O interesse e o empenho em educar o filho devem ir além da informação. (por Içami Tiba)

junho 6, 2016

A grande vantagem do ser humano sobre os animais é a possibilidade de modificar seu comportamento, criando soluções para o que o prejudica ou não lhe satisfaz.

 

Um pai integrado tem de superar o machismo e ser uma pessoa verdadeiramente interessada em educar o filho.

 

O interesse e o empenho em educar o filho devem ir além da informação. É preciso que as informações sobre educação, desenvolvimento, drogas, sexualidade e relacionamentos integrais saiam dos livros e entrem na rotina familiar. E, em geral, não é fácil levar a teoria para a prática. A maior dificuldade surge quando conflitos internos dos pais interferem nas ações educativas, e isso não depende da idade dos filhos.

A omissão dos pais, que permite à criança fazer tudo o que deseja, ou a explosão diante de qualquer deslize do filho, além de não educar, distorcem a personalidade infantil, tornando a criança folgada (sem limites) ou sufocada (entupida, reprimida, tímida).

No futuro, ela poderá se revoltar quando for contrariada, ou tiver força suficiente para se rebelar contra o opressor. Portanto, é importante que os pais busquem ajuda quando não conseguem fazer o que tem de ser feito.

A boa educação não se deve pautar pelos conflitos ou problemas que os pais tiveram em sua infância, mas pelas necessidades de cada filho. Mesmo que o casal tenha três filhos, cada um deve ser tratado como se fosse único, pois, embora os três tenham a mesma carga genética, o que prevalece é a individualidade.

 

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Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos” de Içami Tiba – Integrare Editora

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Para que trabalhar tanto se não sou reconhecido nem ganho mais que aquele que nada faz? (por Içami Tiba)

maio 9, 2016

A meritocracia é o reconhecimento pelo que se faz. Não se aplica a promessas, mas a realizações – pois, se não forem transformados em projetos e realizações, bons e ricos sonhos não passam de devaneios. E como cada ser humano é único no Universo e o aprendizado se amolda ao aprendiz, toda construção de Alta Performance depende muito mais da própria pessoa do que somente dos seus provedores, professores ou responsáveis.

Seja no meio familiar, na escola ou no trabalho, a falta de meritocracia atinge a todos. Exemplos existem muitos: em qualquer lugar do mundo, havendo dois trabalhadores com a mesma função numa mesma empresa – e onde um trabalha e outro não –, ambos não podem receber os mesmos salários e benefícios.

Para que trabalhar tanto se não sou reconhecido nem ganho mais que aquele que nada faz? O que nada faz também conclui que não compensa se esforçar mais porque o que ganha já está bom.

 
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Fonte: livro “Pais e Educadores de Alta Performance” de Içami Tiba – Integrare Editora

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A mochila é do filho! (por Içami Tiba)

maio 2, 2016

Repare em algumas mães que chegam à escola com seus filhos. Observe se carregam todo o material escolar das crianças enquanto elas brigam entre si ou correm pelas ruas, leves e soltas. Não parece estranho ver três filhos em total liberdade enquanto todo o peso é carregado pela mãe?

Esse quadro, muito comum, revela uma mãe sufocada e filhos folgados. E isso é apenas o que você pode ver. Imagine como deve ser a vida dessa mulher em casa: as três crianças brigando sem parar e ela tentando estabelecer a paz, ao mesmo tempo em que cuida dos afazeres domésticos.

Não foi de um dia para outro que a situação chegou a esse estágio. Primeiro, a mãe carregou a mochila do pequeno. Já que fez para um, teve de fazer para o outro. E se fez para dois, por que não fazer o mesmo para três? Afinal, ela se acha uma mãe tão dedicada!

 

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A atitude correta seria cada filho carregar o que lhe fosse possível e a mãe ajudasse naquilo de que o filho precisar. E ela teria mais tempo de conviver com os filhos, caso não se escravizasse em benefício deles.

E o pai, que vê a mãe carregando tudo? Por que deixa isso acontecer? Quando é ele quem leva os filhos à escola nem se dá ao trabalho de descer do carro. E, se descuidar um pouco, é capaz de nem conversar com eles durante o trajeto, pois precisa ouvir as notícias pelo rádio. Esse pai deve abrir os olhos. E também os ouvidos para o que os filhos falam. Mais ainda: abrir os braços para ajudá-los no que precisarem.

 

Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida” de Içami Tiba – Integrare Editora

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O mundo virtual e os bebês (por Içami Tiba)

abril 25, 2016

Atualmente um bebê com menos de um ano de idade já pede iPad dos pais para ficar sozinho e muito atento às imagens, movimentos, cores e sons da telinha que surgem ao seu toque, manifestando sorrisos, demonstrando prazer. Não gosta, se irrita, reclama, quando lhe tiram o iPad. Cada vez ele quer ficar mais tempo. O que fica cansado é o corpo dele que precisa ser movimentado, reposicionado onde e como estiver, mas ele não larga o iPad.

Quando o brinquedo virtual prejudica outros afazeres, como mamar, dormir, e surgem irritações, impaciências, agressividades à flor da pele, o bebê pode estar funcionando como viciado.

Os três maiores problemas do vício são:

1 Atrapalhar o seu desenvolvimento mental.

O cérebro está sendo ocupado por um único tipo de estímulo‑atividade em detrimento de outros aprendizados necessários, no período em que os humanos mais aprendem na sua vida.

2 Deixar de desenvolver sua capacidade de se relacionar com outros humanos e isola-se num mundo virtual, onde não há calor humano, sentimentos e ações relacionais presenciais.

3 O que e quanto deixa de aprender no tempo gasto com o vício.

 

O virtual é apenas um recurso a mais para viver bem e não para substituir a vida nas suas áreas afetivas, no calor humano, nas emoções básicas e nos afetos mais elevados.

 

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e Futuro” de Içami Tiba – Integrare Editora

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O problema da relação folgado x sufocado (por Içami Tiba)

abril 18, 2016

Uma vez estabelecido o diagnóstico do relacionamento de folgados e sufocados, é preciso uma reformulação com base nos sufocados para que o folgado seja menos delinquente.

Como a sociedade tem regras mais fortes, rígidas e claras que a família, o grande temor dos pais é que o filho faça fora de casa o que já está fazendo dentro. E com certeza a sociedade não será condescendente como a família.

A relação custo-benefício precisa ser restabelecida para alterar esse esquema. Do contrário, se os pais não arcarem com esse custo, o filho pode jogá-lo aos irmãos, tios, avós ou mesmo aos empregados da casa. 2016-04-18_Disciplina_sem promo

Enquanto houver quem se sufoque pelo folgado, seu inadequado comportamento será mantido.

 

Fonte: livro “Disciplina – Limite na medida certa” de Içami Tiba – Integrare Editora

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Não tenham medo de responsabilizar os seus filhos (por Içami Tiba)

abril 11, 2016

Todo delinquente doméstico só vai em frente porque é um sedutor e encontra o terreno livre. O medo de traumatizar a criança às vezes é tão grande que os pais acabam deformando-lhe a mente por falta de uma ação corretiva, responsabilizadora.

Há crianças que batem na mãe, porque antes já a xingaram. E só xingaram depois de desobedecer. Quanto mais a criança for educada, a partir de seus primeiros passos, maior será a eficiência da educação. Portanto, a mãe não deveria permitir desobediência nunca.

Para isso, o maior segredo é a mãe obedecer a seus próprios “nãos”. Significa que só deve proibir algo cuja negação ela realmente possa sustentar, sem logo transformá-lo em concessão ao menor motivo. A obediência fica garantida pelo respeito que a mãe exige do filho. Defender-se dos maus-tratos, inclusive vindos da criança, é um gesto tremendamente educativo, além de ser ético e próprio de um verdadeiro cidadão.

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Fonte: livro “Quem Ama, Educa! Formando cidadãos éticos” de Içami Tiba – Integrare Editora

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A educação “batata-quente” (por Içami Tiba)

abril 4, 2016

A educação familiar não está dando conta das suas funções por uma série de motivos. A família acaba delegando ativa ou passivamente à escola, que não tem preparo, essa função. A família, hoje, reclama que a escola não faz a sua parte, pois acha que, se o filho está na escola, a responsabilidade da educação deve ser dela. A escola retruca, pois não consta do currículo escolar a “educação familiar” e devolve o aluno mal-educado aos seus pais.

Assim, a criança e o adolescente passam a ser uma “batata quente” que a família passa para a escola e a escola devolve para a família. Para tornar essa educação, escolar e familiar, mais compreensível e aplicável para qualquer pessoa, chamei-a de Educação Sustentável.

Educação Sustentável é tudo o que uma pessoa aprende ao longo de sua existência material – que seja dinâmico, evoluível, reproduzível, renovável, que dê origem a novos aprendizados; que seja acrescentável a todos os outros valores do bem, podendo ser multiplicável, reavaliado a todo instante pela própria pessoa. Enfim, é algo que não vem a ser simplesmente consumido, roubado, gasto, esquecido por desuso ou desprezado.

Educação Sustentável é como aprender os números: uma vez aprendidos, jamais os esquecemos e sempre os usamos; quanto mais usamos, mais práticos nos tornamos; é assim que conseguimos aprender as quatro operações matemáticas, e, por esse caminho, conseguimos chegar até a astronomia ou à física quântica.

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Fonte: livro “Educação Familiar – Presente e futuro” de Içami Tiba – Integrare Editora

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