Formando um cidadão (por Içami Tiba)

março 21, 2016

Se um filho não cuida das suas próprias coisas nem do seu próprio quarto, ele não aprende a cuidar da própria casa. Então, como esperar que ele cuide da sociedade?

Para desenvolver a cidadania, o filho tem que aprender que o que é bom e/ou cômodo para um não pode prejudicar os outros. O filho já tem que começar a praticar a cidadania familiar dentro da própria casa.

Um filho pode ter se acostumado a viver na bagunça, mas ele não pode impor essa bagunça a quem não é bagunceiro.

É a confusão que existe entre estar acostumado e estar bem. Não é porque ele se acostumou com a bagunça que ela é boa. Se a família dele se incomoda com a bagunça, é ele que tem que amadurecer, e não a família, que deve regredir, aceitando esse comportamento retrógrado do filho.

Mil vezes, em vez de criticar, o pai deve simplesmente exigir que arrume o quarto, combinando que prejuízos o filho vai ter cada vez que o quarto estiver na bagunça. É o princípio da coerência, constância e consequência sendo aplicado.

2016-03-21_AQAE_blog_face_insta

Fonte: livro “Adolescentes – Quem Ama, Educa!” de Içami Tiba – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

 

Anúncios

Pais e escola sob o comando dos filhos (por Içami Tiba)

março 14, 2016

Há pais que, por pagar a escola, acham que ela é responsável pela educação dos filhos. Quando a escola reclama de mau comportamento ou da indisciplina do aluno, os pais jogam a responsabilidade sobre a própria escola. “Já trabalhamos tanto, ficamos tão pouco tempo com os nossos filhos que não há horário para educá-los.” Usando esta desculpa como argumento, os pais deseducam os filhos, pois, durante os momentos de convivência, deixam-nos fazer tudo o que querem e não lhes fazem nenhuma cobrança.

Não se pode fazer tudo o que se quer, pois a vontade tem que ser educada. O que seria do trânsito, da sala de aula, dos clubes, dos aeroportos, do país se cada um fizesse o que tivesse vontade? Seria o caos. As regras existem para o benefício de todos, e a disciplina faz parte da educação de uma sociedade.

Os pais se unem aos filhos para reclamar da escola. É mais fácil e cômodo juntar-se ao reclamante do que fazê-lo ver o quanto ele pode estar enganado. O motivo dessa união é defender o filho a qualquer custo, mesmo que ele esteja errado. Se a escola pune, alegando que o aluno transgrediu tal regra, o filho geralmente conta a sua própria versão em casa. Nem sempre essa versão é verdadeira. Geralmente, ela serve ao filho para se proteger dos pais e manipulá-los contra a escola, fazendo-os acreditar que é inocente e que é a escola que está errada. O maior erro dos pais não está em querer proteger o filho, mas em não apurar a veracidade dos fatos. É neste gesto simples, mas firme, de procurar saber a verdade, que a ética é passada ao filho. Um filho não respeita pais que sejam manipulados por ele. Não confia em pais que caem na sua conversa, pois podem cair também nas conversas dos outros. Esta é a melhor maneira de perderem a autoridade.

2016-03-14_disciplina_blog_face_insta

Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa” de Içami Tiba – Integrare Editora

 Saiba mais sobre o livro!

 


Com o mínimo não se faz o máximo! (por Içami Tiba)

março 7, 2016

Se, em casa, a família perdeu a chance de educar, a escola é uma excelente oportunidade, ainda que isso não seja obrigação dela, pois a escola é a única instituição em que quase todas as famílias brasileiras sempre tiveram algum tipo de contato.

Pais e mães devem respeitar as regras da escola, e não tentar adaptá-las à falta de competência do filho, seja mudando-o para uma escola menos exigente, seja incentivando a aprovação sistemática, ou mesmo arquitetando em favor da reclassificação do aluno reprovado. Conseguir bons resultados sem que o filho os mereça equivale a falsificar o mundo para ele. Com isso, mais tarde, ao entrar no mercado de trabalho, ele não conseguirá produzir o que se espera. Terão os pais que pedir ao chefe do filho um salário melhor, ou promoção para ele?

2016-03-07_PEAP_Blog ok

Fonte: livro “Pais e Educadores de Alta Performance” de Içami Tiba – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

2016-03_promo mês_Todos os livros


Televisão e videogame com crianças pequenas: atenção! (por Içami Tiba)

dezembro 28, 2015

Muito cuidado com o uso da televisão como babá eletrônica. Desde pequenas, as crianças ligam sozinhas a televisão e prestam muita atenção em comerciais, que chamam sua atenção por serem alegres, cheios de som, cores e movimentos, com cenários, pessoas e objetos maravilhosos. Suas mensagens, porém, nem sempre são apropriadas a crianças. Entram pelos olhos e ouvidos e passam a fazer parte dos conteúdos de sua mente.

 

Quanto mais tarde a criança ingressar no mundo da TV, melhor. É assustador ver crianças pequenas, de fraldas, tentando imitar o rebolado das dançarinas. Se elas imitam a dança, porque não imitarão a violência? Aquela imagem que entra no ambiente familiar passa a ser natural, passa a ser um costume – esta é uma questão a ser considerada na educação.

 

Caso a televisão faça parte de forma significativa no universo familiar, o ideal para os pequenos são os vídeos educativos, próprios para eles. Usam uma linguagem fácil, quantidade e tipo de estímulo adequado para a idade. Mas mesmo que sejam esses os programas, a televisão não deve nunca substituir momentos de convivência familiar, com outras crianças ou atividades mais saudáveis ao ar livre, por exemplo. Os programas educativos podem ser uma boa opção nos dias chuvosos ou de muito frio, lembrando sempre que serão mais bem aproveitados se forem vistos na companhia de um adulto – que interaja com a criança, comentando as cenas e perguntando à criança o que acha.

 

O que pode representar um problema mais sério do que a televisão é o videogame, principalmente se introduzido em sua vida precocemente. Pior é quando a criança tem contato com aqueles jogos que estimulam a violência ao “contar pontos” por matar os outros. O ideal é adiar esses jogos o máximo que puder.

 

As crianças acima dos 4 anos, quando saudáveis, saberão diferenciara realidade da TV e dos joguinhos com seu mundo: sua família, escola etc. As crianças menores, em geral não têm ainda critério para saber quais são comportamentos aceitáveis ou inaceitáveis; portanto, quando os pais perceberem que elas estão imitando um comportamento inadequado, devem interferir. As crianças maiores, que já estão mais socializadas e que mesmo assim “copiam” comportamentos inadequados requerem mais atenção. TV e videogames são veículos. O que importa são os conteúdos, que podem ser adequados ou não aos pequerruchos. Com certeza há programas ruins e bons, portanto cabe aos pais selecionar o que chega aos seus filhos. Caso os pais não entendam nada disso, procurem quem entenda. Os filhos merecem esse cuidado. É o alimento da personalidade que está sendo selecionado.

 

insta_28_12_QAE_IT_Integrare_Edit

 

Fonte: livro “Quem Ama, Educa!”, de Içami Tiba – Integrare Editora

Saiba mais sobre o livro!

 

 

 

Kit site QAE


%d blogueiros gostam disto: