Modelos de gestão baseados no medo. (por José María Gasalla e Leila Navarro)

setembro 30, 2015

O uso intensivo de vigilância é uma característica das organizações em que o medo funciona como instrumento de gestão. Isso deu bons resultados nas empresas estáticas, fechadas e repetitivas do passado, já que a única coisa que as pessoas tinham de fazer era o que dizia o chefe e determinava a norma.

Bastava isso para que as coisas dessem certo, o trabalho fosse feito como deveria e se repetissem as ações que haviam dado certo em anos anteriores.

Ocorre que, no mundo competitivo e dinâmico de hoje, as empresas não têm nenhuma garantia de sucesso ao repetir as ações de anos anteriores e tampouco podem utilizar o medo como instrumento de gestão dos talentos que lhes são tão necessários. O medo faz com que as pessoas se fechem, não se comuniquem, não arrisquem, não se desenvolvam, não criem. Sem isso, não há inovação, não há eficiência competitiva, não há sucesso.

Deixar de praticar a gestão baseada no medo não é simplesmente uma questão moral, de certo ou errado: é também uma questão de eficiência e resultados. Pelo mesmo motivo, por exemplo, as empresas praticam a responsabilidade social corporativa, que, sejamos realistas, não é tão aclamada por fazer bem às pessoas, criar uma sociedade mais justa e equilibrada, e sim por motivos econômicos. Se o consumidor percebe que a empresa tem uma atuação social, está preocupada com o bem-estar da comunidade e o desenvolvimento das pessoas, irá comprar mais seus produtos.

Se as empresas não adotam ações progressistas por convicção de que é o melhor a fazer, que seja pela necessidade de seguir uma tendência para a qual não há escapatória. O que importa é que abandonem o medo como instrumento de gestão – do contrário, sua sobrevivência estará seriamente ameaçada.

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Fonte: livro “Confiança: a chave para o sucesso pessoal e empresarial”, de José María Gasalla e Leila Navarro – Integrare Editora

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Para ter coerência… (por Leila Navarro e José María Gasalla)

julho 1, 2015

Veja alguns itens essenciais para um líder ter coerência em suas atitudes do dia-a-dia

► Preste atenção no que diz de si mesmo e dos outros.

► Não diga de si mesmo e dos outros o que não sabe.

► Não deixe que a conveniência paute sua opinião de si e dos outros.

► Se quiser pregar um modelo de conduta, não deixe de segui‑lo.

► Não deixe que seu discurso seja mais maravilhoso que suas ações.

► Dê o exemplo de disposição.

► Não busque regalias em função de seu cargo: não gaste mais do que o estipulado em viagens; não pise na área que está sendo higienizada pelo pessoal da limpeza.

► Não abandone uma boa ideia por conta da conveniência ou do medo.

► Perceba que, quanto mais graduado o executivo, mais repercutem seus deslizes. Viram exemplos inversos.

► Saiba que para ganhar confiança é preciso tê‑la nos outros.

► Lembre‑se de que “nada muda se você não mudar”.

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Fonte: livro “Confiança, o diferencial do líder: a formidável e intrigante história de um desafio de gestão”, de Leila Navarro e José María Gasalla – Integrare Editora

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Criando ambientes de confiança. (por Leila Navarro e José María Gasalla)

maio 27, 2015

Para sobreviver no competitivo mundo globalizado, as empresas precisam ter gente comprometida com os objetivos organizacionais. Exortam seus funcionários a “vestir a camisa”, “dar o seu melhor”, buscar continuamente o autodesenvolvimento e a superação e tudo o mais. Procuram estimular a fidelidade com promoções de carreira, prêmios e outros mecanismos recompensadores. Só se esquecem de que, para criar o vínculo que desejam com os funcionários, precisam oferecer a eles um ambiente de confiança.

Se a organização não dá confiança às pessoas, as pessoas não dão confiança à organização, não criam comprometimento com ela e a abandonam na primeira oportunidade que tiverem. Ocorre com as empresas algo semelhante ao que ocorre com as famílias. Se a família faz com que os filhos se sintam estimados e respeitados, tenham abertura para discutir as regras, falar abertamente o que pensam e cometer erros, eles se manterão por perto; caso contrário, darão um jeito de sair de casa e viver em um lugar no qual se sintam melhor.

Há os profissionais que não deixam a empresa, mas também não criam comprometimento e passam a vida fazendo apenas a sua parte. Sabem que sofrerão sérias consequências se não corresponderem ao que se espera deles, mas não fazem nada além disso. Não se preocupam com o trabalho dos outros, não se interessam pelos problemas da empresa, não ousa ir além de suas funções. Agem dessa forma não por simples má vontade, mas principalmente por não confiar que sua iniciativa faça diferença.

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Fonte: livro “Confiança – a chave para o sucesso pessoal e empresarial”, de Leila Navarro e José María Gasalla – Integrare Editora

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Dicas para saber cumprir aquilo com o que nos comprometemos! (por Leila Navarro e José María Gasalla )

fevereiro 4, 2015

► Jamais prometa para agradar ou iludir.

► Não prometa o que sabe que não poderá cumprir.

► Calcule os riscos.

► Nunca use a promessa como propaganda.

► Não abandone promessas. Pague as dívidas assumidas por você ontem.

► Assuma seus erros. Faça correções imediatas.

► Envolva‑se nos assuntos do grupo e assuma a responsabilidade também pelas decisões coletivas.

► Planeje suas ações com base numa relação de ganha‑ganha.

► Socorra o outro se sua decisão o prejudicou.

► Assuma os erros da equipe como seus. Jamais atire culpa nas costas dos colegas.

► Renuncie ao benefício pessoal se puder favorecer o coletivo.

► Ofereça‑se para participar de novos projetos. Mas, se assumir tarefas, cumpra‑as a risca.

► Saiba que voluntários não são menos responsáveis que aqueles designados para uma função. Também é preciso cumprir.

► O significado do voluntariado é “ir além do dever”, como diz Vicente Ferrer.

► Estabeleça seus limites e faça com que os outros os conheçam.

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Fonte: livro “Confiança, o diferencial do líder : a formidável e intrigante história de um desafio de gestão”, de Leila Navarro e José María Gasalla – Integrare Editora

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Receitas de Sucesso (por Leila Navarro)

novembro 7, 2014

A questão dos modelos de sucesso está estreitamente ligada à da confiança, embora à primeira vista não pareça. Quando adotamos o sucesso dos outros como referência para nossa vida, a tendência é fazer o mesmo que eles fazem para alcançar aquele sucesso.

Mas será que seguir a receita dos modelos de sucesso é garantia de bons resultados? Não é o que parece. As classes de MBA e pós-graduação das universidades estão lotadas de profissionais que almejam a direção da empresa em que trabalham, mas quantos deles realmente chegarão lá?

O fato é que, apesar de todos os esforços que fazemos, nem sempre as coisas ocorrem como planejamos. E nem podem ocorrer, porque tentamos viver a vida dos outros em vez da nossa. Nós nos dedicamos a desenvolver os talentos dos outros, não a reconhecer e burilar os nossos. Utilizamos soluções que funcionaram para os problemas alheios em lugar de criar soluções para os nossos. Perseguimos as oportunidades que surgiram para os outros e não vemos as que surgem para nós.

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Fonte: livro “Confiança – A chave para o sucesso pessoal e empresarial”, de Leila Navarro e José María Gasalla. Integrare Editora

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Desconfiança: proteção ou muralha? Por Leila Navarro

junho 18, 2014

Nossa falta de confiança é generalizada e se estende a estranhos, colegas de trabalho, governos, instituições, projetos, empresas, mudanças, enfim, qualquer coisa que possa representar algum tipo de ameaça à nossa estabilidade ou segurança.

E assim fazemos da desconfiança a muralha que nos separa dos perigos do mundo exterior. Mas até que ponto ela nos protege e até que ponto nos aprisiona? Enquanto vivemos seguros aqui dentro, o que estamos deixando de viver lá fora? Poderemos ser pessoas autoconfiantes, realizadas e felizes nos limites de nossa muralha ou para isso teremos de nos aventurar para além dela?

A situação é no mínimo contraditória, pois enquanto desconfiamos para não sermos passados para trás não conseguimos ir em frente. A desconfiança nos aconselha a ficar nos limites do conhecido, a evitar riscos e a nos fechar para os outros, ao passo que o mundo de hoje – especialmente no que diz respeito à carreira profissional – requer abertura para o desconhecido, coragem para arriscar e integração com as pessoas.

 

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Fonte: livro “Confiança – A chave para o sucesso pessoal e empresarial”, de Leila Navarro e José María. Integrare Editora

 

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Receitas de sucesso

dezembro 7, 2012

A questão dos modelos de sucesso está estreitamente ligada à da confiança, embora à primeira vista não pareça. Quando adotamos o sucesso dos outros como referência para nossa vida, a tendência é fazer o mesmo que eles fazem para alcançar aquele sucesso. Nosso modelo é o executivo de alto salário e plenos poderes? Então desenvolvemos as competências que ele tem e trabalhamos pelo menos 12 horas por dia, já que para chegar lá ele trabalhou muito. É o profissional celebrado e altamente reconhecido, que dá palestras e escreve colunas em revistas? Vamos descobrir os cursos que ele fez, ler os livros que recomenda e nos relacionar com as mesmas pessoas de seu networking. É o empresário que começou do zero e construiu um grande império? Temos de conhecer sua trajetória de vida e nos inspirar nas lições que ela ensina.

Mas será que seguir a receita dos modelos de sucesso é garantia de bons resultados? Não é o que parece. As classes de MBA e pós-graduação das universidades estão lotadas de profissionais que almejam a direção da empresa em que trabalham, mas quantos deles realmente chegarão lá? Milhares de empresários já leram os livros de Jack Welch, o legendário expresidente da General Motors, mas quantos conseguiram promover o crescimento espetacular de seus negócios?

O fato é que, apesar de todos os esforços que fazemos, nem sempre as coisas ocorrem como planejamos. E nem podem ocorrer, porque tentamos viver a vida dos outros em vez da nossa. Nós nos dedicamos a desenvolver os talentos dos outros, não a reconhecer e burilar os nossos. Utilizamos soluções que funcionaram para os problemas alheios em lugar de criar soluções para os nossos. Perseguimos as oportunidades que surgiram para os outros e não vemos as que surgem para nós.

Some-se a isso a falta de autoconfiança e o resultado não poderia ser outro: encontramos inúmeras dificuldades, a vida não flui e o sucesso não vem. Questionamos por que as coisas não dão certo, e as respostas que obtemos são nada mais que o eco das velhas crenças que adquirimos a respeito de nós mesmos e da vida. “O sucesso é para poucos.” “Não sou bom o suficiente.” “Os outros só querem puxar o meu tapete.” “Não tenho sorte.” “A vida é dura” etc. etc.

A falta de confiança e a identificação com modelos nos impedem de obter os resultados que desejamos, o que confirma nossas crenças negativistas, o que reforça a falta de confiança, o que nos impede de obter resultados…

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Fonte: livro “Confiança – A chave para o sucesso pessoal e empresarial”, de Leila Navarro e José María Gasalla – Integrare Editora

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