A sexualidade feminina e o império dos sentidos! Por Malcolm Montgomery

abril 29, 2013

A sexualidade feminina é envolta pelo mistério.

            Eletrodos colocados nos genitais para avaliar a resposta sexual da mulher oferecem apenas alguns dados fisiológicos básicos. Essa resposta depende de muitos elementos desconhecidos e não se limita à equação linear: desejo + vasocongestão = orgasmo.

            Os sentidos têm um papel de destaque nesse processo. O sexo é sensorial. Apesar de vivermos em uma sociedade altamente técnica, dominada pela imagem e pelos sons, o olfato é o sentido com maior capacidade de memorizar e reproduzir nossas emoções mais profundas.

            As mulheres têm diferentes habilidades para perceber odores durante o ciclo menstrual, com máxima sensibilidade no período de ovulação.

            As glândulas apócrinas, que produzem odores corporais, são bem desenvolvidas e aparecem em maior número no sexo feminino.

          Estudos revelaram, ainda, que dormir cotidianamente com um homem aumenta a incidência de ovulação, independentemente de relação sexual. Supõe-se que o efeito seja provocado pelo odor axilar do parceiro. O cheiro é fundamental para a sexualidade humana, tanto para a atração inicial quanto para a manutenção de um relacionamento.

 

Imagem

 

Fonte: livro “Mulher – Um projeto sem data de validade”, de Malcolm Montgomery – Integrare Editora

 

Saiba mais sobre o livro!

 

 


Pais e Filhos: cada um no seu papel

agosto 20, 2012

Outra mãe patológica é a mãe superamiga da filha. Leva a garota a todos os lugares para controlar sorrateiramente suas ações. A tendência é adotar um comportamento infantilizado e competir com a garota.

Para a saúde da criança e do adolescente, “é fundamental que pai seja pai e mãe seja mãe”, salienta o psicoterapeuta Içami Tiba. Amigos, os adolescentes têm demais. Precisam de figuras de autoridade para impor limites, ser o porto seguro onde eles possam atracar.

A adolescência dos filhos convida os pais a reviver a sua própria adolescência. Um homem com sérios problemas no desenvolvimento da sexualidade prefere ter uma filha; da mesma forma, uma mulher que enfrentou muitas dificuldades nessa etapa pode preferir ter um filho homem e valorizar demais o sexo masculino para não ter de rever suas experiências passadas.

Ainda que tenha enfrentado desafios, a mãe pode conversar com a filha a respeito de suas inibições, contar que não conseguia se tocar, masturbar-se, expor suas dúvidas e temores. No entanto, ao levá-la ao ginecologista, deve aguardar na sala de espera. Ou então só lhe restará exercitar a tirania do fraco.

Fonte: livro “Mulher – Um projeto sem data de validade”, de Malcolm Montgomery – Integrare Editora

Para mais informações sobre o tema, consulte o livro ou entre contato conosco.

Saiba mais sobre o livro!


Contraceptivos – Qual o melhor?

junho 7, 2011

Os principais parâmetros para determinar a escolha de um anticoncepcional na adolescência são: eficácia, reversibilidade, ausência de efeitos colaterais, facilidade de uso e preço acessível. Aplicando esses critérios aos principais métodos disponíveis, vamos perceber quais se adequam melhor às necessidades da jovem mulher:

 

• Pílulas anticoncepcionais (comprimidos compostos de hormônios sintéticos que impedem a ovulação). São os mais recomendados pela facilidade de uso. Elas funcionam imitando a gravidez em um processo que consiste em bloquear a produção de estrógeno e progesterona. Ao introduzir na corrente sanguínea “substitutos sintéticos” para esses hormônios, as pílulas enganam o cérebro, que deixa de enviar estímulos aos ovários para produzi-los de forma natural. As de última geração apresentam dosagens hormonais extremamente baixas. Em comparação com as pioneiras, não oferecem riscos à saúde e ainda trazem benefícios: reduzem a tensão pré-menstrual e as cólicas, protegem contra endometriose, câncer de útero e dos ovários, favorecem a regularidade menstrual e ainda melhoram a acne.

 • DIU (dispositivo intrauterino que impossibilita a fertilização e a implantação do ovo). Há 3 décadas acompanho o uso desse método. A sua melhor indicação seria em pacientes acima de 30 anos que já engravidaram. Em jovens contraindicaria, pelo fato de aumentar o fluxo sanguíneo durante a menstruação, podendo facilitar com o decorrer dos ciclos a endometriose e comprometendo a fertilidade futura.

 • Métodos de barreira (o condom, preservativo ou camisinha). Este método tem a vantagem de prevenir doenças sexualmente transmissíveis e não oferece complicações, mas nem sempre é aceito pelos parceiros; além disso, é preciso orientação adequada quanto à forma de utilizá-lo. Quando a adolescente recusa outros métodos por julgá-los pouco naturais e não sente pudor de manipular os genitais, a alternativa recomendada é o diafragma, uma cúpula de borracha que cobre a entrada do útero.

 • Métodos de abstinência periódica (tabelinha, observação do muco ou da temperatura basal). Não são recomendados porque fazem parte do “museu da contracepção”. E, como se não bastasse, esses métodos requerem disciplina e motivação, qualidades nem sempre encontradas nas adolescentes, que tendem a considerá-los pouco românticos.

 • Coito interrompido (retirada do pênis da vagina antes da ejaculação). Embora muito utilizado, nunca é indicado, devido ao alto índice de falhas e também por dificultar o relaxamento e o orgasmo.

 • Pílula do dia seguinte. Composta de alta dose de estrógenos, é recomendada em casos de estupro ou sexo sem proteção. Para ser eficaz, deve começar a ser tomada nas primeiras 48 horas após a relação sexual. Não deve ser usada no cotidiano.

 

Fonte: trecho do livro “Mulher – Um projeto sem data de validade”, de Malcolm Montgomery – Integrare Editora 


A raiz da prisão de ventre…

maio 19, 2011

Eis um exemplo bem típico de diferenças na educação entre os sexos que acabam gerando problemas para a mulher. É importante não só valorizar o corpo, mas tudo o que ele fabrica. As fezes, a urina, as secreções do nariz ou dos ouvidos não podem ser encaradas como coisas horrorosas.

Para a criança pequena, tudo o que sai do seu corpo é parte dela. Seu cocô é muito importante. Se aprender que aquilo causa nojo aos pais, ela poderá ter dificuldade em aceitar os produtos corporais e, mais tarde, desvalorizar até mesmo o leite que sai dos seus seios para alimentar seu bebê. Qualquer secreção vaginal será vista com temor. Evacuar passará a ser um grave problema.

O ato de eliminar as fezes é muito natural para a criança pequena. Trata-se de um reflexo simples: um estímulo avisa que o intestino está cheio e, então, ela o esvazia, onde estiver. À medida que vai crescendo, e o cérebro e os centros informativos da medula se desenvolvem, a criança aprende a inibir o reflexo. Seus pais ensinam que ela não pode fazer cocô em qualquer lugar, só no banheiro. Então, ela se senta no vaso sanitário, relaxa, facilita o reflexo e as fezes são expelidas. Passa a ser um reflexo condicionado. Esse processo também tinha tudo para ser natural.

Depois dos 3 ou 4 anos, com maior domínio dos centros nervosos superiores, fatores de ordem psicológica (como a censura, localizada no cérebro superior) começam a inibir ou a facilitar o reflexo (que está no cérebro mais primitivo). E, assim, aos 5 anos, a menina faz uma viagem com a amiguinha e, por vergonha, prende o intestino. Não quer deixar o banheiro cheirando mal. Alguém pode usar em seguida e isso é desagradável.

Os meninos não têm esse tipo de escrúpulo. O cocô pode ser fedido, grande ou pequeno. Nada disso os intimida. Pelo contrário. Adoram soltar gases para chamar a atenção. Quanto pior o cheiro, melhor!

As meninas têm de fazer cocô cor-de-rosa e com um cheirinho agradável. Só que as fezes sempre são feias e cheiram mal.

Outro drama diz respeito ao vaso sanitário. Todos, menos o de sua casa, parecem esconder um monstro capaz de infeccioná-la com perigosíssimas bactérias que podem complicar a sua vida sexual e arruinar suas possibilidades de ser mãe.

Assim, o reflexo vem, a menina o inibe; depois de duas horas ele retorna, ela o inibe outra vez e passa aquele fim de semana sem usar o banheiro. Só faz cocô ao voltar para casa. Se a viagem durar uma semana, serão sete dias sem defecar!

Banheiro público ela não usa de jeito algum, pois tem medo de contrair doenças. “Afinal, mamãe me falou que quando eu crescer posso até engravidar em um banheiro público.”

Com o tempo, o reflexo é abolido e deixa de ser pressentido. Em outras palavras, seu corpo sensorial é negado e ela passa a ter constipação intestinal. Só laxante, mamão e ameixas — e às vezes nem isso — conseguem estimular, de forma anormal, seu intestino, que já não funciona mais por si só.

O mesmo pode suceder com o orgasmo, outro reflexo simples. A respiração acelerada, a vagina intumescida, está tudo pronto para o desfecho, mas um comando de origem psicogênica (a censura) inibe o prazer. O processo educacional iniciado na infância para diferenciar o homem da mulher pode fazer com que o “organismo” guarde coisas para o futuro.

A deseducação do corpo sensorial pode ser revertida, com o tempo e as vivências, mas, em um grande número de mulheres, causa sequelas que às vezes permanecem até a velhice. Uma psicoterapia pode ser necessária para aprender a lidar com essas cicatrizes.

Fonte: trecho do livro “Mulher – Um projeto sem data de validade”, de Malcolm Montgomery – Integrare Editora


%d blogueiros gostam disto: