Afinal, para que serve o dinheiro? Por Gabriel Carneiro Costa

julho 12, 2013

Sempre gostei e gosto de dinheiro. Porém, acredito que ele compra prazer, que é diferente de felicidade. O que nos confunde é que, quanto maior a frequência de compras para ter prazer, mais parecido esse prazer fica com a felicidade.

Pense em um dia em que você acorda e não precisa trabalhar. Levanta da sua enorme cama coberta por uma colcha de milhares de fios vinda de não sei onde. Desce até sua sala e lá encontra uma linda mesa de café da manhã, que saboreia enquanto aprecia a vista da sua janela. Veste roupas de marca, entra no carro importado e vai passear com seu barco nas águas transparentes que cercam a cidade. No fim do dia resolve passar no shopping para comprar acessórios de algum novo hobby e acaba optando por jantar em um badalado restaurante que acaba de ser inaugurado. Degusta um prato de carnes nobres com vinhos cuidadosamente envelhecidos. Volta para sua charmosa casa e pega no sono assistindo a um grande lançamento do cinema na enorme TV que possui no quarto, escutando o barulho da lenha queimando na lareira.

Não lhe parece um dia perfeito? Pelo menos para mim, sim. Mas esse é um dia feliz? Não sei. Só posso fazer essa afirmação depois de conhecer intimamente a pessoa que viverá esse dia digno de um filme de Hollywood.

Não tenha dúvida de que se trata de um dia em que o dinheiro compra prazeres o tempo todo. E isso sim é algo muito semelhante à felicidade.

Meu avô materno costumava dizer que chorar na favela e chorar em Paris produziam lágrimas diferentes. E é verdade. Na realidade, produzem lágrimas muito, muito, muito diferentes. Mas em ambos os casos são lágrimas.

Nem mesmo os mais afortunados estão livres de frustrações, decepções, tristezas, perdas e qualquer outro sentimento ruim. O dinheiro não cria esse escudo, apenas amplia a oportunidade de sair mais rápido de um estado depressivo. Isso quer dizer que o dinheiro não tem valor e não é uma meta importante em nossa vida? De maneira alguma.

O problema é que muitas pessoas passam a vida apenas correndo atrás do dinheiro e se esquecem de que ele sozinho traz apenas momentos de felicidade, uma experiência finita, que não garante o sentido da vida.

Pobre daquele que acredita que o sentido da vida é se cercar de luxo e ter uma conta bancária polpuda. Essa é uma parte importante, mas pequena perto da complexidade que é encontrar o real valor das coisas.

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Fonte: livro “O encantador de pessoas – Como trabalhar sua vida em busca da felicidade e realização pessoal”, de Gabriel Carneiro Costa – Integrare Editora

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Qual aspecto da vida passada não queremos mais repetir ou experimentar? Por Gabriel Carneiro Costa

junho 28, 2013

Raiva é um sentimento diferente de ódio. A parte que me agrada na raiva é que ela é composta de muita energia. Sentimentos como medo e tristeza, comumente observados em momentos de insatisfação e desejo de mudança, emanam baixa energia e costumam paralisar.

            Já a raiva provoca ação. A raiva move. É lógico que muitas vezes ela move para uma ação inadequada, mas esse é outro ponto, em que analisaremos a ação em si.

 

A raiva, como sentimento isolado, pode ser positiva porque realmente leva as pessoas a fazer alguma coisa.

 

E, para garantir que a ação seja positiva, é importante equilibrá-la com o prazer. O desejo de busca do prazer (e da satisfação) também move. Nós nos esforçamos para alcançar momentos de prazer e um estilo de vida mais satisfatório, e focar nesses desejos nos mantém conectados com um plano de ação.

            A forma interessante de equilibrar esses dois sentimentos é criar referências temporais. Raiva de algo no passado e prazer por algo no futuro.

            No momento da mudança, é importante lembrar qual aspecto da vida passada não queremos mais repetir ou experimentar. E, nessa visão, despertar a raiva pode ser uma ótima pólvora para o início de uma transformação.

            Paralelamente a isso, é muito importante saber que prazer buscamos. Qual é a vida satisfatória que queremos ter no lugar daquela que gera raiva. Trabalhar apenas a insatisfação passada nos leva a mudar, mas não garante que nos levará, de fato, para um lugar melhor. Já trabalhar apenas a satisfação futura pode gerar baixa energia e acabar nos deixando em uma zona de conforto com a justificativa de que a vida atual não está de todo ruim.

 

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Em vez de afagos, pensamentos; em vez de abraços, perguntas! Por Gabriel Carneiro Costa

junho 21, 2013

Muitas vezes, no interesse de ajudar uma pessoa com certa dificuldade, oferecemos o famoso “ombro amigo”. Brindamos a pessoa com estímulos e afirmações de que o tal problema vai passar e a acolhemos com abraços e afagos na cabeça. E não há quem não goste desse momento, que também é muito importante para todo ser humano.

            Esse tipo de comportamento é carinhoso e protetor no sentido de gerar confiança. Mas, no que diz respeito a gerar ação para uma mudança efetiva de vida, esse tipo de atitude não ajuda. Se o objetivo é apenas transmitir afeto, funciona. Mas, se é gerar permissão e estímulo para a pessoa evoluir diante do impasse, o melhor é questionar o que está ocorrendo e o que a pessoa pode fazer diante disso.

            Em vez de afagos, pensamentos. Em vez de abraços, perguntas. E deixar todo o carinho para um momento de comemoração ou de simples troca de afeto. Não precisamos criar o hábito de transmitir carinho diante das dificuldades. Isso apenas ensina a fugir daquilo que realmente precisa ser enfrentado.

 

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Quem está na média não está em lugar algum! Por Gabriel Carneiro Costa

junho 1, 2013

31/05 SEXTA:

 

Não nos lembramos das pessoas medianas em nossa vida, mas das extremidades. Seja por bem ou por mal, é esse tipo de professor e colega que fica na nossa memória da época escolar. Os amados e os odiados. Não nos lembramos daquele professor que era mais ou menos.

            As pessoas usam a posição mediana como uma espécie de defesa e justificativa para aquilo que estão com medo de enfrentar e resolver. Dizem que sua vida não está tão boa, mas também não está ruim.

            Não raro, escuto de clientes que sua vida poderia estar pior, então não têm do que reclamar.

            Ter saúde é muito diferente de não estar doente. Estar feliz na carreira é diferente de não estar mal empregado. Ter um casamento satisfatório não é a mesma coisa que não querer o divórcio. Estar feliz é muito diferente de não ter do que reclamar.

 

Como podemos definir nossa vida como feliz porque poderia estar pior?

 

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Fonte: livro “O encantador de Pessoas – Como trabalhar a sua vida em busca da felicidade e realização pessoal”, de Gabriel Carneiro Costa – Integrare Editora

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“Somos os responsáveis por provocar a mudança daquilo que queremos ver em nossa vida” Por Gabriel Carneiro Costa

maio 22, 2013

Conseguir se divertir, se soltar e vivenciar momentos de prazer exige treino. Ser feliz no casamento, na relação com os filhos, no círculo de amizades igualmente requer prática.

            Há quem já venha ao mundo com certas habilidades sociais, e esse processo se torna mais simples e rápido. Ainda assim, em determinado momento da vida precisou aprender um hábito. Formar uma boa rede de amizades e ter um bom diálogo nas relações íntimas são ações cognitivas. Todos nós temos a capacidade de ser bons nisso, basta querermos e entendermos que, assim como na vida profissional, isso exigirá dedicação.

            Nesse processo evolutivo, duas palavras têm alta relevância: sequência e frequência.

            Sequência é a capacidade que temos de valorizar cada pequeno passo e dessa forma nos sentirmos andando. Tão importante como saber quanto falta é saber quanto já se andou. A capacidade de sequência não nos permite a zona de conforto e, ao mesmo tempo, amplia a consciência sobre o fato de que sempre há um caminho a ser percorrido.

            Frequência é a disciplina de que precisamos para evoluir em algum aspecto da vida. É o ato repetitivo de ensaiar, treinar e evoluir. É entender que a mudança não se dá em um fato único, e sim no conjunto de mudanças pequenas e cotidianas. É o exercício de lembrar que tal atividade precisa ser realizada em prol de uma vida melhor.

Essas duas palavras — sequência e frequência — estão sob o nosso domínio, por isso estão ligadas ao jogo interno. Ninguém pode nos propiciar sequência e frequência.

 

“Somos os responsáveis por provocar a mudança daquilo que queremos ver em nossa vida.”

 

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Fonte: livro “O encantador de Pessoas – Como trabalhar a sua vida em busca da felicidade e realização pessoal”, de Gabriel Carneiro Costa – Integrare Editora

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Pais equilibrados, filhos realizados! Por Gabriel Carneiro Costa

maio 6, 2013

 

“Vejo os pais mais preocupados em satisfazer os filhos do que em questionar até onde determinada satisfação está alinhada com a educação que julgam ser a mais assertiva. Educar por comodidade nunca foi educar.”

 

          Não sei que tipo de pai ou mãe você quer ser, mas, independentemente dessa escolha, seja pai e seja mãe. Ter filhos é entrar em campo para um jogo que nunca jogamos, e a pior postura que podemos ter é não querer jogar o jogo completo.

            Não existem pai ou mãe que sejam “mais ou menos”. Ou são pais ou não são. Não é a dificuldade de educar um filho que torna um pai melhor ou pior, mas sim a sua capacidade de dedicação.

            Dedique-se a ser um pai melhor e você terá um filho melhor. Procure fazer diferença na vida do seu filho, e ele fará diferença na sua. Encontre o seu sentido como pai ou mãe, e ele encontrará o seu sentido como filho.

            E, na jornada de formar outra pessoa, nunca deixe, em qualquer idade, de se perguntar: eu estou sendo o pai ou a mãe que realmente quero ser?

          Antes do filho que teremos vêm os pais que seremos.

 

“Na ânsia de dar ao filho tudo de que ele supostamente precisa, muitos pais se esquecem de oferecer o que é de fato mais importante para qualquer criança: sua presença”

 

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Fonte: livro “O encantador de Pessoas – Como trabalhar a sua vida em busca da felicidade e realização pessoal”, de Gabriel Carneiro Costa – Integrare Editora

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Qual foi a última vez em que você gargalhou? Por Gabriel Carneiro Costa

maio 3, 2013

Em muitos trabalhos que realizo, utilizo uma técnica de soltar o lado Criança Livre. Percebo que muitas pessoas não têm permissão para manifestar prazer, alegria, leveza, características típicas de uma criança. Não sabem gozar os momentos sem nenhum tipo de julgamento, crítica ou bloqueios.

            É justamente essa criança interna, que todos temos, que nos dá a liberdade de estar entregue para curtir o aqui e agora.

            Muitas pessoas têm dificuldade de liberar esse lado mais infantil e não conseguem desfrutar de ocasiões em que a alegria é o foco principal. Um encontro com amigos, com a família, brincadeiras, jogos, dança, sexo, entre outros. Momentos que não dependem de uma situação financeira privilegiada, que não necessitam de grandes esforços. São situações em que podemos perceber que a felicidade é acessível a todos. Pode ser ouvir uma música em volume alto e se permitir dançar, sozinho, no meio da sala. Ou quem sabe um jogo de cartas com amigos, ou uma brincadeira nova com o filho, uma rodada de piadas e por aí vai.

 

Qual foi a última vez em que você gargalhou? Qual foi a última vez em que se divertiu como uma criança?

 

            Se você tem memória recente de uma experiência em que sua criança livre se entregou, parabéns! Muitas pessoas com que trabalhei nos últimos tempos encontram dificuldade para se soltar e se entregar ao simples ato de ser feliz. Outras possuem essa capacidade, mas sempre sob o efeito de bebidas alcoólicas. Quimicamente, o álcool age sobre os nossos neurônios inibidores, por isso nos sentimos mais leves e com maior permissão para agir da forma mais espontânea possível, sem um filtro crítico interno.

 

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Fonte: livro “O encantador de Pessoas – Como trabalhar a sua vida em busca da felicidade e realização pessoal”, de Gabriel Carneiro Costa – Integrare Editora


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