Rompendo os medos – Dicas para facilitar a primeira vez

agosto 15, 2011

Um dos medos mais fortes enfrentados pela adolescente é de que o rompimento do hímen provoque dor e sangramento. Na verdade, como essa membrana é muito fina, dificilmente isso acontece.

O que, na verdade, causa dor é o medo. Ele faz a mulher contrair seus músculos a ponto de impedir qualquer passagem pela vagina.

A famosa hemorragia também não costuma ocorrer, apenas um leve sangramento, a menos que a mulher fique rígida demais.

Agora, o lugar para esse acontecimento é muito importante. De modo geral, não é recomendável iniciar a vida sexual em ambiente tenso, com a possibilidade de ser surpreendida por alguém, como no carro ou no quarto do namorado. O ambiente deve ser relaxante.

É importante conscientizar a garota dos fatores que podem gerar medo, ansiedade, inibição e dos que facilitam a “entrega”.

A idealização do parceiro atrapalha. Em geral, a garota vê o namorado como um ídolo, quase um deus, alguém muito experiente, quando na verdade ele pode não passar de um menino assustado. Os ídolos foram feitos para serem admirados a distância. A visão de ídolo ou príncipe encantado dificulta a intimidade e a formação de vínculos. Aliviaria muito a ansiedade da adolescente saber que seu parceiro está tão apavorado quanto ela.

Seja como for, a presença do médico na vida da adolescente tem como objetivo não só alertar, mas também diminuir e aliviar angústias e medos pela orientação. O uso de anticoncepcionais eficientes afasta o fantasma da gravidez e permite a ela se apropriar da sua sexualidade.

Fonte:  Trecho do livro “Mulher – Um projeto sem data de validade”, de Malcolm Montgomery

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Contraceptivos – Qual o melhor?

junho 7, 2011

Os principais parâmetros para determinar a escolha de um anticoncepcional na adolescência são: eficácia, reversibilidade, ausência de efeitos colaterais, facilidade de uso e preço acessível. Aplicando esses critérios aos principais métodos disponíveis, vamos perceber quais se adequam melhor às necessidades da jovem mulher:

 

• Pílulas anticoncepcionais (comprimidos compostos de hormônios sintéticos que impedem a ovulação). São os mais recomendados pela facilidade de uso. Elas funcionam imitando a gravidez em um processo que consiste em bloquear a produção de estrógeno e progesterona. Ao introduzir na corrente sanguínea “substitutos sintéticos” para esses hormônios, as pílulas enganam o cérebro, que deixa de enviar estímulos aos ovários para produzi-los de forma natural. As de última geração apresentam dosagens hormonais extremamente baixas. Em comparação com as pioneiras, não oferecem riscos à saúde e ainda trazem benefícios: reduzem a tensão pré-menstrual e as cólicas, protegem contra endometriose, câncer de útero e dos ovários, favorecem a regularidade menstrual e ainda melhoram a acne.

 • DIU (dispositivo intrauterino que impossibilita a fertilização e a implantação do ovo). Há 3 décadas acompanho o uso desse método. A sua melhor indicação seria em pacientes acima de 30 anos que já engravidaram. Em jovens contraindicaria, pelo fato de aumentar o fluxo sanguíneo durante a menstruação, podendo facilitar com o decorrer dos ciclos a endometriose e comprometendo a fertilidade futura.

 • Métodos de barreira (o condom, preservativo ou camisinha). Este método tem a vantagem de prevenir doenças sexualmente transmissíveis e não oferece complicações, mas nem sempre é aceito pelos parceiros; além disso, é preciso orientação adequada quanto à forma de utilizá-lo. Quando a adolescente recusa outros métodos por julgá-los pouco naturais e não sente pudor de manipular os genitais, a alternativa recomendada é o diafragma, uma cúpula de borracha que cobre a entrada do útero.

 • Métodos de abstinência periódica (tabelinha, observação do muco ou da temperatura basal). Não são recomendados porque fazem parte do “museu da contracepção”. E, como se não bastasse, esses métodos requerem disciplina e motivação, qualidades nem sempre encontradas nas adolescentes, que tendem a considerá-los pouco românticos.

 • Coito interrompido (retirada do pênis da vagina antes da ejaculação). Embora muito utilizado, nunca é indicado, devido ao alto índice de falhas e também por dificultar o relaxamento e o orgasmo.

 • Pílula do dia seguinte. Composta de alta dose de estrógenos, é recomendada em casos de estupro ou sexo sem proteção. Para ser eficaz, deve começar a ser tomada nas primeiras 48 horas após a relação sexual. Não deve ser usada no cotidiano.

 

Fonte: trecho do livro “Mulher – Um projeto sem data de validade”, de Malcolm Montgomery – Integrare Editora 


Amaury Jr. entrevista Malcolm Montgomery: Mulher – Um projeto sem data de validade

abril 29, 2011

O ginecologista Malcolm Montgomery propõe que o termo menopausa seja trocado por “pausas hormonais de envelhecimento”.

“O médico moderno tem que ver a mulher q curto, médio e longo prazo. Por exemplo, se você atende uma adolescente de 18 anos que quer tomar anticoncepcional, você tem que receitar um anticoncepcional que seja eficiente, sem efeitos colaterais, e que depois de 10 anos facilite que ela possa engravidar, e que proteja essa moça aos 50 anos do câncer ginecológico.” Malcolm Montgomery

Assista à entrevista no min 18:37 do vídeo! 

Entrevista 

http://mediacenter.amauryjr.com.br/mediacenter/principal_video.asp?id=1656


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