreira e impulsioná-la. Ou foram o primeiro passo de uma nova etapa. Um degrau que, assim que foi conquistado, o levou a outros, que o levaram até onde você está.

Faça uma retrospectiva de quantas coisas você deixou passar sem se envolver e que poderiam tê-lo ajudado muito em sua trajetória. Agora pense nas coisas que ignorou (quando aconteceram) e que depois você descobriu que poderiam ter valorizado sua marca. Quer exemplos? Uma palestra gratuita numa universidade ou numa entidade de classe pode parecer, num primeiro momento, mais um evento cujo preparo significa gasto de tempo e de energia. Perda de tempo, diria a maioria das pessoas.

Ao fazer as perguntas propostas, você avalia as possibilidades de ganho a médio e a longo prazos.

 

Fonte: livro “Personal Branding – Construindo sua marca Pessoal”, de Arthur Bender – Integrare Editora

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Conquiste poder para a sua Marca Pessoal

julho 18, 2012

A teoria dos espaços vazios na conquista do poder

                  Toda instituição tem vazios de poder, e quem preenche esses vazios, assumindo responsabilidades, pelos outros ou pela instituição, conquista poder. Uma vez assumido esse controle, ele raramente é desafiado. Se não for desafiado, com o passar do tempo se tornará legítimo e inquestionável.

As marcas de profissionais-estrelas estão sempre observando espaços vazios e buscando uma solução para preenchê-los, como forma de impulsionar sua marca pessoal e dar mais valor à sua carreira.

 

Encontre espaços vazios nas empresas

Se você não sabe como isso pode ser uma estratégia de marca pessoal, explico melhor. Numa empresa, há cargos com especificações bem definidas no contrato ou na carteira de trabalho. Nesses contratos sempre se encontra um cargo ou uma função. É assim que empregamos uma secretária, um diretor comercial, um gerente de contas, um gerente de recursos humanos.

O que acontece é que ninguém consegue descrever com exatidão tudo o que um cargo deve abranger, mesmo um bem simples, como o de secretária. Uma secretária precisa regar as violetas da mesa todo dia? Precisa manter as gavetas limpas e organizadas? Está escrito que

ela precisa ser gentil? Onde está especificado que ela deve ser pró-ativa, representar a empresa e pensar no crescimento dela? O que sera proatividade para ela?

 

O que não está nos manuais

                  Nada disso está descrito nos manuais. Como não há muita clareza,as empresas contam com o bom senso de cada um. Uns cumprem à risca aquilo que acham que a empresa espera deles. Outros tentam fazer um pouquinho mais. Aí começa a diferença.

Algumas companhias são extremamente rigorosas em seus treinamentos e descrevem ponto a ponto como um funcionário deve atender seus clientes numa loja, por exemplo. Nesse manual há regras que estabelecem que ele seja gentil, dê bom-dia ou boa-tarde, pergunte o nome do cliente, sorria etc. Mas jamais se encontrará nada prescrevendo o que o funcionário pode fazer para encantar o cliente. Seria impossível inserir tudo num manual. É aí que surgem as oportunidades e os vazios, e quem preenche se destaca e começa a brilhar.

Conforme cresce a hierarquia, torna-se mais difícil ainda. Os profissionais com cargos acima de gerente têm muito mais responsabilidades e muito menos rotinas a cumprir. Um gerente que comanda um grupo de contas com seus assistentes deve manter os clientes satisfeitos, ser responsável pela equipe de trabalho, capaz de gerar novos negócios, de resolver conflitos internos e externos com os clientes etc.

Fonte: livro “Personal Branding – Construindo sua marca Pessoal”, de Arthur Bender – Integrare Editora

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Pare de ser tão normal!!!

maio 24, 2011

Num mundo de alta competitividade, com milhares de profissionais normais e invisíveis, uma pequena diferença de comportamentoe de atitude pode resultar numa enorme vantagem competitiva. O mundo dos profissionais normais está prestes a falir como empresa. A normalidade não leva a lugar algum. Nenhuma marca bem-sucedida atingiu o sucesso por ser normal. O sucesso está ligado à criação de algo novo, diferente. Ninguém está disposto a pagar nem um centavo a mais pelo normal. O normal tem preço médio de mercado, é commodity.

O valor está na diferença. Isso vale para marcas corporativas e para marcas pessoais. A normalidade sá leva à guerra de preços de mercado, e aí, para se manter, você terá de dar muito desconto e fazer promoção com a sua marca. E esse é o primeiro passo para a perda de valor e para a invisibilidade no mercado.

Você pode não acreditar, mas a normalidade nao levará você a lugar algum. Num mundo cada vez mais dominado pela igualdade e pela medianidade, o valor está em não seguir o rebanho. O valor está em não seguir as regras, em não se conformar com o estabelecido, em contrariar a normalidade.

Pode parecer estranho, dependendo da ótica pela qual você olhar. Mas reflita bem e me diga se alguém construiu alguma coisa valiosa neste planeta conformando-se com a normalidade. Retroceda alguns séculos e constate isso. Pense nas artes, na música, nos negócios. Não se limite às invenções, mas reflita nas grandes transformações, nas grandes ideias, nas mudanças significativas, nos projetos brilhantes. Se pensar em cada uma dessas coisas, vai concluir que alguém não conformista foi lá, burlou as regras e fez diferente.

Fonte: trecho do livro “Personal Branding – Construindo sua marca Pessoal”, de Arthur Bender – Integrare Editora


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